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Meio Ambiente: O mais recente de arquitetura e notícia

Pesquisa revela vantagens ecológicas do home office

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Com a pandemia, muitas empresas e pessoas precisaram descobrir novas formas de trabalho e o home office ganhou espaço – a descoberta da possibilidade de realizar diversas atividades à distância surpreendeu muita gente. Havia uma expectativa de que este modelo de trabalho fosse permanecer. Mas a verdade é que muitas empresas estão retornando aos turnos presenciais ou híbridos – e esta pode não ser a melhor opção para o planeta.

RibasMarçal Arquitetura e Tempo Arquitetos vencem concurso para a requalificação do Refúgio Biológico Bela Vista em Itaipu

Um dos principais espaços de demonstração das ações socioambientais da Itaipu Binacional é o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), localizado em Foz do Iguaçu. Criado em 1984, com o objetivo inicial de abrigar os animais silvestres resgatados na área do reservatório, onde ocorreu a redução do espaço vital terrestre, e também para servir de base para a produção de mudas florestais para a formação dos cerca de 34 mil hectares de áreas protegidas da Binacional.

Visando adequar os espaços do refúgio às necessidades e demandas atuais, incluindo o emprego de estratégias de zoodesign e ações de conservação ex-situ, a Itaipu Binacional promoveu um concurso de arquitetura em duas etapas aberto a arquitetos de todo o Brasil. Conheça, a seguir, a proposta vencedora, dos escritórios RibasMarçal Arquitetura e Tempo Arquitetos.

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Viva o Verde SP: ONU-Habitat e SVMA iniciam avaliação dos parques de São Paulo

A iniciativa Viva o Verde SP, parceria entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Prefeitura de São Paulo, iniciou oficialmente as atividades de avaliação dos mais de cem parques da capital paulista.

A ação consiste na aplicação da Avaliação de Espaços Públicos da Cidade (City-Wide Public Space Assessment), uma ferramenta do Programa Global de Espaços Públicos do ONU-Habitat. De outubro a dezembro, agentes de pesquisa vão visitar mais de cem parques urbanos, lineares, de orla e naturais para realizar a observação detalhada da estrutura de cada um.

A descarbonização da arquitetura deve passar pela sua decolonização

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A imaginação e a formulação de políticas são inseparáveis. Um futuro desejável primeiro deve ser imaginado para depois ser possível conceber políticas que possam concretizá-lo. Na arquitetura, em particular, estamos constantemente imaginando o futuro, uma atividade intrínseca ao verbo projetar, e essa familiaridade com o ato nos faz responsáveis por ditar rumos e regras que poderão contribuir ou não com curso do planeta.

Neste momento de mudanças climáticas, decorrente do acúmulo de práticas irresponsáveis ao longo de séculos, a ideia do futuro passou a ser invadida por um medo, um alerta que determinaria a sobrevivência da nossa existência. A arquitetura, juntamente com outras disciplinas, passou a canalizar esforços para reexaminar, reconceitualizar e reformular suas práticas rumo ao futuro que precisamos alcançar. Para além das estatísticas e projeções, a abordagem da arquitetura em relação à ação climática traz à tona inúmeros conceitos, entre eles, a necessidade de uma revisão histórica para a criação desse futuro.

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Ailton Krenak: "Em vez de operar na paisagem, devemos nos confundir com ela"

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Ailton Krenak é um ambientalista, filósofo, escritor e poeta, doutor honoris causa pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Como líder indígena, exerceu papel fundamental na conquista dos Direitos Indígenas na Constituição de 1988. Suas ideias têm sido compartilhadas em palestras, aulas e livros como Ideias para adiar o fim do mundo, A vida não é útil e Futuro Ancestral.

Krenak articula imagens de suas experiências vividas em conceitos, e os transmite por meio de uma linguagem baseada na oralidade e na poesia. Sua cosmovisão não distingue paisagem e ser humano, animais, rios e montanhas, e seu chamado por novos modos de vida é urgente: precisamos "arrebentar o chão para que as águas que estão canalizadas possam invadir a superfície." Em 5 de setembro, esteve em São Paulo para uma palestra no Archtrends Summit 2023 organizado pela Portobello, onde pudemos conversar sobre cidades, florestas e o futuro da Terra.

