Trabalhando com o tema da memória urbana, o artista neozelandês Mike Hewson apresenta obras que (re)criam espaços virtuais através de desenhos e ilusão de ótica.
Na série Homage to the Lost Spaces (Homenagem aos Espaços Perdidos), Hewson fez intervenções de imagens em destroços de edifícios da cidade de Christchurch, Nova Zelândia, após um terremoto em 2011.
Uma cidade em desenvolvimento e um meio ambiente saudável sempre foram elementos difíceis de conciliar, tanto para urbanistas quanto para engenheiros, arquitetos, políticos e outros agentes. Sem dúvida, a arte – através de intervenções como a apresentada – sempre tem uma resposta, ainda que os problemas sejam mais complexos.
“Urban Air” é o nome do projeto do artista californiano Stephen Galssman. Sua proposta é a seguinte: substituir outdoors por canteiros de bambu, com sensores de qualidade do ar. Assim, a obra se transforma em um símbolo de um futuro em que as cidades não apenas se desenvolvem em porte e riqueza, mas são capazes de gerir seu próprio crescimento de maneira sustentável e em harmonia com a natureza.
O Campo de Cebada é um terreno localizado no bairro La Latina, em Madri, que desde o século XV tem atuado como um polo de interação social na cidade. Em seu início, foi conhecido como a Praça de La Cebada, onde os comerciantes trocavam e vendiam produtos agrícolas. No entanto, em junho de 1870, iniciou-se a construção do Mercado de La Cebada, deixando uma parte livre, onde se instalaram alguns vendedores informais. Isso se manteve até 1968, quando foi iniciada a construção do centro Poliesportivo La Latina no terreno até então desocupado.
Este centro desportivo funcionou até 2009, quando um plano do município o incluiu num projeto de remodelação que implicava sua demolição total. Ainda que tenham feito promessas de que ali se levantaria um edifício de melhor qualidade, a crise evitou que isso se concretizasse. Como os vizinhos haviam perdido seu lugar de encontro e recreação, em 2011 organizaram-se e deram origem ao Campo de Cebada, um espaço de 5.500 m², onde se realizam atividades esportivas, festivais, oficinas artísticas e intervenções urbanas.
Apresentamos estas intervenções urbanas feitas pelo grupo EVOL, criadas a partir da aplicação de estêncil sobre remanescentes de construções e outros equipamentos urbanos. Através desta técnica de gravura, são impressas texturas que trazem as fachadas de edifícios a uma escala diminuta, conformando paisagens miniaturizadas de conjuntos de edifícios e cidades.
Entre os dias 15 e 18 de agosto, duas vagas da Zona Azul de São Paulo serão transformadas em áreas de convivência semelhantes a pequenas praças, inspiradas nos “parklets” americanos. Serão ocupadas duas vagas em diferentes locais da cidade, uma na rua Amauri, no bairro Itaim Bibi, e outra na rua Maria Antônia, em Higienópolis.
Os idealizadores do projeto, do Instituto Mobilidade Verde, preferem o nome “zona verde”, em contraponto à Zona Azul do sistema de estacionamento. As mini-praças serão equipadas com bancos, estacionamentos de bicicletas, vegetação e iluminação através de energia solar. Todos os materiais utilizados no projeto são certificados.
Reciclagem e revitalização de um espaço público é o que caracteriza a instalação "Ballroom Luminoso". Seis lâmpadas feitas com engrenagens de bicicletas e luzes LED, trouxeram vida a um espaço sob um viaduto da rodovia I-35 em San Antonio, EUA; outrora uma verdadeira fronteira entre os bairros adjacentes.
A intervenção foi criada pelos artistas Joe O’Connell e Blessing Hancock, que apresentaram-na como uma proposta para o novo Plano de Arte Pública para a cidade que considera implementar 25 projetos culturais em pontos distintos e parques urbanos até 2017.
Cinco moradores de São Paulo e uma do Rio de Janeiro encontraram uma maneira lúdica, divertida e efetiva de chamar a atenção para as calçadas problemáticas dessas cidades (aliás, calçadas com problemas não é uma exclusividade destas duas cidades, como bem sabemos): fazer “curativos” em todos os locais das calçadas que apresentassem algum tipo de irregularidade.
A iniciativa surgiu a partir de conversas semanais sobre mobilidade urbana, espaços públicos e a vontade de fazer algo que ajudasse, de algum modo, a melhorar a cidade que habitamos.
JR é um artista francês que revela a identidade, antes anônima, dos lugares que fotografa. Desde março de 2011 desenvolve o projeto intitulado Inside Out, que consiste em retratar em lugares públicos os cidadãos e imprimir as fotografias em grandes dimensões. Em seguida, cada imagem em preto e branco é colocada, através de um “grupo de ação”, em muros, fachadas, telhados, escadarias ou mesmo trens, criando galerias de arte ao ar livre.
O objetivo do projeto é que o conjunto de fotografias representem as comunidades onde são feitas e as pessoas tenham a oportunidade de participar da execução.
Inside Out passou por mais de 108 países como Colômbia, Equador, Estados Unidos, Irã, Serra Leoa entre outros.
