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Digitalização: O mais recente de arquitetura e notícia

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“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027

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"A arquitetura precisa retornar à sua essência." Com esta afirmação, Wang Shu e Lu Wenyu estabelecem a premissa central de sua visão curatorial para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que ocorrerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027, no Giardini, no Arsenale e por toda a cidade de Veneza. Intitulada "Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a exposição convoca um retorno ao ato físico de fazer arquitetura, em um momento no qual, segundo a curadoria, a disciplina tem se distanciado cada vez mais da realidade vivida devido ao excesso de abstração, mercantilização e digitalização.

Em vez de focar no que a arquitetura pode vir a ser, os curadores propõem um engajamento renovado com o presente, questionando o que significa praticar a arquitetura hoje por meio de materiais, construção, saberes locais e experiência direta. Essa abordagem se baseia em ideias que há muito fundamentam o trabalho do Amateur Architecture Studio, fundado por Wang Shu e Lu Wenyu em 1997, sobretudo na exploração de técnicas tradicionais de construção, no reuso de materiais e na relação entre a arquitetura e o lugar. A exposição também coloca a questão da coexistência no centro dos debates, explorando como a arquitetura pode conciliar condições aparentemente opostas, da tecnologia ao artesanato, de modos de construir urbanos a rurais, mantendo-se fundamentada nas realidades específicas de cada lugar.

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Equipe liderada pelo ZHA apresenta visão e polo de planejamento digital para o Plano Diretor de Benghazi 2050, na Líbia

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Uma equipe composta por ZHA, A&O TEC, Prior + Partners, Homa, Buro Happold, Systematica e Fichtner apresentou recentemente sua proposta conceitual para o "Next Generation City Plan" (Plano Diretor da Próxima Geração) de Bengasi, na Líbia. O projeto visa integrar as características identitárias da histórica cidade portuária com as tecnologias de planejamento necessárias para orientar seu desenvolvimento até 2050, em um cenário de rápida urbanização. A proposta, desenvolvida para a A&O TEC, inclui uma Visão e Estratégia Espacial — que consiste em uma interpretação do caráter e da memória coletiva da cidade traduzida em uma estrutura adaptável para o desenvolvimento — e um Hub de Planejamento Digital, um modelo baseado em evidências que mapeia a cidade para identificar seu potencial e os fenômenos que moldam seu crescimento.

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Dos dados aos gêmeos digitais: o projeto PLATEAU do Japão oferece modelos em acesso aberto de mais de 250 cidades

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"Mapear o Novo Mundo" é o lema do Projeto PLATEAU, liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT), para desenvolver e expandir o acesso a modelos 3D que representam a diversidade das cidades de todo o país. O Japão é composto por um total de 744 cidades, incluindo 14 com populações que superam um milhão de habitantes, 190 com população entre 100 mil e um milhão, e 540 com populações entre 10 mil e 100 mil habitantes. Até o momento, modelos 3D de mais de 250 cidades foram disponibilizados como dados abertos por meio do Centro de Informações G-Espaciais público do país, podendo também ser acessados através de um visualizador online no navegador. Segundo as autoridades públicas, o projeto visa fortalecer a resiliência urbana ao fornecer à sociedade novas ferramentas para enfrentar desafios locais. Isso envolve não apenas a modelagem do espaço urbano, mas também a colaboração com governos locais, empresas privadas e comunidades de tecnologia. O projeto inclui ainda uma reconstrução digital do local da recém-encerrada Expo Mundial de Osaka.

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O que é tecnologia da arquitetura e como ela está mudando a indústria?

Profissionais das indústrias de arquitetura, engenharia e construção estão bem cientes dos problemas que afetam o ambiente construído. A indústria da construção civil ser a maior consumidora de materiais e também responsável por 40% de todas as emissões de carbono é um fato conhecido. O trabalho de construção também é um grande gerador de resíduos e poderia se beneficiar muito dos princípios do design circular. Quase três quartos de todos os projetos de construção tendem a exceder o orçamento, e quase metade dos gastos em edifícios são destinados às despesas gerais. Em um mundo acelerado com desafios multifacetados, a tecnologia e a digitalização buscam fornecer soluções significativas.

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Novidade e familiaridade no metaverso: preferimos arquiteturas que já conhecemos?

Vivemos em um mundo onde o vivenciado, o lembrado e o imaginado, assim como os diferentes momentos no espaço e no tempo relativos ao passado, presente e futuro, estão inseparavelmente misturados. Recentemente, estão sendo oferecidos vários meios para acessar outros planos de existência, utilizando tecnologias imersivas como realidade virtual e aumentada (VR e AR), criando um caminho para o metaverso no qual somos transportados para espaços que são capazes de ser mais ‘reais’ do que qualquer coisa que vivenciamos atualmente.

