O tijolo é um dos materiais mais usados na Colômbia e fez a arquitetura local se destacar mundialmente. Isso se deve à excelente qualidade da argila encontrada em algumas regiões do país. Além de revestir a maioria dos edifícios que caracterizam a paisagem urbana de Bogotá, este material é utilizado em todas as suas formas, desde o adobe até as lajes de piso em casas rurais.
Em 2013, Medellín, na Colômbia, foi considerada a cidade mais inovadora do mundo no concurso City of the Year, organizado pelo The Wall Street Journal, competindo com cidades do nível de Nova Iorque e Tel Aviv.
Embora possa parecer improvável, este prêmio não é tão estranho: nos últimos anos, a cidade se converteu em um dos epicentros tecnológicos e intelectuais de maior influência da Colômbia, sem mencionar o importante desenvolvimento urbano que a cidade vem vivendo desde 2010. As infraestruturas integradas à mobilidade, juntamente com intervenções de alto impacto social, converteram Medellín no centro de debate sobre o crescimento e desenvolvimento das cidades latino-americanas.
Nessa seleção de obras de arquitetura, contamos um pouco da história de uma cidade que apostou na consolidação urbana através de espaços públicos de qualidade e projetos que fomentaram a gestão cidadã apoiando o desenvolvimento de zonas marginais em um processo de reconstrução social em que a arquitetura desempenhou um papel importante como ferramenta de formulação espacial.
No último dia 9 de março, foi apresentado no Museu de Arte Moderna de Bogotá o seminário "Diálogos Tropi Nórdicos: arquitetura, arte e paisagem", um evento realizado por meio da iniciativa da Escola de Arquitetura e Design de Oslo, o MAMBO e a plataforma de conferências e publicações Jardín Parlante. O seminário contou com o apoio e direção dos arquitetos colombianos Luis Callejas e Giancarlo Mazzanti, os quais, desempenhando o papel de mediadores, apresentaram os arquitetos noruegueses Jeppe Aagaard Andersen, Janike Kampevold Larsen, Beate Hølmebakk e Per Tamsende.
Luis Callejas (LCLA Office) foi o encarregado por introduzir ao pública a forte influência que o ideário natural das paisagem escandinavas exerce sobre a arquitetura, em um encontro onde se desvanecem as fronteiras entre a arte e a paisagem através de operações sutis e precisas sobre geografias remotas, fazendo visível a relação da história com a disciplina em uma tentativa de transmitir o valor da paisagem.