No dia 18 de março, o SP Hall, em São Paulo, será palco da Zak World of Facades, um dos principais eventos internacionais dedicados a fachadas arquitetônicas. Pela primeira vez no Brasil, a conferência reunirá arquitetos, engenheiros, consultores de fachadas e incorporadores para compartilhar conhecimentos sobre as mais avançadas soluções para envoltórios prediais. Projetos inovadores que estão transformando o skyline da maior cidade do hemisfério serão analisados em apresentações individuais e painéis de discussão dinâmicos.
A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries.
Das pedras maciças dos templos gregos aos arranha céus envidraçados, flertamos com uma gama de possibilidades e espessuras para separarmos o que consideramos interno e externo. Este artigo busca explorar essa diversidade de espessuras na arquitetura, desde materiais simples até técnicas construtivas complexas, destacando como essa variação não só proporciona proteção, mas também influencia nossa percepção e interação com o ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1014935/de-veus-finos-a-barreiras-espessas-explorando-diferentes-larguras-em-envelopes-arquitetonicosJosé Tomás Franco and Eduardo Souza
Um símbolo da era industrial, o telhado em shed é um ícone na história da arquitetura. Apesar de ser uma invenção funcional originada da necessidade há quase 200 anos, sua forma icônica está passando um renascimento em diversos projetos contemporâneos.
Composto por muitos telhados longos e finos, cada um com inclinações irregulares, dispostos lado a lado, o telhado serrilhado posiciona suas bordas mais íngremes - preenchidas com painéis de vidro - afastadas do cume. Essa estratégia permite que edifícios amplos controlem o ganho solar, evitando a luz solar direta, ao mesmo tempo, em que proporciona uma entrada uniforme de luz natural indireta em toda a área interna.
Nem todos projetos buscam uma conexão constante com exterior, ao menos não em sua fachada frontal. Apesar de uma aparência não tão comum, são diversos os motivos para criar uma fachada opaca: privacidade, segurança, redução do consumo de energia, proteção contra as intempéries. Mais comum em edifícios governamentais, culturais ou religiosos, esta solução também é encontrada em alguns casos residenciais.
O Brasil produz cerca de 150 milhões de metros cúbicos de madeira por ano. Devido à ampla variedade de espécies de árvores no país, os designers que buscam materiais naturais e de origem local têm diversas opções à disposição. Por esse motivo, não é surpresa que a madeira seja um elemento comum em casas tradicionais e contemporâneas do Brasil, sendo usada tanto na construção como na criação de superfícies decorativas.
A beleza dos padrões de fibras da madeira, combinada com paletas de cores quentes, ricas e variadas, faz com que a madeira seja um material muito procurado para compor espaços interiores, ao mesmo tempo em que oferece a resistência e estabilidade necessárias para pisos e estruturas. Sua coloração natural e apelo estético permitem uma abordagem simples e minimalista, conferindo aos espaços uma sensação atemporal.
Com uma alta proporção de branco misturado a uma pequena quantidade de pigmentos coloridos, as cores pastéis fornecem uma variedade de tons pálidos e moderados. Relacionados a ambientes suaves e calmantes, essas cores têm uma qualidade atemporal e podem ser vistas em diferentes estilos arquitetônicos, como o Rococó, o Art Déco ou mid-century. Aplicado em exteriores, interiores ou ambos, os tons pastel fazem com que os cômodos pareçam mais leves, arejados e espaçosos.
Desde detalhes sutis até se destacar na estratégia geral de um projeto, tons pastéis são alternativas versáteis que podem ser usadas de várias maneiras. Seguindo as propostas de cores de Ricardo Bofill, interiores de Paulo Mendes da Rocha e os edifícios de Michael Graves, a arquitetura contemporânea brinca com cores suaves para fins estéticos e funcionais, além de proporcionar uma experiência sensorial. Analisando diferentes exemplos de sua aplicação em arquitetura e design, mostramos como quatro cores predominantes - verde-menta, rosa claro, amarelo limão e azul bebê - estão atualmente ganhando protagonismo.
Usado por artesãos em todo o mundo por milhares de anos, o vidro colorido é uma das formas de arte mais antigas. Suas origens datam do século VII, quando janelas coloridas começaram a adornar igrejas, catedrais e conventos - geralmente representando símbolos religiosos e histórias bíblicas. Eles se expandiram para mesquitas e palácios islâmicos durante o século VIII, e na Idade Média podiam ser encontrados em inúmeras igrejas em toda a Europa. Intrincados trabalhos em vidro atingiram o esplendor máximo nos edifícios monumentais do período gótico, resultando em vitrais gigantes e elaboradas com figuras, padrões e geometrias extremamente complexas. No entanto, hoje em dia isso já não é exclusivamente reservado para locais de culto proeminentes ou estruturas antigas. De mãos dadas a métodos inovadores de produção e novas tecnologias, o vidro colorido retornou na arquitetura contemporânea, embelezando edifícios com seus toques ousados e animados.
Herdado de técnicas ancestrais, o trato com a pedra natural enquanto material de construção está, historicamente, ligado muito mais à estrutura de uma construção do que à etapa de acabamentos. Com o desenvolvimento da construção civil, as pedras naturais enquanto estrutura foram substituídas por sistemas mais eficientes e baratos, como o concreto armado ou ainda a estrutura metálica e a alvenaria estrutural, abrindo espaço para o aproveitamento das pedras como acabamentos e revestimentos.
