O rio Shing Mun em Sha Tin, uma cidade residencial em Hong Kong, luta contra a poluição do lixo plástico há anos. Os resíduos domésticos que não são reciclados de forma adequada vão parar em aterros ou a boiar no rio. Em 2018, quase 17 milhões de itens de plástico, ou 40.000 itens por dia, foram drenados para o oceano através do rio Shing Mun, principalmente embalagens de alimentos, talheres e garrafas de plástico para uso doméstico. Essa quantidade de poluição de plástico no rio e no meio ambiente pode eventualmente colocar em risco o ecossistema natural de forma irreversível.
É difícil encontrar alguém que nunca brincou de LEGO quando criança. E se pensássemos em edifícios como grandes jogos de montar? U-Build é um sistema de construção modular em madeira desenvolvido pelo Studio Bark para ser fácil de construir, agradável de habitar e simples de desconstruir no final da sua vida útil. O sistema remove muitas das dificuldades associadas à construção tradicional, capacitando indivíduos e comunidades a construir suas próprias casas e edifícios. O sistema usa usinagem CNC de precisão para criar um kit de peças, permitindo que a estrutura do edifício seja montada por pessoas com habilidades e experiência limitadas, usando apenas ferramentas manuais simples.
Em 1968, a pequena cidade de Gibellina, na Sicília, foi arrasada pelo colossal terremoto Belice, de magnitude 5,5 que matou centenas e deixou 100.000 desabrigados. Os planejadores não conseguiram reconstruir Gibellina em seu terreno original. A nova cidade - Gibellina Nuova - foi construída a 11 quilômetros (7 milhas) de distância. Antecipando-se ao projeto e à construção de Gibellina Nuova, e na esteira da tragédia do terremoto de Belice, o prefeito convocou vários artistas para apresentarem propostas de projetos para decorar a nova cidade. Um destes artistas foi o prolífico pintor e escultor italiano “polimaterialista” Alberto Burri (1915-1995).
https://www.archdaily.com.br/pt/958190/a-psicogeografia-da-monumental-land-art-cretto-di-burriLilly Cao
Há duas principais razões para que janelas de embarcações sejam redondas. São mais fáceis de selar e, principalmente, mais resistentes à pressão elevada que a água exerce sobre elas. Isso porque os cantos vivos são locais onde, naturalmente, as tensões se concentram, enfraquecendo a estrutura como um todo. Também é por esse motivo que as janelas dos aviões são pequenas e arredondadas; as elevadas pressões são distribuídas nas formas curvas, reduzindo a probabilidade de rachaduras ou quebras.
Na arquitetura, as aberturas circulares são bastante antigas. Um Oculus, janela circular, é uma característica da arquitetura clássica desde o século XVI. Também conhecidas pela expressão francesa oeil de boeuf, (olho de boi), as aberturas circulares ou semi-circulares são formadas a partir da construção dos arcos de alvenaria, que permitem a criação de aberturas e a conformação de vãos apenas através do travamento das peças. Com o tempo e a incorporação de novas tecnologias e conhecimentos construtivos, criar aberturas retangulares em edificações comuns tornou-se mais simples, racional e barato do que redondas. Mas ainda assim, elas continuam figurando em uma infinidade de projetos.
Após anos de discussão, uma conexão fixa será feita entre a Isla Grande de Chiloé e o continente, no sul do Chile. A Ponte Chacao, estimada para 2025, será uma estrutura suspensa com 2.750 metros de comprimento, que ligará o continente à ilha do Canal de Chacao, especificamente do setor Punta Coronel a Punta Gallán. Atualmente, o tempo de travessia para a ilha é de aproximadamente 20 minutos por meio de balsa, o que está sujeito a possíveis tempos de espera devido a fatores climáticos. A ponte reduzirá a viagem para apenas 3 minutos, independentemente de fatores externos.
Entre os problemas sociais que a Colômbia enfrenta, está a falta de moradia digna para boa parte da população. Uma pesquisa do centro de estatística populacional do país revelou que 35% dos colombianos estão dentro da faixa de pobreza, sem acesso à condições de vida adequadas.
Com a construtora Woodpecker, a resposta para este problema pode estar justamente em outra questão que precisa de solução no país: os resíduos da produção de café, já que a Colômbia é um dos maiores produtores mundiais.
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TECLA, 3D Printed Habitat by WASP and Mario Cucinella Architects. Image Cortesía de WASP
Uma recente colaboração entre a equipe de Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP, especialistas em impressão 3D na Itália, resultou na primeira construção impressa que usa um material natural, reciclável e neutro em carbono: terra crua. O protótipo de habitação circular se chama TECLA e foi construído em Massa Lombarda (Ravenna, Itália), por meio de múltiplas impressoras 3D sincronizadas para funcionar ao mesmo tempo.
