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Metropolis Mag: O mais recente de arquitetura e notícia

Reuso de parques urbanos: um futuro promissor para um presente conturbado

A Metropolis Magazine abordou a produção da High Line Network, um consórcio norte-americano de projetos de reuso que tem compartilhado ideias e práticas ao longo da pandemia.

Desde o início da pandemia, a High Line Network — um associação dedicada ao planejamento e execução de projetos de requalificação urbana em toda a América do Norte — tem realizado uma série de encontros virtuais entre seus membros e parceiros, tanto para comunicar informações à respeito dos projetos em andamento quanto para compartilhar experiências de como cada um dos escritórios está lindando com as dificuldades impostas pela recente crise sanitária. Com muitos projetos sobre a prancheta e outros tantos para serem concluídos e inaugurados em breve, a High Line Network acredita que iniciativas como esta passarão a desempenhar um papel ainda mais relevante na vida das pessoas, especialmente à medida que as restrições de circulação começam a ser abrandadas.

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Inovação na arquitetura? Chega de novos edifícios

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A energia incorporada no ambiente construído é um recurso não natural precioso. É hora de começar a tratá-la como um.

Na sede do Googleplex em Mountain View, Califórnia, o Google tem o que é, sem dúvida, um dos campi corporativos mais sustentáveis da América. Possui um novo complexo de 1 milhão de metros quadrados em um terreno de 42 acres, com edifícios futuristas monumentais do arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels e do britânico Thomas Heatherwick. Mas esses lugares não são os mesmos. Embora o novo campus tenha, sem dúvida, sido desenvolvido com um senso de dever ambiental, o campus radicalmente sustentável é o vizinho, usado pelo Google desde 2003. Previsivelmente - e felizmente - eles continuarão usando-o. Construído em 1994, já foi o lar corporativo de uma empresa de tecnologia anterior de Palo Alto, a Silicon Graphics.

Terreno da Expo 67 será reurbanizado em Montreal

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O projeto de reurbanização do Parc Jean-Drapeau em Montreal é um sinal de que a capital da província de Quebec está comprometida em resgatar e revalorizar seus mais importantes marcos urbanos. Depois de décadas de omissão por parte da administração local, um dos principais parques urbanos de Montreal - onde encontra-se edificada a icônica cúpula geodésica projetada por Buckminster Fuller em 1967 e uma escultura em escala urbana criada por Alexander Calder - será reurbanizado e devolvido à população como um novo e importante espaço de encontro e socialização para a comunidade local.

O tecido urbano da cidade de Montreal, talvez mais do que qualquer outra cidade canadense, foi profundamente alterado e transformado durante a segunda metade do século XX. A Exposição Internacional de 1967, popularmente conhecida como Expo 67, fez com que a cidade de Montreal ficasse mundialmente famosa, recebendo um número recorde de visitantes. A Expo 67 foi a feira mundial de maior sucesso do século 20 e provocou um boom na construção civil que se estendeu até o final da década de 1970.

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Por que ocupar Marte se tornou uma questão de projeto?

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Marte faz parte do imaginário das pessoas há décadas, servindo de tema a ficções literárias e cinematográficas que fascinaram diferentes gerações. Também tem sido objeto de desejo de ambiciosos empresários como Elon Musk e Jeff Bezos, que iniciaram uma corrida bilionária para ocupar o planeta vermelho. Mas a humanidade tem mesmo o direito de colonizar Marte? E, caso positivo, a quem interessa essa ambiciosa tarefa? 

Fabricante espanhola comercializará réplicas de famosa casa de Richard Neutra

O arquiteto modernista Richard Neutra projetou dezenas de casas em Los Angeles e arredores, cada uma invariavelmente racional e espacialmente generosa. Essas qualidades foram sublinhadas pela esposa de Neutra, Dione, quando escreveu que “apenas aqueles que moram em uma casa de Neutra poderiam entender quão maravilhosas são as satisfações e delícias diárias e o quanto essa experiência ajuda a aumentar a alegria de viver."

Edifício brutalista paraíso dos skatistas é reinaugurado em Londres

Edifício brutalista paraíso dos skatistas é reinaugurado em Londres  - Imagem de Destaque
Cortesia de Richard Battye/FCBStudios

A famosa galeria subterrânea do Southbank Centre de Londres, embora abandonada e decadente há décadas - e talvez por isso mesmo -, tem sido por muito tempo um destino muito procurado por skatistas do mundo todo.

Na manhã do último dia 20 de julho, a grade temporária de proteção que isolava o local junto às margens do rio Tâmisa foi finalmente removida. Fechado para reforma, o novo Undercroft do Southbank Centre foi finalmente reinaugurado, uma paisagem topográfica de concreto com mais de 4.000 metros quadrados. Chamado de "Meca do skate", o Undercroft havia sido apropriado e transformado em um circuito completo pelos skatistas, equipado com os mais tradicionais elementos de uma a pista de skate. A reforma da galeria subterrânea do Southbank Centre, ainda cheirando à concreto fresco, procura não somente dar sobrevida a um dos ícones esquecidos da arquitetura brutalista de Londres, mas resgatar e promover a cultura do skate, uma cultura capaz de re-significar espaços esquecidos, abandonados e negligenciados.

