A publicação Educação Patrimonial: Inventários Participativosconsiste em um desdobramento do Programa Mais Educação, realizado através de uma parceria entre o MEC e o Iphan, nas escolas públicas do Brasil, com o objetivo de fazer com que os alunos identificassem suas referências culturais. O uso nesses espaços fez com que a sociedade se apropriasse deste instrumento para além dos muros das escolas e fosse usado por grupos e comunidades a partir de uma linguagem que se comunica com os indivíduos, contudo sem formalizar o reconhecimento por parte das instituições oficiais de preservação.
O Box arquitetura e patrimônio discorre de modo simples e objetivo as questões que envolvem a profissão de arquiteto e urbanista. Também propõe uma reflexão sobre o patrimônio cultural de nossas cidades.
Fundação Calouste Gulbenkian, projeto de Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa. Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
A nova lista indicativa de Portugal ao Patrimônio Mundial que foi recentemente concluída integra a obra construída de Álvaro Siza e a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – mais concretamente o conjunto constituído pelo edifício-sede (projeto dos arquitetos Ruy Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa) e pelo parque (projeto de António Viana Barreto e de Gonçalo Ribeiro Telles). Também a rota de Fernão de Magalhães, que em 1522 concluiu a primeira viagem de circum-navegação, e os caminhos portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela passam a integrar a lista.
A década de 1960 assistiu a vários movimentos das minorias, dentre eles o dos ambientalistas. Eles tinham como principal alvo de suas críticas o lançamento de grandes quantidades de produtos químicos no meio ambiente, sem o entendimento dos seus impactos sobre a biosfera.[1] Nesta década destacamos o início da mudança no olhar sobre a preservação do patrimônio que passou de uma visão tradicional que valorizava apenas os monumentos “excepcionais” à proteção a grupos de edificações históricas, à paisagem urbana e aos espaços públicos. “Quando se pensa em termos de patrimônio ambiental urbano, não se pensa apenas na edificação, no monumento isolado, testemunho de um momento singular do passado, mas torna-se necessário, antes de mais nada, perceber as relações que os bens naturais e culturais apresentam entre si, e como o meio ambiente urbano é fruto dessas relações”.[2]
O edifício do Cassino foi um marco na arquitetura modernista mundial, sendo inaugurado em 1942. Construído para compor o conjunto arquitetônico da Pampulha, o prédio foi projetado por Oscar Niemeyer a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek.
O uso do edifício como Cassino foi interrompido em 1946, quando foram proibidos os jogos de azar no Brasil. Ficou sem uso até 1957, quando foi criado o Museu de Arte de Belo Horizonte, atual Museu de Arte da Pampulha. Embora a edificação tenha passado por uma série de reformas para adaptação como Museu (1957-1959, 1984, 1995-1996, e 2005), ainda são necessárias adaptações de uso e restauro dos elementos arquitetônicos.
Muitas vezes o conceito de patrimônio é associado a algo que teve valor no passado e que merece ser conservado. No caso de uma obra de arquitetura, queríamos que alguns edifícios que conta nossa história se mantivessem intocados no tempo, sem considerar, em ocasiões, o uso e significado real do edifício nos nossos tempos. Nos fazemos a pergunta: segue tendo valor um edifício se seu uso está obsoleto?
Apesar da fascinação que temos por ruínas, em algumas ocasiões a conversão ou reabilitação podem ser a melhor alternativa - e seguramente a mais contemporânea - à conservação. Através delas é possível inovar em materiais, que podem agregar ainda mais valor ao passado da obra arquitetônica. Como também, converter espaços que inicialmente foram pensados para abrigar determinadas funções e que hoje admitem novos usos de acordo com a atualidade.
Conservar um edifício sem atualizar ou repensar suas funções pode o levar ao desgaste, o congelando no tempo e impedindo sua adaptação às próprias mudanças da sociedade. Qual é a sua opinião sobre o assunto?
Vasculhamos nosso arquivo e selecionamos algumas intervenções em edifícios históricos para ilustrar o tema. Veja todas, a seguir.
Segundo o Diário, "em virtude do tombamento efetuado por esta Lei ,fica proibida a demolição ou descaracterização arquitetônica das edificações, sendo obrigatória a aprovação do órgão competente do Município em caso de necessidade de quaisquer intervenções físicas no imóvel tombado."
Atingido por um incêndio em 1988, o bairro do Chiado, em Lisboa, teve boa parte de seus edifício danificada ou parcialmente destruída pelas chamas e passa, há mais de uma década, por um intenso projeto de restauração e recuperação liderada por ninguém menos que Álvaro Siza.
Dentre as estratégias empregadas pelo Pritzker português, apresentadas originalmente em 1989, está a reorganização dos percursos peatonais e a criação de passarelas elevadas que visam facilitar o acesso e o fluxo dos moradores e visitantes. Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, Siza concluiu recentemente a ligação entre um dos pátios do Convento do Carmo (Pátio B) ao Largo do Carmo e aos Terraços do Carmo através de um percurso para pedestres.
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou recentemente o Plano de Acessibilidade Pedonal, uma iniciativa que prevê a aplicação de 100 medidas até 2017 que facilitarão a mobilidade na capital do país. Algumas destas medidas consistem na criação de mais calçadas, ciclovias e o rebaixamento de alguns passeios, no entanto, uma das estratégias tem gerado polêmica: a retirada da calçada portuguesa.
