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Design cívico: O mais recente de arquitetura e notícia

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Paisagem como coreografia: a arquitetura no jardim botânico contemporâneo

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Os jardins botânicos colocam a paisagem, o design, a comunidade e a investigação científica em estreito diálogo. Originados de jardins medicinais e coleções privadas dedicadas à classificação de plantas, os jardins botânicos se transformaram em instituições onde espécimes coletados em diferentes regiões e climas podiam ser cultivados e apresentados ao público. Sua evolução na sociedade gerou um repertório arquitetônico singular, que vai de estufas e conservatórios a herbários e laboratórios e, eventualmente, centros de visitantes e espaços de hospitalidade. A arquitetura permanece intrinsecamente ligada ao jardim botânico como instrumento de cultivo e estrutura para organizar e estudar o campo da botânica.

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O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial

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Em Hong Kong, onde a arquitetura é frequentemente impulsionada pela lógica imobiliária, pela infraestrutura e pelo desenvolvimento acelerado, o espaço para a experimentação cívica em escala humana pode ser surpreendentemente limitado. É aí que o Design Trust se destaca. Como uma plataforma de fomento e viabilização de projetos, a organização apoia intervenções espaciais que transitam entre arquitetura, pesquisa e programação pública — um trabalho que costuma ser modesto, coletivo ou incerto demais para se encaixar nos fluxos convencionais entre cliente e arquiteto/a.

No centro desse trabalho está Marisa Yiu, cuja liderança posiciona o Design Trust tanto como agente viabilizador quanto como ator cultural. Por meio de iniciativas como o Micro-Parks Hong Kong, além de exposições e programas públicos, a organização trata o discurso e a prototipagem como formas de agência espacial, conectando designers, comunidades, instituições e debates sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que coloca em primeiro plano questões de gestão, manutenção e a "sobrevida" do espaço público.

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A ilusão de leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública

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Nas cidades contemporâneas, a densidade urbana e a valorização do solo frequentemente impõem uma escolha entre edifícios cívicos de grande escala e espaços públicos abertos. Tradicionalmente, as praças eram tratadas como áreas remanescentes no entorno da projeção de um edifício, mas essa estratégia se transformou com a introdução dos pilotis pelo movimento modernista no início do século XX. Embora a intenção original fosse criar uma sensação de leveza que permitisse a livre circulação e a passagem de luz sob a estrutura, as exigências contemporâneas de cargas sísmicas, rotas de fuga contra incêndio e alta ocupação tornam os pilares delgados insuficientes para as demandas dos grandes projetos cívicos atuais.

Contudo, a busca pela leveza arquitetônica não é um fenômeno estritamente contemporâneo. Após a introdução dos pilotis pelo modernismo, diversos projetos de meados do século passado começaram a experimentar com a ilusão de suspensão para alcançar uma transparência cívica. Em 1953, o Congresso Nacional de Honduras em Tegucigalpa, projetado por Mario Valenzuela, aplicou esses princípios a um contexto legislativo. O edifício consiste em uma sólida câmara de assembleia elevada sobre uma série de pilares delgados. Como o terreno se situa em um terraço ao final de uma rua em declive, o vazio resultante faz mais do que apenas permitir a circulação; ele emmoldura vistas da cidade, criando a impressão de que o pesado volume legislativo flutua delicadamente sobre o tecido urbano.

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Saúde, habitat e infraestrutura cívica: projetando a cidade como um parque nacional

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Cidades em todo o mundo compartilham um objetivo comum: tornarem-se mais saudáveis e verdes, apoiadas por uma infraestrutura cívica que restaure ecossistemas e fortaleça a vida pública. A questão é como alcançar esse objetivo. Metas climáticas globais, códigos de obras locais e normas municipais orientam cada vez mais os/as profissionais de design e planejamento rumo a melhores escolhas. Contudo, muitas cidades ainda enfrentam dificuldades para traduzir essas diretrizes em conforto cotidiano ao nível da rua e em proteção ecológica de longo prazo. O que acontece se a cidade deixar de ser tratada como uma cidade tradicional e passar a ser vista como um parque nacional?

