Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável
O Grupo Saint-Gobain, referência mundial em construção sustentável, anuncia, no dia 23 de setembro, os vencedores da 7ª edição do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável. A iniciativa tem como finalidade reconhecer e premiar os melhores projetos de arquitetura que se destacam com soluções em conforto, inovação e sustentabilidade. Neste ano, pela primeira vez, a transmissão será online e poderá ser acompanhada pelo público geral no Youtube da empresa.
Agora, mais do que nunca, a arquitetura precisa de inovação. A pandemia nos fez repensar fundamentalmente o funcionamento de nossas cidades, espaços públicos, prédios e casas. Enquanto isso, os recentes protestos do Black Lives Matter e a justiça racial nos questionam sobre cumplicidade da arquitetura em questões socioeconômicas mais amplas. Esses desafios são prementes, e não podemos mais adiar as mudanças na arquitetura.
Desde o corte da árvore a tornar-se uma viga ou uma peça de mobiliário, a madeira passa por diversas etapas e processamentos. Recurso renovável e material de construção popular e antigo, a madeira é, também, muitas vezes apontada como uma das promessas da construção no futuro, um material adequado às novas demandas de sustentabilidade. Mas diferentemente do concreto, cujos moldes podem definir até curvas complexas, quando abordamos as estruturas de madeira é muito mais comum a utilização de peças retas, sobretudo para a arquitetura. Nesse artigo abordaremos algumas técnicas que permitem a criação de peças curvas de madeira de diferentes escalas, algumas mais artesanais e outras que prometem tornar o processo mais eficiente e inteligente.
Atualmente, os materiais mais comuns utilizados na construção de edifícios em altura – o aço e o concreto –, são materiais não renováveis, cuja produção emprega alto consumo energético. Neste cenário, a madeira representa uma alternativa mais sustentável na estrutura de edifícios em altura, apresentando vantagens já muito difundidas, como renovabilidade, absorção de carbono, baixo consumo energético na sua extração e rapidez de construção. Além disso, ao contrário do que ainda se imagina, a madeira pode apresentar bom desempenho na resistência ao fogo, como apresentamos em um artigo publicado anteriormente.
Os pisos de taco de madeira, ou simplesmente pisos de taco, são feitos a partir do conjunto de peças retangulares de madeira maciça, que podem ser instaladas seguindo padrões gráficos em diagonal, espinha de peixe, xadrez, entre outros. Os diferentes desenhos, somados aos variados padrões de textura e cores das peças, abrem caminho para inumeráveis arranjos compositivos a partir da aplicação e repetição de unidades de mesma dimensão.
Com o objetivo de criar experiências ambientais imersivas em espaços interiores, o estúdio de design Aqua Creations desenvolveu o Manta Ray Light, uma instalação de iluminação construída com a tecnologia LED RGB responsiva que mistura as cores vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue) para gerar mais de 16 milhões de tons de luz. Ao predefinir seu espectro de cores, diminuir o brilho em uma escala de 0,1 a 100% e até carregar imagens e vídeos em sua memória interna, o sistema permite adicionar cor e movimento a espaços expressivos ou proporcionar uma sensação de calor e foco nos espaços íntimos e privados.
Em parceria com a Empreendedorismo para Arquitetos, trazemos para São Paulo um novo workshop direcionado para estudantes e profissionais de Arquitetura, que estejam empreendendo, pensando em empreender ou adotando técnicas de intraempreendedorismo dentro de sua empresa.
A crise climática global não está apenas nos forçando a repensar os projetos arquitetônicos e a maneira como vivemos, mas também os materiais e produtos que a moldam, desde sua fabricação e suas origens. Nesse sentido, a madeira se tornou uma alternativa eficiente ao aço e concreto - materiais de alto nível de carbono incorporados - emergindo inovações interessantes que poderiam continuar a aprimorar seu uso massivo.
Inspirados na eficiência da natureza, a Strong By Form desenvolveu o Woodflow, uma tecnologia que permite a geração de peças de madeira de alto desempenho estrutural ", combinando a otimização de sua forma, a orientação de suas fibras em relação à direção dos esforços, e variando sua densidade para resistir a uma melhor compressão ou tração", conforme explicado por seus criadores. Além disso, todos esses produtos são desenvolvidos em um processo controlado por meio de software paramétrico, integrado às plataformas BIM e aos sistemas de fabricação CNC.
Conversamos com Jorge Christie, CTO da Strong By Form, para aprofundar essa nova tecnologia.
A IKEA Áustria tem planos de construir uma nova loja no coração de Viena. Sem vagas para automóveis, o projeto aborda, de alguma forma, questões globais emergentes, atendendo às mudanças no comportamento de seus cliente e da mobilidade urbana.
À medida que a crise climática continua se desenrolando, os profissionais de arquitetura, engenharia e design sustentável têm procurado incansavelmente novas maneiras de mitigar os efeitos negativos da produção industrial moderna. Um grupo desses inovadores, Zero Mass Water, contribuiu para esse esforço através da criação do 'primeiro e único hidro-painel do mundo' - um aparelho chamado SOURCE.
https://www.archdaily.com.br/pt/933150/gerar-agua-a-partir-da-umidade-do-ar-para-enfrentar-a-seca-globalLilly Cao
De piscinas cobertas, fontes externas tranquilas a cachoeiras e lagos de enormes proporções, a arquitetura historicamente envolveu a água de maneiras infinitamente inovadoras. Muitas vezes servindo a funções estéticas, mas também atuando como centros de atividade ou promovendo a sustentabilidade, os elementos aquáticos podem assumir inúmeras formas e servir a múltiplos propósitos. Abaixo, sintetizamos uma série de elementos de água adotados por projetos arquitetônicos contemporâneos inovadores, variando de residências unifamiliares a vastos complexos comerciais.
