Casa Erwin Rux, Rio da Luz. Fonte: Espaço Arqueologia, 2019, , retirado do livro "Morar na Colônia: a arquitetura da imigração em Testo Alto e Rio da Luz"
Um mapa turístico ilustrado em aquarela, um aplicativo para celular, disponível para Android e iOS, e dois livros que reúnem histórias dos bairros de Rio da Luz, no município de Jaraguá do Sul, e Testo Alto, em Pomerode, ambos em Santa Catarina, compõem o Projeto Lumiar, que vai realizar o lançamento online dos produtos às 19h desta quinta-feira, 8. Resultado de dois anos de pesquisa junto às comunidades dos bairros, o evento de lançamento recebe apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Ouro Preto, Minas Gerais. Foto de Rosino, Flickr. Licença CC BY-SA 2.0
No mês de agosto, a cidade mineira de Ouro Preto assinou uma parceria público-privada para um projeto de "cidade inteligente", colocando em marcha os planos de se tornar a primeira smart city histórica do Brasil. O contrato prevê um investimento de R$ 10 milhões e abre concessão administrativa para que o consórcio Ouro Luz opere o parque de iluminação pública e a infraestrutura de telecomunicações de Ouro Preto por 25 anos.
Apesar do reconhecimento pela UNESCO de locais específicos do patrimônio mundial, alguns estão em constante perigo de desaparecer devido a fenômenos naturais como terremotos, e fenômenos humanos como a urbanização. Por definição, estes marcos são relevantes na história da humanidade e têm características que refletem os valores mais humanos de várias civilizações. No entanto, muitos deles não foram experienciados pessoalmente por uma grande parte da população.
Ensaio produzido originalmente como trabalho final da disciplina eletiva Moradias Tradicionais da Escola da Cidade em 2017 aborda a presença pouco conhecida de construções pré-colombianas de grande escala presentes no meio da Floresta Amazônica.
Nos últimos 40 anos, foram encontradas no Estado do Acre centenas de formações geométricas maciças escavadas no solo – os chamados geoglifos. Estas construções demonstram que a Amazônia já foi habitada há milhares de anos e que a sua vegetação foi manejada, desmentindo a imagem de que a região seja um território intocado.
Reaproveitar uma pré-existência, atribuindo-lhe novo uso ou simplesmente melhorando suas condições, poder ser uma estratégia inteligente em nosso contexto ambiental de acelerado consumo de recursos. Pensar em modos de recuperar um edifício é tarefa da arquitetura, mas a missão se complexifica quando a pré-existência é imbuída de altos valores e significados culturais e históricos, já que intervir – e alterar – o patrimônio arquitetônico significa redesenhar o passado e prescrever um futuro, que pode ou não conter novos modos de usar a estrutura.
Embora a multidisciplinaridade seja uma das mais interessantes virtudes da formação dos arquitetos e urbanistas, ela pode se confundir com certa imprecisão e desvios a respeito da apreensão das possibilidades práticas da profissão quando interpretada de forma genérica. Vez ou outra, é importante reiterar as particularidades do grande leque que a palavra "projeto" supõe ao campo, já que são elas que produzem tipos de conhecimento específicos e nichos que podem e devem ser ocupados pelos arquitetos.
Todos os brasileiros que atuam na gestão, preservação, valorização e promoção do Patrimônio Cultural podem participar do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1987, esta é a maior premiação nacional no campo do patrimônio cultural e tem como objetivo valorizar aqueles que atuam em favor da preservação dos bens culturais do país.
No apogeu do Império Romano, seu território se estendia a mais de cinco milhões de quilômetros quadrados, entre Europa, Ásia e África. Roma exercia poder sobre uma população de mais de 70 milhões de pessoas, o que correspondia a 21% da população mundial na época. De fato, como já mostramos em outro artigo, todos os caminhos levavam à cidade de Roma, grande sede do império e o patrimônio material e imaterial deixado pelo império é incomensurável, sendo que até hoje pesquisadores buscam entender todo o seu impacto no mundo atual. Desde o início de sua expansão no século VI a.C. até sua queda no ano de 476 d.C., o legado deixado pelos romanos abrange áreas como o direito, as artes plásticas, o latim que originou diversos idiomas, o sistema de governo e, muito importante, a arquitetura.
A Prefeitura de São Paulo, através do portal online GeoSampa - iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) - disponibilizou um mapa com todos os sítios arqueológicos da cidade. O portal mapeia locais de interesse patrimonial, de cemitérios clandestinos e artefatos indígenas a ruínas de mineração de ouro.
O município de Rio do Antônio, localizado a cerca de 700 quilômetros da capital do estado da Bahia, possui até hoje resquícios deixados da época da escravização no Brasil. O período deixou marcas que podem ser notadas na realidade na cidade, inclusive em sua arquitetura.
