Autoconstrução assistida: um caminho inexplorado no Brasil

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Você sabia que, em quase todo o mundo, pessoas constroem diariamente suas casas sem ajuda de arquitetos e engenheiros?

Como a simulação de materiais durante o projeto garante um bom desempenho da construção

Com a quantidade de informações e tecnologias que dispomos atualmente, seja de pesquisas acadêmicas ou dos próprios fabricantes dos produtos de construção, sobra muito pouco espaço para empirismos e experimentações ao projetarmos nas escalas mais diversas. Ainda mais quando equívocos na especificação de projetos representam enormes custos e dores de cabeça. Isso quer dizer que muito antes da construção e a ocupação do edifício, é possível entender claramente como o edifício funcionará termicamente, qual sua capacidade de geração de energia fotovoltaica e mesmo quanto de energia será necessário para resfriá-lo e/ou aquecê-lo. Há softwares, ferramentas e aplicativos que permitem quantificar todas essas decisões de projeto, para evitar erros, deseconomias, geração de resíduos e garantir a eficiência de todos os materiais aplicados.

Tijolos de vidro em casas argentinas: iluminação natural e privacidade com blocos translúcidos

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Ao criar espaços arquitetônicos, muitos arquitetos concordam que não só é importante, mas também necessário incorporar a luz natural aos interiores, utilizando diferentes estratégias para regular sua quantidade e definir qualidades como sua tonalidade e direcionamento. Apesar disso, em projetos residenciais, onde as exigências de privacidade são geralmente mais altas do que em, por exemplo, edifícios para usos comuns - escritórios, restaurantes, lojas -, ao definir as características dos ambientes, muitos optam por trabalhar com materiais que garantem maiores graus de proteção visual e que diluem o contato com o exterior público - seja através da incorporação de elementos opacos, seja por meio de envoltórios de revestimento e telas. Entretanto, há alguns materiais que garantem a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, mas sem implicar em perda de privacidade.

Como tirar proveito de tetos altos em renovações

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A altura do teto de um espaço influencia muito da nossa percepção sobre o mesmo. Geralmente, códigos construtivos locais definem as dimensões mínimas, que são calculadas para proporcionar uma qualidade de vida adequada no ambiente. Mas a altura exata dos pés-direitos é, muitas vezes, definida pela dimensão dos materiais que constituem a edificação, a altura das lajes ou, até, por conta do arredondamento nas dimensões dos degraus da escada. É comum que, com a densificação das cidades e visando um aumento na lucratividade, os empreendedores optem por criar pés-direitos mínimos em habitações e escritórios, reduzindo os custos de construção. Por outro lado, nas arquiteturas mais antigas, são observados pés-direitos mais generosos, que geralmente possibilitam um maior grau de liberdade projetual. Mas como tirar partido da melhor forma destes espaços?

É hora de começar a pensar em edifícios industriais de madeira?

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Possivelmente as edificações industriais sejam as que melhor exemplificam a célebre frase proferida por Louis Sullivan de que “a forma segue a função”. Geralmente, elas se tratam de edificações funcionais, eficientes, de construção rápida e sem ornamentos. É por isso que, ao estudarmos o patrimônio industrial das cidades e países, somos capazes de entender sobre os materiais locais, as tecnologias e tradições construtivas da época, além de relembrar o passado da indústria. As fábricas de tijolos vermelhos da Inglaterra logo vêm à mente, bem como os lanternins nos telhados utilizados para proporcionar iluminação natural às fábricas e muitas outras soluções típicas. Estruturas metálicas e de concreto pré-moldado atualmente são as mais utilizadas por conta da combinação entre eficiência construtiva, custo e possibilidade de vãos expressivos. Muitas vezes, estes galpões industriais também caracterizam-se por serem extremamente frios e impessoais, além de conterem uma pegada de carbono considerável. Mas a experiência do Canadá, nos últimos anos, chama a atenção. Há cada vez mais aceitação de edifícios de madeira para programas industriais.

Carbono incorporado nos materiais de construção: O que é e como calcular

Qualquer atividade humana impacta de alguma forma o meio ambiente. Algumas menos, outras muito mais. Segundo o United Nations Environment Programme (Unep), o setor da construção é responsável por até 30% de todas as emissões de gases que contribuem ao efeito estufa. Atividades como mineração, processamento, transporte, operação de indústria e combinação de produtos químicos resultam na liberação de gases como o CO2, CH4, N2O, O3, halocarbonos e vapor d' água. Estes, quando lançados na atmosfera, absorvem uma parte dos raios do sol e os redistribuem em forma de radiação na atmosfera, aquecendo o planeta. Com uma quantidade desenfreada de gases sendo lançados cotidianamente, essa camada é engrossada, fazendo com que a radiação solar entre e não consiga sair do planeta, acarretando em impactos quase incalculáveis para a humanidade, como desertificação, derretimento das geladeiras, escassez de água, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade.