O trabalho comunitário global da arquiteta iraniana Yasaman Esmaili

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Nascida em Teerã e profundamente motivada por referências iranianas, a arquiteta Yasaman Esmaili trabalha em projetos por todo o mundo. Entre estes estão, principalmente, trabalhos humanitários e de intervenção em zonas de crise que envolvem profundamente as comunidades locais. Um artigo recente da Metropolis Magazine discute esses projetos, bem como a história e as inspirações de Esmaili.

A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque

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211 East 48th Street, Midtown East, William Lescaze, 1934. Image © Mark Wickens

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Este Artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine aqui.

Caminhar pelas ruas de uma cidade observando a sucessão de edifícios do tempo e no espaço, é uma verdadeira aula de história, uma viagem no tempo. A história da arquitetura pode ser contada através destes percursos à céu aberto. A cidade de Nova Iorque talvez, seja um dos melhores exemplos disso, um livro aberto da história da arquitetura, uma experiência que vai muito além de apenas algumas jóias da arquitetura moderna, como a Lever House ou o Sagram Building. 

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Oitenta e cinco anos depois, a casa branca implantada na East 48th Street, projetada por William Lescaze ainda impressiona. Suas Imaculadas paredes brancas e formas puras faz com que ela se destaque em um entorno especialmente marcado por edifícios soturnos, construídos em pedra e tijolo. Ela salta aos nossos olhos assim como se destaca do plano de fachada de seus edifícios vizinhos, avançando sobre a calçada, um objeto deslocado no tempo e no espaço, uma jóia encrustada entre um típico edifício residencial de meia altura e a universal arquitetura miesiana dos arranha-céus norte-americanos. A ruptura na pureza do volume branco, atravessada por dois consistentes e desajeitados panos de tijolos de vidro, é compensada pela plasticidade da marquise de concreto e de suas formas sinuosas dos seus pavimentos inferiores. Os cinco pontos da nova arquitetura definidos por Le Corbusier e publicados em 1926 são facilmente identificáveis neste projeto (menos a cobertura jardim). Construída em 1934 a partir do que sobrou de uma antiga casa da era da Guerra Civil americana, esta foi a primeira casa modernista edificada nas ruas da cidade de Nova Iorque.

Por que a tecnologia nem sempre é a resposta para tornar as cidades mais inteligentes?

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Inovação e tecnologia geralmente são apresentadas como dois conceitos semelhantes, quando não utilizadas como sinônimos. Entretanto, quando se trata de resolver os atuais problemas de nossas cidades, tecnologia nem sempre é a melhor solução.

A inovação, por outro lado, deve ser uma atuação responsiva, a qual considera todas as funções e processos de uma cidade, incluindo suas carências e potencialidades. Tecnologia pode sim ajudar, mas isso não significa que devemos confiar cegamente em tudo aquilo que surge com a promessa de resolver todos os nossos problemas. 

Antakya Museum Hotel: uma ousada estratégia de preservação histórica

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Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine.

Projetado pelo EAA – Emre Arolat Architecture, o hotel de 199 quartos em Antakya, na Turquia, foi construído com módulos pré-fabricados encaixados em uma enorme trama de vigas e colunas de aço.

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Caminhamos todos os dias por calçadas e ruas, vagando pela superfície da terra sem saber os mistérios que ela oculta. Em algumas cidades, o passado permanece protegido e esquecido, enterrado em baixo do solo. Em outras porém, seus segredos brotam da terra como as flores da primavera. Escavar é redescobrir a história. Na cidade de Antakya, por exemplo, quando removemos uma pedra de lugar, revelam-se relíquias inestimáveis de um passado glorioso. Como aconteceu durante as obras do recém-inaugurado Antakya Museum Hotel, projetado pelo escritório de Emre Arolat (EAA). O projeto transformou este desafio em uma nova e ousada estratégia de preservação histórica.

Pavilhão Experimental de P-A-T-T-E-R-N-S: Espaço Têxtil

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Este artigo foi publicado originalimente no blog Point of View, da Metropolis Magazine, com o título "Working at the Crystalline Level."

O escritório de arquitetura de Los Angeles P-A-T-T-E-R-N-S está entre os mais intrigantes e inovadores atualmente. Eles parecem expandir incansavelmente as fronteiras da experimentação com materiais de alta tecnologia ultra-leves e mídias imersivas. Também são bastante atenciosos e pacientes na forma como conduzem os projetos.

Isso é bom, pois eles estão bastante engajados e sua forma de trabalhar demanda tempo. Ao colaborar com engenheiros e inovadores de diferentes indústrias estão mudando lentamente o caminho que a arquitetura vem traçando em níveis materiais e ontológicos. O escritório não projeta casas, mas faz o que há de novo, e às vezes tentam o que ainda não foi feito.

Tanto o fundador e co-diretor Marcelo Spina e sua sócia Georgina Huljich lecionam, ele em SCI-ARC e ela na UCLA, onde perseguem interesses de pesquisa com os alunos que, posteriormente, refletem nas atividade so escritório, escondido em um pequeno canto nos limites urbanos de Los Angeles, em Atwater Village.

Um recente projeto deste escritório é o pavilhão de fibra de carbono experimental que eles chamam de "Espaço Têxtil".