Estar atualizado com as novas tecnologias, entender quais as melhores soluções e detalhes para determinados projetos, ter o conhecimento de quais produtos há no mercado e o que está por vir nos próximos anos. Temos observado que esses temas despertam grande interesse em arquitetos, estudantes e os amantes de arquitetura que entram no site todos os dias. 2019 foi o ano em que o ArchDaily começou a focar mais fortemente na parte de Materials, que abrange produtos, técnicas construtivas e materiais em geral. Com o ano chegando ao fim, selecionamos os artigos da seção mais vistos em cada mês, para tentar entender o que os une e o que devemos continuar investindo nos próximos anos. Veja mais a seguir!
Muito se falou sobre como a automação afetará a maneira como fazemos a arquitetura e qual será nosso papel quando as tecnologias alcançarem nossas próprias mesas de trabalho. Nos últimos anos, vimos como a robótica e a tecnologia avançada vem ganhando espaço nos processos de construção e fabricação. No entanto, novas ferramentas estão surgindo que prometem automatizar o próprio processo projetual. Isso poderia permitir configurar de forma rápida e fácil os espaços de convivência e suas dimensões nos estágios iniciais do projeto, usando simulações e inteligência artificial.
Será este o futuro do projeto arquitetônico? Conversamos com Jesper Wallgren, arquiteto e fundador da Finch 3D, para entender melhor essa ferramenta e seu possível escopo.
A automação está rapidamente se tornando uma parte do cotidiano e das carreiras de muitas pessoas, uma tendência que de maneira alguma escapou à indústria da construção. Embora essa tecnologia cada vez mais difundida seja considerada um sintoma do século XXI contemporâneo,a tecnologia de construção automatizada pode ter uma história que remonta à década de 1960. Essa tecnologia, o robô de alvenaria, transformou-se dramaticamente desde sua realização limitada há mais de 50 anos, fragmentando-se em variações mais novas e tecnologicamente avançadas atualmente.
https://www.archdaily.com.br/pt/928479/a-evolucao-dos-robos-de-alvenaria-mudando-as-regras-da-construcao-tradicionalLilly Cao
Materiais, produtos e sistemas construtivos estão em constante evolução e seguem novas tecnologias, descobertas e tendências de mercado. No âmbito do nosso tópico de outubro, “Inovação”, nos perguntamos: que produtos ou materiais poderíamos usar para que nossos projetos façam contribuições relevantes para a maneira como estamos habitando nosso planeta?
Para garantir que um espaço seja vivo e ativo, é necessário a presença constante de pessoas, sejam em grupos ou sozinhas. Com efeito, para que interações sociais sejam estabelecidas, é preciso que as pessoas permaneçam nesses locais - o que exige a presença de alguns elementos de mobiliário urbano, como bancos por exemplo.
Esse elemento, que pode ser bastante simples ou envolver alta tecnologia, deve garantir o conforto e bem estar dos usuários. Às vezes, isso é o suficiente para regenerar um espaço que se tornou, simplesmente, uma passagem. Além disso, este componente básico do desenho urbano pode assumir variadas formas e ser constituído de diferentes materiais.
Em Helsinki, na Finlândia, lei determina que empresas de transporte abram dados de operação para viabilizar MaaS. Foto: hopkinsii, via Flickr, licença CC BY-NC 2.0
Planejamos nossos deslocamentos diários levando em consideração múltiplos fatores: tempo, custo, conforto – e, não menos importante, a facilidade de conexão entre diferentes meios. Enquanto a frota de carros segue crescendo, quem depende do transporte coletivo tenta driblar a mobilidade deficiente fazendo melhores escolhas. Oferecer soluções integradas que levem as pessoas de um ponto ao outro com o máximo de conveniência é um caminho para cidades mais humanas e sustentáveis reconhecido por especialistas em mobilidade de todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/926731/da-integracao-modal-a-mobilidade-como-um-servico-caminhos-para-o-transporte-sustentavelPaula Tanscheit, Fernando Corrêa, Guillermo Petzhold e Francisco Pasqual
Fabricação aditiva (AM) é o termo usado para identificar os processos de fabricação comumente executados pela impressão 3D, por meio do processamento em camadas. Além de evitar a geração de resíduos - trabalhando com geometrias precisas e usando a quantidade exata de material - esses processos controlados podem ser muito mais rápidos que os processos tradicionais, pois não exigem instrumentos ou outras ferramentas.
A fabricação aditiva é feita com base em um modelo digital, em um fluxo que começa em um desenho CAD ou na digitalização tridimensional e, em seguida, converte essa forma em um objeto dividido em seções, permitindo a impressão. Seu uso se estendeu do desenho industrial à réplica de objetos arqueológicos, passando pela fabricação de órgãos e tecidos humanos artificiais, entre muitos outros usos.