A exposição Como se pronuncia design em português?nasce e mantém-se como uma interrogação. O título faz também alusão aos diferentes modos de pronunciar o termo design na língua portuguesa, e ao que isso revela da sua origem, tradução, história e significados.
A mostra, que teve início no dia 29 deste mês e permanece aberta ao público até 31 de maio no MUDE (Museu de Design e da Moda de Lisboa), visa compreender como as circunstâncias geográficas de Portugal, a herança histórica, a cultura, as tradições e a consciência coletiva influenciaram e/ou se refletiram no pensamento e na obra de cada autor.
A maior exposição sobre a arquitetura latino-americana já realizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MoMA contará com a parceira oficial do Instagram, rede social de compartilhamento e fotos que exibirá imagens de seus usuários em pleno museu.
Vivemos um momento em que mais da metade da população do planeta habita as cidades, e os efeitos da alteração climática não mais podem ser ignorados. A exposição Cidade Pós-Petróleo: A História do Futuro Urbano, que tem abertura amanhã, 27 de janeiro, no Studio-X Rio, apresenta projetos inovadores na Ásia, África, e América que abordam questões urbanas emergentes: Como a transição dos combustíveis fósseis para alternativas renováveis afetará o processo de planejamento urbano? Como o uso de energia renovável afeta o metabolismo urbano e as políticas de mobilidade e sustentabilidade?
A mostra "João Figueiras Lima - Lelé: a cultura dos materiais e a arte da produção" passa por Colônia e Hamburgo no começo de 2015. Imagem de divulgação
Intitulada João Filgueiras Lima - Lelé: a cultura dos materiais e a arte da produção, a mostra revela o apuro técnico e a grande inventividade das soluções propostas por Lelé, arquiteto seminal na implantação de uma espacialidade adequada ao homem e ao ambiente no Brasil, com seus projetos integrados corretamente à paisagem e a seu contexto sociocultural.
Em 1955 o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) promoveu a exposição "Latin American Architecture since 1945", um levantamento sem precedentes da arquitetura moderna da América Latina. No 60° aniversário desse importante marco, o MoMA revisita a região para oferecer um complexo panorama das posições, debates e criatividade arquitetônica do México e Cuba ao Cone Sul entre 1955 e o início da década de 1980.
Esse período de auto-questionamento, exploração e complexas mudanças políticas também viu o surgimento da imagem da América Latina como uma paisagem em desenvolvimento em que todos os aspectos da vida cultural eram coloridos, de uma forma ou de outra, por essa nova atitude que emergiu como o “Terceiro Mundo”. E exposição de 1955 apresentava o resultado de uma única série fotográfica; por outro lado, "Latin America in Construction: Architecture 1955–1980" reúne uma grande variedade de materiais originais que nunca antes haviam sido compilados e, em sua maioria, são raramente expostos mesmo em seus países de origem.
Lina Bo Bardi foi, sem sombra de dúvida, uma das arquitetas de maior expressividade que já atuou no Brasil. Em homenagem ao centenário de seu nascimento – hoje, 05 de dezembro – diversos museus e instituições organizaram exposições, debates, seminários e outros eventos que abordaram, de algum modo, a vida e a obra da arquiteta ítalo-brasileira.
Muitos desses eventos foram divulgados na página do ArchDaily Brasil e alguns, inclusive, ainda estão acontecendo em diversas cidades brasileiras. Assim, compilamos a seguir uma lista dos eventos com foco em Lina, além de outras matérias sobre a arquiteta.
Alcino Soutinho Realismo Confortávelé a primeira grande exposição dedicada à obra do arquiteto Alcino Soutinho (1930-2013), uma das figuras de maior influência na arquitetura portuguesa dos últimos 35 anos.
Durante décadas foi autor de centenas de projetos e responsável pela formação de centenas de alunos que, entre 1972 e 1999 (na ESBAP e depois na FAUP), tiveram o privilégio de assistir e participar nas suas aulas.
Além da arquitetura, Alcino Soutinho desenvolveu uma vertente cívica ativa e participativa em prol da liberdade e democracia, estando entre os protagonistas de um novo Portugal pós-revolucionário.
