No início deste ano, o projeto L'Arbre Blanc foi concluído em Montpellier, França. Projetado por Sou Fujimoto, Nicolas Laisné, Manal Rachdi e Dimitri Roussel, a estrutura em forma de árvore apresenta varandas em balanço que se projetam a partir de seu "tronco" para todas as direções. Com sua silhueta incomum, o edifício já é um marco na paisagem de Montpellier e vem atraindo muitos turistas.
https://www.archdaily.com.br/pt/922237/larbre-blanc-de-sou-fujimoto-pelas-lentes-de-laurian-ghinitoiuLilly Cao
Após a Segunda Guerra Mundial, o brutalismo se espalhou pela Europa, redefinindo a arquitetura moderna e estabelecendo um novo estilo para moradias populares e edifícios comunitários. Embora a maior parte da atenção tenha se detido em monumentos nas principais cidades, os subúrbios europeus também abrigam muitos edifícios brutalistas excepcionais.
Para apresentar a arquitetura brutalista "despercebida" da Europa Central e Oriental, a editora Zupagrafika registrou e reuniu mais de 100 fotografias em um livro intitulado Eastern Blocks, convidando os leitores a explorar conjuntos habitacionais brutalistas em Moscou, Berlim Oriental, Varsóvia, Budapeste, Kiev e São Petersburgo.
Embora a arquitetura brutalista seja às vezes criticada por sua aparência demasiadamente inacabada, é freqüentemente empregada em projetos de edifícios públicos, tornando-se, não raro, um marco na paisagem urbana. Alguns projetos, embora nitidamente brutalistas, rompem com o monocromatismo do concreto e fazem uso de superfícies coloridas que lhes conferem maior dinamismo.
Com uma Leica M6 analógica, o fotógrafo de arquitetura e interiores Luciano Spinelli registrou o edifício da Universidade de Düsseldorf, explorando o contraste entre estruturas de concreto e outros elementos coloridos vibrantes.
O fotógrafo de arquitetura britânico Peter M. Cook documentou a cidade de Tóquio e sua evolução por mais de vinte anos. Após registrar o desenvolvimento da cidade e seus edifícios com uma câmera de grande formato, seu primeiro livro de fotos foi publicado pela editora Hatje Cantz Verlag. As 100 fotografias monocromáticas revelam a história de uma das cidades mais icônicas do mundo.
Uma casa provavelmente da década de 50, com varal próximo ao tanque de três bocas, banheiro de azulejos grandes cobertos de tapetes e cozinha cheia de comida. Uma casa de uma família de classe média em Barretos, no interior do estado de São Paulo. Uma casa que figura como protagonista na narrativa proposta pelo trabalho "Maria, José e menino" da fotógrafa paulistana Marina Schiesari.
Como seriam as cidades históricas se a escala não existisse e as funções pudessem ser manipuladas?
A artista holandesa Tamara Stoffers encontrou inspiração em um antigo livro da União Soviética, publicado no início da década de 1960, que apresentava imagens de blocos habitacionais sem qualquer ornamentação ou cor. O livro destacava a simetria e funcionalidade da arquitetura soviética, representando um futuro que o regime comunista idealizara. Para a artista, ficou claro que havia muitas pequenas histórias dentro da História da União Soviética - e elas mereciam ser exploradas.
A admiração de Stoffers se estendeu para além da arquitetura russa, abrangendo também objetos do cotidiano, banners, cartões postais e livros. Ao longo de cinco anos, desenvolveu uma série de colagens fantásticas feitas a partir de mais de 30 livros ilustrados. As imagens, que pareciam intrigantes por conta própria, foram misturadas e combinadas com outras fotografias de maneira exagerada e divertida, apresentando a União Soviética como nunca antes vista.
São muitas as narrativas que se sobrepõem e cruzam na arquitetura e na cidade. Fruto do desejo humano de criar distinções artificiais em meio à natureza - seja por necessidade ou por vontade de manifestar sua existência - o espaço arquitetônico pode até apresentar certo rigor, mas mesmo as geometrias mais rígidas são o lugar onde variadas experiências, tempos e ações humanas sucedem.
Assim, sobre a intenção projetual sobrepõe-se a vida, e o resultado é um emaranhado constantemente mutável de narrativas. Para compreender essas histórias - ou segregá-las para contar ainda outras histórias - podemos contar com algumas ferramentas de representação da arquitetura e do espaço. A fotografia, nesse sentido, é aliada, e com ela é possível desembaraçar - ou complicar ainda mais - o novelo urbano em narrativas específicas, recombiná-las e, então, contar outra prosa.
A partir de um interesse comum entre as cidades, a arquitetura e a fotografia, o grupo de pesquisa FORM+ da Universitat Politècnica de Catalunya (UPC) em colaboração com o ArchDaily em espanhol, realizaram neste ano de 2018 um importante acordo editorial, divulgando as pesquisas realizados pelo FORM+ em relação à recente exposição realizada na capital colombiana: Bogotá pelas lentes de 10 fotógrafos
Assim, nossos leitores agora podem conhecer o trabalho de alguns dos precursores da fotografia de arquitetura e da paisagem graças à pesquisa desenvolvida pelos responsáveis pelo projeto: María Pía Fontana (UdG), Miguel Mayorga (UPC) e Margarita Roa (USB, Cali), todos integrantes do grupo FORM+. "A fotografia é uma forma de mediação intelectual e sensível para com o mundo, que abrange a nossa experiência perceptiva e renova a nossa sensibilidade visual: um instrumento que educa o olhar, um recurso da criatividade que ensina a reconhecer o espaço e o entorno construído", explicaram os responsáveis pelo projeto.
