Convidamos para o lançamento do Livro: IN-FORMAL, Infraestrutura Urbana Revisitada. O evento ocorrerá na cidade de São Paulo no dia 05 de abril de 2025, na Livraria Eiffel no às 11 horas. Contaria com a presença dos autores: Professor e Diretor da FAU UFRJ Guilherme Lassance, e os alunos Lucas Freitas, Beatriz Gomes e Nicholas Manso. O evento será aberto ao público e contará com mediação de professores locais.
Stockholm Wood City. Courtesy of Atrium Ljungberg | White Arkitekter
Diante de estudos que estimam que até 2050 quase 70% da população mundial será urbana, pensar num desenvolvimento mais sustentável e equilibrado das cidades torna-se um imperativo para as próximas décadas. Essa discussão perpassa, invariavelmente, uma escolha mais assertiva de materiais de construção que tragam melhores benefícios urbanos e ambientais. Nesse cenário, um material que vem ressurgindo como uma escolha mais sustentável para a infraestrutura urbana é a madeira, sobretudo quando aliada a novos recursos tecnológicos, que vem se reintroduzido nas paisagens das cidades devido às suas características versáteis e à sua capacidade de se alinhar às construções do amanhã.
Rio Tietê, São Paulo. Foto de Ana Paula Hirama, via Flickr. Licença CC BY-SA 2.0
Nadar no Tietê. Embora muita gente tenha feito isso até os anos 1930 — quando o rio já estava poluído, mas muito menos que agora, e havia competições de natação e remo até no trecho dentro da capital paulista —, ninguém acredita que isso será possível nos próximos anos. Limpar o rio, porém, é uma ambição factível; desde que se entenda que há várias gradações dentro da categoria “limpo”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1003270/limpar-o-rio-tiete-e-possivel-ou-uma-utopiaDavid A. Cohen
A natureza e os ecossistemas prestam serviços valiosos às pessoas, da regulação do clima à promoção da saúde e do bem-estar. Reintegrar esses serviços à paisagem urbana é parte da transformação necessária para que cidades enfrentem desafios complexos, como os impactos das chuvas cada vez mais intensas, o calor extremo e a poluição. Ao mesmo tempo, pode ampliar a resiliência e o acesso das populações mais vulneráveis a infraestruturas essenciais, espaços para o lazer e oportunidades econômicas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1002440/5-mudancas-para-acelerar-a-reintegracao-da-natureza-em-cidades-brasileirasMarco Britto, Magdala Satt Arioli, Laura Azeredo e Lara Caccia
Diante dos desafios para alinhar as demandas de desenvolvimento com as políticas de sustentabilidade, pesquisadores da FGV EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo), junto à organização não governamental internacional ICLEI (sigla em inglês para Governos Locais para a Sustentabilidade), e outros parceiros, criaram o Guia de Infraestrutura Verde e Azul. O objetivo é realizar um passo a passo de como tornar cidades sustentáveis, com foco em melhorar a governança local em relação a três fatores-chave: alimentação, água e energia.
https://www.archdaily.com.br/pt/996491/guia-de-infraestrutura-verde-e-azul-mostra-como-tornar-as-cidades-sustentaveisArchDaily Team
Foi por pouco, mas o primeiro turno das eleições para Presidente da República infelizmente não bastou para definir quem será o próximo líder político do país e os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e Jair Bolsonaro, do Partido Liberal, receberão mais uma vez o voto popular no próximo dia 30 de outubro.
O próximo Presidente terá, entre muitas outras, a tarefa de oferecer aporte federal ao desenvolvimento das cidades brasileiras — local onde vivem cerca de 87% da população do país. Visando contribuir com o debate e, se a tarefa couber ao ArchDaily, ajudar os indecisos a se resolverem, reunimos a seguir as propostas de ambos os presidenciáveis para o futuro das cidades, de acordo com seus respectivos planos de governo, considerando temas como habitação, infraestrutura, transporte, cultura, sustentabilidade, meio ambiente e energia.
https://www.archdaily.com.br/pt/990343/o-que-lula-e-bolsonaro-dizem-sobre-cidades-habitacao-e-meio-ambienteArchDaily Team
Quase 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, segundo dados do Trata Brasil. A comunidade Guaranys, parte integrante da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, com cerca de 450 famílias, é parte dessa estatística. O local possui moradias inteiras em áreas alagadas e esgotos que vazam a céu aberto. Para amenizar este problema, a comunidade foi escolhida para receber um projeto social que instala banheiros com biodigestor em áreas vulneráveis.
Todos os países do mundo enfrentam problemas de mobilidade. Muitos destes entraves têm a ver com a própria infra-estrutura disponível mas, construir mais estradas nem sempre resultará em melhores índices de mobilidade urbana. Nos Estados Unidos, algumas cidades ficaram famosas por seus congestionamentos quilométricos, como Los Angeles, Minneapolis e Atlanta, cidades onde a relação entre quilômetros de infra-estrutura viária por habitante está na ordem de 8 para 1.000. Isso também tem a ver com a forma que o transporte público opera nestas cidades, onde os sistemas de mobilidade urbana são os menos eficientes. Então, por que continuamos a construir estradas cada vez maiores, mais largas e mais rápidas e como isso afeta os congestionamentos nas cidades?
