John Gollings

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Bijoy Jain: “A arquitetura não é sobre uma imagem, é sobre sensibilidade”

Bijoy Jain, fundador do escritório indiano Studio Mumbai, é reconhecido há muito tempo por sua sensibilidade material ligada à terra e por uma abordagem arquitetônica que estabelece uma ponte entre o Modernismo e a construção vernacular. A recente abertura do terceiro MPavilion anual em Melbourne, projetado este ano por Jain, ofereceu uma oportunidade para apresentar essa abordagem arquitetônica em um palco global. Nesta entrevista, parte de sua série “City of Ideas”, Vladimir Belogolovsky conversa com Bijoy Jain sobre seu projeto para o MPavilion e sua arquitetura de “gravidade, equilíbrio, luz, ar e água”.

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Guia de arquitetura de Melbourne: 31 projetos diversos que moldam uma das cidades mais habitáveis do mundo

Pelo terceiro ano consecutivo, Melbourne foi eleita uma das cinco cidades mais habitáveis do mundo. A cidade é amplamente considerada o principal polo arquitetônico da Austrália por sua cultura urbana única e pela diversidade de suas expressões de design, repletas de camadas e de uma mistura ousada de estilos. Dos edifícios da era vitoriana minuciosamente restaurados, com sua ornamentação e detalhamento complexos, aos marcos contemporâneos vizinhos, a cidade parece alcançar um equilíbrio harmonioso entre todas as tipologias e movimentos de design, mantendo-se acolhedora e atraente para seus cidadãos.

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Compreendendo a arquitetura suave: a transição do monumento ao momento

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Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.

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Projetando para Todos: Explorando Empatia, Inclusão, Acessibilidade e Equidade Espacial na Arquitetura

O conceito de arquitetura inclusiva tem ganhado destaque à medida que o ambiente construído evolui para refletir e atender às diversas necessidades da humanidade. Essa abordagem prioriza a empatia, a acessibilidade e a equidade, buscando criar espaços que ressoem com indivíduos de diferentes perfis demográficos, habilidades e contextos culturais. O conceito vai além do mero cumprimento de normas de acessibilidade ou da incorporação de elementos de desenho universal; em vez disso, representa uma mudança de paradigma que humaniza a arquitetura e a alinha a valores sociais fundamentais. Sob essa ótica, a arquitetura inclusiva estimula conexões, acolhe a diversidade e garante que os espaços físicos contribuam para o bem-estar coletivo.

Este artigo explora quatro temas interligados — Empatia, Arquitetura Inclusiva, Equidade Espacial e Acessibilidade — por meio de artigos selecionados publicados em 2024. Juntos, esses temas revelam como a arquitetura pode responder aos desafios e aspirações da sociedade, ilustrando seu potencial como catalisadora de transformação social. Desde projetar para a conexão emocional até enfrentar as desigualdades espaciais, as lições de 2024 enfatizam a responsabilidade de profissionais de arquitetura em criar espaços que transcendam a funcionalidade, promovam a inclusão em todas as escalas e fomentem ambientes onde todas as pessoas se sintam vistas, valorizadas e integradas.

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Galerias de arte integradas ao tecido urbano: 12 projetos que levam arte e cultura aos bairros

A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?

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Dia Mundial da Arquitetura 2024: Mobilizando a Próxima Geração para a Transformação Urbana

Na primeira segunda-feira de outubro, o Dia Mundial da Arquitetura oferece uma oportunidade para refletir sobre o papel que a arquitetura desempenha na formação do nosso mundo e de nossas comunidades. Criado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em 1986, este dia foi instituído como uma base para discussões contínuas sobre inovações na prática arquitetônica, novas abordagens para o papel em constante evolução de profissionais de arquitetura e design, e as variadas respostas a preocupações emergentes.

Como nas edições anteriores, a UIA define um tema central anual para orientar essas conversas. Este ano, o tema do Dia Mundial da Arquitetura 2024, "Empoderar a próxima geração para participar do desenho urbano", abre margem para múltiplas interpretações, contemplando o impacto do desenho urbano nas futuras gerações, além de destacar a contribuição de jovens arquitetos e arquitetas na construção das cidades do amanhã. O evento deste ano busca abordar desafios cruciais enfrentados pelos ambientes urbanos e seu impacto nas próximas gerações. O foco está na criação de cidades que não sejam apenas mais verdes e ecologicamente corretas, mas também inclusivas, atendendo às diversas necessidades de diferentes grupos da sociedade.

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Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas

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As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.

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MPavilion de Tadao Ando anuncia extensão de um ano em Melbourne, Austrália

Em Melbourne, na Austrália, a décima edição do MPavilion, projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando, teve sua permanência prorrogada até março de 2025. Sendo a única obra construída pelo arquiteto no país, a extensão oferece uma oportunidade para que moradores locais e visitantes desfrutem do espaço e de suas diversas atividades. O pavilhão recebe o público diariamente, funcionando como um oásis sereno, um espaço de encontro comunitário e um destino arquitetônico de destaque ao longo do ano.

