O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou os arquitetos Frank Gehry e Maya Lin entre os 21 laureados com a Presidential Medal of Freedom [Medalha Presidencial da Liberdade], a maior honraria civil do país. Criada em 1963 pelo Presidente John F. Kennedy, o prêmio é apresentado a "indivíduos que fizeram contribuições especialmente merecedoras para a segurança ou interesse/s nacional dos Estados Unidos, para a paz mundial, cultura, ou esforços significativos na esfera pública ou privada".
Mesmo o modernismo promovendo a transparência da arquitetura de vidro, muitos dentro do movimento estavam conscientes da monotonia de grandes fachadas de vidro, com até Mies van der Rohe usando elementos como sua marca registrada montantes para quebrar suas fachadas. Mas, nos anos seguintes, inúmeros arranha-céus de envidraçamento estrutural uniformes surgiram e entediaram cidadãos urbanos. Em resposta a isso, reinterpretações não convencionais de fachadas despertaram interesse.
Acompanhados pela crença de que a luz e a luminosidade poderiam ajudar na criação de uma arquitetura icônica e um mundo melhor, vidro e metal foram transformados de forma inovadora, para criar imagens cristalinas. Como resultado, o locus do sentido na arquitetura deslocou-se do espaço interno e forma à superfície exterior.
Este texto foi originalmente publicado em guggenheim.org/blogs sob o título "Nove Exposições do Guggenheim projetadas por Arquitetos" (em tradução livre) e está sendo utilizado com sua permissão.
Projetos de exposições nunca são simples nem diretos, mas isso se torna evidente dentro da arquitetura não convencional do Museu Guggenheim de Frank Lloyd Wright. Pendurar um quadro em uma galeria tradicional de formas cúbicas é literalmente simples, no entanto toda a exposição no Guggenheim é a reinvenção de um dos edifícios mais icônicos e distintivos do mundo. O edifício exige projetos museográficos específicos - paredes divisórias, pedestais, vitrines e bancos são todos fabricados especialmente sob medida para cada exposição. Ao mesmo tempo, estas qualidades do edifício apresentam uma oportunidade para instalações únicas e memoráveis. O projeto aparece simultaneamente em uma micro e macro escala - criando soluções de exposição para trabalhos de arte individuais enquanto produzem contexto e fluxo gerais que representam a visão curatorial para a exposição. É por isso que todos os responsáveis pelas exposições internas mais impressionantes possuem conexão com a arquitetura. Desenvolveram relações íntimas com cada ângulo e curva da rampa ascendente e de suas paredes inclinadas.
Com duração de quase duas décadas, a exibição anual do Serpentine Gallery Pavilion tornou-se um dos eventos mais esperados tanto para a comunidade de arquitetos londrinos quanto para comunidade global. Na edição deste ano foi apresentado não apenas um pavilhão, mas quatro "casas de verão" adicionais, evidenciando que programa não mostra ainda nenhum sinal de abrandamento. Cada um dos dezesseis pavilhões anteriores foram instigantes, deixando uma marca indelével e forte mensagem à comunidade arquitetônica. E mesmo todos os pavilhões sendo removidos após suas curtas temporadas de verão para ocupar propriedades privadas distantes, eles continuam sendo compartilhados através de fotografias e em palestras de arquitetura. Com o lançamento do Pavilhão, que ocorreu dia 16 de junho, vamos olhar para trás e relembrar todos os pavilhões anteriores e sua importância para o público arquitetônico.
A Foundation for Art and Preservation in Embassies (FAPE) anunciou que premiará Frank Gehry com o Prêmio Leonore e Walter Annenberg 2016 por Diplomacia através das Artes "em reconhecimento às suas extraordinárias contribuições à rica tradição artística de nosso país."
"Estamos entusiasmados em premiar o Sr. Gehry, um dos maiores arquitetos vivos, com o oitavo Prêmio Annenberg. Por mais de cinco décadas, suas inovações, visão e ousadia de espirito no campo da arquitetura tem sido uma profunda inspiração. Suas contribuições arquitetônicas tiveram um impacto significativo, não apenas no mundo da arquitetura, mas na cultura em escala global", comentou o presidente da FAPE, Jo Carole Lauder.
Frank Gehry em 1970 trabalhando no projeto da Residência Ron Davis (1972). Imagem Cortesia de Gehry Partners
Frank Gehry não é só um dos arquitetos mais importantes do mundo, ele é também, sob todos os padrões públicos, um dos nossos maiores artistas vivos. A nova biografia escrita por Paul Goldberger (sua primeira), Building Art: The Life and Work of Frank Gehry, reconhece o status de celebridade do arquiteto, mas não o apoia. Em vez disso, Goldberger interroga a psique peculiar e as contradições recorrentes do indivíduo para iluminar as motivações por trás da arquitetura. O editor da Metropolis, Samuel Medina, conversou com o recém-proclamado biógrafo sobre desafiar as convenções, desembrulhar as ambiguidades da obra de Gehry, e “dar o dedo” aos repórteres.
O escritório Gehry Partners, em parceria com Townscape Partners, divulgou planos para redefinir o "portão de entrada" da Sunset Strip, Califórnia. A estrutura de uso misto é uma das diversas alternativas propostas por Townscape para o local. Se construído, o projeto incluirá dois edifícios residenciais - um com apartamentos para aluguel e outro para compra -, além de programas de entretenimento e espaços públicos.
