4 soluções para telhados sem beirais (e seus detalhes construtivos)

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Na Robie House, Frank Lloyd Wright cria um arranjo inteligente de espaços públicos e privados, distanciando-se lentamente da rua através de uma série de planos horizontais. Beirais pronunciados fazem com que o espaço interior se expanda ao exterior. Considerada a primeira fase da carreira do arquiteto americano, as chamadas Prairie Houses tinham marcada horizontalidade, sobretudo por conta dos enormes planos criados por beirais levemente inclinados. Beirais são onipresentes na maioria das arquiteturas tradicionais e além do papel estético, desempenham importantes funções nas construções, em que talvez a principal seja manter a água da chuva longe das paredes e da estrutura. Mas de algum tempo para cá, não nos faltam exemplos de projetos com telhados inclinados sem beirais, conformando volumes puros e esteticamente muito agradáveis. Isso nos traz à pergunta: Nestes projetos, como são resolvidas as questões práticas do escoamento da água da chuva e o encontro dos planos vertical e diagonal?

De paredes de terra a coberturas em palha: 10 técnicas de bioconstrução

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A bioconstrução consiste no processo construtivo através de materiais e técnicas de baixo impacto ambiental, além da adequação da arquitetura às condições locais e tratamento de resíduos durante a ocupação do edifício. Portanto, construir com base nesses princípios não significa necessariamente utilizar materiais ditos sustentáveis, que frequentemente precisam ser transportados por longas distâncias ou passar por algum processo de pré-fabricação antes de serem empregados, mas utilizar materiais, técnicas e mão-de-obra locais, tendo como base estratégias vernaculares que levam em consideração estes fatores.

Por que devemos integrar superfícies táteis na arquitetura

Acessibilidade é uma das considerações mais importantes na arquitetura, que é o de garantir que o ambiente construído atenda a pessoas de todas as capacidades. No entanto, as concepções populares sobre a deficiência e acessibilidade permanecem limitadas e, frequentemente, abrangem apenas pessoas com deficiência física, como os usuários de cadeiras de rodas. Principalmente entre os projetistas arquitetônicos, é comum abordar a acessibilidade como adição de rampas, corredores largos e elevadores. No entanto, a deficiência pode assumir diversas formas, algumas menos visíveis do que outras. Para os deficientes visuais, a incorporação de elementos táteis específicos na arquitetura e no desenho urbano pode melhorar muito a navegabilidade de um espaço desconhecido. Neste artigo, falamos especificamente sobre os pisos podotáteis, incluindo suas diferentes formas, sua história e suas formas de implementação.

Pode existir boa arquitetura sem modulação?

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Presente na narrativa do Dilúvio no livro do Gênesis, Noé teria construído uma arca após um chamado de Deus, que decidiu inundar e destruir toda a vida na Terra por conta do mau comportamento da Humanidade. Apenas a família de Noé e um casal de cada espécie de animais poderia entrar na enorme embarcação e se salvar. Na bíblia, a arca é descrita com as medidas exatas de 300 côvados de comprimento por 50 de largura e 30 de altura. Esta era uma unidade utilizada na época, baseada no comprimento do antebraço, desde a ponta do dedo médio até o cotovelo. Um holandês que tem se dedicado a construir uma réplica da Arca de Noé, sem sucesso em encontrar um valor correspondente preciso no sistema métrico, utilizou as medidas do seu próprio corpo como o módulo. Modulação na arquitetura quer dizer adaptar o projeto a um módulo definido, geralmente uma medida base ou um material. Seja um metro, um tijolo, um azulejo ou um container, ela serve para facilitar o processo de projeto e torná-lo mais eficiente e sustentável.

Afinal, usar madeira na arquitetura é sustentável?