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Edifício de Escritórios Spink St. / Peter Ryan Architects

Edifício de Escritórios Spink St. / Peter Ryan Architects - Mais Imagens+ 7

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2195 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023
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15 escritórios com paisagismo e áreas de jardim para a equipe circular livremente

Representando 32% da população global, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) já representa uma parcela expressiva da força de trabalho (com previsão de atingir 27% até 2025, em curva ascendente). Trata-se das mentes jovens e inovadoras que as empresas disputam para atrair. Como o impacto social do empregador (93%) e um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional (77%) são os dois principais fatores de decisão sobre onde os jovens dessa geração desejam trabalhar, a presença de áreas verdes tornou-se parte essencial do programa de necessidades de qualquer novo edifício corporativo.

Embora o trabalho híbrido e a flexibilidade de horários sejam as formas mais evidentes de melhorar esse equilíbrio para muitos, a perda de interações sociais e a falta de espaço ou funcionalidade em ambientes de home office pouco produtivos fazem com que a maioria dos jovens de 16 a 24 anos constitua a única faixa etária que prefere trabalhar presencialmente no escritório.

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A madeira engenheirada é o elemento-chave para um futuro de baixo carbono?

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Os templos chineses resistem há séculos, açoitados por ventos e terremotos, sem uma rachadura ou peça de madeira fora do lugar. Eles utilizam uma técnica milenar conhecida como "construção por encaixe de suportes" (ou *dougong*), que dispensa pregos ou peças metálicas para conectar os elementos estruturais de madeira. As igrejas de aduelas escandinavas (*stave churches*) são quase tão duráveis. Sem surpresa, há abundância de árvores tanto na Suécia quanto em toda a China.

Afinal, a que se deve todo esse entusiasmo em torno da inovação na construção com "mass timber" (madeira engenheirada) nos últimos anos? Como argumenta Boyce Thompson em seu instigante novo livro, Innovations in Mass Timber: Sequestering Carbon with Style in Commercial Buildings (Schiffer Publishing), esta promete ser a próxima grande tendência da tecnologia "verde" para profissionais da arquitetura que se sentem culpados por suas caras fachadas de titânio e pegadas de carbono desmedidas. As fotos coloridas mostram edifícios impressionantes em regiões onde a indústria madeireira sempre foi forte, como o Noroeste Pacífico dos EUA e a Escandinávia. Já os japoneses constroem cabanas de toras com material importado que bem poderia valer ouro.

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Galeria de Arte Central Goldfields / Nervegna Reed Architecture

Galeria de Arte Central Goldfields / Nervegna Reed Architecture - Mais Imagens+ 15

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  500 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  3M, Erco, Ampelite

Reveja as dez primeiras edições do MPavilion em Melbourne, Austrália

O MPavilion é um dos eventos arquitetônicos mais importantes da Austrália. Criado pela Fundação Naomi Milgrom, a edição de laçamento foi em 2014 e desde então trouxe arquitetos internacionalmente reconhecidos para projetar uma estrutura temporária nos Jardins da Rainha Vitória em Melbourne, seguindo um sistema semelhante ao da Serpentine Gallery Pavilion, em Londres. Desde os painéis acionados pelo sol de Sean Godsell até a estrutura experimental de bambu do Studio Mumbai, cada pavilhão explora a arte da construção e o design contemporâneo, ao mesmo tempo em que promove um rico programa cultural que dura vários meses. Com a inauguração do pavilhão mais recente, desenvolvido por Tadao Ando, revisitamos as edições anteriores do evento.

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Centro Comunitário Nunawading / fjcstudio

Centro Comunitário Nunawading / fjcstudio - Mais Imagens+ 10

  • Arquitetos: fjcstudio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  3900 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Foster + Partners, UNStudio e MAD Architects estão entre os finalistas do World Architecture Festival 2023

Os finalistas do Festival Mundial de Arquitetura (WAF) de 2023 foram anunciados, destacando os projetos de arquitetura mais relevantes em todo o mundo. O anúncio antecede o evento ao vivo, que será realizado em Singapura em Marina Bay Sands de 29 de novembro a 1º de dezembro. O WAF é um programa de premiação de arquitetura com avaliação ao vivo, no qual os finalistas apresentam seus projetos a um painel de jurados durante o festival internacional. Alguns dos finalistas incluem Foster + Partners, Biroe Architecture, COX Architecture, Dabbagh Architects, MAD Architects, entre outros.

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O paradoxo da arquitetura sustentável: durabilidade e transitoriedade

Para transmitir o poder e prestígio de seu império, os romanos construíram uma arquitetura duradoura como símbolo de seu reinado longevo. Os imperadores empregaram grandes obras públicas como afirmações de seu status e reputação. Por outro lado, a arquitetura japonesa há muito abraça ideias de mudança e renovação, evidente na reconstrução ritualística de santuários Xintoístas. Uma prática conhecida como shikinen sengu é observada em Ise Jingu, onde o santuário é propositadamente desmontado e reconstruído a cada vinte anos. Em todo o mundo, filosofias sobre permanência e impermanência permearam as tradições arquitetônicas. Em meio à crise climática, como esses princípios se aplicam ao design arquitetônico moderno?

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O que é um teto caixotão? 47 interiores que vivem sob a grelha

Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.

Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.

O que é um teto caixotão? 47 interiores que vivem sob a grelha - Mais Imagens+ 91

MPavilion 2022 / all(zone)

MPavilion 2022 / all(zone) - Mais Imagens+ 21

  • Arquitetos: all(zone)
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  325 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Dulux, SIAM BROTHERS, Serge Ferrari