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Geoffrey Bawa: O mais recente de arquitetura e notícia

Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar

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A imagem é familiar: uma fachada revestida com brise-soleil, a luz suavizada em uma sombra rendilhada, interiores mantidos resfriados sem o uso de máquinas. Apresenta-se como inteligência tornada visível, uma arquitetura que compreende o sol. No entanto, raramente essa imagem é examinada de perto. Os mesmos dispositivos que atenuam o calor também organizam o acesso, distribuem o conforto e dependem de formas específicas de trabalho. O que parece ser uma resposta climática é, na verdade, uma decisão sobre quem recebe alívio do calor, e de que forma. O modernismo tropical, frequentemente reduzido a uma linguagem visual de sombra e porosidade, revela-se, ao contrário, um conjunto de práticas situadas onde o clima, o trabalho e o poder são negociados de maneiras distintas em diferentes contextos.

Na escala do elemento, o modernismo tropical começa como um problema técnico. Em climas quentes, a radiação solar não é incidental, mas constante, exigindo que os edifícios façam a mediação da luz, do calor e do ar antes que estes atinjam o interior. Nomes da arquitetura como Maxwell Fry e Jane Drew abordaram essa questão com um nível de precisão que resiste a qualquer leitura decorativa desses elementos. Dispositivos de sombreamento são calibrados de acordo com os ângulos solares, a orientação e a variação sazonal. Os brises-soleils são dimensionados para bloquear o sol de ângulo alto ao mesmo tempo que admitem luz difusa; os beirais estendem-se o suficiente para evitar o ganho térmico direto nas horas de pico; as aberturas são alinhadas para favorecer a ventilação cruzada. Pesquisas de meados do século XX testaram exaustivamente essas estratégias, medindo reduções de temperatura e melhorias no fluxo de ar. Nesse sentido, a linguagem do modernismo tropical não é simbólica. Ela é performática: cada projeção, vazio e elemento vazado faz parte de um sistema ambiental.

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Graham Foundation divulga apoio a 38 projetos com foco no papel da arquitetura como agente cultural

A Graham Foundation divulgou sua lista de organizações contempladas com suporte financeiro. Este ano, 38 projetos de diferentes partes do mundo receberão apoio da fundação. Os projetos incluem exposições, publicações e outras atividades do universo das artes e da cultura que exploram temas e questões diversas no discurso contemporâneo da arquitetura. A seleção busca destacar o trabalho de arquitetos, artistas, curadores, designers, educadores e outros profissionais que trabalham com organizações ao redor do mundo em lugares tão distantes como Chicago, Tijuana e Beirute.

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Arquitetura LGBTQIA+: 10 profissionais do sul global

Quantas arquitetas e arquitetos LGBTQIA+ você conhece? Certamente estudou com alguém, mas dificilmente ouviu algum professor citar uma referência. Trazer esses nomes à tona é fundamental para compreender como essa população possui papel fundamental no campo da arquitetura, nas suas áreas teóricas e práticas. Afinal, se torna mais evidente como alguns deles trazem vivências de suas identidades na hora de projetar ou debater as teorias arquitetônica e urbana. Um fator essencial para que qualquer pessoa que se identifique como LGBTQIA+ se sinta à vontade para se expressar livremente, com sua potencialidade e individualidade na profissão.

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O grande legado modernista na Tanzânia

O movimento moderno ainda hoje é um assunto que desperta as mais diversas e controversas reações. O mesmo acontece quando falamos do legado da arquitetura moderna. Acontece que não existe apenas um único legado, mas uma série de legados que varia de acordo com a localização geográfica, com o clima, o contexto político, social e econômico de cada país ou região. Embora a gênese do modernismo na arquitetura tenha se dado na Europa e nos Estados Unidos—onde encontram-se alguns dos seus mais representativos exemplares—, para além do mundo ocidental a chamada “arquitetura moderna” foi sendo moldada por arquitetos e arquitetas de acordo com as necessidades de cada contexto específico. No Sri Lanka, por exemplo, o arquiteto Geoffrey Bawa ajudou a cunhar o termo “Modernismo Tropical”, desenvolvendo uma arquitetura sensível e profundamente enraizadas na paisagem. Também podemos encontrar outros surpreendentes edifícios modernistas na Tanzânia, frutos da vasta e consistente obra construída de dois de seus mais importantes arquitetos: Anthony Almeida e Beda Amuli.

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