O evento “Centenário de Lina Bo Bardi – tempos vivos de uma arquitetura”, realizado em Salvador entre os dias 3 e 5 de dezembro de 2014, se propõe a expor e discutir a obra da arquiteta de uma forma histórica, crítica e atual.
Assim como a própria Lina afirma, a história se faz no tempo presente. É a partir do presente que é necessário expor e discutir as pertinências, as continuidades e transformações da sua obra. Especialmente em uma cidade como Salvador, que passa constantemente por mudanças profundas, essas exposições e reflexões se fazem necessárias.
O evento estrutura-se a partir de três tipos de sessões. Na primeira sessão pesquisadores tratarão das obras de Lina Bo Bardi nos seus tempos e espaços; na segunda abordarão Salvador nos tempos de Lina Bo Bardi; na terceira profissionais responsáveis pelas intervenções atuais nas obras da arquiteta debaterão suas posturas com os pesquisadores e com o público.
Duas pertinentes ocorrências no campo da cultura marcam a presença do olhar da arquiteta Lina Bo Bardisobre o Cerrado: a “Exposição Documento: Repassos – Edmar e as Tecedeiras do Triângulo Mineiro” (1975), em São Paulo, e a construção da Igreja Espírito Santo do Cerrado (1976-1982), em Uberlândia, Minas Gerais.
Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta italiana naturalizada brasileira, é hoje uma das figuras mais discutidas no campo da arquitetura, design e arte popular. Seu conjunto de obras, textos e projetos, desde a década de 1950 até sua morte, ainda permite um intenso debate sobre a pertinência de sua contribuição à produção cultural brasileira. Essa exposição entende que essas obras devem fazer parte das comemorações do Centenário de Lina Bo Bardi (2014), que será marcado por eventos no Brasil e no exterior durante 2014 e 2015. Uberlândia concentra fontes, referências, arquivos e pesquisas que, além de contribuir com a exposição de registros dessas obras, possibilitam a consolidação de um debate.
Painel em residência em Paquetá, Arquitetura MMM Roberto, 1962, mosaico cerâmico. Cortesia de Projeto Paulo Werneck
Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a exposição Paulo Werneck - muralista brasileiro será inaugurada no dia 15 de novembro no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Desenhos originais, imagens de painéis, filmes, documentos e mobiliário compõem a mostra do ilustrador e artista carioca que colaborou com grandes nomes da arquitetura brasileira, como Oscar Niemeyer e os irmãos Roberto.
A chegada da exposição a Belo Horizonte tem um significado especial, já que entre as obras de maior de destaque da carreira de Paulo Werneck (1907-1987) estão os painéis da Igreja São Francisco de Assis e o painel da Casa de Juscelino Kubitschek, hoje Museu JK, na Pampulha, realizadas em 1943. A edição mineira da exposição será a mostra mais completa já realizada sobre o trabalho de Paulo Werneck no Brasil, criando um panorama da evolução da arquitetura moderna no país através dos murais criados pelo artista. Além dos famosos painéis da Pampulha, são obras de Werneck os painéis do Estádio do Maracanã, do Ministério da Fazenda (Rio de Janeiro), do Senado e do Palácio do Itamaraty (Brasília), e da agência do Banco do Brasil no Recife Antigo (Recife), entre outros 300 murais para residências, prédios públicos e comerciais. Seus trabalhos estão expostos a céu aberto, permeando o espaço público de várias cidades brasileiras.
O projeto “Arquitetas Invisíveis”, criado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (CAFAU) da Universidade de Brasília tem como objetivo principal resgatar a memória de arquitetas que tiveram um papel fundamental para a arquitetura e urbanismo, mas que foram, por diversas razões, desprestigiadas pela história.
Como parte da Semana Universitária da UnB, o grupo organizou sua primeira exposição - a “Semana Arquitetas Invisíveis” - que acontece a partir de hoje, dia 4, até sexta-feira, dia 7 de novembro. A programação conta com uma série de atividades gratuitas, como debates, oficinas práticas, palestras e sessões de cinema.