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Nos últimos anos, temos publicado muitos artigos sobre madeira. Desde abordar as tendências no seu uso, as possibilidades com madeira bruta, painéis, curvas, acabamentos, até suas inovações em estruturas de edifícios altos ou seu comportamento ao fogo, o assunto sempre gera bastante repercussão. Mais especificamente, as estruturas de Madeira Laminada Cruzada (CLT) têm despontado como altamente eficientes estruturalmente, além de apresentarem outros benefícios térmicos, sísmicos e mesmo sensoriais aos ocupantes, sendo apontado por especialistas como o concreto do futuro. Mas ao postarmos os artigos nas redes sociais, sempre nos deparamos com comentários dos nossos leitores preocupados sobre o impacto no corte das árvores para todos estes usos. Ao mesmo tempo que apostamos na madeira como um grande material de construção do futuro, nos indagamos: será que é possível continuar usando madeira e chamá-la de sustentável?

Economia circular + gestão das águas = sistema cerâmico de drenagem urbana

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O LIFE CERSUDS (da sigla em inglês Ceramic Sustainable Urban Drainage System) é um projeto financiado pela União Europeia através do programa LIFE, um instrumento legal criado para incentivar o desenvolvimento de soluções práticas para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas no continente. O CERSUDS é um sistema de drenagem urbana sustentável (SUDS) composto por componentes cerâmicos de baixo valor comercial, resultando em elementos de pavimentação urbana com alto índice de permeabilidade. O objetivo do sistema é ampliar a capacidade de absorção de água da chuva em centros urbanos.

Fachadas de lâminas de madeira: ritmo e translucidez

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Quando projetou o Pavilhão Nórdico em Veneza, Sverre Fehn incorporou elementos arquitetônicos nórdicos de formas pouco usuais. Possivelmente o que mais chama atenção no edifício seja sua cobertura laminar de concreto branco, que é rompida por árvores, barrando os raios solares e filtrando a luz. Dependendo do ângulo, as lâminas permitem visualizar as cores do céu e a copa das árvores, trazendo um dinamismo à cobertura no percurso pelo edifício. De fato, a utilização de lâminas em fachadas, paredes e coberturas é uma tradição que provém da arquitetura nórdica e tem se espalhado pelo mundo. Neste artigo abordaremos alguns exemplos de emprego dessa solução, as possibilidades e as melhores formas de amplificar o efeito.

A escala das crianças: breve histórico sobre mobiliários infantis

Mobiliários infantils são aqueles - fixos ou móveis - desenhados pensando nas crianças, seja de acordo com os seus princípios ergonômicos e anatômicos, ou de forma a assessorá-las da forma mais adequada. Seguindo essa linha, podemos identificar dois tipos de móveis: (1) aqueles que facilitam a relação entre o cuidador e a criança e (2) os que permitem que a criança os utilize de forma independente.

Como iniciar um novo projeto no Revit

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Revit é um software de projeto paramétrico e multidisciplinar que pode criar e inserir virtualmente qualquer edifício dentro de um processo BIM. O Revit não é um verdadeiro modelador, mas um agregador de componentes de construção governados por uma série de regras específicas. Para evitar problemas no projeto Revit, ele deve ser configurado com cuidado. Uma vez que cada projeto possui características e requisitos diferentes, não existe um procedimento padrão ao iniciar um novo. No entanto, familiarizar-se com várias situações e suas etapas necessárias ajudará muito.

Bancadas de concreto: brutalismo no banheiro

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Quando pensamos no concreto enquanto um dos principais materiais construtivos em todo o mundo, é quase inevitável não o associarmos aos elementos estruturais arquitetônicos. No entanto, a chamada estética brutalista têm ganhado cada vez mais espaço no design de interiroes, de modo que este tem substituído materiais anteriormente utilizados em mobiliários e bancadas, como é o caso da madeira e pedras.

10 Tipos de telhados e as possibilidades das telhas de ardósia

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Toda criança já teve que desenhar uma casa. Talvez um dia ensolarado com algumas nuvens, uma árvore frondosa, uma família com um cachorro, cercas baixas de madeira ou até um carro. Mas, é quase certeiro que estará ali representado um volume simples com um telhado inclinado de duas ou quatro águas. Este arquétipo da casa é algo que figura em praticamente todas as culturas, e até hoje muitos arquitetos utilizam-no para projetos contemporâneos. 

