Hoje, 15 de dezembro, celebramos o nascimento de Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, ou simplesmente Oscar Niemeyer. Símbolo máximo da expressividade e produção da arquitetura moderna brasileira, o arquiteto nascido na cidade do Rio de Janeiro – terra em que poetizou as curvas encontradas na natureza à origem de muitos de seus trabalhos – é responsável por uma vasta produção que envolve variadas tipologias, escalas, e territórios, atualmente organizada pela Fundação que leva seu nome.
https://www.archdaily.com.br/pt/885523/em-foco-oscar-niemeyerEquipe ArchDaily Brasil
O modernismo pode ser descrito como um dos momentos mais otimistas da história da arquitetura, um estilo inovador inspirado por pensamento e idéias utópicas que finalmente reinventou nossos espaços de vida e trabalho, assim como a maneira como as pessoas se relacionavam entre si e com o ambiente construído. Conforme expusemos em nosso artigo AD Essentials Guide to Modernism, a filosofia moderna ainda permanece vigente no discurso arquitetônico contemporâneo, mesmo que as condições específicas que deram origem ao movimento moderno na arquitetura no início do século passado, já não tenham mais nada que ver com o mundo em que vivemos hoje.
Ao nos despedirmos do ano que marcou o centenário da Bauhaus, compilamos uma lista dos principais estilos arquitetônicos que definiram o modernismo na arquitetura. Como uma ferramenta para entender o desenvolvimento da arquitetura ao longo do século 20, esta lista tem como principal objetivo apresentar um panorama completo sobre os desdobramentos do modernismo para além de seu contexto teórico.
Como surgiu a arquitetura moderna? Como evoluímos tão rapidamente de uma arquitetura que tinha ornamentos e detalhes para edifícios que muitas vezes eram vazios e desprovidos de detalhes? Por que a aparência dos edifícios mudou tão drasticamente no início do século XX? A história afirma que o modernismo foi o impulso idealista que emergiu dos destroços físicos, morais e espirituais da Primeira Guerra Mundial. Embora também houvesse outros fatores em ação, essa explicação, embora sem dúvida verdadeira, mostra um quadro incompleto.
Quando estudamos os projetos residenciais desenhados por Amancio Williams, geralmente fazemos referência a sua emblemática Casa sobre o arroio - construída em Mar del Plata entre os anos de 1943 e 1946 - ou a sua ativa participação na direção técnica da Casa Curutchet de Le Corbusier. Mas, existem projetos de residência desenhados por este arquiteto? Que ideias e conceitos chave da modernidade eles nos permitem vislumbrar? Que influências tiveram no desenvolvimento da arquitetura argentina?
Rampas que levam à cobertura. Foto: Jean-Pierre Dalbéra, via Flickr; Licença Creative Commons
O projeto para a fábrica da Fiat no bairro de Lingotto, em Turim (Itália), foi realizado pelo engenheiro Giacomo Mattè-Trucco em 1915. A construção começou no ano seguinte e foi feita em etapas, até a sua conclusão em 1923. Inspirada no fordismo, modelo de fabricação surgido nos Estados Unidos nos anos 1910, a fábrica foi projetada de forma que a linha de montagem dos automóveis fosse ascendente. Ao chegar à cobertura, os automóveis estavam prontos para serem testados numa pista com extensão de aproximadamente 1km.
QUANDO FOMOS MODERNOS: ARQUITETURA E DESIGN NO BRASIL
O legado do moderno brasileiro é hoje matéria de um intenso revisionismo e constitui uma referência central para muitas produções contemporâneas, incluindo aquelas que negam seus preceitos. O curso procura definir historicamente a categoria do moderno no campo da arquitetura e do design no Brasil, entendendo sua emergência no contexto da formação de uma identidade nacional.
Caminhar pelas ruas de uma cidade observando a sucessão de edifícios do tempo e no espaço, é uma verdadeira aula de história, uma viagem no tempo. A história da arquitetura pode ser contada através destes percursos à céu aberto. A cidade de Nova Iorque talvez, seja um dos melhores exemplos disso, um livro aberto da história da arquitetura, uma experiência que vai muito além de apenas algumas jóias da arquitetura moderna, como a Lever House ou o Sagram Building.
Oitenta e cinco anos depois, a casa branca implantada na East 48th Street, projetada por William Lescaze ainda impressiona. Suas Imaculadas paredes brancas e formas puras faz com que ela se destaque em um entorno especialmente marcado por edifícios soturnos, construídos em pedra e tijolo. Ela salta aos nossos olhos assim como se destaca do plano de fachada de seus edifícios vizinhos, avançando sobre a calçada, um objeto deslocado no tempo e no espaço, uma jóia encrustada entre um típico edifício residencial de meia altura e a universal arquitetura miesiana dos arranha-céus norte-americanos. A ruptura na pureza do volume branco, atravessada por dois consistentes e desajeitados panos de tijolos de vidro, é compensada pela plasticidade da marquise de concreto e de suas formas sinuosas dos seus pavimentos inferiores. Os cinco pontos da nova arquitetura definidos por Le Corbusier e publicados em 1926 são facilmente identificáveis neste projeto (menos a cobertura jardim). Construída em 1934 a partir do que sobrou de uma antiga casa da era da Guerra Civil americana, esta foi a primeira casa modernista edificada nas ruas da cidade de Nova Iorque.