A Prefeitura Municipal de Florianópolis organizou uma iniciativa na Ponte Hercílio Luz que mostra, através de fotos comparativas, o espaço ocupado por diferentes modos de transporte com o mesmo número de passageiros. A iniciativa partiu do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e da Secretaria Municipal de Mobilidade e Planejamento Urbano, e faz parte do Programa Ponte Viva.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan abriu inscrições para 10 bolsas de Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural. Os interessados em participar do processo seletivo podem se inscrever até o dia 02 de março de 2020.
Como exercitar um olhar holístico, complexo e sistêmico para o habitar do que chamamos de casa? Como produzir outras formas de valorizar e reconhecer culturas não hegemônicas? Quais as patologias dos sistemas que somos ensinados a acreditar e como criar novas formas de percepção e ação que entendam como os sistemas de produção e organização de vida estão interconectados?
A destruição o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, não pode passar em branco. Essa tragédia deve servir como um grito de basta contra o abandono, negligência e destruição da memória nacional. A realidade, lamentavelmente, é que a situação do Museu Nacional não é única. Outras tragédias iguais podem ocorrer.
Os valores que nos identificam como sociedade não podem virar cinzas como o Museu Nacional. Conclamamos o Estado, os arquitetos e 2 urbanistas, as universidades, os intelectuais, as entidades de classe, enfim, a sociedade brasileira a se mobilizar.
Todo imóvel possui um potencial construtivo definido através de parâmetros urbanísticos específicos de cada zona, conforme a Lei de Zoneamento de cada município. Um imóvel tombado, devido às restrições estabelecidas pelo seu tombamento, pode não conseguir usufruir de todo o seu potencial construtivo previsto em lei. Sendo assim, a Transferência do Direito de Construir (TDC) consiste na permissão dada aos proprietários desses imóveis em vender seu potencial construtivo para outros imóveis da cidade.
No Brasil, o primeiro documento que trata desse tema é a “Carta de Embu”, proposta pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração Municipal (CEPAM), publicada em 1976. Esta carta aborda o conceito de Solo Criado iniciando a ideia de que para edificar além do potencial básico do terreno o proprietário estaria sujeito ao pagamento de uma contrapartida financeira ao poder público, assim como funciona o instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC). Além disso, esse documento também já previa a possibilidade de os proprietários de imóveis tombados venderem o seu direito de construir.
https://www.archdaily.com.br/pt/879527/aplicacao-do-instrumento-da-transferencia-do-direito-de-construir-na-conservacao-de-imoveis-tombadosPenha Pacca e Flávia Peretto
A plataforma SP Patrimôniotem como objetivo "auxiliar a pesquisa de campo, análise do terreno e coleta de dados referente aos bens imóveis tombados" de São Paulo para estudantes e profissionais de patrimônio cultural, minimizando o tempo de pesquisa e acesso à informação.
Desenvolvido como Trabalho Final de Graduação na Universidade Anhembi Morumbi entre os anos de 2014 e 2015, pela aluna Sumaya Távora Costa, orientada pela professora Dra. Melissa R. S. Oliveira, o website conta com um detalhado mapa colaborativo do Patrimônio material tombado na capital paulista.
Cataguases, pequeno município brasileiro pertencente ao estado de Minas Gerais, que concentra população com pouco mais de 70 mil habitantes, ao longo de sua história, ficou conhecida por reunir uma série de significativas obras artístico-culturais ligadas à produção modernista brasileira a partir do século XX. As importantes obras variam entre as Artes Plásticas, Cinema e, sobretudo, Arquitetura, num panorama de produção entre as décadas de 1940 e 1950. Contudo, o peculiar caso é movido ao fato do município, com pequeno perímetro geográfico e populacional, contar com simbólico e potencial patrimônio moderno brasileiro, com obras de Francisco Bolonha, irmãos MM Roberto e Oscar Niemeyer.
Entre as obras arquitetônicas presentes no perímetro da Cidade, dois projetos concebidos por Oscar Niemeyer ajudaram a construir sua história e legado: a Residência Francisco Inácio Peixoto (1940) e Colégio Cataguases (1949). No primeiro projeto, para Francisco Inácio Peixoto, escritor brasileiro, empresário na área industrial e fazendeiro, considerado importante financiador às manifestações artístico-cultural e responsável pela chegada de Niemeyer à região nos anos 40, junto ao paisagismo de Roberto Burle Marx.
De 27 de novembro e 01 de dezembro de 2017 acontece o ArquiMemória 5 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado na cidade de Salvador, Bahia. O evento é promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), através do seu Departamento da Bahia (IAB-BA), e a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA), através do seu Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG-AU) e do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE), e é voltado aos profissionais e pesquisadores atuantes nas áreas de ensino, pesquisa, projetos, obras e gestão do patrimônio edificado.
Com o intuito de ocupar o Centro Antigo de Salvador, o ArquiMemória 5 será realizado em uma série de edifícios históricos localizados no Campo Grande (Praça Dois de Julho) e arredores, entre elas o Teatro Castro Alves, as Reitorias da UFBA e do IFBA e ainda o Hotel Sheraton da Bahia.