In many Asian cities, eating has never belonged entirely to the private home. It spills into markets, hawker centers, street stalls, and wholesale districts embedded within larger buildings or areas. These are places where the city exchanges information and watches other people pass through. They are not restaurants in the conventional sense, nor are they simply markets. In some way, their vibrancy and usage reflect the society's conditions at that moment. They are public kitchens: shared infrastructures where domestic routines are partially transferred into collective space.
Hong Kong's Municipal Services Buildings and curbside dining are where food is understood not only as culture, but as urban organization. The cooked-food center in the city folds eating into a larger civic machine of wet markets, libraries, and sports halls. The dai pai dong and street-side table, meanwhile, transform the curb into a temporary dining room. Looking beyond Hong Kong, similar questions emerge across the region. How do cities make room for social eating? Where does cooking happen when domestic space is limited? What kind of architecture supports the mess and heat of everyday food?
Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.
Entroncamentos rodoviários evoluíram de infraestruturas para distribuir o tráfego a marcos que definem e rasgam a paisagem das cidades. Essas intersecções envolvem viadutos, rotatórias e pontes, podendo ter muitos níveis. Elas se torcem, viram e fazem voltas, criando áreas vazias entre as pistas e em seus baixios. Esses espaços podem ser vistos como liminares e de transição, sem um uso específico. Na sua imprecisão, contudo, podem ser transformados em lugares mais amigáveis à escala humana, voltando a fazer parte dos tecidos urbanos.
Baia di Ieranto. Imagem Cortesia de Fosbury Architecture
O projeto para o Pavilhão da Itália na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia terá curadoria de Fosbury Architecture, um coletivo composto por Giacomo Ardesio, Alessandro Bonizzoni, Nicola Campri, Veronica Caprino e Claudia Mainardi. A proposta da equipe para a exposição é baseada em uma prática de pesquisa que vê a arquitetura como resultado de um trabalho coletivo e colaborativo. De janeiro a abril, período que antecede a abertura da Bienal, nove intervenções site-specific intituladas Spaziale presenta ativarão diferentes lugares em toda a Itália.
O laboratório multidisciplinar mexicano dérive LAB apresenta Calles compartidas (Ruas compartilhadas), um projeto com uma foco no desenho urbano que procura transformar espacialmente a rua de modo que ela seja regida por relações humanas para além do uso de dispositivos de controle de tráfego. Isto sugere que a rua não é apenas um espaço destinado ao transporte e à mobilidade, mas um espaço onde muitas outras atividades sociais, econômicas e culturais acontecem.
Um corpo macio e inflável, um globo de prata, se expande na esquina da Alameda, no centro de Santiago do Chile. As pessoas não passam por aqui sem tocar no material estranho. Eles observam curiosas o novo objeto avançando sobre o espaço público. Atrás dele, a Galeria Gabriela Mistral está escondida e desaparece.
O arquiteto japonês Kengo Kuma foi convidado a desenvolver um projeto de preservação para o portal oeste da Cathédrale Saint-Maurice em Angers, França. A proposta deveria também proteger um conjunto de esculturas feitas entre os séculos XII e XVII que permanecem expostas na catedral. O projeto estabelece um "diálogo harmonioso" com o patrimônio arquitetônico medieval, seguindo as mesmas diretrizes de proporção usadas pelos construtores da catedral. A construção dos novos portais em arco está em andamento e deverá ser concluída em 2024.
Quase 60 anos após ter sido originalmente concebida, a instalação temporária dos artistas Christo e Jeanne-Claude, no Arco do Triunfo em ParisO monumento foi envolvido por 25 mil metros quadrados de tecido reciclável azul-prateado, unidos por 3.000 metros de corda vermelha. Como era vontade do artista dar seguimento ao projeto, a intervenção foi realizada pela sua equipa, na sequência da passagem do artista em 2020. O projeto estará em cartaz até 3 de outubro. foi aberta ao público em 18 de setembro, atraindo milhares de turistas e locais. Nesta nova série de fotografias, Jared Chulski registra o monumento embrulhado, focando nos detalhes da intervenção temporária e como ela complementa o tecido urbano da cidade.