No apogeu do modernismo, arquitetos como Le Corbusier e Mies van der Rohe exaltaram o valor estético das superfícies brancas, que eles viam como uma conotação de pureza e simplicidade. A Casa Farnsworth de Mies van der Rohe, por exemplo, combinou a brancura despojada de seu esqueleto estrutural com amplas esquadrias do chão ao teto, usando a luz natural envolvente para elevar ainda mais as aspirações já celestiais do espaço. Hoje, alguns arquitetos e designers contemporâneos desenvolveram a estética sublime da arquitetura moderna de alta tecnologia usando divisórias com tecidos translúcidos, complementando a pureza das paredes brancas com o jogo etéreo de luz e sombra dos tecidos. Abaixo, discutimos diferentes estratégias projetuais para trabalhar com tecidos brancos dessa forma e incluímos dois exemplos de projetos que usaram tecidos translúcidos de maneiras suaves, mas inovadoras.
https://www.archdaily.com.br/pt/957079/atmosferas-brancas-criando-espacos-calmos-com-divisorias-de-tecidoLilly Cao
Respondendo ao desafio de projetar um espaço para o lançamento da coleção Prada FW Menswear 2021, de Miuccia Prada e Raf Simons, Rem Koolhaas e AMO projetaram quatro salas geométricas interligadas que permitem a circulação contínua dos modelos apresentando suas diferentes peças. O tema geral do design centra a estimulação sensorial. Tal como as criações apresentadas, os materiais utilizados e a sua distribuição pelo espaço falam de uma ligação mais íntima com o nosso entorno, lembrando-nos que a moda e a arquitetura são mais do que um contentor funcional; eles são uma oportunidade para excitar e provocar ativamente nossos sentidos.
Ancestral, vernáculo, minimalista e harmonioso. Para muitos, essas palavras definem a arquitetura do Japão, um país que há muito tempo serve como fonte de inspiração cultural e tecnológica para inúmeras sociedades em todo o mundo. As técnicas populares japonesas atingiram até os cantos mais remotos do mundo, ganhando força em vários campos que variam de artesanato técnico à inovação digital. Dentro do campo da arquitetura, a apropriação e a reinvenção de vários materiais e sistemas de construção - como o uso de madeira carbonizada nas fachadas - tem sido um tema duradouro.
A energia eólica é um tipo de energia renovável obtida a partir do vento, ou seja, deriva do movimento de massas de ar que se deslocam de áreas de alta pressão atmosférica para áreas próximas de baixa pressão, com velocidades proporcionais a essa diferença. Para aproveitar a energia eólica, são utilizadas máquinas chamadas aerogeradores ou turbinas, acionadas pelo movimento do vento que permite a rotação da hélice. Esta é conectada a um rotor gerador que aumenta a velocidade de rotação para milhares de revoluções por minuto, convertendo energia cinética em energia elétrica.
Stephanie & Kevin / Atelier Vens Vanbelle. Image Courtesy of Atelier Vens Vanbelle
Como é de praxe em todos os finais de ano, a Pantone anunciou sua(s) cor(es) para o ano de 2021: PANTONE 17-5104 Ultimate Gray e PANTONE 13-0647 Illuminating. Pela segunda vez em sua história—que já dura 22 anos—, a Pantone escolheu não uma, mas duas cores tendência para representar o próximo ano. Embora a Pantone tenha revelado que ambas cores foram escolhidas independentemente, elas podem ser vistas como complementares. Enquanto a PANTONE 13-0647 é “iluminante”, brilhante e vivaz, a PANTONE 17-5104 é uma cor pura e genuína. Quando juntas, estas cores representam a força, o otimismo e a energia necessárias para encaramos os desafios do próximo ano. Na arquitetura, esta paleta tem sido utilizada em uma enorme variedade de espaços, desde ambientes domésticos minimalistas até grandes complexos multiuso. Abaixo, apresentamos 14 exemplos de projetos publicados aqui no ArchDaily que utilizam tons similares das cores escolhidas pela Pantone para 2021.
