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Sustentabilidade e desempenho na arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Projetando edifícios virtuosos: 6 projetos que combinam sustentabilidade e desempenho

As vestimentas utilizadas pelos povos nômades no deserto (beduínos, berberes, tuaregues, entre outros) são geralmente escuras, compridas e de tecido pesado. Ao contrário do senso comum, que recomendaria roupas leves, claras e curtas para um clima quente, as roupas pesadas e soltas do corpo favorecem a convecção, criando um fluxo de ar constante junto ao corpo, conferindo um conforto térmico no clima árido. Para edificações a analogia funciona. Ao abordarmos eficiência energética e desempenho dos projetos, inevitavelmente falaremos da sua envoltória, entre outros aspectos do projeto. Nem sempre uma solução exitosa em um local será eficiente em outro. 

Durante os últimos 2 anos, temos criado uma série de artigos sobre bem-estar e sustentabilidade focados na indústria da construção. Mas de que forma os projetos, conforme suas demandas e contexto, aplicam as soluções para torná-los, de fato, eficientes e de bom desempenho?

Estruturas, acabamentos e esquadrias: todas as formas de usar madeira em uma obra

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Um dos primeiros elementos utilizados pelo ser humano para a construção de abrigos, a madeira é um material versátil que, junto dos avanços tecnológicos, se mantém protagonista na construção civil, sendo empregada de diferentes modos e momentos em uma obra. 

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Inauguração RUÍNA MATERIAIS + Lançamento do Catálogo de Reuso de Materiais 2022

O Catálogo da RUÍNA Materiais é uma iniciativa que objetiva repensar os materiais de construção e demolição a partir da lógica do REUSO. Por meio da seleção de materiais prontos para reinserção em projetos, obras ou diretamente no lar, trabalho, etc. a RUÍNA busca incentivar a circularidade das cadeias produtivas, contribuindo para a redução da quantidade de resíduos de demolição e fornecendo materiais de qualidade com mínimo impacto ambiental. Buscamos parcerias com iniciativas que lidem com descarte/desmontagem/demolição de espaços e produtores com excedente de material sem destinação.

Como reduzir a poluição luminosa com luminárias urbanas adequadas?

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Um estudo recente sugere que nossa galáxia, a Via Láctea, não pode ser vista por um terço da humanidade. Por quê? Milhões de lâmpadas urbanas permanecem ligadas em nossas cidades todas as noites, mas apenas parte de sua luz é usada para realmente iluminar ruas ou calçadas – o resto é perdido e emitido acima do horizonte, iluminando o céu noturno e contribuindo para o que é conhecido como poluição luminosa. Como o brilho artificial das cidades aumenta a cada ano, as consequências desse fenômeno urbano vão além de apenas nos impedir de ver estrelas. Outros efeitos nocivos incluem: um ofuscamento perigoso que pode reduzir a segurança, consumo excessivo de energia, desperdício de dinheiro e recursos, interrupção dos ciclos diurnos e noturnos naturais dos ecossistemas, supressão da produção de melatonina e várias repercussões negativas na saúde pública. Nesse sentido, escolher as luminárias certas (com um design bem pensado) é fundamental para reduzir a poluição luminosa.

Mobiliário de madeira maciça na arquitetura de interiores

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Painéis de compensado, madeira laminada, chapas de MDF e placas de OSB são bons, podem ser economicamente viáveis e cumprem com eficiência determinadas funções, mas nenhum deles oferece a mesma atmosfera da madeira maciça. A nobreza deste material geralmente vem acompanhada de um custo elevado, mas as qualidades estética e sensorial são inigualáveis. 

A seguir, reunimos exemplos de projetos que empregam madeira maciça em elementos do mobiliário. Mesas e cadeiras, camas e armários feitos com madeiras de diferentes espécies, novas ou de demolição, refinadas ou rústicas, de distintas texturas e colorações que podem servir de inspiração para seu projeto arquitetônico ou de interiores. 

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A importância dos detalhes na arquitetura: entrevista com Building Science Fight Club

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É difícil mensurar, observando uma edificação concluída, a quantidade de trabalho, recursos e conhecimentos que ali foram depositados. Todas as decisões tomadas influenciam de alguma forma o desempenho da edificação e sua durabilidade. Quanto aos detalhes de execução, nem todos os arquitetos permitem a divulgação das suas soluções construtivas. Há profissionais, no entanto, que vão na contramão e se concentram na disseminação do conhecimento, identificando decisões comuns de projeto que podem levar a patologias (como vazamentos, podridão, corrosão, mofo e odores) e formas mais econômicas de evitá-las. Essa é a ideia por trás do Building Science Fight Club, um perfil do Instagram que tem como objetivo explicar algumas questões e analisar criticamente alguns detalhes construtivos e formas de instalação de materiais. Conversamos com Christine Williamson, criadora da plataforma, sobre sua jornada. Veja a entrevista completa abaixo:

Quais materiais de construção podem ser prejudiciais à nossa saúde?