Seja se mesclando ou se destacando, incorporando transparência ou solidez, expressando aspereza ou suavidade, uma fachada é o meio pelo qual nos relacionamos com a arquitetura. Ela conta uma história e muitas vezes pode definir o tom para o restante do interior. Mas, além de definir uma experiência puramente visual, a envoltória de um edifício também deve ser prática, durável e ter a capacidade de gerenciar adequadamente as necessidades de iluminação e ventilação natural. Afinal, por ser o ponto de contato com o exterior, é responsável por mitigar os sons e fornecer proteção contra as condições climáticas, como vento, chuva, calor e umidade. Ao projetar uma fachada, é importante considerar um equilíbrio entre desempenho e uma bela estética. É claro que muitos materiais atendem com sucesso a esses critérios. Mas quando se trata de criar um ambiente confortável e cheio de luz, garantindo resistência, facilidade de instalação e versatilidade, as propriedades dos painéis de policarbonato translúcido parecem incomparáveis.
O PVC, como é chamado o material sintético Policloreto de Polivinila, ou Policloreto de Vinil, é um dos plásticos mais produzidos do mundo, chegando a 40 milhões de toneladas por ano. Sua aplicação é bastante variada e na construção civil encontrou ramos distintos, servindo tanto como insumo para infraestrutura quanto para acabamentos.
Ao falarmos de eficiência energética de edificações, é inevitável mencionarmos o isolamento térmico. Dificilmente vemos ele numa edificação acabada e, mesmo nos desenhos técnicos, a camada isolante figura como uma hachura fina. Mas trata-se de um elemento que exerce vital importância, já que atua como uma barreira ao fluxo de calor, dificultando as trocas de energia entre o interior e o exterior, diminuindo a quantidade de calor que escapa no inverno e a energia térmica que entra no verão. Em uma edificação com bom isolamento térmico há menor necessidade de meios mecânicos e gasto de energia para manter a casa em uma temperatura agradável, reduzindo também a sua pegada de carbono. Atualmente há muitos países que exigem um nível mínimo de isolamento térmico para as edificações, com parâmetros cada vez mais rígidos. Mas como essa questão deverá ser tratada num futuro próximo, com uma previsão nada animadora em relação à crise climática?
A fachada é um dos fatores mais importantes em determinados edifícios, podendo transformar completamente a experiência dos ocupantes e o desempenho energético. O Whole Building Design Guide mostra que a fachada pode ter uma participação de até 40% no uso total de energia do edifício. Além do uso de energia, as fachadas também impactam significativamente a produtividade dos ocupantes dentro de um edifício e, claro, a aparência do mesmo. Existem muitos fatores que contribuem para a criação de uma fachada de alto desempenho. Neste artigo, descrevemos as 5 principais coisas que uma equipe de projeto deve considerar.
https://www.archdaily.com.br/pt/975291/5-pontos-a-considerar-ao-projetar-uma-fachada-de-alto-desempenhoSponsored Post
A madeira é um material muito comum na indústria da construção civil, sendo utilizada em várias etapas e para várias finalidades. A seguir, iremos explorar sua potencialidade para compor as fachadas residenciais a partir de 17 exemplos de casas brasileiras.
A ardósia é uma rocha metamórfica formada a partir da transformação da argila sob alta pressão e temperatura. Bastante homogênea e sóbria, com tonalidades que variam entre o cinza escuro e o preto, sua utilização é muito apreciada em pisos e telhados, por conta da durabilidade e aparência. Para as fachadas, a ardósia também funciona muito bem, aliando a estética da pedra natural, moldada pela natureza por mais de 500 milhões de anos, com o conforto térmico e facilidade de instalação das fachadas ventiladas.
Durante séculos, a pintura de fachadas foi uma forma simples e eficaz de adicionar um toque de individualidade a edifícios residenciais e comerciais - especialmente em áreas onde os edifícios são parecidos entre si. Por ser um meio tão fluido, os potenciais do que pode ser alcançado com a pintura são ilimitados - tanto internos quanto externos.
"Bem-vindo a este estranho livro. Com todos os desenhos, ele pode parecer um manual, mas não é. O livro é tanto sobre juntas quanto sobre peças. Acima de tudo, busca a ordem que é inerente às coisas". Estas palavras fazem parte da introdução ao livro de Koen Mulder - The Thrilling Surface: The Brick Bond as a Composers Tool. Disponível em alemão, o livro de 160 páginas rigorosamente ilustradas apresenta um universo de possíveis variações de padrões que podem ser criados quando se começa a projetar.
Por esta razão, entrevistamos Koen para descobrir o que o inspirou a discutir este assunto, para entender como ele conseguiu reunir todas as informações e para visualizar o impacto que este tipo de estudo pode ter na arquitetura.
Os painéis de policarbonato translúcido apresentam uma estética única e marcante, ao mesmo tempo que mantêm uma eficiência na funcionalidade. Eles podem adicionar profundidade e cor a uma fachada e se adaptar para atender a uma ampla gama de requisitos de desempenho, desde resistência à temperatura até resistência ao impacto, proteção UV e muito mais. A Rodeca, empresa líder na indústria de painéis de policarbonato, oferece produtos de alta qualidade com alta personalização em relação a cores, níveis de transparência, tratamentos, perfis, tamanhos, sistemas de junta e muito mais. Abaixo trazemos uma lista detalhada dessas muitas opções, acompanhada por diagramas e etapas de instalação. Também discutimos vários estudos de caso em que fachadas de policarbonato foram usadas com grande sucesso, aproveitando ao máximo as opções disponíveis junto com as qualidades estéticas intrínsecas dos painéis translúcidos para complementar e elevar seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/966598/como-projetar-e-instalar-fachadas-de-policarbonato-translucidoLilly Cao