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Nile River: O mais recente de arquitetura e notícia

Desenterrando o solo: arquitetura e a política da água

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Quando os ostrogodos cercaram Roma em 537 d.C., seu primeiro ato militar foi cortar os aquedutos. Onze canais alimentados por gravidade abasteciam a cidade com até um milhão de metros cúbicos de água por dia — volume mais do que suficiente para sustentar uma população de mais de um milhão de habitantes, abastecer as termas públicas e limpar os esgotos. Sem os aquedutos, Roma tornou-se um recinto fortificado em torno de um rio poluído, provando que a água era essencial para a própria existência da cidade.

Ao contrário da terra, que pode ser cercada, ou do petróleo, que pode ser armazenado, a água é um recurso que ninguém consegue possuir por completo, mas do qual todos dependem. Ela se move por aquíferos, atravessa fronteiras e corre pelos rios. Os romanos tinham consciência disso: como os aquedutos constituíam uma infraestrutura pública, a água que vertia nas fontes era acessível a todos. Frontino, o administrador que supervisionou o sistema de águas de Roma no século I d.C., documentou cada alocação, cada ligação clandestina e cada abuso do sistema com o rigor de quem compreendia que a gestão da água era um ato cívico. A arquitetura, sob essa ótica, sempre teve a capacidade de tornar a água um bem comum e, na mesma medida e pelos mesmos meios, um privilégio.

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Represado entre a escassez de energia e de água: A Grande Barragem do Renascimento Etíope e o Nilo

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Toda grande barragem divide tanto quanto une, e a Grande Barragem do Renascimento Etíope não é exceção. Feito monumental de arquitetura e engenharia, a megabarragem reuniu a todos, para o bem ou para o mal, para questionar quem pode reivindicar soberania sobre as riquezas do rio, seja a água ou sua força motriz, e para contestar os tratados do Nilo da era colonial.

Inaugurada em setembro de 2025, a Grande Barragem do Renascimento Etíope, ou GERD (na sigla em inglês), é uma imponente estrutura de concreto no Nilo Azul, Abay, no oeste da Etiópia, dentro da região de Benishangul-Gumuz, a apenas 30 quilômetros rio acima e a leste da fronteira com o Sudão. Construída para ser uma grande fonte de energia hidrelétrica, com uma geração estimada de 51,5% da produção nacional total em 2025/26, ela simboliza a soberania nacional da Etiópia, sua ascensão rumo ao desenvolvimento econômico exponencial e sua autodeterminação tecnológica. Por que, então, ela se tornou o centro de uma disputa prolongada sobre segurança hídrica regional e direito internacional envolvendo Etiópia, Sudão e Egito?

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As inspirações por trás das cores da arquitetura tradicional africana

As culturas das sociedades africanas estão intrinsecamente ligadas à cor. Em tecidos, roupas, produtos, esculturas e na arquitetura, diversas sociedades exploram cores ricas e vibrantes, expressivas e alegres. Com diferentes tons, matizes, contrastes, motivos e ornamentos, as cores são abraçadas como uma linguagem não falada, uma paleta para contar histórias e um senso de identidade cultural. Embora o uso da cor nas sociedades africanas possa parecer decorativo ao olhar ocidental, ele é extremamente simbólico, e traz profundo sentido de história. Comunidades usam as cores por meio de ornamentos e motivos, expressando-se com padrões religiosos e culturais nas fachadas para contar histórias familiares e coletivas.

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Rio Nilo como laboratório: pavilhão do Egito explora arquitetura e território na Bienal de Veneza 2023

Ao longo do maior rio do mundo, o Rio Nilo, vários ambientes naturais e paisagens têm sido impactados negativamente por intervenções que não consideram o contexto ou respeitam culturas locais. Em resposta, o NiLab, pavilhão egípcio na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da La Biennale di Venezia, tem como objetivo revisitar esses lugares e destacar o valor do desenho arquitetônico na promoção de um desenvolvimento mais sustentável e culturalmente consciente ao longo do rio. A exposição intitulada "NiLab: Nilo como Laboratório", reconhece a extensão excepcional, a importância histórica e o impacto nas paisagens naturais e humanas do Nilo, fazendo dele um cenário ideal para reflexão sobre questões contemporâneas.

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Como o rio Nilo moldou a arquitetura e a paisagem de Cairo, no Egito

No centro do Cairo, o Rio Nilo, um dos cursos d'água mais emblemáticos do mundo, moldou o destino da civilização por milhares de anos. Servindo como uma vibrante linha de vida, conectando bairros e fomentando um agitado centro de transporte, o Rio Nilo é um recurso natural essencial para o árido Egito. Ao longo da história do país, ele foi considerado fonte de vida e fertilidade em suas enchentes anuais, trazendo riqueza para as terras ao redor. Na edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão do Egito "NiLab" focou em explorar esta fonte de água e seus efeitos no ambiente construído.

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Projetado por Zaha Hadid, maior arranha-céu da África será construído no Egito

Depois de mais de uma década, o Egito retomou seu plano de construir o edifício mais alto da África. Localizado na orla do rio Nilo, no centro do Cairo, o arranha-céu foi projetado por Zaha Hadid em 2007. O presidente Abdel Fattah el-Sisi e o governo estão trabalhando com a incorporadora do projeto, a Living in Interiors, para criar a "Nile Tower", uma torre de 70 pavimentos. Com vista para o Cairo, o Nilo e as pirâmides, o projeto busca simbolizar o crescimento do Egito e o desenvolvimento do país.

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