Temas como “Gênero e atuação profissional”, “Mulheres na Arquitetura” permeiam os debates e palestras. Além disso, haverá mesa redonda com tema “Mulher e Cinema” e “A importância da consciência política na Arquitetura e Urbanismo”.
A mostra ficará aberta ao público no saguão da Faculdade até o dia 3 de dezembro, sendo que o lançamento contará com uma palestra de Marcela Samper - sobrinha do arquiteto e uma das curadoras da mostra – que abordará o tema: “O Projeto como investigação: As propostas urbanas de Germán Samper para as áreas residenciais”.
Escola Jardim Ipê de Decio Tozzi, 1965. Image Cortesia de Decio Tozzi
A partir do dia 30 de outubro o IFA-Gallerie Stuttgart recebe a exposição "In a class of its own", que exibirá 21 escolas de todo mundo selecionadas pelo ensino de vanguarda, entre as quais um projeto do arquiteto brasileiro Decio Tozzi - a Escola Jardim Ipê.
"In a class of its own" apresenta edifícios escolares contemporâneos da África, Ásia, Europa e América Latina que harmonizam excepcionalmente bem com os estilos de arquitetura e modos de vida regionais e que foram criados através da participação ativa dos alunos e dos professores. Os projetos selecionados variam de uma escola sobre barcos a edifícios de alta tecnologia (quase) sem paredes.
No contexto do centenário de nascimento da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, o MCB realiza a exposição que busca evidenciar o caráter pioneiro das propostas feitas para mostras de longa e curta duração, representando aspectos construtivos e de comunicação propostos dentro de uma visão de reconhecimento e afirmação da cultura brasileira. Com visitação até 9 de novembro, “Maneiras de expor” reúne desenhos, cartazes e fotos originais de mostras realizadas por Lina Bo Bardi, além de 6 exemplares dos famosos cavaletes de vidro criados pela arquiteta.
O espaço Zip’up da Galeria Zipper, em São Paulo, recebe, até o dia 01 de novembro, a intervenção "Geografia de um lugar contada por ele mesmo" da artista Flavia Mielnik, com curadoria de Galciani Neves e coordenação do curador Mario Gioia. A ação de Flavia Mielnik propõe passagens e atravessamentos visuais como situações de des-limites em uma narrativa no espaço composta por elementos do próprio espaço e por elementos ficcionais construídos pela artista. Todos esses componentes, a galeria e seu entorno, agem em uma ficção argumentada no espaço e nele mesmo se constituem, fazendo com que o público se desloque tanto a partir do todo quanto de seus fragmentos, guiando-se ou perdendo-se nestes desenhos.
Urbanismo ecológico, publicado pela Editora Gustavo Gili, surge exatamente da urgente necessidade de abordar o urbanismo sob um enfoque da ecologia como método prático e criativo para enfrentar a realidade da cidade, e assim se constitui em uma aposta deliberada pela consolidação definitiva do conceito de “urbanismo ecológico” por meio da compilação de uma série de textos-chave sobre a matéria.
Como parte das comemorações do centenário de Lina Bo Bardi, o C.A. da Cidade, em parceira com a Escola da Cidade, promove a exposição “Senta, Lina!”. Sete cadeiras de momentos diferentes da produção da arquiteta ficarão expostas no térreo da Escola, acompanhadas de textos de alunos que as apresentam. Diversificados, contextualizam a produção do mobiliário de Lina, tratam de questões da imagem, do design ou leituras poéticas. Haverá ainda uma pequena oficina dedicada a experimentações dos processos construtivos na escala do objeto baseados nas proposições de Bo Bardi.
O projeto consiste na modernização da escola, localizada no bairro de Alvalade, na capital portuguesa. Segundo os arquitetos, a intervenção visou a requalificação do conjunto, que se encontrava degradado pelo uso, a adequação da estrutura física construída ao programa de modernização proposto e, simultaneamente, a introdução de novos equipamentos, tais como um campo desportivo coberto e uma sala polivalente, de modo a abrir estes espaços à comunidade, dentro e fora do horário letivo.