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Em cada uma das nossas narinas dois tipos de nervos assumem uma função imprescindível à nossa saúde. Os nervos olfativos e trigêmeos captam os odores e enviam informações ao cérebro, mais especificamente ao bulbo olfativo, para interpretação. Por sua vez, este se comunica com o córtex, responsável pela percepção consciente dos odores, mas também com o sistema límbico, que controla o humor e as emoções inconscientes. Esta é uma defesa do corpo quanto a maus cheiros ou odores irritantes ou fortes demais, criando aversão aos que poderiam nos prejudicar de alguma forma.

Mas nem todos os poluentes podem ser detectados neste sistema sofisticado e estes possuem uma capacidade intrínseca de influenciar positiva ou negativamente nossa saúde. De fato, pesquisas têm demonstrado que a qualidade do ar pode ser bastante pobre e até preocupante em muitos ambientes fechados, onde passamos cerca de 90% da nossa vida. Geralmente isso é causado por uma ventilação inadequada do espaço, poluição externa, contaminantes biológicos mas, principalmente, contaminantes químicos de fontes internas. Ou seja, dos materiais de construção utilizados no espaço. Há alguns produtos que devem ser evitados, sempre que possível.

Dando um lar à natureza nas cidades: tijolos para ninhos de abelhas

A relação da humanidade com os insetos é antiga e complexa. Enquanto eles podem disseminar doenças e arrasar plantações, também são vitais para nossa sobrevivência no Planeta Terra, como polinizadores e recicladores. Edward Osborne Wilson, importante biólogo norte-americano, afirmou, em um de seus artigos, que “se os insetos desaparecessem, quase todas as plantas com flores e as teias alimentares que elas sustentam desapareceriam. Essa perda, por sua vez, causaria a extinção de répteis, anfíbios, aves e mamíferos: na verdade, quase toda a vida animal terrestre. O desaparecimento de insetos também acabaria com a rápida decomposição da matéria orgânica e, assim, interromperia a ciclagem de nutrientes. Os humanos seriam incapazes de sobreviver.”

Sobretudo com as abelhas a opinião pública tem mudado nos últimos anos e sua importância para a produção de alimentos tem acendido alertas sobre o uso indiscriminado de venenos e agrotóxicos pelo mundo. Mas diferente da natureza, com meandros e inúmeras possibilidades de locais para repouso, nossas cidades e edifícios modernos geralmente não criam bons locais para receber os insetos, e mesmo pássaros ou outros animais. A empresa inglesa Green&Blue tem trabalhado nisso e criado refúgios para incorporar a natureza às nossas edificações. Conversamos com eles para entender sobre estes produtos.

O que é concreto carbono?

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Visto como uma das grandes promessas para o futuro da construção civil, o concreto carbono mescla resistência, leveza e flexibilidade. Além disso, em uma época marcada por uma grave crise ambiental que põe em xeque os métodos construtivos da indústria civil, o concreto carbono surge como uma alternativa que se aproxima das diretrizes da sustentabilidade.

15 Arquitetos contemporâneos que projetam cadeiras

Durante seus anos de universidade, arquitetos adquirem uma ampla gama de habilidades que vão além de aprender a projetar edifícios. Isso inclui a resolução criativa de problemas, gerenciamento de projetos, alta atenção aos detalhes, coordenação de equipes e resposta precisa às necessidades do cliente. Um diploma geralmente fornece as ferramentas necessárias para projetar em qualquer escala – do urbano ao design de produto – e explorar outros campos criativos, como arte, fotografia, jornalismo ou design industrial. Das muitas possibilidades que se abrem, é especialmente comum que muitos deem o salto para o design de móveis, principalmente o design de cadeiras, em vez de seguir o caminho tradicional.

Como deverão ser as fachadas com as mudanças climáticas?

Como deverão ser as fachadas com as mudanças climáticas? - Imagem de Destaque
House with Gable / mia2/Architektur. Image © Kurt Hörbst

Ao falarmos de eficiência energética de edificações, é inevitável mencionarmos o isolamento térmico. Dificilmente vemos ele numa edificação acabada e, mesmo nos desenhos técnicos, a camada isolante figura como uma hachura fina. Mas trata-se de um elemento que exerce vital importância, já que atua como uma barreira ao fluxo de calor, dificultando as trocas de energia entre o interior e o exterior, diminuindo a quantidade de calor que escapa no inverno e a energia térmica que entra no verão. Em uma edificação com bom isolamento térmico há menor necessidade de meios mecânicos e gasto de energia para manter a casa em uma temperatura agradável, reduzindo também a sua pegada de carbono. Atualmente há muitos países que exigem um nível mínimo de isolamento térmico para as edificações, com parâmetros cada vez mais rígidos. Mas como essa questão deverá ser tratada num futuro próximo, com uma previsão nada animadora em relação à crise climática? 

O que é e como funciona o concreto armado?