Países africanos cobram taxa global sobre carbono

Os países africanos emitiram uma dura declaração conjunta em que cobram os principais países poluidores a ajudar as nações mais pobres a se desenvolver sem destruir ainda mais o clima e a natureza do planeta, como fizeram os países ricos. Os africanos defendem uma taxa global sobre o carbono como forma principal de viabilizar os investimentos sustentáveis nos países vulneráveis.

O que é o Balanço Global do Acordo de Paris e como ele pode impulsionar a ação nos países

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Este ano será determinante para a ação climática. Os impactos crescentes das mudanças climáticas – de inundações e secas a furacões e ondas de calor – estão causando danos profundas em vidas humanas e economias ao redor do mundo, especialmente nos vulneráveis países em desenvolvimento que contam com poucos recursos para se proteger.

Atualmente, as ações climáticas não estão sequer próximas do necessário para manter o aquecimento global abaixo do limite de 1,5°C e evitar o pior desses impactos – será preciso acelerar muito os esforços dos países para entrar no rumo certo. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que as ações feitas nesta década terão impactos “por milhares de anos”.

Arquiteturas para adiar o fim do mundo

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Em 2019, quando o mundo estava prestes a enfrentar a maior pandemia dos últimos tempos, o líder indígena, ambientalista e filósofo brasileiro Ailton Krenak lançou o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”. O pequeno encarte, com um pouco mais de 80 páginas, não poderia ter surgido em melhor época servindo simultaneamente como alento e como alerta à uma humanidade que via os rumos da história se contorcendo diante dos seus olhos.

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Londres se torna a maior zona de emissões ultrabaixas do mundo

Londres é uma das grandes metrópoles do mundo e enfrenta um problema comum aos centros urbanos: a poluição do ar causada por veículos movidos à combustíveis fósseis. Para combater este programa, a cidade criou, em 2008, Zonas de Baixa Emissão e passou a multar veículos de grande porte que circulavam com emissões de poluentes acima dos limites estabelecidos.

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Como resfriar as cidades com o planeta cada vez mais quente

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O atual verão no Hemisfério Norte tem sido tão quente, com as temperaturas atingindo recordes – inclusive no mar –, que as discussões já giram em torno dos limites da sobrevivência humana. Mesmo na Antártida, o gelo marinho não tem conseguido se reconstituir, um desvio drástico em relação aos padrões normais para o inverno. Não é apenas impressão que eventos de calor extremo têm acontecido cada vez mais. Como resultado das mudanças climáticas, o número desses eventos aumentou – e deve piorar.

De fato, na maioria dos anos, o calor é o fenômeno mais letal, matando em média 490 mil pessoas no mundo e causando problemas graves de saúde para muitas outras. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mortes em decorrência do calor devem aumentar em 50% até 2050. Mas esse impacto não é distribuído de forma equilibrada, tanto ao redor do mundo quanto dentro das comunidades: populações que já vivem em condições mais vulneráveis são as que enfrentam os maiores riscos.

6 Mudanças necessárias para o sistema financeiro ajudar a promover um futuro sustentável

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Todos os dias, governos, instituições financeiras e corporações têm uma decisão a tomar: investir em ativos físicos que emitem gases do efeito estufa e prejudicam a natureza ou priorizar o desenvolvimento de soluções verdes que fomentam uma economia estável, resiliente e equitativa. À medida que as comunidades enfrentam os impactos severos das mudanças climáticas, a decisão de construir um futuro sustentável fica mais evidente.

Árvores funcionam como ar-condicionado natural e podem reduzir em até 3ºC a temperatura das cidades

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A capacidade das árvores de climatizar naturalmente as cidades é um dos benefícios de promover os plantios em áreas urbanas. No Distrito Federal, a questão da arborização tem sido objeto de estudo para promover o uso sustentável dos recursos naturais como políticas públicas. Estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Júlia Almeida mensurou as influências da microclimática da vegetação na escala residencial de Brasília, comprovando o poder da vegetação na qualidade de vida.