A seguir apresentamos os perfis dos 10 fotógrafos incluidos neste pacto editorial:
Encarar as inúmeras responsabilidades, entregas e posicionamentos a serem assumidos durante um semestre acadêmico é, por vezes, um desafio. Para muitos estudantes, torna-se um tormento, onde a crise de estresse pode tomar conta. No entanto, como futuras arquitetas e arquitetos, é imprescindível que a constante busca por melhores resultados e soluções projetuais conciliadas ao orquestrar as inúmeras tarefas auxiliem no treinamento da futura carreira profissional.
Com a difícil tarefa de apresentar uma gama de projetos de maneira convincente somado a poucas horas de sono, várias xícaras de café e em alguns casos, a rotina como estagiário, o fim do semestre pode parecer a luz no fim do túnel, onde o cansaço e a oportunidade para colocar os projetos pessoais em dia se encontram. Para ajudar aqueles mais esforçados e aqueles na busca por tarefas desintoxicantes da relação mais direta com a arquitetura, compilamos dez tarefas que ajudarão ocupar sua rotina de férias após o fim do semestre acadêmico.
2018 foi um ano de muito trabalho para o ArchDaily Brasil. Tivemos a oportunidade de publicar uma série de conteúdos - artigos, notícias e projetos - curados especialmente para você, leitor, que diariamente nos acompanha. Indo além de nossa plataforma, nossa conta no Instagram foi fonte diária de compartilhamento de conteúdo através de nossos stories, IGTV e sobretudo, das dezenas de fotografias compartilhadas semanalmente.
Com nossos quase 150 mil seguidores no perfil brasileiro (@archdailybr) que têm nos acompanhado diariamente e distribuído seus likes nas melhores fotografias de arquitetura de projetos desenvolvidos por arquitetos brasileiros e portugueses, resolvemos criar um balanço de final de ano e analisar quais foram as 15 fotografias que receberam mais curtidas. Confira a lista a seguir!
Sabemos que a boa arquitetura refere-se totalmente ao seu contexto, seja como uma maneira de encontrar harmonia com o entorno ou trazer um contraponto a ele. Mas o que acontece quando você tira inteiramente, o contexto da imagem?
O designer Anton Reponnen, em sua série de fotos Misplaced, retirou 11 dos marcos mais emblemáticos de Nova Iorque, desde o Empire State Building até o Museu Whitney de Renzo Piano, e os transplantou para desertos, tundras e planícies. Com os edifícios implantados em uma condição "errada", os espectadores são desafiados a avaliar a arquitetura de uma maneira diferente. Nos olhos de Reponnen (e nas histórias que acompanham as imagens), cada estrutura é tão viva quanto nós, e sua nova localização é um mistério com razões para descobrir.
A série fotográfica Urban Geometry de Andres Gallardo registra formas, cores e texturas únicas da arquitetura moderna de várias cidades. O projeto pessoal vem sendo desenvolvido ao longo de muitos anos, acompanhando sua jornada enquanto fotógrafo de arquitetura, e já conta com registros de Pequim, Helsinque, Seul e Copenhague.
A seguir, algumas fotos de Copenhague - um poema visual que nos permite ver a cidade de um ângulo pouco explorado. Através de linhas fluidas e explosões de cores brilhantes, Gallardo exibe uma versão quase onírica da cidade, onde as formas irregulares e curvas suaves da arquitetura moderna substituem a presença humana.
Nos últimos anos, as mídias sociais (especialmente o Instagram) se tornaram uma ferramenta extremamente importante no campo da arquitetura. O Instagram se tornou a plataforma visual para mostrar uma grande variedade de tipologias e estilos arquitetônicos, vistas da cidade e edifícios impressionantes que muitas vezes passam despercebidos.
Embora esses edifícios possam parecer comuns aos transeuntes do dia-a-dia, eles se tornam quase que objetos de arte não apenas para os arquitetos, mas para aqueles que param observá-los e contemplá-los.
A seguir, selecionamos 13 contas do Instagram que se dedicam a destacar fachadas e muros de todo o mundo, revelando a diversidade de nossas cidades.
Em um mundo em rápida transição para a criação de conteúdos principalmente digitais, mais e mais pessoas estão começando a experimentar várias mídias. Há, indubitavelmente, uma relação íntima entre arquitetura e fotografia, e muitos arquitetos gostam de fazer experiências tirando fotos, tanto de seu próprio trabalho quanto de seu ambiente ao redor. Mas como você sabe se tem o equipamento adequado para começar com o pé direito? E mais importante, como você pode tirar o máximo proveito do equipamento que já possui?
Em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia neste mês de agosto, reunimos um guia útil para começar no universo das lentes para a fotografia de arquitetura. Este guia irá destacar especificamente as melhores lentes (tanto para DSLR quanto para celular) para usar em suas fotos e os porquês.
O incansável fotógrafo de arquitetura, Marc Goodwin, é conhecido por suas séries fotográficas de escritórios e empresas de arquitetura ao redor do mundo. Através de suas lentes, pudemos conhecer melhor o mundo privado de uma série de arquitetos de Dubai, Londres, Paris, Pequim, Xangai, Seul, da Escandinávia e também de Barcelona. Na mais recente edição, apresentada à seguir, Goodwin viajou até os Países Baixos onde registrou o universo privado de outros dezessete escritórios. São escritórios de diferentes escalas, instalados em antigos edifícios ou espaços anteriormente utilizados como escritórios, bancos ou fábricas. Marc Goodwin nos oferece um vislumbre do cotidiano pessoal destes incríveis arquitetos e de seus ambientes de trabalho.