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Coz: O mais recente de arquitetura e notícia

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A diferença entre Alemanha e Brasil na contratação de projetos públicos: o caso da renovação da Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe

Para 2020 está prevista a reabertura ao público da Nova Galeria Nacional (Neue Nationalgalerie), em Berlim, após quase 6 anos fechada para a realização de obras de restauro e atualização. Um dos últimos projetos do arquiteto Mies van der Rohe, seu único do pós-guerra realizado na Alemanha, foi aberta em 1968 e é dedicada a abrigar a arte do século XX. Após mais de quarenta anos de uso, o edifício foi objeto de um longo processo de conhecimento, projeto, planejamento e obra. Os trabalhos estão em pleno andamento, sob a coordenação de uns dos mais prestigiados escritórios de arquitetura na Europa, David Chipperfield Architects.

A vasta experiência adquirida pela firma em projetos para novos museus e renovações, sendo uma das mais significativas a intervenção no Novo Museu, na Ilha dos Museus, também em Berlim, deu-lhe a capacidade técnica para o enfrentamento do problema de maneira precisa, autoral e eficiente. Pela bagagem, a encomenda e a escolha do escritório pareceriam óbvias, não fosse o proprietário do imóvel o governo alemão e não existisse a necessidade de seguir o rito da contratação pública. O processo que levou o escritório David Chipperfield Architects a estar à frente do projeto e da obra da Nova Galeria Nacional, no entanto, está longe da tradicional concorrência para a licitação de projetos que se vê no Brasil, e vale ser explicado.

Iphan divulga emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan divulgou esta semana a proposta vencedora de um concurso para selecionar o emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta foi apresentada no dia 16, um dia antes do Dia do Patrimônio Cultural no Brasil e véspera também do aniversário de 80 anos do Iphan.

Mais de 280 propostas foram enviadas para o concurso do emblema do patrimônio cultural. Os trabalhos foram avaliados por um júri composto por representantes de diversas instituições parceiras do Iphan: UNESCO, ICOMOS, Associação dos Designers Gráficos do Brasil, Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

Jornada do Patrimônio 2017 convida a conhecer a história de São Paulo através dos edifícios

Entre os dias 19 e 20 de agosto, a Secretaria Municipal de Cultura e o Departamento do Patrimônio Histórico fazem um convite especial a paulistanos e turistas: a oportunidade de reconhecer seu patrimônio histórico, artístico e cultural, distribuído por diversos pontos da cidade.

Neste fim de semana, será realizada a terceira edição da Jornada do Patrimônio paulistana, nos moldes do que já ocorre em diversos países, como as Journées du Patrimoine na França e o Open House em Nova Iorque, Lisboa, Porto e outras cidades. Com o tema “Construindo Histórias”, a edição de 2017 se difere das anteriores, abordando o diálogo do patrimônio histórico com o presente e o futuro da cidade.

Ciclo Espaço Público e Urbanidade I Patrimônio e Desenvolvimento Urbano

ARQ.FUTURO REALIZA SEMINÁRIO SOBRE PATRIMÔNIO E DESENVOLVIMENTO URBANO NA BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE

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A obra do arquiteto argentino Eduardo Sacriste: entre a educação e a construção de habitações populares

A obra do arquiteto argentino Eduardo Sacriste: entre a educação e a construção de habitações populares - Image 5 of 4A obra do arquiteto argentino Eduardo Sacriste: entre a educação e a construção de habitações populares - Image 6 of 4A obra do arquiteto argentino Eduardo Sacriste: entre a educação e a construção de habitações populares - Image 8 of 4A obra do arquiteto argentino Eduardo Sacriste: entre a educação e a construção de habitações populares - Image 9 of 4A obra do arquiteto argentino Eduardo Sacriste: entre a educação e a construção de habitações populares - Mais Imagens+ 9

O marco teórico e material na arquitetura de Eduardo Sacriste deixou um legado importante para os estudantes de arquitetura e os profissionais argentinos. Sua obra, que teve lugar entre a prática e o ensino, evidencia um arquiteto enquadrado nas tendências do movimento moderno, mas que valoriza a arquitetura e os costumes de seus habitantes locais.