O Plano de acessibilidade agora aprovado prevê que seja retirada a calçada portuguesa da cidade de Lisboa nos “locais onde represente um perigo”, já que esta dificulta o deslocamento das pessoas mais idosas e ou com problemas de locomoção em geral.
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Pedra de Santana, Bahia. Image via Ensinar História
Segundo levantamento de 2008 feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Brasil possui 14.000 sítios arqueológicos. Hoje, acredita-se que esse número já tenha saltado para 20 mil. Porém, desse total, somente 17 bens arqueológicos (11 sítios e 6 coleções) foram tombados pelo IPHAN, conforme esse instituto informa em seu site.
É possível visitar muitos deles com boa estrutura para receber o visitante. Há, porém, aqueles que se encontram em locais de difícil acesso e outros que precisam de autorização para serem visitados. A lista abaixo, em ordem alfabética por estado, limita-se aos sítios arqueológicos pré-coloniais, isto é, sítios com vestígios de ocupação anterior à chegada dos portugueses.
https://www.archdaily.com.br/pt/781740/sitios-arqueologicos-pre-coloniais-no-brasilJoelza Domingues / Ensinar História
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu inscrições para 20 bolsas de Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural. Os interessados em participar do processo seletivo podem se inscrever até o dia 1 de março de 2016.
Com duração 24 meses, m Mestrado Profissional destina-se a formar profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. O curso associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa.
Por meio da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o Parlamento emitiu uma deliberação, aprovada por unanimidade, em que afirma que, desde a sua inauguração, em 20 de março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa transformou-se "numa referência fundamental" na lusofonia. Os deputados acreditam que a medida exalta a "a união em torno da expressão em língua portuguesa no mundo". O documento será enviado, por via diplomática, às autoridades brasileiras.
Um dos centros culturais mais vibrantes do Brasil, São Paulo apresenta um vasto conjunto de obras arquitetônicas -antigas e contemporâneas - que merecem a atenção de qualquer cidadão ou turista. Para promover o encontro da população com o acervo disponibilizado a céu aberto – muito visto, mas pouco entendido –, a prefeitura de São Paulo promove um roteiro cultural guiado pelos pontos históricos e monumentos arquitetônicos que ajudaram a construir a história da cidade da garoa.
Com 9 opções, entre elas roteiro afro, arte urbana, futebol, café e a história da cidade, os roteiros partem dos CITs – Centros de Informação Turística – e acompanham um guia para informações detalhadas e um mapa do percurso. Acesse a programação completa aqui.
Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2015, a Secretaria Municipal de Cultura e o Departamento do Patrimônio Histórico farão um convite especial a paulistanos e turistas: a oportunidade de reconhecer seu patrimônio histórico, artístico e cultural, distribuído por diversos pontos da cidade. Neste fim de semana, será realizada a primeiraJornada do Patrimônio paulistana, nos moldes do que já ocorre em diversos países, como as Journées du Patrimoine na França e o Open House em Nova Iorque, Lisboa, Porto e outras cidades.
Além da vasta programação de palestras, cursos e atrações, a Jornada do Patrimônio vai abrir as portas de vários imóveis na cidade de São Paulo ,onde estarão disponíveis acervos e monitores para ensinar um pouco sobre esses pontos importantes da cidade e que acabam passando despercebidos na correria de uma grande metrópole.
A descoberta de um ancoradouro romano no subsolo de Lisboa, feita pelos arqueólogos durante a construção de um parque de estacionamento na Praça D. Luís I, deu origem a um documentário. Com esta obra, que inclui uma recriação em três dimensões de Olisipo, Raul Losada, realizador do filme, quer dar a conhecer a cidade com cerca de dois milênios que se esconde debaixo dos pés dos lisboetas.
O documentário Fundeadouro Romano em Olisipo, apresentado como “um projeto de divulgação do patrimônio arqueológico”, foi exibido pela primeira vez em outubro, no Museu Nacional de Arqueologia (MNA). Depois disso, o filme, com 55 minutos de duração, foi também projetado na Ordem dos Arquitectos e no Museu Marítimo de Ílhavo.
Um dos principais registros da arquitetura moderna paulista, o edifício sede do Departamento São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) teve sua proposta de tombamento em nível nacional aprovada hoje pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em uma reunião que aconteceu no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Brasília.
O IAB-SP foi criado em 1943, e a necessidade de ter um espaço próprio levou à realização de um concurso público nacional de arquitetura, em 1946, para a escolha do projeto da sede. Por decisão do júri, composto por Oscar Niemeyer, Firmino Saldanha, Hélio Uchôa, Fernando Saturnino de Britto e Gregori Warchavchik, as três equipes finalistas desenvolveriam o projeto definitivo em conjunto. Assim, com autoria de Rino Levi, Roberto Cerqueira Cesar, Miguel Forte, Jacob Ruchti, Galiano Ciampaglia, Zenon Lotufo, Abelardo de Souza e Helio Duarte, foi erguido um dos principais registros arquitetônicos de São Paulo entre 1947 e 1950.
Preservação Digital do Patrimônio Arquitetônico: CPA Balbina - arquiteto Severiano Mário Porto
O seminário "Preservação Digital do Patrimônio Arquitetônico: Centro de Proteção Ambiental da Usina Hidrelétrica de Balbina" tem por objetivo apresentar as pesquisas desenvolvidas sobre o projeto homônimo e divulgar o estado de abandono desta obra. Com o seminário,serão reunidas as pesquisas desenvolvidas por dois grupos de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro - PROARQ/FAU/UFRJ.