Frank Gehry está "discretamente" trabalhando no masterplan para o Rio Los Angeles, na Califórnia. Antecipadamente anunciada pelo Los Angeles Times, o prefeito da cidade, Eric Garcetti, confirmou a notícia, dizendo que Gehry está trabalhando pro bono em "um masterplan, no sentido mais verdadeiro da palavra".
Croquis de Gaudí à esquerda, com o desenho de Joan Matamala à direita. Cortesia de 6sqft
Desde sua explosão vertical no final do século XIX e início do século XX, Manhattan se tornou um ícone da construção em todo o mundo, com estimativas recentes apontando mais de 47 mil edifícios construídos na ilha. No entanto, projetos concluídos são apenas a ponta do iceberg: Manhattan também é o lar de milhares de propostas renegadas, incompletas e absolutamente impossíveis que nunca chegaram a ser realizadas na "Grande Maçã".
Evidentemente, os desafios de Nova Iorque são muitos e mesmos arquitetos mundialmente renomados encontram dificuldades para construir na cidade. A seguir, veja três propostas de Antoni Gaudí, Frank Lloyd Wright e Frank Gehry para Nova Iorque que nunca saíram do papel.
Após o Facebook ter recentemente começado a mudança para sua nova sede projetada por Frank Gehry, Mark Zuckerberg, fundador da companhia, elogiou o arquiteto por seu trabalho. Em uma publicação em sua página pessoal no Facebook, Zuckerberg contou a estória de como ele inicialmente recusou o pedido de Gehry para realizar o projeto, dizendo que, "embora todos amemos sua arquitetura... Achamos que seria muito caro e que isso passaria uma mensagem errada sobre nossa cultura."
Mas Frank Gehry persistiu, dizendo que bateria qualquer outra proposta que a companhia recebesse. Ao fim do processo, Zuckerberg elogiou Gehry por ser "muito eficiente" - uma característica pouco usada para descrever o arquiteto.
Há algumas semanas, Frank Gehry inaugurou seu primeiro edifício na Austrália, com a abertura oficial do Edifício Dr Chau Chak Wing Building, na University of Technology in Sydney (UTS). Sendo seu primeiro no país, o edifício oferece uma oportunidade para todo um novo canto no mundo ponderar suas opiniões sobre o estilo de um dos arquitetos mais controversos da atualidade.
A enxurrada de reações resultante mostra opiniões tanto positivas quanto negativas a respeito do edifício. A seguir apresentamos as mais divertidas.
Com a presença do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Frank Gehry apresentou a maquete oficial da futura sede do Centro Nacional de Ação Social pela Música, segunda obra do arquiteto na América Latina após o Biomuseo, inaugurado recentemente no Panamá.
Localizado em Barquisimeto, a quarta cidade mais populosa da Venezuela, a construção da futura sede do Centro Nacional de Ação Social pela Música faz parte de "El Sistema", tal como é conhecida a rede de difusão e formação musical "Sistema Nacional de Orquestas y Coros Infantiles y Juveniles de Venezuela", fundada em 1975 pelo maestro regente José Antonio Abreu.
A fotógrafa de arquitetura Danica O. Kus compartilhou conosco imagens da Fundação Louis Vuitton, projeto de Frank Gehry recentemente concluído. Rotulado de "o triunfo do fim de uma carreira" por Christopher Hawthorne, crítico do Los Angeles Times, a estrutura envidraçada se projeto sobre um espelho d'água no Jardin d’Acclimatation em Paris. Para uma análise mais atenta sobre o tão comentado projeto de Gehry, veja as fotos de Kus a seguir.
A administração por trás daFundação Louis Vuitton (FLV) de Frank Gehry em Paris, que abriu oficialmente no dia 27 de outubro, convidou recentemente um grupo de críticos de arquitetura para observar e registras suas opiniões sobre a obra. A abordagem ousada de Gehry quanto a forma arquitetônica, mais evidente em edificações como o Museu Guggenheim em Bilbao e no Walt Disney Concert Hall em LA, combina com o objetivo da fundação de "promover e dar suporte à criação artística contemporânea" na França. De acordo com seu website, eles incorporam particularmente uma "paixão pela liberdade arquitetônica." Como, então, a enorme estrutura, desafiada por opositores locais desde o início, estabeleceu-se nos arredores dos parques parisienses?
“Deixe-me dizer uma coisa. Neste mundo em que vivemos, 98% de tudo o que é construído e projetado é uma merda. Não há senso de design, nenhum respeito pela humanidade nem por nada. São malditos edifícios e é isso."
“Eventualmente, no entanto, há um pequeno grupo de pessoas que faz algo especial. Muito poucas. Mas por Deus, deixe-nos em paz! Dedicamo-nos a nosso trabalho. Não peço por trabalho, não tenho um assessor de publicidade. Não estou esperando ninguém me ligar. Trabalho com clientes que respeitam a arte da arquitetura. Portanto, por favor, não faça perguntas tão estúpidas como essa."
No próximo sábado, 25 de outubro, o arquiteto Frank Gehry regressará a Bilbao (Espanha) para por a pedra fundamental da futura ponte que levará seu nome, em honra a sua contribuição no impulso turístico e econômico que a construção do Museu Guggenheim (1997) trouxe à cidade espanhola.
Com 75 metros de comprimento, a ponte conectará a atual península de Zorrotzaurre, bairro industrial em atual processo de gentrificação, com o bairro local de San Ignacio. No início deste ano o prefeito de Bilbao, Ibon Areso, justificou sua decisão de batizar a ponte com o nome do Prêmio Pritzker 1989 dizendo que "Frank Gehry foi um homem que gerou uma projeção internacional importantíssima a Bilbao".