A escala humana na arquitetura abrange desde dimensões físicas de um determinado edifício ou ambiente construído até a percepção ou experiência do espaço por meio dos sentidos. Portanto, a escala humana pode ser entendida como um parâmetro que surge do confrontamento entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inseridos. Entretanto, à medida que passamos a observar a arquitetura para além da escala humana, onde a ergonometria já não mais desempenha um papel primordial na concepção do espaço e seus componentes, nos deparamos com uma série de novas tipologias arquitetônicas, as quais nos permitem refletir e repensar a maneira como concebemos nossos edifícios e espaços urbanos.
As recentes enchentes em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras assustaram a população. Vídeos mostrando a força das águas arrastando carros e derrubando estruturas impressionaram todo o país. O estado de alerta não se resumiu a Minas Gerais. Grande parte do Sudeste enfrentou fortes chuvas, provocando grandes transtornos. No Espírito Santo, por exemplo, mais de 5 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, e São Paulo entrou em estado de atenção por alagamentos. Enquanto isso, no Rio, uma situação envolvendo algas nos mananciais provocou o contrário: crise de água causada pela qualidade da água que chegava à torneira das pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/933675/infraestrutura-natural-pode-evitar-desastres-como-as-enchentes-de-minas-gerais-e-sao-pauloWRI Brasil
Ruínas do Fórum Romano. Foto: hl_1001 no Visual Hunt / CC BY-NC
Metrópole é uma palavra derivada do grego metropolis, união de meter (mãe ou ventre) e polis (cidade). Assim, a metrópole é a cidade mãe, a mais importante dentro de um contexto em que várias cidades estão interligadas, de forma que uma depende da outra para exercer as suas atividades de forma plena. Na maioria dos casos, temos conurbações entre vários aglomerados urbanos nas metrópoles.
https://www.archdaily.com.br/pt/926381/o-que-a-roma-antiga-tem-para-ensinar-as-metropoles-brasileirasPaulo Sa Vale
Telhados verdes retêm água da chuva, reduzindo inundações e estresse nos sistemas de esgoto. Foto: Kathleen Phillips/AgriLife Today
Mais de 600 milhões de pessoas não têm acesso a água limpa para beber. Secas afetam mais de 35 milhões todos os anos. E até 2050 1,3 bilhão de pessoas viverão em áreas propensas a inundações. Muitos acreditam que construir barragens, estações de tratamento de água e outras infraestruturas são as únicas soluções para esses problemas – mas isso porque não foram considerados os muitos benefícios da infraestrutura natural (ou infraestrutura verde).
https://www.archdaily.com.br/pt/914942/derrubando-mitos-5-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-infraestrutura-naturalSuzanne Ozment e Irene Rehberger Bescos
O MVRDV divulgou imagens de seu projeto ambicioso para as Torres Gêmeas de Taipei, que devem revitalizar a área da estação central da capital taiwanesa. As duas torres são caracterizadas por uma “pilha de blocos” que criam um bairro urbano vertical com fachadas de mídia interativa.
Atualmente, o local é ocupado pela principal estação da cidade, contendo linhas ferroviárias, linhas de aeroportos, redes de metrô, parques e praças subutilizados. De acordo com o projeto do MVRDV, as duas torres serão construídas no topo da estação, oferecendo comércios, escritórios, dois cinemas, dois hotéis e a unificação e desenvolvimento de praças vizinhas.
Parque público no topo da Gamla Lidingöbron. Imagem Cortesia de Urban Nouveau
O estúdio sueco Urban Nouveau criou um plano para salvar a ponte Gamla Lidingöbron, em Estocolmo, transformando-a em um parque linear e habitações. Depois de lançar uma petição para salvar a ponte e reutilizá-la, o ArchDaily buscou Sara Göransson, sócia fundadora da Urban Nouveau, para perguntar sobre sua formação e como o estúdio aborda a integração social, a moradia e o futuro da infraestrutura urbana.
via Wikimedia. ImageDom Luis Bridge / Porto, Portugal
Um fato infeliz da indústria AEC (arquitetura, engenharia e construção) é que, dentre todos os estágios do processo - do planejamento e projeto à construção e operações - dados críticos acabam sendo perdidos.
A realidade é que, quando você move dados entre fases, digamos, do ciclo de vida útil de uma ponte, você acaba levando esses dados entre sistemas de software que reconhecem apenas seus próprios conjuntos de dados. No minuto em que você traduz esses dados, você reduz sua riqueza e valor. Quando uma parte interessada do projeto precisa de dados de uma fase anterior do processo, arquitetos, planejadores e engenheiros geralmente precisam recriar manualmente essas informações, resultando em retrabalho desnecessário.