A designer e diretora de arte Serena Confalonieri, em parceira com um grupo e alunos voluntários, acaba de inaugurar a instalação gráfica “Quadra”, uma iniciativa desenvolvida no contexto do projeto “Piazze Aperte” promovido pela Prefeitura de Milão. Como uma série de projetos de intervenção urbana, a iniciativa pretende revalorizar espaços subutilizados da cidade através de intervenções urbanas pontuais.
Local Collective projetou um banco feito de argila para o Festival de Arquitetura de Londres e a Network Rail, órgão responsável pelas estradas de ferro do Reino Unido. Exposto na Estação London Bridge, o mobiliário é o resultado de um “concurso organizado pelo LFA e Network Rail para criar instalações públicas que celebram os espaços coletivos de Londres e conectam as pessoas com encontros lúdicos”.
A Bienal de Arquitetura de Chicago (CAB) em parceria com a Danish Arts Foundation (DAF) acaba de divulgar o vencedor do primeiro concurso lançado neste ano, a proposta que irá representar a Dinamarca na edição deste ano da mais importante bienal de arquitetura dos Estados Unidos. A ser implantado no bairro de North Lawndale, em Chicago, a proposta procura responder ao tema da bienal de 2021: A Cidade Disponível, mote criado pelo Diretor Artístico da Bienal de Chicago David Brown. A proposta vencedora foi desenvolvida por uma equipe internacional que inclui Eibhlín Ní Chathasaigh e James Albert Martin de Dublin, Anne Dorthe Vester e Maria Bruun de Copenhague e moradores da cidade de Chicago.
A 3ª Semana Internacional “Placemaking”, realizada anualmente pela organização filantrópica Project for Public Spaces (PPS), teve lugar entre os dias 1º a 4 de outubro de 2019 na cidade de Chattanooga, Tennessee. Anteriormente organizado nas cidades de Amsterdã (2017) e Vancouver (2016), este inspirador e envolvente evento é um espaço de encontro e intercâmbio de ideias entre, pessoas, profissionais e organizações comprometidas com a construção de “lugares”, promovendo a difusão deste conceito tanto no contexto local da cidade sede quanto no nível internacional.
A PPS, responsável pela criação da Placemaking Week, é uma organização focada em promover a cultura, a construção e a manutenção de “lugares”, ou seja, espaços públicos capazes de construir comunidades mais inclusivas e sustentáveis. Em 1999, a Project for Public Spaces publicou o livro “How to turn a place around”, definindo as bases do movimento “placemaking” e fornecendo diretrizes e princípios a serem seguidos para se construir lugares capazes de gerar comunidades mais vibrantes e inclusivas.
Cinco anos após a realização da Empena Viva, Nitsche Arquitetos volta a ocupar artisticamente os arredores do Minhocão. Ao realizar a intervenção Eclipse, a partir de um gesto simples, a equipe pretende ilustrar os processos socioeconômicos e temporais que são colocados pelas dinâmicas urbanas de São Paulo.
A arquitetura e urbanismo são possibilidades de materializar o porvir. No entanto, como desenhar um futuro comum, mas manter o porvir aberto a significações e em constante movimento a partir dos sujeitos que dele se apropriam? Como a(o) arquiteta(o) pode entender-se parte do movimento de revalorização dos espaços coletivos? Como usar dessa ferramenta para distribuir poder: construir uma democracia direta e um comportamento livre a partir da participação na vida cotidiana? Como reconhecer a relação como ferramenta de construção de uma arquitetura da liberdade?
O campo da arquitetura tem o potencial de, por meio do espaço construído, impactar as relações humanas em uma infinidade de maneiras. No caso particular dos projetos de pequena escala, o desafio de lidar com a mediação entre o espaço e as pessoas é aliado àquele de transpor a espaços reduzidos ideias capazes de impulsionar seu uso pelas pessoas.
Com o crescimento populacional, adensamento das cidades e aumento do preço dos imóveis, arquitetos e urbanistas têm buscado alternativas de novas configurações espaciais para a ocupação e habitação nos centros urbanos. A profusão de moradias e espaços de trabalho compartilhados é um dos exemplos de como o campo da arquitetura está se adaptando às novas formas de viver em sociedade.