O FestivalMid-Autumn é uma das festas mais típicas de Hong Kong, sendo celebrada durante os dias de lua cheia do oitavo mês do calendário chinês. Neste ano o festival aconteceu em setembro, no Parque Victoria em colaboração com o projeto Lantern Wonderland, que contou com Rising Moon, um pavilhão luminoso feito com7 mil garrafas plásticas e que representa um hemisfério da lua, com a outra parte sendo refletida na lagoa do parque.
O pavilhão foi feito pelo escritório Daydreamers Design para ser entendido como um símbolo de reunião em torno a uma lua que promova o cuidado com o meio ambiente.
No final do mês de outubro foi realizada a primeira versão do Festival Internacional Abierto Mexicano de Diseño, que exibiu mostras de arte e projetos no Centro histórico da capital, com o propósito estreitar os laços entre a cultura e as pessoas no espaço público.
A escolha do centro como local de exibição foi feita pela organização, pois esta parte da cidade é considerada uma sede natural pelo valor cultural que os mais de 1.400 edifícios lhe conferem, além de ser um espaço muito percorrido, com mais de dois milhões de pessoas passando por ali diariamente.
As palestras e exposições feitas para o festival giravam em torno do tema central - os comércios - levando em conta que estes possuem técnicas de trabalho de criação coletiva, que reúnem os projetistas e os cidadãos na construção de mostras, e são feitas com materiais reciclados e sustentáveis. Uma das intervenções urbanas que eclodiram nas ruas do centro da cidade, com a ajuda das pessoas que passavam pelo local, foi projetado pelo estúdio El Último Grito.
Em Rosarno, uma cidade no sul da Itália, os espaços públicos têm certas características para que sejam considerados locais atraentes para as pessoas. Por esta razão, o escritório espanhol Luzinterruptus decidiu alterar a aparência de um desses espaços que estava vazio entre dois edifícios com a instalação de arte "Peperonata Noturna", que montaram para o festival de regeneração urbana A di Città realizado em setembro.
“Cricklewood Town Square” é o nome da intervenção feita pela agência Spacemakers que trouxe novos espaços públicos móveis a Cricklewood, um bairro na periferia de Londres onde quase não existem equipamentos públicos como bancos nas ruas, praças ou bibliotecas.
O projeto foi financiado com recursos do município de Londres como protótipo de um projeto mais amplo de renovação urbana que acontecerá posteriormente e que inclui os demais subúrbios da cidade.
"Art & About Sydney" é um festival de arte que acontece há mais de dez anos na cidade australiana e inclui palestras, exposições, intervenções urbanas e oficinas. Sua versão mais recente começou em julho e permanece até 31 de dezembro.
Uma das intervenções montadas, que esteve presente até 20 de outubro, se chamava "Field", criada pela empresa neozelandesa Out of the Dark, especializada em instalações que permitem que as pessoas vivam experiências comunitárias em espaços públicos através do design.
A instalação intitulada “Fabriqueta de Improvisação”, que aconteceu em Florianópolis – SC em julho deste ano, faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso de André Stahnke, formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. O trabalho, do qual fez parte a instalação, se chama “Fábrica de Inquietação: Criando intervenções na cidade-correria” e consiste em uma investigação acerca da qualidade de nossos espaços públicos e nossa posição enquanto agentes- citadinos.
Tem-se assistido a certa subestimação desses espaços, já que estes têm funcionado cada vez mais como espaços apenas circulatórios e não de permanência ou troca; as cidades - não apenas Florianópolis - vivem num ritmo frenético por conta de tudo que se une ao modus operandi do sistema capitalista.
Em uma esquina do bairro Born, em Barcelona, havia um terreno vazio completamente abandonado que já não era mais valorizado pelos vizinhos. Por este motivo, a equipe de lagaleriademagdalena e o fotógrafo Joan Tomás conceberam, em junho de 2012, a intervenção #Encaja_dos que, a partir de retratos de pessoas incorporados às paredes, converteu o espaço em uma galeria de arte ao ar livre.
Entretanto, no início deste ano o espaço voltou a ter um aspecto descuidado, em parte pelo lixo que se acumulou e porque foram pregados cartazes publicitários sobre as fotos sorridentes das pessoas. Assim, a equipe responsável pela primeira intervenção decidiu lançar uma segunda, em junho deste ano, junto a uma campanha de financiamento coletivo.
Desde o dia 28 de julho, os bancos de alguns parques públicos de Amsterdam (Países Baixos) contam com um elemento acoplado que ajuda a promover uma nova experiência ao ar livre. Trata-se de Ruilbank Amsterdam, uma intervenção urbana criada pelo escritório de design Pivot Creative que consiste em um “clip”, consideravelmente maior que os comuns, enganchado nos bancos, disponibilizando jornais, livros e revistas para que as pessoas possam ler gratuitamente enquanto estão nos parques.
A ideia principal desta intervenção surgiu a partir do hábito dos passageiros de ônibus e metrô, que ali deixam seus jornais para que outras pessoas o leiam. Desta maneira, segue-se o principio de Ruilbank: “pegue, leia, compartilhe”.