Como projetar estruturas para casas ponte?

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Metaforicamente, construir pontes equivale a criar novas oportunidades, conexões e caminhos. As primeiras pontes possivelmente tenham surgido de forma natural com a queda de troncos sobre rios ou depressões naturais, e os humanos têm construído estruturas rudimentares para ultrapassar obstáculos desde a pré-história. Os avanços tecnológicos permitiram erigir pontes que são ao mesmo tempo impressionantes e esculturais, desempenhando função chave nas conectividades. Geralmente necessitando vencer grandes vãos, com poucas possibilidades de apoios, estruturá-las não é uma tarefa tão simples. Mas quando, mais que uma ligação entre dois pontos, a ponte é também uma edificação com um programa complexo? Como estas podem ser estruturadas?

Os desafios de construir um edifício flutuante de madeira, autossuficiente e completamente reutilizável

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Todos que já construíram alguma coisa; uma maquete, uma casa de passarinho ou um pequeno mobiliário, têm a clara noção da quantidade de coisas que podem sair errado durante o processo. Um parafuso que é impossível de apertar até o fim, uma tábua de madeira empenada, uma desatenção ou um erro de cálculo que podem frustrar os planos de uma hora para outra. Quando transportamos isso para uma escala de uma edificação, com inúmeros processos e diferentes pessoas envolvidas, sabemos o quão complexo uma obra pode se tornar e quantas coisas podem sair do controle, demorando mais tempo e demandando mais recursos para finalizar. E ao falarmos de uma edificação que precisa flutuar, ser completamente autossuficiente e, depois de cumprir sua vida útil, poder ser completamente reutilizada. Você conseguiria imaginar os desafios técnicos de construir algo assim?   

Soluções leves e desmontáveis: edifícios como reservas de materiais para o futuro

Na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2016, o curador Alejandro Aravena decidiu reutilizar 100 toneladas de materiais descartados pela Bienal de Arte passada para montar a ambiência de salas das exposições. Mais do que proporcionar uma sobrevida a 10.000 m² de gesso acartonado e 14 km de estruturas metálicas, a iniciativa tinha o intuito de conferir valor, através do desenho, a algo que seria descartado como resíduo. E, principalmente, trazer à luz outra constatação: Como arquitetos, geralmente nos restringimos a pensar nos nossos edifícios durante o projeto, a construção e, quando muito, em como suas partes irão resistir ao tempo. Dificilmente pensamos do que serão deles quando demolidos, no fim de sua vida útil, e isso é algo que, urgentemente, deve entrar no debate.

A incrível arquitetura das colmeias de abelhas

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Talvez as abelhas sejam os insetos que mais despertam fascínio e curiosidade. Com exceção da Antártica, elas são encontradas em todos os continentes, em todos os habitats que contêm plantas com flores polinizadas por insetos. Representações de humanos coletando mel de abelhas selvagens datam de 15.000 anos atrás e, inclusive, potes de mel foram encontrados nas tumbas de faraós do Egito como Tutancâmon. Ainda que geralmente tenhamos uma ideia fixa sobre a aparência das abelhas dos desenhos animados, existem milhares de espécies pelo mundo, com diferentes tamanhos, cores e comportamentos. Há, inclusive, diversos exemplos de abelhas solitárias, muitas sem ferrão e até algumas espécies que sobrevivem saqueando outras colônias mais fracas. Mas algo que tem impressionado pesquisadores é a organização de suas colmeias, que são verdadeiras cidades altamente populosas, com uma eficiência a dar inveja a qualquer planejador urbano.

Otimização e eficiência da construção modular em projetos de casas brasileiras

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Como já explicamos em um artigo publicado anteriormente, o conceito da modulação na arquitetura se traduz na adaptação de um projeto a um módulo definido, seja a partir de uma medida específica utilizada como base ou das dimensões de determinado material construtivo.

As possibilidades do Concreto Pigmentado: 20 edifícios impregnados de cor

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Quando pensamos em concreto, a cor cinza geralmente nos vem à cabeça. O traço tradicional do concreto, que leva cimento, brita, areia e água pode apresentar variações por conta dos seus elementos compositivos, mas sempre varia entre o cinza claro e o escuro. No entanto, um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado é o de agregar pigmentos a essa mistura, para se alcançar cores variadas na aparência final da obra, já que tornam todo o concreto, por dentro e por fora, colorido. Essas tonalidades decorrem da adição de óxidos: as cores amarelo, vermelho e suas derivações (marrons) são obtidas com a adição do óxido de ferro, enquanto que o óxido de cromo e de cobalto criam o efeito de cor verde e azul, respectivamente. Para o concreto preto, geralmente inclui-se óxido de ferro preto e óxido de carbono, combinados com cimento pozolânico .

