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Design Ecológico: O mais recente de arquitetura e notícia

Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários

A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina voltada ao espaço, à forma e à materialidade. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lugar, programa e matéria. Em vez disso, são produzidos dentro de uma densa rede de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e cadeias logísticas globais passam a influenciar a arquitetura de maneira tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.

Sob essa perspectiva, a arquitetura deixa de ser um objeto isolado e passa a ser entendida como um momento dentro de um campo técnico mais amplo. Cadeias de suprimento, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes energéticas não estão “por trás” do ambiente construído — elas o constituem. De certo modo, determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipos de resíduos produzem. Quando a arquitetura é analisada principalmente pela forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e seu pós-uso.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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O que é "rewilding" na arquitetura? Conceitos, aplicações e exemplos

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Em uma época em que o impacto negativo da humanidade sobre o meio ambiente tem se tornado cada vez mais evidente, o conceito de rewilding (renaturalização) está surgindo como uma abordagem poderosa para a conservação e a restauração ecológica. Em consonância com a crescente atenção dada à arquitetura paisagística nos últimos anos, a ideia de remover a intervenção humana de nossos ambientes naturais para restaurar um equilíbrio estável parece oferecer uma maneira relativamente simples de corrigir erros climáticos fundamentais. Mas será que a ausência de interferência na natureza é realmente tudo o que prega o rewilding? Como ele se relaciona com a arquitetura e o design? Neste artigo, analisamos seus principais conceitos, aplicações e exemplos.

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Construindo com árvores vivas: a história por trás da Casa Jardín

Hoje estreia o primeiro episódio de uma série documental sobre projetos do escritório Al Borde. Este primeiro filme tem como título Construindo com árvores vivas e narra as histórias por trás da Casa Jardín, uma residência unifamiliar localizada nos arredores de Quito, Equador.

Projetada para um ecologista chamado José, a residência é desenvolvida em três pequenos pavilhões independentes com estruturas híbridas que combinam árvores vivas com diferentes sistemas construtivos, utilizando uma técnica vernacular de cercas vivas usada nos Andes desde a antiguidade. Uma busca pela convivência simbiótica entre arquitetura e natureza.

Poluição por plástico: soluções através da arquitetura

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Hoje, 5 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente 2023, uma data que, entre outras coisas, formenta a busca por soluções para o problema global da poluição por plástico. O evento foi coordenado pela Costa do Marfim com o objetivo de nos lembrar da importância de nossas ações individuais em relação ao tema — e a importância de os governos e as empresas intensificarem urgentemente suas medidas.

A poluição por plástico é um problema ambiental que afeta diversos setores e a arquitetura não fica excluída. O plástico é um material amplamente utilizado na indústria da construção devido à sua durabilidade, resistência e baixo custo. No entanto, sua produção, uso e descarte inadequado têm um impacto significativo no meio ambiente. Para abordar esse problema, é importante tomar medidas em várias etapas, que incluem redução, reciclagem, conscientização e regulamentações. A seguir, apresentamos alguns projetos que abordam esses pontos.

Arranha-céu bioclimático: as estratégias de ecodesign de Kenneth Yeang

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Erguendo-se sobre as cidades globais, o arranha-céu moderno há muito tempo é um símbolo de crescimento econômico e declínio ambiental. Durante anos, eles foram criticados pelos ambientalistas por serem consumidores descontrolados de energia. O arquiteto malaio Kenneth Yeang reconheceu o arranha-céu como uma necessidade nas cidades modernas e adotou uma abordagem pragmática para tornar mais verde a tipologia de construção que, de outra forma, seria insustentável. Os arranha-céus bioclimáticos de Yeang buscam combinar a economia de espaço com a sustentabilidade e a melhoria dos padrões de vida.

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O futuro da arquitetura: edifícios construídos a partir de materiais vivos

Você consegue imaginar um mundo em que o ambiente construído ao nosso redor seja impresso em 3D a partir de materiais vivos? Que os edifícios irão germinar, florescer, murchar, produzir novos tipos de materiais, e eventualmente retornar ao solo? To Grow a Building é um laboratório performativo que imprime em 3D - em tempo real - uma estrutura ao vivo. O projeto apresenta uma nova abordagem para integrar a flora no processo de arquitetura, desenvolvendo um novo material para impressão 3D, através do qual a semeadura é parte inseparável do processo de fabricação. Crescer um edifício é uma porta para um mundo futuro onde algumas pessoas constroem e outras cultivam os edifícios.

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Quais materiais da construção civil são ecológicos?

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Ponte de Madeira no Resort Gulou Waterfront / LUO studio. Foto: © Weiqi Jin

No atual cenário de uma crise climática, pensar um projeto de arquitetura sem definir diretrizes ecológicas tornou-se praticamente inadmissível. Um dos principais emissores de gás carbônico e outros poluentes, o setor da construção civil busca cada vez mais por novos caminhos e formas que possam tornar as obras mais sustentáveis e, de alguma forma, mitigar os danos ao meio ambiente. Pensar em materiais ecológicos pode ser um dos passos fundamentais, mas, afinal, quais são eles?

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Pavilhão dos Países Baixos desconstrói os conceitos de espaço público na Bienal de Veneza 2021

Intitulado Who is We?, o Pavilhão dos Países Baixos na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia desconstrói conceitos normais de espaço, visualizando o que muitas vezes é esquecido por trás das estruturas que tipicamente definem os espaços urbanos. Com curadoria de uma equipe liderada por Francien van Westrenen, o pavilhão permanece em exibição até 21 de novembro de 2021.

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Curso de Projeto Urbano de Infraestrutura Verde

Curso teórico e prático de Projeto Urbano de Infraestrutura Verde. Através de um estudo de caso e desenvolvimento de um projeto em grupo, os alunos aprendem os principais conceitos e ferramentas para utilização da Infraestrutura Verde.

Villa F / Christoph Hesse Architects

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Medebach, Alemanha
  • Arquitetos: Christoph Hesse Architects; Christoph Hesse Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  190
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2017
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Alwitra, Knauf, Kulinaro, Steinhausen, Wienerberger