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Durante a revolução industrial e seus consequentes avanços tecnológicos, como o uso do aço em construções e a evolução de massas com agregados, Joseph Monier executou cubas e tubos com armações de aço e preenchidas com concreto em 1849. Essa foi entendida como a primeira experiência em concreto armado da construção civil. Dali em diante essa tecnologia evoluiria para o que conhecemos hoje: um dos sistemas estruturais mais utilizados do mundo, considerado por muito tempo sinônimo de progresso e grande responsável pela transformação das paisagens urbanas. Mas afinal, o que é e como funciona o concreto armado? 

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Energia geotérmica: utilizando o calor da Terra para climatizar edifícios e gerar eletricidade

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Diferentemente do ar, a temperatura no subsolo varia muito pouco durante o ano ou segundo a posição geográfica. Alguns metros abaixo da superfície a temperatura do solo fica entre cerca de 10 a 21° C (50 a 70 °F) conforme a região. Cavando mais, a temperatura aumenta entre 20 a 40 graus centígrados por km, chegando ao núcleo da Terra, que se aproxima dos 5000 °C. De fato, considerar que habitamos uma esfera orbitando pelo espaço com o centro incandescente pode trazer aflição a alguns. No entanto, utilizar essa energia de formação da Terra para gerar eletricidade é uma forma sustentável e eficiente já usual em alguns países. Outra possibilidade é aproveitar a temperatura amena de alguns metros sob o solo para climatizar as edificações, seja nos climas quentes ou frios.

Tecidos em interiores: possibilidades criativas como elementos arquitetônicos

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Temos usado tecido para criar abrigos por milhares de anos, tornando-se uma forma arquetípica de construção. Hoje, a arquitetura contemporânea tem redescobrindo o princípio da tenda e levou seu desenvolvimento adiante, implementando novas tecnologias para gerar tecidos mais avançados e duráveis que permitem a extensão de áreas maiores. Tornando-se um setor altamente especializado na indústria da construção, várias formas têxteis tornaram-se comuns em uma ampla gama de aplicações arquitetônicas - não apenas para estruturas temporárias, mas também para edifícios permanentes. Para além da sua utilização em fachadas, estas podem ser utilizadas em interiores para criar espaços altamente funcionais com experiências sensoriais únicas.

5 Pontos a considerar ao projetar uma fachada de alto desempenho

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A fachada é um dos fatores mais importantes em determinados edifícios, podendo transformar completamente a experiência dos ocupantes e o desempenho energético. O Whole Building Design Guide mostra que a fachada pode ter uma participação de até 40% no uso total de energia do edifício. Além do uso de energia, as fachadas também impactam significativamente a produtividade dos ocupantes dentro de um edifício e, claro, a aparência do mesmo. Existem muitos fatores que contribuem para a criação de uma fachada de alto desempenho. Neste artigo, descrevemos as 5 principais coisas que uma equipe de projeto deve considerar.

Vários espaços em um: as possibilidades das plantas reconfiguráveis

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Ainda que a inteligência artificial esteja mostrando o potencial para realizar sucessivas iterações com bons resultados, projetar o layout dos espaços toma grandes porções do tempo de um projetista. A organização dos elementos presentes em um espaço determina os fluxos, os pontos de vista e determinará em grande parte como este será usado. Mas a ideia de engessar o uso do ambiente pode não funcionar para todos os casos. Por conta de restrições de espaço ou usos suplementares que um cômodo pode ter, alguns arquitetos têm desenvolvido layouts dinâmicos que comportam mais de uma possibilidade de uso. Seja através de elementos divisores ou de módulos especiais, estes projetos permitem que o espaço mude radicalmente através de um movimento.

Madeira bruta em fachadas: dicas e exemplos

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No momento em que uma árvore é cortada e seus processos biológicos são interrompidos, pode-se dizer que se inicia também o processo de deterioração da madeira. Etapas como o corte correto do tronco, a secagem e armazenamento ou a especificação certeira das melhores espécies para cada uso determinarão a durabilidade da mesma. Formada basicamente por celulose, hemicelulose e lignina, cada espécie de madeira apresenta uma determinada durabilidade natural, influenciada também pelas condições ambientais de onde ela está inserida, como a temperatura, a umidade, o teor de oxigênio, e os microrganismos e insetos ali presentes. Geralmente, utilizam-se tratamentos na superfícies para aumentar a proteção das peças, como vernizes, óleos e outros processos químicos. Mas há situações em que madeiras sem tratamento podem ser utilizadas em exteriores, alcançando uma estética acinzentada e sóbria que se mescla ao exterior e traz personalidade à edificação.

Progressos em 2021 rumo à descarbonização no setor da construção civil

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Foto por Danist Soh, Unsplash

A crise climática tem sido um dos principais assuntos de 2021, tanto no discurso político quanto na área da arquitetura, acompanhada por um novo reconhecimento da gravidade do problema. Durante o ano passado, o relatório do IPCC revelou as graves consequências da falta de ações paliativas, enquanto a COP26 e a cúpula do G7 resultaram em comprometimentos insuficientes com medidas imediatas e palpáveis. O setor de construção, responsável por impressionantes 39% dos gases de efeito estufa emitidos, pode trazer uma contribuição significativa para a contenção das mudanças climáticas. A seguir, as medidas de descarbonização de 2021 que afetam essa indústria.

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