O IABsp anuncia, no dia 31 de agosto, a proposta de curadoria premiada para a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. O evento conclui o concurso realizado e o processo de abertura para discussão e proposição do tema e conteúdo da Bienal, a ser realizada em 2019. Além da divulgação da equipe curatorial responsável pela XII BIA, o evento promoverá o encontro entre os integrantes do processo e a exposição das propostas inscritas.
No ano de comemoração de seus 75 anos, o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABsp) abre, no dia 14 de maio de 2018, o concurso inédito para apresentação de propostas de curadoria para a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (XII BIA) que acontecerá durante os meses de setembro a dezembro 2019. A proposta curatorial deverá formular os conceitos e temas que elaboram a Bienal.
https://www.archdaily.com.br/pt/894432/iabsp-lanca-concurso-para-curadoria-da-xii-bienal-internacional-de-arquitetura-de-sao-pauloEquipe ArchDaily Brasil
A Trienal de Arquitectura de Lisboa procura propostas nacionais e internacionais independentes de projectos autofinanciados que se articulem e complementem a programação central da sua 5ª edição que terá lugar entre 3 de Outubro e 2 de Dezembro de 2019.
O IABsp promoverá dois debates como parte da programação do concurso de curadoria para a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Os debates têm como objetivo levantar inquietações e fazer provocações que poderão ser refletidas nas propostas. O segundo - Crítica e Curadoria - será realizado no dia 30/06.
A Trienal de Arquitectura de Lisboa 2016, que abriu ao público na semana passada, é composta por uma constelação de exposições e eventos paralelos. Uma das atrações -- intitulada A Forma da Forma - é simultaneamente uma exposição e uma estrutura autônoma, uma sequência de ambientes projetados colaborativamente por Mark Lee do escritório Johnston Marklee, Kersten Geers do Office KGDVS e Nuno Brandão Costa. Se "um dos legados fundamentais da arquitetura é sua própria forma", declaram os curadores, "esta exposição constrói um diálogo que desafia as noções de autoria e os limites da forma."
Imagem capturada da entrevista com Pedro Gadanho realizada pelo ArchDaily em abril de 2013
Três anos após ter se mudado para Nova Iorque, onde atua como curador de Arquitetura Contemporânea no Museu de Arte Moderna (MoMA), o arquiteto português Pedro Gadanho retornará a Portugal para assumir a direção do novo museu da Fundação EDP, que deverá abrir suas portas em meados de 2016. O arquiteto troca assim uma das mais importantes instituições culturais do mundo pelo Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT) da Fundação EDP, em Lisboa.
A experiência internacional de Gadanho e o trabalho que desenvolveu em Nova Iorque foram, aliás, os principais motivos para o arquiteto ter sido escolhido pela Fundação EDP. O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia funcionará em novo edifício projetado pela arquiteta britânica Amanda Levete – responsável também pelo Victoria & Albert Museum, em Londres – adjacente à Central Tejo (Museu da Eletricidade).
A nova gestão do museu de arte de São Paulo, MASP, anunciou Martin Corullon como o responsável pela área de expografia, redesenho e readequação dos espaços internos da instituição integrando a equipe de curadores adjuntos do diretor artístico Adriano Pedrosa. A equipe responsável pelo desenvolvimento dos trabalhos é composta pelas arquitetas Helena Cavalheiro e Juliana Ziebell.
Martin Corullon é arquiteto e dirige o escritório METRO Arquitetos Associados, fundado em 2000. Foi autor do projeto expográfico da 30ª Bienal de São Paulo (2012) e coordenou a equipe de arquitetura da XXIII Bienal (1996) e da 24a Bienal de São Paulo (1998).
Imagem capturada da entrevista com Pedro Gadanho realizada pelo ArchDaily em abril de 2013.
O texto e entrevista que seguem foram realizados por Thais Lobo, do jornal O Globo, e publicados originalmente na página do Globo a Mais.
Com poucas obras construídas e um extenso trabalho teórico, o português Pedro Gadanho está longe de ser um arquiteto convencional. Nomeado curador do Departamento de Arquitetura Contemporânea e Design do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York em janeiro de 2011, Pedro Gadanho representa uma nova geração de arquitetos menos ligada aos canteiros de obras e mais ao que cerca os edifícios — a cidade. "O arquiteto tem que participar do debate público, trazendo o seu conhecimento para uma discussão dos problemas da cidade, mais do que focar só na construção em busca de um resultado separado da realidade", afirma.
Um dos problemas mais graves que afeta atualmente a prática da arquitetura, é a sua dramática compressão temporal, que vem impondo uma redução extrema do tempo de trabalho para níveis que inevitavelmente comprometem a qualidade do resultado final, isento muitas vezes de níveis mínimos de desenvolvimento e densidade. Esta tendência, que se vem alargando de forma global, afeta profundamente a prática projetual seja ela referente ao desenho de edifícios, à reflexão teórica, à concepção curatorial . Para a Trienal 2016, assumindo uma clara reação a essa tendência, decidimos alargar o tempo de reflexão e de trabalho no projeto curatorial a 3 anos, a dimensão máxima possível dentro dos nossos ciclos.