Amey Kandalgaonkar compartilhou conosco um projeto que reimagina o tradicional pagode chinês a partir de uma visão modernista. O designer reinterpreta a tipologia como uma homenagem a uma forma de construção que praticamente não sofreu influência do modernismo; seus novos pagodes são imaginados em concreto aparente, sem ornamentação e com grandes balanços que exprimem virtuosismo estrutural.
https://www.archdaily.com.br/pt/916540/amey-kandalgaonkar-reimagina-os-tradicionais-pagodes-chineses-a-partir-da-linguagem-modernaNiall Patrick Walsh
Este livro sobre o engenheiro Rubens Meister (1922-2009) objetiva contribuir para a preservação da memória do patrimônio cultural brasileiro. Particularmente, com o estudo da arquitetura moderna em Curitiba. As pesquisas que o embasam iniciaram-se em 2016, a partir de um edital da Fundação Cultural de Curitiba – incentivado pela Caixa Econômica Federal.
O Líbano é lar de uma variedade de obras impressionantes de arquitetura, influenciadas por milênios de história. Tendo em vista este amplo contexto temporal, um dos projetos recentes mais intrigantes do país fica na cidade de Trípoli - um lugar de rica cultura histórica habitado, em outros tempos, por romanos, fenícios e otomanos - e foi projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. O Centro Internacional de Exposições Rachid Karami reflete, de maneira bastante visível, o lento declínio do país após a guerra.
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CONGRESSO DE ARQUITETURA, TURISMO E SUSTENTABILIDADE - CATS
Pela quarta vez em Cataguases o Congresso de Arquitetura, Turismo e Sustentabilidade – CATS, vai reunir centenas de profissionais, estudantes, pesquisadores e público em geral para debaterem sobre a preservação do patrimônio histórico. O congresso vai ocorrer entre os dias 27 e 30 de Setembro de 2018. As inscrições estarão abertas a partir de 30 de Agosto de 2018.
O Instituto Cremme tem o prazer de convidar estudantes de Arquitetura e Urbanismo, Design, Fotografia, Comunicação e Artes Plásticas de São Paulo para o concurso dentro do quadro da exposição “Experimentando Le Corbusier – Interpretações Contemporâneas do Modernismo”, em vigor no Museu da Casa Brasileira até dia 12 de agosto.
Cartaz para a chamada das sessoes de comunicacao do CATS - Bruna Nogueira
Estão abertas as inscrições para o envio de TRABALHOS ACADÊMICOS para as Sessões de Comunicação do 4o. CATS - CONGRESSO DE ARQUITETURA , TURISMO E SUSTENTABILIDADE - Cataguases - MG.
No dia 26 de abril completou-se 32 anos do desastre nuclear de Chernobyl ocorrido em 1986, com a explosão do Reator 4 da usina nuclear na Ucrânia, causando a morte direta de 31 pessoas, a dispersão de nuvens radioativas pela Europa e o desmantelamento efetivo de 30 km de terras em todas as direções desde o centro da explosão. Trinta e dois anos mais tarde forma-se uma leitura dual da paisagem: uma de extremos de engenharia e outra de inquietude e desolação.
A medida que se transcorre o aniversário do desastre e suas consequências, exploramos o passado, o presente e o futuro da arquitetura de Chernobyl traçando o caminho de uma paisagem que ardeu no fogo, mas que ainda pode ressurgir das cinzas.
O novo livro de Elizabeth W Garber, Implosion: A Memoir of an Architect’s Daughter (She Writes Press), conta a história de como foi crescer em uma casa de vidro, projetada por seu pai, Woodie Garber, já chamado de "mais extremo, experimental e criativo arquiteto moderno de Cincinnati”. O livro de memórias, que será lançado em junho, centra-se em uma família presa no embate entre a arquitetura moderna, a mudança social radical e a loucura na turbulenta década de 1960 em Cincinnati. Recentemente, conversei com Garber sobre o livro, as críticas do modernismo e por que ela não conseguiria morar em uma casa de vidro hoje.
Uma das heranças do Modernismo no mundo, como a arquitetura e o urbanismo de Brasília influenciam a vida de quem vive na capital do Brasil? Este é o tema do documentário O Corpo e a Cidade Modernista, que estreia com duas exibições na Europa: no dia 8 de maio, no Festival de Arquitetura de Copenhagen (CAFx), Dinamarca; e no dia 10 de junho, no Arquiteturas Film Festival, em Portugal.
O argumento, elaborado pelo historiador de arquitetura Charles Jencks na introdução de seu novo livro Postmodern Design Complete, de que os estilos pós-modernos nunca realmente deixaram a arquitetura parece mais preciso que nunca. O movimento do final dos anos 1970 que começou como uma reação aos cânones utópicos do modernismo retomou fôlego dentro do campo profissional, definindo o momento presente na cultura arquitetônica.
Isso levanta uma importante questão: qual é o movimento atual da arquitetura? E o que veio na sequência do pós-modernismo? Se é que houve algo, foi um grito lamurioso de "chega de pós-moderno", seguido por uma onda recente de "salve o pós-moderno", muito bem exemplificada pela recente movimentação para preservar o edifício AT&T de Philip Johnson da remodelação proposta pelo Snøhetta. Até Norman Foster se pronunciou, dizendo que embora nunca tenha sido um entusiasta do movimento pós-moderno, compreender sua importância na história da arquitetura. O pós-modernismo está retornando com todas as suas citações e o espalhafato que lhe são característicos.
Douglas Barnhard, proprietário da empresa de decoração Sourgrassbuilt, projeta e constrói casas de pássaros. Construídos com materiais reutilizados, seus projetos são inspirados no modernismo de meados do século XX e prestam homenagem a Frank Lloyd Wright, Joseph Eichler e a Bauhaus, embora apresentem também elementos que reflitam a rica cultura de surf e skate da Califórnia.