Fôrmas de bambu em projetos de concreto aparente

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Embora o concreto seja um dos sistemas construtivos mais utilizados no mundo todo, seja por sua durabilidade, maleabilidade e/ou resistência às intempéries, não devemos esquecer que a industria do concreto é uma das maiores emissoras de CO2 relacionas à industria da construção civil. Por este motivo, ao longo dos últimos anos, muitos arquitetos e arquitetas passar a experimentar novas possibilidades para tratar de otimizar seu rendimento, apropriando-se de todas as suas vantagens técnicas e buscando resolver alguns de suas desvantagens ambientais. Como resultado disso, alguns projetistas passaram a explorar a possibilidade de substituir as tradicionais fôrmas de madeira por materiais mais sustentáveis como o bambu, uma planta que cresce em abundância em quase todas as partes do mundo e que, com um baixo impacto ambiental, permite obter acabamentos aparentes com texturas de grande qualidade.

Por que projetar espaços com móveis sobre rodas?

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Numa época em que o espaço se torna cada vez mais limitado e as pessoas passam mais tempo em casa, a flexibilidade apresenta-se como uma estratégia subutilizada nos projetos internos. Com móveis flexíveis, os residentes podem otimizar a metragem quadrada e remodelar facilmente as configurações de acordo com requisitos específicos e as necessidades de mudança. A seguir, discutimos os benefícios e variações dos móveis sobre rodas, encerrando com 7 projetos exemplificando sua aplicação prática e criativa.

Relatório: Como arquitetos e profissionais da construção especificam materiais e produtos?

Em junho deste ano, publicamos uma pesquisa chamada "Como arquitetos e profissionais da construção especificam materiais e produtos?". O objetivo era entender melhor os comportamentos e necessidades dos arquitetos durante a etapa de especificação no processo de projeto.

O futuro das Habitações Sociais pode ser a impressão em 3D?

É tudo muito recente: faz menos de um ano que uma família francesa se tornou a primeira do mundo a morar em um casa impressa em 3D - aliás, há menos de 20 anos, casas impressas em 3D eram um sonho longínquo. Mas essa nova tecnologia vem sendo desenvolvida rapidamente e desponta como uma possível contribuição à crise habitacional em todo o mundo.

É possível transformar resíduos de plástico em moradias acessíveis?

Por décadas, empresas confiaram em embalagens plásticas descartáveis para embalar produtos em todo o mundo. Hoje, os efeitos prejudiciais dessa dependência do plástico são evidentes: desde a década de 1950, mais de 9 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas, das quais apenas 9% foram recicladas; em todo o mundo, um milhão de garrafas plásticas são compradas e dois milhões de sacolas plásticas são usadas a cada minuto; e de acordo com a Plastic Pollution Coalition, em 2050, os oceanos terão, em peso, mais plástico do que peixes. Além disso, o plástico é um produto do petróleo e sua produção contribui ainda mais para os efeitos devastadores do uso de combustíveis fósseis no clima.

Conforto olfativo na arquitetura e o impacto dos odores no bem-estar

Programas de culinária nunca foram tão populares no mundo. Sejam eles de receitas, reality shows ou documentários, o escritor Michael Pollan aponta que não é incomum passarmos mais tempo assistindo do que preparando nossa própria comida. Isso é um fenômeno bastante curioso, já que nos resta apenas imaginar os cheiros e gostos do outro lado da tela, como os apresentadores gostam de nos lembrar frequentemente. Ao mesmo tempo, quando assistimos algo sobre a Idade Média, rios poluídos ou desastres nucleares, ficamos aliviados de ainda não existir uma tecnologia para transmitir os cheiros. De fato, ao tratarmos de odores (e mais especificamente os maus), sabemos o quão desagradável é estar em um espaço que não cheira bem. Mais especificamente em edificações, quais são as principais fontes e de que forma isso pode afetar nossa saúde e bem-estar?

Como projetar banheiros seguros para idosos?

São frequentes os relatos de acidentes em banheiros, por geralmente serem locais apertados e, muitas vezes, escorregadios. Ainda que ninguém esteja imune a um escorregão após o banho, são os idosos que sofrem mais com as quedas, ocasionando ferimentos graves, sequelas e limitações funcionais. Com a redução natural dos reflexos e da massa muscular, quanto mais alta a faixa etária mais propensos a quedas nos tornamos.