
A importância que adquiriu a agricultura urbana nos últimos tempos demonstra o interesse das pessoas por opções de alimentação mais saudáveis através de mecanismos amigáveis ao meio ambiente.

A importância que adquiriu a agricultura urbana nos últimos tempos demonstra o interesse das pessoas por opções de alimentação mais saudáveis através de mecanismos amigáveis ao meio ambiente.

“O direito à Cidade é definido como o usufruto equitativo das cidades dentro dos princípios de sustentabilidade, democracia, equidade e justiça social. É um direito coletivo dos habitantes das cidades, em especial dos grupos vulneráveis e desfavorecidos, que lhes confere legitimidade de ação e organização, baseado em seus usos e costumes, com o objetivo de alcançar o pleno exercício do direito à livre autodeterminação e a um padrão de vida adequado”.
Carta Mundial pelo Direito à Cidade
Fórum Social das Américas – Quito – Julho 2004
Fórum Mundial Urbano – Barcelona – Setembro 2004

Nas áreas suburbanas de Barcelona, sobretudo nos terrenos contíguos aos principais rios da cidade – Besós e Llobregat – o arquiteto Pau Faus estudou o modo como são geridas e mantidas as hortas cultivadas na orla dos dois rios. À medida que se ia adentrando no projeto, descobriu-se que os terrenos das hortas urbanas não tinham proprietários formais, mas haviam sido apropriados pelos próprios aposentados que vivem nos seus arredores.
Este grupo de habitantes sustenta esta prática através de um trabalho colaborativo ao lado de vizinhos, junto de quem encontraram um novo sentido à suas rotinas. Embora as partes finais dos rios já tenham sido incorporadas como parques na malha da cidade, impedindo, deste modo, sua ocupação como hortas urbanas, outras porções, localizadas rio acima, sobrevivem como hortas graças às práticas autônomas que os aposentados têm realizado para se manterem ativos e conectados ao seu meio ambiente. Tais práticas são também formas dissidentes, porém pacíficas, de ocupação do espaço urbano.

Mais detalhes na seqüência.

A Hora do Planeta é um evento global e um ato simbólico que convida a todos os cidadãos, empresas, governos e organizações a se unirem em defesa do meio ambiente. A ação coletiva que manifesta este compromisso consiste em apagar as luzes de todos os lugares, durante uma hora, para demonstrar que podemos levar a vida em harmonia com o planeta Terra, com o intuito de termos um futuro mais limpo.

Toronto começa a esboçar políticas para redução das emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas. As autoridades da cidade propuseram: tornar mais “verde” a rede elétrica, proibir as lâmpadas incandescentes, promover a construção de tetos verdes em edifícios comerciais e a ampliação de normas mais restritas de eficiência energética para a construção civil. Quanto aos transportes, pretende-se ampliar a rede de ciclovias e a infraestrutura de ruas e rodovias, tudo isso enquanto antecipa que os veículos elétricos serão mais comuns.

Algumas semanas atrás, Michael Kimmelman do The New York Times abordou um problema comum à arquitetura e ao urbanismo. Diz-se assim: Era uma vez na década de 1990 a cidade de Medellín, na Colômbia, conhecida como "a capital mundial dos homicídios". Então, através dum planejamento urbano os bairros mais pobres foram conectados a cidade. Com esta medida, os índices de criminalidade despencaram e contra todas as probabilidades, a cidade se transformou.
Na verdade, sim e não.

“O habitante urbano típico de hoje não possui nenhuma consciência de onde e como se produz/comercializa a comida. Tornamo-nos dependentes de grandes e poderosas corporações que operam com a máxima rentabilidade econômica para prover quantidades de comida em grande escala desde processos industriais até nossos supermercados, o único lugar onde ficam visíveis. Tudo o que acontece nesse processo intermediário é invisível para o consumidor, muito complexo e, por fim, insustentável.”

O governo da cidade de Buenos Aires aprovou recentemente a Lei de Telhados e Terraços Verdes, a qual permitirá que proprietários de edificações reduzam seus impostos de iluminação e manutenção de limpeza, os quais adotarem coberturas verdes para suas propriedades. Deste modo, aqueles que levarem adiante este tipo de iniciativa, implementação e manutenção de suas coberturas vegetais, além de contribuir com a diminuição de CO2 da capital, será ainda beneficiado com redução de impostos

Os espaços verdes públicos constituem um dos principais articuladores da vida social. São lugares de encontro, de integração e de trocas; promovem a diversidade cultural de uma sociedade; e criam valor simbólico, identidade e a sensação de se pertencer a um lugar. Essas características fazem com que os governos locais desenvolvam estratégias para o surgimento de novos espaços verdes, estratégias para aperfeiçoar sua manutenção, melhorar a qualidade de seus equipamentos e potencializar seus acessos. Nesta perspectiva, muitas questões quanto à promoção e gestão destes espaços são levantadas e instalam uma delicada articulação entre demanda e possibilidades efetivas.