Os parques nacionais operam por meio de sistemas de proteção que tratam o território como uma rede de relações ecológicas, e não como uma coleção de áreas isoladas. Eles estabelecem uma base comum sobre o que deve ser preservado, mantido e tornado acessível ao longo do tempo. Quando essa lógica é aplicada ao ambiente urbano, o sucesso dessa abordagem pode inspirar orgulho e um senso de responsabilidade compartilhada entre projetistas, formuladores/as de políticas públicas e moradores/as, fomentando um compromisso coletivo com a saúde, o habitat e a infraestrutura cívica.

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Conheça os vencedores do International Architecture Awards 2023

Pelo 18º ano, o International Architecture Awards celebra realizações arquitetônicas excepcionais em todo o mundo, de edifícios a projetos de planejamento urbano e arquitetura paisagística. Realizada em Chicago, a premiação ecoa os objetivos da Bienal de Arquitetura de Chicago (CAB 5) e lança luz sobre o que há de mais inovador na arquitetura, design e cultura dos países participantes.

Desde 2005, este programa anual serve como plataforma para celebrar a arquitetura contemporânea, acreditando no potencial da arquitetura para melhorar a qualidade de vida das pessoas. A edição deste ano premiou projetos de 48 países.

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Carol Ross Barney recebe a medalha de ouro AIA 2023

O American Institute of Architects No início de sua carreira, Barney trabalhou no Peace Corps ao lado do recém-formado Serviço de Parques Nacionais da Costa Rica. Desde então, seu trabalho tem sido baseado no princípio de que um bom design é um direito, não apenas um privilégio. Em 1981, depois de fundar seu escritório Ross Barney Architects em Chicago, sua cidade natal, ela recebeu uma bolsa itinerante que solidificou seu interesse por obras na esfera pública, um interesse que definiu o resto de sua carreira.(AIA) nomeou Carol Ross Barney como a ganhadora da medalha de ouro AIA 2023, a mais alta honraria anual da instituição. O prêmio reconhece e aclama o foco de Carol Ross Barney em excelência de design, responsabilidade social e generosidade. Através de seus projetos transformadores, ela tem se empenhado em tornar o mundo um lugar melhor e, segundo o júri, deixou “uma marca indelével na profissão”.

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Regeneração de espaços urbanos: o trabalho de Jan Kattein Architects

O premiado escritório londrino Jan Kattein Architects usa seus projetos arquitetônicos para concretizar oportunidades cívicas e espaciais. Desta forma, busca estabelecer um legado social e físico, alcançado ao adotar um processo de design aberto e interativo que responde positivamente às necessidades e aspirações dos clientes.

Ao permitir que o processo conduza cada projeto individualmente, seu método estimula uma arquitetura inovadora, buscando agregar benefícios através da educação, do crescimento econômico, das atividades culturais e uma maior coerência comunitária.

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Rogers Stirk Harbor + Partners projeta destilaria em homenagem aos veteranos de guerra nos Estados Unidos

O escritório de arquitetura londrino Rogers Stirk Harbor + Partners (RSHP) revelou seu projeto de um plano mestre de destilaria de 227 acres em Somerset, Kentucky, que visa se tornar um destino vibrante no Kentucky Bourbon Trail® com instalações comerciais e culturais que homenageiam o heróis do 11 de setembro.

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Arcos no design de interiores: 26 projetos que reinterpretam esta forma clássica

Embora o uso de arcos na arquitetura remonte ao segundo milênio a.C., foram os romanos que os solidificaram como um elemento de engenharia e um símbolo de vitórias militares, que agora vemos excessivamente como arcos memoriais. Pouco depois, diferentes civilizações e culturas adotaram o arco para seus próprios fins, unindo a necessidade estrutural e estética. Neste artigo, veremos como os arcos evoluíram de elementos estruturais significativos para detalhes decorativos cativantes.

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Estaria a tecnologia diminuindo nossa compreensão do espaço público?

Em um artigo publicado no Washington Post, Philip Kennicott argumenta que "a tecnologia mexeu nas linhas entre o público e o privado." O autor questiona se, em uma era de "individualismo radical" estimulado por nossa fascinação com a comunicação solitária, nossa compreensão e apreciação coletiva do espaço público e cívico não teria sido diminuída. Kennitott prevê que "uma coisa é certa: Viveremos em espaços mais lotados, e passaremos cada vez mais tempo nos interiores, encasulados em zonas climaticamente controladas com alguns bilhões de amigos mais próximos" à medida que a rápida urbanização se funde com a mudança climática.