Resfriar os interiores será o desafio arquitetônico do futuro

De acordo com a ONU, mais de 7.000 eventos climáticos extremos foram registrados desde 2000. Apenas em 2020, incêndios florestais assolaram a Austrália e a costa oeste dos Estados Unidos; A Sibéria registrou altas temperaturas recordes, atingindo 37 graus Celsius, assim como Dallas ou Houston; e globalmente, este setembro foi o mais quente já registrado no mundo. À medida que os efeitos da crise climática se manifestam dessas formas cada vez mais terríveis, é prerrogativa da indústria da construção - atualmente responsável por 39% das emissões globais de gases de efeito estufa - fazer a sua parte, comprometendo-se com mudanças genuínas e abrangentes em sua abordagem à sustentabilidade.

Casa é construída com impressão 3D e argila na Itália

O aumento exponencial da população versus a falta de acomodações acessíveis é um problema que afeta áreas urbanas de todo o mundo. Para auxiliar nesta questão, a empresa italiana Mario Cucinella Architects propõe um novo modelo de habitação circular. Trata-se de uma casa impressa em 3D com materiais orgânicos.

Futuro industrial ou natural: é possível criar cidades orgânicas moldadas pela tecnologia?

Em Her, filme de 2013 dirigido por Spike Jonze, um solitário escritor desenvolve uma relação de amor com a assistente virtual de um sistema operacional. Admirável Mundo Novo, livro escrito em 1932 pelo inglês Aldous Huxley, fala de uma sociedade cujo culto à eficiência, racionalização e à máquina desencadeou uma humanidade que desconhece o esforço e a dor, mas também reprime o amor e a liberdade. Já em Frankenstein, livro de 1823, considerado o primeiro romance de ficção científica, uma vida é criada artificialmente, produzindo um monstro com características humanas: vontades, desejos e medos. Seja, respectivamente, em relação ao receio com a inteligência artificial, as incertezas com a industrialização ou os limites da ciência, obras de ficção científica nos revelam muito mais que apostas certeiras do futuro – no tempo em que foram criadas, falam sobre os temores e anseios da época.

Como utilizar e reutilizar as chaminés na arquitetura

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Francis D. K. Ching [1] caracteriza uma chaminé como “estrutura vertical incombustível, que contém um conduto através do qual a fumaça e os gases de uma fogueira ou fornalha são impelidos para o exterior e por meio do qual é criada uma corrente de ar”. Enquanto seus canos podem ficar ocultos em paredes ou outras estruturas, o topo da chaminé geralmente permanece proeminente, com o intuito de levar os gases de dentro para fora, sem sujar o ambiente ou prejudicar a saúde dos ocupantes. Sendo elementos verticais, há chaminés que se tornam grandes marcos na paisagem urbana, sobretudo em projetos industriais. No momento do desenho, decidir sobre o “peso” que terá a chaminé no projeto é imprescindível. Na Casa Milá, por exemplo, Gaudí coroa o edifício de formas sinuosas e curvilíneas com chaminés esculturais. Há casos em que a sobriedade da construção é espelhada em sua chaminé e outros que o elemento vertical busca ser o mais oculto possível. Recentemente, também, muitas chaminés têm sido reformadas para novos usos ou novas tecnologias mais limpas. Seja no papel de destaque, de integração ou oculto na edificação, veja abaixo algumas dicas de projeto e possibilidades de uso.

Impressão 3D de um pilar de 2 metros em 30 minutos: o que vem por aí com essa tecnologia?

Não há dúvidas de que a impressão 3D veio para ficar. No entanto, ainda é uma tecnologia em desenvolvimento que levanta certas questões: é realmente eficaz para construções massivas e em grande escala? Quão sustentável é? Deixará de ser uma opção para se tornar a norma na indústria da construção? Para ajudar a esclarecer a imagem mais ampla do lugar da impressão 3D na arquitetura e construção, falamos com Alain Guillen, Diretor Administrativo e Cofundador da XtreeE, uma plataforma que permite que arquitetos tornem seus projetos realidade por meio de impressão 3D avançada em grande escala, gerando formas rápidas e precisas sem desperdício de material. Veja abaixo como ele e sua equipe veem o futuro da robótica na arquitetura e por que os arquitetos devem se preparar para abraçar essa nova tecnologia, rumo a um futuro mais eficiente, mas igualmente criativo.

Bancadas de concreto: brutalismo na cozinha

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Foi-se o tempo em que a cozinha enquanto área dedicada aos serviços, seguindo o tradicional sistema da tripartição residencial burguesa, eram projetadas como espaços isolados e fechados. Hoje, cada vez mais, os projetos buscam integrá-la enquanto espaço aos demais cômodos da casa e criar certa interação entre seus moradores. A partir disso, a escolha de seus materiais e revestimento também mudou e os tradicionais revestimentos cerâmicos e pedras aplicadas em suas superfícies, deram espaço à novos materiais.