O design de interiores tem se tornado cada vez mais um tema de interesse entre arquitetos/as e designers. Com o aumento do tempo passado em ambientes internos recentemente, os/as profissionais têm experimentado com seus espaços e explorando diferentes abordagens de escala, conforto e estética. Como tudo o mais, o design é altamente influenciado por fatores externos; qualquer mudança no estilo de vida das pessoas influencia a forma como elas respondem a ele, seja consciente ou inconscientemente. E embora essa dinâmica seja frequentemente vista na moda ou no design gráfico, ela também tem se destacado no design de interiores. Após anos de espaços lineares, de linhas retas e refinados, as silhuetas curvas ressurgiram, tornando-se uma das principais tendências de design de interiores em todo o mundo.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
Inspirada nos tons quentes das colheitas, a cor Wild Wonder foi selecionada como a Cor do Ano de 2023 pela AkzoNobel. Uma extensa pesquisa realizada pela AkzoNobel, que contou com especialistas em cores e profissionais de design internacionais, identificou as "Maravilhas da Natureza" no centro do comportamento social e do design global. Essa tendência é inspirada na natureza, em um momento no qual as pessoas reavaliam sua relação com o meio ambiente como a fonte de tudo em suas vidas. O tom #d0c599, um amarelo claro ou verde-oliva, captura o espírito do momento e transmite serenidade e positividade após os recentes anos de incerteza e desalento.
Em Melbourne, na Austrália, a décima edição do MPavilion, projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando, teve sua permanência prorrogada até março de 2025. Sendo a única obra construída pelo arquiteto no país, a extensão oferece uma oportunidade para que moradores locais e visitantes desfrutem do espaço e de suas diversas atividades. O pavilhão recebe o público diariamente, funcionando como um oásis sereno, um espaço de encontro comunitário e um destino arquitetônico de destaque ao longo do ano.
Foi inaugurada a expansão do Lyon Housemuseum em Melbourne, projetada pelo arquiteto australiano Corbett Lyon. As novas galerias públicas, localizadas ao lado do museu original, oferecem espaços para eventos locais e internacionais, além de exposições e instalações. Após fundarem o Lyon Housemuseum em 2009, Lyon e sua esposa vêm expandindo sua coleção com uma série de obras de nomes como Patricia Piccinini, Howard Arkley e Brook Andrew. Localizadas no subúrbio a leste de Melbourne, as Housemuseum Galleries receberão exposições públicas e ficarão abertas durante todo o ano. “Desde o início, nossa intenção tem sido compartilhar com o público a experiência da arte contemporânea entrelaçada aos espaços e objetos de uma residência familiar viva”, afirmou Lyon. “Com as novas Housemuseum Galleries, continuaremos a explorar e experimentar conceitos tradicionais de arte e arquitetura, expandindo as ideias que começamos a investigar no Housemuseum original e estimulando debates e engajamento mais amplos nos campos da arte contemporânea, arquitetura e design.” O espaço público de arte contemporânea é revestido de bluestone extraído de uma pedreira no oeste de Victoria. A fachada externa foi projetada para dialogar com os tijolos em ressalto do muro do Housemuseum original. No interior, um espaço central é cercado por quatro áreas de exposição periféricas. As galerias foram construídas sobre a obra Visible Invisible, do/a artista Reko Rennie, pintada diretamente na laje do piso térreo antes do início das obras em 2017. A exposição inaugural da galeria, intitulada ENTER, tem curadoria de Fleur Watson e reúne trabalhos que buscam “desafiar a neutralidade do cubo branco”. A família Lyon financiou a construção das galerias por meio de uma doação de 14,5 milhões de dólares.
Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.
Pelo terceiro ano consecutivo, Melbourne foi eleita uma das cinco cidades mais habitáveis do mundo. A cidade é amplamente considerada o principal polo arquitetônico da Austrália por sua cultura urbana única e pela diversidade de suas expressões de design, repletas de camadas e de uma mistura ousada de estilos. Dos edifícios da era vitoriana minuciosamente restaurados, com sua ornamentação e detalhamento complexos, aos marcos contemporâneos vizinhos, a cidade parece alcançar um equilíbrio harmonioso entre todas as tipologias e movimentos de design, mantendo-se acolhedora e atraente para seus cidadãos.
Ao projetar um espaço arquitetônico, é necessário pensar em como satisfazer as necessidades de cada uma das pessoas que o utilizam, buscando alcançar um nível adequado de conforto e uma experiência agradável. Auditorórios, cinemas e teatros são espaços que envolvem grandes públicos; por isso, deve-se prestar atenção especial a fatores como a isóptica, a acústica e a acessibilidade, para que, ao presenciar um evento, todas as pessoas sejam capazes de receber a mesma informação.
A arquitetura moderna da Austrália possui raízes diversas. Fundamentados em projetos emblemáticos como a famosa Ópera de Sydney, os projetos contemporâneos do país abraçam radicalmente novas ideias estéticas. Indo além da tradicional construção em terra batida (pisé) para criar formas articuladas, as propostas modernas surgem como híbridos multiculturais de natureza tanto derivada quanto importada. Exemplificando essa dinâmica, os projetos educacionais australianos reinterpretam a arquitetura vernacular para expressar a cultura contemporânea. Representantes de uma linguagem de design genuinamente australiana, esses projetos partem da história dessa nação-continente para criar espaços de aprendizado, lazer e reflexão.