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7 Entrevistas com profissionais que estão liderando o debate sobre digitalização, arquitetura e o metaverso

A arquitetura, enquanto profissão, é profundamente enraizada no passado e, ao mesmo tempo, voltada para o futuro. Durante os últimos anos, vimos a tecnologia avançar em um ritmo sem precedentes, desenvolvendo ferramentas e sistemas que mudam a maneira como entendemos o mundo. Os espaços digitais estão se tornando uma realidade acessível e o metaverso promete potencializar a interação humana. Outras ferramentas digitais, como tecnologias de construção robótica, imagens geradas por IA e equipamentos imersivos de realidade virtual, possivelmente terão um impacto direto na indústria da construção.

Esses tópicos são abordados por arquitetos, designers e profissionais da indústria da construção interessados no futuro. Entre estes, a artista contemporânea Krista Kim fala sobre a economia do metaverso, o arquiteto Alper Derinboğaz chama a atenção para os desafios que as novas gerações de arquitetos vão enfrentar, e o fundador da ICON, Jason Ballard, revela as implicações dessas inovações tecnológicas.

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Baupal: um aplicativo de construção para uma arquitetura mais acessível

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A empresa alemã baupal busca democratizar a arquitetura sustentável e personalizada através de uma ferramenta online. A empresa quer tornar o projeto de arquitetura, seus trâmites legais, as avaliações de custos e análises energéticas mais acessíveis e fáceis para construtores privados e projetos de pequeno porte. Baupal é um serviço online de construção que visa aproveitar processos digitais e estruturas de equipe eficientes para otimizar processos de projeto, planejamento e licenciamento para uma variedade de projetos de pequena escala.

Selecionado como um dos Melhores Novos Escritórios de 2021, Baupal é uma start-up sediada em Berlim fundada em 2020 por Constantin Schmidt-Thomé, Justus Menten e Max Schroeren com o objetivo de "simplificar o design e aplicativos de construção para os proprietários de residências e seus construtores". Com formação em finanças, empreendedorismo e arquitetura, a equipe quer transformar o processo de aprovação de projetos em uma experiência do cliente por meio de fluxos de trabalho digitais e transparentes. A empresa é especializada em reformas, ampliações e novas casas unifamiliares, além de fornecer serviços de construção para empresas do setor.

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7 Fatos sobre a entrada dos NFTs no mundo da arquitetura

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No ano passado, os NFTs entraram no domínio da arquitetura, provocando discussões sobre o papel da profissão na futura economia digital. Do design de imóveis digitais a exposições e eventos de arquitetura explorando seu valor até chegar aos escritórios de arquitetura estabelecidos que abraçaram o novo meio, os NFTs foram adotados pela profissão como a promessa de uma nova forma de produção criativa. Veja, a seguir, um resumo dos experimentos da arquitetura com NFTs até agora, juntamente com uma série de artigos do Archdaily esclarecendo o assunto.

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Revista Arquitectura: baixe gratuitamente todas as edições da principal publicação de arquitetura da Espanha

O Colégio de Arquitetos de Madri (COAM) acaba de publicar a primeira parte do processo de digitalização da revista Arquitectura, disponibilizando à todos uma das publicações mais importantes e influentes do panorama arquitetônico do século XX na Espanha, a qual se converteu em uma referência para o debate, o pensamento e a atividade profissional de arquitetos, urbanistas e profissionais de outros setores relacionados.

Fundada em 1918 como publicação oficial da Sociedad Central de Arquitectos, a revista ARQUITECTURA, converteu-se na primera publicação livre da imprensa arquitetônica espanhola. Entretanto, durante a guerra civil espanhola a sua publicação foi suspensa e posteriormente adaptada, sendo editada pela Direção Geral da Arquitetura, órgão do Ministério do Governo, como Revista Nacional de Arquitectura, a qual foi publicada periodicamente até 1946.

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Estaria o plano da Índia de construir 100 cidades inteligentes fadado ao fracasso?

A Missão Cidade Inteligente do governo indiano, lançada em 2015, prevê o desenvolvimento de cem "cidades inteligentes" até 2020 para apresentar soluções para a rápida urbanização do país; trinta cidades foram adicionadas à lista oficial na semana passada, levando o número total atual de iniciativas planejadas para noventa. A missão de US$ 7,5 bilhões abrange o desenvolvimento geral de infraestrutura básica — abastecimento de água, eletricidade, mobilidade urbana, habitação a preços acessíveis, saneamento, saúde e segurança — ao mesmo tempo que incluem "soluções inteligentes" baseadas em tecnologia para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos nas cidades.

Em um país imerso em corrupção, a missão foi elogiada pelo uso transparente e inovador de um nacional "Desafio Municipal" para dar financiamento às melhores propostas dos órgãos municipais locais. Seu manifesto utópico e implementação, no entanto, são motivos de grande preocupação entre os planejadores urbanos e tomadores de decisão hoje, que questionam se a própria ideia de cidade inteligente indiana é inerentemente falha.