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Material Ecology: O mais recente de arquitetura e notícia

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

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O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

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Projetando a Economia do Reuso: Como arquitetos podem construir cadeias de suprimentos, e não apenas edifícios

Ao redor da Europa — e além dela — arquitetos enfrentam um ponto de inflexão. À medida que metas de redução de emissões colidem com a escassez de materiais e com a urgência crescente dos compromissos climáticos, o ambiente construído é forçado a encarar, de forma mais profunda, como consome, circula e descarta recursos. O que antes era tratado como resíduo revela-se agora como um arquivo arquitetônico adormecido, um ecossistema urbano de materiais à espera de serem recuperados, revalorizados ou reimaginados. Nesse movimento, os arquitetos começam a assumir um papel radicalmente diferente — não apenas como autores de edifícios, mas como orquestradores dos fluxos que os sustentam.

Essa mentalidade emergente está remodelando as bases da prática. Em vez de depender de longas e extrativas cadeias de suprimento, designers começam a construir redes de ciclo fechado, criando bancos de materiais, negociando protocolos de desconstrução e participando de novas formas de mineração urbana.

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Instalação de Christo e Jeanne-Claude no Arco do Triunfo será reciclada pela Parley for the Oceans

Dois anos atrás, em setembro de 2021, foi inaugurado o L'Arc de Triomphe, Wrapped, 1961-2021, de Christo e Jeanne-Claude. A monumental obra de arte pública envolveu o monumento parisiense em mais de 25.000 metros quadrados de tecido prateado amarrado com 7.000 metros de corda vermelha. Os materiais, todos feitos de polipropileno trançado, uma espécie de termoplástico, agora serão reaproveitados e reciclados, seguindo a visão dos artistas. A maior parte dos materiais será transformada para servir a usos práticos em futuros eventos públicos em Paris. A Fundação Christo e Jeanne-Claude também colaborou com a Gagosian para levar os primeiros trabalhos de Christo ao East End de Londres, exibidos numa exposição que permenece aberta até 22 de outubro de 2023.

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10 Startups que estão criando materiais de construção inovadores e sustentáveis

A indústria da construção é uma das maiores poluidoras do mundo, com algumas pesquisas dizendo que 38% de todas as emissões de CO2 estão ligadas a ela. Como resposta, arquitetos, designers e pesquisadores estão tomando medidas para reduzir sua pegada de carbono durante e após a construção. Muitas iniciativas atuais se mostram interessadas em analisar materiais de construção para encontrar soluções de baixo carbono e reduzir os impactos da profissão.

Um dos campos de pesquisa mais proeminentes diz respeito à biofabricação, um tipo de processo que envolve o uso de organismos biológicos para a confecção de materiais. Ao se compreender as habilidades de organismos como algas de fungos, materiais amplamente utilizados poderão ser substituídos por alternativas de carbono neutro ou até carbono negativo. Outras iniciativas buscam, ainda, novas maneiras de usar recursos inexplorados, mas prontamente disponíveis, como areia do deserto, terra ou resíduos de demolições.

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Mexicano transforma alga em blocos de construção como solução para infestação em praias

Periodicamente, a costa de Quintana Roo, no México, sofre fortes infestações de sargaço, uma alga marinha comum em regiões tropicais. Isso representa um grande problema para os habitantes locais, que ano após ano têm se dedicado exaustivamente à limpeza das praias durante a temporada de abril a agosto. A causa do sargaço ainda é desconhecida, mas algumas teorias ligam sua ocorrência à mudança climática e às mudanças no Oceano Atlântico. Atualmente, a Organização Não-Governamental Red de Monitoreo del Sargazo de Quintana Roo monitora a presença da alga na região e, de acordo com seu mais recente levantamento, há 22 locais com presença excessiva destes seres.

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Ecologia, tecnologia e materialidade: entrevista com Philippe Starck

Acreditando que um criador tem um dever para com a sociedade, Philippe Starck é um designer de muitas facetas cujos projetos abrangem várias disciplinas. Da arquitetura e interiores ao design industrial e de mobiliário, o portfólio de Starck é "focado no essencial" e em "melhorar a vida do maior número de pessoas possível". Autor do famoso espremedor de limão para a Alessi, é conhecido por ultrapassar os limites do design em objetos do dia a dia.

Com dez mil criações, concluídas ou ainda por vir, Philippe Starck é um pioneiro em “fazer coisas no caminho da ecologia”. O ArchDaily teve a oportunidade de conhecer o designer no Salone del Mobile 2021 e discutir sua abordagem de projeto, visões e sua mais recente criação de compensado para Andreu World.

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