Atualmente a intervenção está disponível em nove parques de três bairros da cidade. No entanto, como o período de montagem foi até o dia 28 de setembro, nos próximos dias mais parques serão somados a esta instalação que tem como objetivo criar um ciclo de troca de leitura e fomentar as conexões entre os visitantes destes espaços públicos.
Mais imagens, o vídeo e informação do projeto a seguir.
Neste ano, a cidade eslovaca de Košice foi nomeada Capital Cultural da Europa. Este reconhecimento, que também incluiu Marselha (França), foi atribuído pela União Europeia. Pelo período de um ano, ocorrem diversos eventos culturais que promovem o patrimônio cultural e histórico da cidade.
Há alguns meses mostramos aqui seis casos bem sucedidos de bibliotecas comunitárias que tem conseguido aproximar os livros das pessoas em espaços públicos através da reutilização, por exemplo, de um ônibus público ou de uma típica cabine telefônica de Londres.
Agora, mostramos oito novos casos que seguem esse princípio e que cumpriram seu objetivo, dando a opção das pessoas de ler enquanto estão na rua, num parque ou até mesmo num ponto de ônibus.
Cortesia de candychang.com/post-it-notes-for-neighbors-2/
Imagine que a calçada em frente à sua casa se encontra em mau estado. Você tropeça nela cada vez que sair na rua, motoristas sempre têm que desviar e torna-se desconfortável andar de bicicleta. Você vai até a Prefeitura, faz uma solicitação de reparos para resolver o problema e depois de horas insistindo para que alguém entenda seus requerimentos, milagrosamente te recebem com os braços abertos. Mas não podem dar solução alguma. “Não estávamos cientes, existem outras prioridades, não há recursos”, dizem.
Em uma época em que os cidadãos, em especial os chilenos, se vêm em uma crise de representação, em um estado de desconfiança política generalizada, a sociedade tem manifestado uma necessidade crescente de contornar a maneira de pensar e fazer cidades, buscando uma forma mais descentralizada, inclusiva e representativa. Com isto, o urbanismo tem tentado formular, cada vez mais, projetos “de baixo para cima”, isto é, em vez de partir do geral ao particular, partir do próprio cidadão e suas demandas e necessidades. Com isto, surgem diferentes abordagens ou aproximações de como fazer uma cidade de forma mais democrática e inclusiva, e estas abordagens andam junto com instrumentos e ferramentas cada vez mais localizadas.
Um garoto andando de skate em um parapeito, um pai lendo uma história a sua filha na beira de uma janela e um homem saltando de uma janela a outra são algumas das ações possíveis em “Dalston House”. Esta intervenção urbana foi criada por Leandro Erlich, um artista plástico argentino que inclui ilusões de ótica e tridimensionalidade em suas exposições.
A instalação foi montada no bairro de Hackney para o Festival de Arquitetura de Londres 2013 e esteve aberta ao público até o dia 4 de agosto. Nela, Erlich usou um modelo de edifício vitoriano instalado na Rua Ashwin, que se caracterizava por este tipo de construção mas cujas edificações foram, em boa parte, destruídas durante a Segunda Guerra Mundial.
A seguir, veja como o artista elaborou esta intervenção.
Qualquer espaço da cidade pode se transformar num playground quando há liberdade, quando há interação e quando há pessoas querendo se divertir, se relaxar e brincar juntas. "A Cidade é para Brincar", evento que acontece durante todo o mês de setembro em diferentes lugares de São paulo, é o momento que cidade oferece essas condições.
O encontro da arte com o jogo cria ambientes onde as crianças agem de maneira criativa e intuitiva. Esses ambientes não estão governados pelas leis do mundo dos adultos: a superfície para se mover não é só o chão, a interação com desconhecidos é possível e os resíduos não existem. Basurama homenageia as arquitetas-artistas-designers Elvira de Almeida e Lina Bo Bardi, que criaram esse tipo de lugares.
O artista inglês Pete Dungey elaborou uma forma muito sensível e eficaz de chamar a atenção das pessoas e autoridades para os freqüentes buracos nas ruas e calçadas. O projeto se chama Pothole Gardens (Jardins em Buracos) e consiste em cobrir as falhas com minúsculos jardins.
A iniciativa começou em Londres como um projeto para seu mestrado em Design, mas, ao mostrar os pequenos jardins em seu blog, a prática contagiou pessoas de todas as partes do mundo, que começaram a fazer suas próprias versões dos jardins e, em alguns casos, enviar as fotos para Dungley, que expõe seus favoritos em sua página.
Quatro edifícios dos arredores da emblemática Rua Augusta, em São Paulo, receberão, até o final do ano, jardins verticais sobre suas empenas. A iniciativa faz parte do Movimento 90º que, em parceria com a organização Augusta ComVida, arrecadaram a verba necessária através de financiamento coletivo.
Segundo os idealizadores, a iniciativa vem de encontro aos problemas ambientais causados pelo crescimento desenfreado das principais cidades brasileiras, das quais São Paulo é o caso mais extremo. Problemas já conhecidos como a poluição do ar, barulho e conforto térmico no interior das edificações são amenizados através da instalação destes jardins verticais.