Fertile Futures: a participação de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023

Fertile Futures é o título da representação de Portugal na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia 2023. Com curadoria de Andreia Garcia e dos curadores adjuntos Ana Neiva e Diogo Aguiar. O projeto tem como objetivo abordar questões de recursos hídricos em sete hidrogeografias portuguesas e incentivar a reflexão sobre a construção de um futuro sustentável, equitativo e fértil. Para isso, convidou sete equipes de projeto — Corpo Atelier, Dulcineia Santos Studio, Guida Marques, Ilhéu Atelier, Pedrêz, Ponto Atelier e Space Transcribers — para reimaginar possibilidades distintas para esses territórios.

Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da exposição portuguesa, bem como algumas fotografias do espaço expositivo. O ArchDaily agradece à equipe de curadoria e comunicação de Fertile Futures que generosamente cedeu o material para esta publicação.

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Diário do Clima monitora e filtra informações sobre políticas ambientais

Como os municípios brasileiros estão se preparando para enfrentar as mudanças climáticas? Que leis estão sendo criadas? Como os recursos estão sendo investidos? Para aumentar a transparência sobre as políticas públicas voltadas ao clima e ao meio ambiente foi criado o Diário do Clima.

Elegância sustentável: o uso do bambu em projetos de interiores

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Nos últimos anos, a busca por abordagens mais sustentáveis e ecologicamente responsáveis tem se tornado uma tendência crescente em diversas áreas, o que inclui os projetos de arquitetura de interiores. Dentre muitos elementos, o bambu tem ganhado destaque por sua versatilidade, sobretudo quando comparado a outros materiais, ao oferecer inúmeras possibilidades criativas de uso e manipulação para a elaboração de espaços elegantes e ecologicamente mais conscientes.

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Parques urbanos como focos de biodiversidade: seis projetos bem-sucedidos

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A modernidade e a globalização diminuíram as distâncias entre lugares, alteraram as formas de se relacionar, aceleraram a troca de informações entre países, e, de certa maneira, fizeram o mundo conhecido para todo mundo. Mas a verdade é que “todo mundo” é muita gente, e a dupla modernidade-globalização trouxe consigo a evidente disparidade social e tecnológica, e países privilegiados acabaram protagonizando certos modos de lazer, cultura e consumo. A hegemonia de determinadas culturas acabou incutindo a ideia de que existe um jeito “certo” de se viver e construir cidades, e o desenvolvimento indômito tem custado aos biomas do planeta Terra.

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Uma botânica arquitetônica: redefinindo a agência (e escopo) do arquivo de arquitetura

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O ensaio a seguir é um trecho de "Architectural Botany: A Conversation with William Balée on Constructed Forests", o oitavo capítulo de “Environmental Histories of Architecture”, um livro de acesso gratuito publicado pelo Canadian Centre For Architecture. A publicação completa está disponível aqui: https://www.librarystack.org/environmental-histories-of-architecture/

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No início da década de 1980, enquanto trabalhava com o povo Ka'apor, na região leste da Amazônia, o botânico norte-americano William Balée, naquela época um jovem pesquisador, deparou-se pela primeira vez com o que os Ka'apor chamam de taper, isto é, um tipo específico de formação florestal que reconhecem como sendo “plantada” por seus ancestrais:

Tecnologia permite equipar qualquer ônibus com painéis solares

A empresa alemã Sono Motors tornou-se mundialmente conhecida ao desenvolver o Sion, automóvel elétrico movido a energia solar. Entretanto, por falta de financiamento para apoiar a produção pré-série, o projeto foi encerrado em fevereiro deste ano e o foco agora é atuar na adaptação e integração de sua tecnologia solar patenteada em veículos de terceiros.

O fracasso empresarial pode ser uma boa notícia para o meio ambiente, uma vez que, ao invés de concentrar-se em veículos individuais, o modelo de negócios foi transformado para atender a uma ampla gama de veículos, incluindo ônibus, caminhões e veículos refrigerados.