https://www.archdaily.com.br/pt/953804/arquitetura-em-tons-de-amarelo-e-cinza-cores-pantone-2021Lilly Cao
Alunos da Escola de Engenharia da Universidade RMIT publicaram recentemente um estudo experimentando uma nova forma de gerenciamento de resíduos e reciclagem. Como eles observaram em sua pesquisa, bitucas de cigarro são o item de lixo individual mais comumente descartado no mundo, com cerca de 5,7 trilhões tendo sido consumidos em todo o mundo em 2016. No entanto, os materiais das pontas de cigarro - particularmente seus filtros de acetato de celulose - podem ser extremamente prejudiciais ao meio ambiente devido à baixa biodegradabilidade. O estudo RMIT baseia-se em uma pesquisa anterior de Mohajerani et. al (2016) que experimentou adicionar pontas de cigarro descartadas a tijolos de argila para uso arquitetônico. Em sua pesquisa, os alunos da RMIT descobriram que tal medida reduziria o consumo de energia do processo de produção de tijolos e diminuiria a condutividade térmica dos mesmos, mas que outras questões, incluindo contaminação bacteriana, teriam que ser abordadas antes de uma implementação bem-sucedida. A seguir, exploramos essa pesquisa com mais detalhes, investigando sua relevância para a indústria da arquitetura e imaginando possíveis futuros de aplicação.
https://www.archdaily.com.br/pt/956321/reciclagem-de-bitucas-de-cigarro-como-materia-prima-para-tijolos-levesLilly Cao
IBA Timber Prototype House / ICD University of Stuttgart. Image Courtesy of ICD University of Stuttgart
Enquanto a imagem tradicional da cabana é a de uma casa de madeira rústica localizada longe de qualquer vestígio da sociedade, os arquitetos têm refutado tais convenções, experimentando com materiais mais novos e considerações tecnológicas para expandir os limites da "cabana" hoje. Quer seja reimaginando a estética, utilizando técnicas de fabricação avançadas para modernizar o rústico, ou mesmo reconfigurando a cabana de madeira para o cenário da cidade, arquitetos e designers têm transformado integralmente a arquitetura da cabana tradicional para uma existência mais contemporânea. Abaixo, consideramos 10 projetos inovadores que alcançam essa transformação por meio de experimentações com diferentes materiais e tecnologias construtivas. Embora cada uma explore diferentes estratégias e funções, muitas compartilham semelhanças em seu uso de sistemas de pré-fabricação, em sua dedicação à sustentabilidade e em sua atenção e otimização de propriedades específicas de materiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/955223/10-cabanas-que-inovam-com-seus-materiais-e-sistemas-construtivosLilly Cao
O uso de malha metálica para dividir espaços internos permite definir áreas semi-abertas, mas privativas. O material - composto por um tecido de arame enrolado - oferece certa textura, mas mantêm uma aparência suave e levemente diáfana.
A seguir, apresentamos o uso do material como divisória de espaços de trabalho, embora este também possa ser usado em estabelecimentos comerciais, revestimentos de parede, elementos artísticos, entre outros.
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Slab House Proposal / Skeleton. Image Cortesía de reBENT
O projeto reBENT, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa 9 do Programa de março de 2019-20 da Bartlett School of Architecture (UCL), explora a relação interativa entre a Realidade Aumentada (RA) e processos manuais de construção, utilizando tubos de PVC -altamente resistentes e baratos- como material básico de pesquisa. Além de aproveitar suas propriedades ativas de flexão para interagir com AR, este material propõe um sistema rápido e acessível para a criação de estruturas complexas de concreto, por meio da tecelagem de uma série de tubos de PVC e barras de reforço, que são utilizadas como fôrmas para concreto armado com fibra de vidro (GRC).
Até agora, a exploração desta abordagem híbrida - nem puramente analógica nem totalmente automatizada - levou ao design de protótipos, elementos arquitetônicos e estruturas habitáveis. Além disso, a equipe desenvolveu uma plataforma de realidade aumentada para Microsoft Hololens, a fim de orientar o processo de construção e customização por meio de hologramas.
O policarbonato tornou-se uma alternativa atraente ao vidro para fachadas, pois apresenta distintos níveis de translucidez e pode fornecer transmissão e difusão ideais da luz. Além disso, é leve, flexível, reciclável, durável, resistente a impactos e inclui proteção ultravioleta (UV), além de resistir a temperaturas entre -40 °C e 115 °C. Mas, além de suas propriedades funcionais, este termoplástico também oferece amplas oportunidades estéticas, permitindo que os arquitetos criem fachadas excepcionalmente dinâmicas e expressivas.
Os dias em que a domótica era uma dor de cabeça para o arquiteto, o construtor e o usuário, parecem estar ficando para trás. Preços altos, desconfigurações reiteradas do sistema, poucos resultados estéticos e desconhecimento geral sobre sua correta instalação e manuseio resultaram em um processo complicado que nos impeliu a descartar a ideia de automatizar nossos projetos.
Hoje em dia, a situação mudou e desenvolver um novo projeto sem considerar a domótica parece um tanto absurdo, já que seu custo é desprezível no total da obra. Como e por que incorporar a domótica em nossos projetos? Analise uma série de dicas para aplicá-la com eficácia, graças às informações que a AVE Chile compartilhou conosco.