O Helsinki Plant Tram foi uma intervenção urbana participativa que aconteceu na rede local de transportes de Helsinki, Finlândia. A intervenção incluía um jardim móvel que trafegava pela cidade e a construção de um jardim urbano inspirado na icônica montanha russa de madeira no Linnanmäki Amusement Park. Os passageiros eram encorajados a doar plantas, ao invés de pagar a passagem habitual, e sugerir potenciais lugares que poderiam ser ocupados pela crescente rede de espaços verdes na capital finlandesa.
Algumas ruas de Barcelona, Florença, Londres, Milão, Paris e Roma, dentre outras cidades, sofreram algumas intervenções urbanas em seus sinais de trânsito nos últimos anos. O autor dessas intervenções, Clet Abraham, é um escultor e pintor francês que há cerca de vinte anos se mudou para a Itália para estudar arte, porém, se apaixonou pelo país, atraído por sua cultura e suas cidades. Desde quando instalou seu estúdio em Florença, persegue a ideia de intervir na sinalização de trânsito, para que os pedestres vejam suas obras.
Inicialmente suas obras de arte, em geral esculturas, se limitavam a galerias, por isso resolveu aumentar a abrangência de seu trabalho, incluindo os cidadãos comuns do cotidiano urbano. Além disso, queria que suas mensagens tivessem um aspecto mais cômico e de entretenimento, sem perturbar a legibilidade das sinalizações, para que as pessoas pudessem interpretá-las, experimentando um momento especial ao se deslocarem pela cidade.
A artista francesa Mademoiselle Maurice se dedica a criar instalações urbanas com figuras feitas de origami. Aos 28 anos, já percorreu algumas das ruas de Hong Kong, Lyon, Marselha, Paris e Vietnã, com formas geométricas de cores e tamanhos diferentes. Dependendo do lugar onde realiza a instalação, atribui uma mensagem de acordo com o contexto histórico da cidade.
O papel social da arte fica bastante claro quando ela agrega moradores de uma comunidade para, em conjunto, melhorarem o local onde vivem. Aconteceu na Cidade do Panamá, no bairro El Chorrillo, graças ao coletivo madrileno Boa Mistura.“Somos Luz”foi a mensagem gravada em 50 casas do bairro.
Desde 2001, o artista canadense Peter Gibson se dedica a produzir numerosas obras de arte, principalmente graffitis e stencils, nas ruas de Montreal, Canadá. No início as criou como um protesto pela construção de mais ciclovias, questionando a cultura do automóvel apesar dos efeitos nocivos que produz nas pessoas e no meio ambiente. Utilizando o pseudônimo “Roadsworth”, até hoje continua realizando distintas intervenções que ocupam as ruas, questionando através da arte urbana.
O artista resume sua crítica aos carros dizendo que: “os caminhos são tratados como linhas entre pontos A e B”. Neste sentido, aponta que as ruas são muito mais que a distância entre dois lugares, porque têm muito mais a oferecer, ver e experimentar, sendo muito melhor aproveitadas quando nos locomovemos a pé ou de bicicleta.
Há algum tempo atrás, em Nova York, algumas bibliotecas públicas foram instaladas em cabines telefônicas onde as pessoas podiam pegar livros com a condição de devolvê-los ao terminar de ler para que outras pessoas pudessem pegá-los emprestados. Este tipo de biblioteca se replicou como uma intervenção em outros países com o objetivo de promover o acesso gratuito à leitura.
Na última Bienal Internacional de Design, realizada em Saint-Etienne, na França, a exposição Livre Exchange mostrou uma instalação que segue esta tendência. Desenhada por Didier Muller, membro do coletivo francês House Work, o projeto consiste em pendurar nas árvores caixas transparentes que contêm livros em seu interior.
Mais informações e outros casos de bibliotecas públicas abaixo.
O coletivo Basurama se dedica desde 2001 à gestão e produção de manifestações culturais variadas. Seus projetos enfatizam a importância do espaço público como ponto de encontro e interação nas cidades, propiciando a transformação social mediante estratégias lúdicas e participativas junto da necessidade de prolongar a vida útil de certos materiais para que estes não terminem no lixo.
A última intervenção do coletivo foi nomeada “A Cidade É Para Brincar. Sou Criança De 0 a 99 Anos” e ocorreu na Virada Cultural 2013 de São Paulo, no final de maio de 2013. Saiba mais na continuação.
O metrô de Estocolmo, capital sueca, conta com linhas classificadas em três grupos e 100 estações, das quais 90 tiveram intervenções com várias exposições de arte, esculturas, fotografias, instalações luminosas, mosaicos e pinturas, formando, assim, uma galeria de arte. Acessos, escadas, passarelas, túneis e até mesmo trens receberam intervenções para que os passageiros conhecessem a cultura local desde os anos 50, década que foi inaugurado, até hoje.
Implantada em grande parte dos 110 quilômetros de extensão do metrô, a mostra conseguiu democratizar o acesso à arte, uma vez que todos os passageiros podem esperar o trem ao mesmo tempo em que contemplam esculturas, murais e instalações.