
-
Arquitetos: Schulz und Schulz
- Área: 2013 m²
- Ano: 2025
-
Fabricantes: JUNG, Lamilux, FSB Franz Schneider Brakel, Akurit, Busch-Jaeger, +17






O concreto é frequentemente visto como o material da modernidade, definido por sua resistência estrutural, acabamento bruto e inconfundível tom cinza. Tornou-se a paleta padrão da arquitetura do século XX, um símbolo de funcionalidade e permanência. No entanto, o concreto não está limitado a essa identidade cromática. Sua cor é subproduto do cimento, dos agregados e da composição química utilizados em sua mistura, podendo ser intencionalmente alterada por meio da pigmentação. Entre as muitas tonalidades exploradas, o vermelho se destaca — não apenas por sua intensidade visual, mas por sua capacidade de enraizar os edifícios em seu lugar, evocar referências culturais e imbuir a arquitetura de uma presença material ao mesmo tempo elemental e expressiva.
A pigmentação do concreto envolve a adição de corantes de base mineral — geralmente óxidos de ferro — durante o processo de mistura. Diferentemente de tintas ou revestimentos aplicados à superfície, esses pigmentos são integrados diretamente à massa do concreto, garantindo que a cor permeie o material e permaneça estável ao longo do tempo. Os pigmentos vermelhos, em particular, são frequentemente derivados do óxido de ferro (Fe₂O₃), um composto natural encontrado na argila, na hematita e em outros minerais ricos em ferro. Sua tonalidade terrosa e profunda conecta a construção contemporânea a técnicas ancestrais — das argamassas pozolânicas romanas às construções de terra vermelha da África Ocidental e da América do Sul.





A 17ª edição do World Architecture Festival (WAF) acontecerá no Marina Bay Sands, em Singapura, de 6 a 8 de novembro de 2024. Além do exclusivo programa de premiação com julgamento ao vivo e das apresentações dos projetos para o júri, o evento deste ano incluirá atividades paralelas, uma exposição e palestras com um painel internacional de convidados.
Esta semana, o festival anunciou sua lista de finalistas com os projetos mais inovadores do mundo todo, celebrando as melhores novas obras concluídas e paisagens, bem como os conceitos arquitetônicos futuros mais inspiradores, em 33 categorias que vão desde residencial e transporte até retrofit. Os finalistas deste ano incluem grandes nomes da arquitetura mundial, como Zaha Hadid Architects, WOHA, Renzo Piano Building Workshop, MVRDV, Tadao Ando Architect & Associates, Kohn Pederson Fox e Nikken Sekkei, além de diversos escritórios emergentes que também disputam os prêmios ao lado dos grandes nomes.


A fachada de um edifício costuma funcionar como um reflexo tanto da malha urbana na qual está inserida quanto do que se encontra por trás dela. Para além da estética, as fachadas possuem um papel funcional, cultural e sustentável de grande importância, sobretudo em relação ao design de interiores. Embora a luz natural, as vistas e a organização espacial sejam influenciadas pela fachada, os/as arquitetos/as vêm priorizando a relação entre o envelope da edificação e a qualidade do interior, tendo em vista as transformações culturais, econômicas e ambientais contemporâneas que afetam a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida. Assim, para responder a essas necessidades e hábitos em constante mudança, somados ao foco no bem-estar geral, os/as profissionais recuam a fachada e o teto — e, em alguns casos específicos, os pisos — para criar interiores dentro de interiores: envelopes secundários que protegem o espaço interno do ambiente externo.