Pondo um particular foco de atenção na capacidade da arquitetura como um meio de transformação social, sua atenção focou-se na habitação popular e vernacular argentina. Os projetos que desenvolveu são vistos principalmente na província de Tucuman, e são o resultado de um equilíbrio entre o simples, o eficiente e o reflexivo. A partir disso, considerava que a arquitetura deveria responder aos modos de vida das pessoas, e não às características do autor da arquitetura. Uma arquitetura que humilde, trabalhando com o sentido da razão e da economia.

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Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia

Pouco mais de dois séculos se passaram desde os acontecimentos que estabeleceram as bases para a libertação da Colômbia. Hoje em dia, perduram marcas da história materializadas no tempo e na paisagem - palcos de disputas e lutas; lugares que resguardam a identidade história do país. 

Em comemoração à independência de nosso vizinho latino, selecionamos 12 lugares emblemáticos relacionados à libertação do país há 207 anos, e que por seu valor estético, histórico e geográfico, realçam os valores da arquitetura e do urbanismo colonial e republicano na Colômbia. 

Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia - Image 1 of 4Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia - Image 2 of 4Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia - Image 3 of 4Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia - Image 4 of 4Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia - Mais Imagens+ 7

Departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo lança série de textos sobre os bens culturais da cidade

O Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) de São Paulo lançou no início deste mês uma uma série de textos sobre as regiões da cidade, destacando seus bens culturais mais emblemáticos.

Segundo a página do DPH, "a ideia é tratar não apenas de arquitetura, mas sim localizar esses bens na história paulistana, contribuindo para a compreensão dos diversos períodos de desenvolvimento da cidade."

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14 Edifícios tragicamente demolidos que mostram nossa atitude em relação à arquitetura

Imortalizados em fotografias, desenhos e histórias, edifícios que foram demolidos ou completamente reformados existem no domínio conhecido como "arquitetura perdida". Seja por razões econômicas ou estéticas, o antigo dá lugar ao novo, frequentemente para o desdém dos membros da comunidade e de arquitetos. Mas os edifícios antigos contam uma história sobre as políticas de preservação sempre em constante mudança - e frequentemente a contam muito melhor do que os edifícios ainda preservados poderiam contar. Como a paisagem arquitetônica continua a mudar em nosso redor, é importante reconhecer nosso passado, mesmo se seus traços foram eliminados do mundo físico.

Três obras de Eladio Dieste são tombadas pelo governo do Uruguai

No ano do centenário de seu nascimento, três obras de Eladio Dieste foram declaradas Monumentos Históricos pelo Ministério da Educação e Cultura do Uruguai no último dia 29 de junho. Os projetos se localizam no departamento de Maldonado e contribuirão com o dossiê uruguaio de "Sistema construtivo de cerâmica armada" para a lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Os 13 Patrimônios Culturais da Humanidade que ficam no Brasil

Com mais de cinco séculos de história registrada e muitos outros de tradições e e costumes anteriores à colonização, o Brasil figura na lista de Patrimônio Cultura da Humanidade da UNESCO com 13 sítios históricos.

O website Viagem Turismo compilou a lista com imagens e informações detalhadas de cada um deles, dentre os quais estão desde o Parque Nacional Serra da Capivara, "repleto de cavernas rochosas cobertas de pinturas rupestres" feitas há mais de 25 mil anos, até nossa moderna capital, Brasília, fundada em 1960 e tombada em 1987, com apenas 27 anos de existência.

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Restauro do campanário e abóbada principal da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Tarragona, Espanha

O objeto do restauro foi a igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Vistabella, obra do arquiteto Josep Maria Jujol, cujo projeto original data de 1917 e a construção de 1923. O edifício é uma magnífica e exclusiva obra inscrita na arquitetura catalã modernista. Uma verdadeira joia.

A pobreza dos materiais empregados, basicamente tijolos, argamassa e pedra, contrasta com a espetacular riqueza formal das soluções construtivas e estruturais: colunas, arcos e abóbodas conformam um espaço interior complexo, pessoal, rico, mágico e surrealista próprio do misticismo de Jujol, arquiteto, desenhista e pintor genial.

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Phyllis Lambert: herdeira de um império, arquiteta por opção

A sede do Centro Canadense de Arquitetura (CCA) em Montreal finalizou no dia 11 de junho uma exposição dedicada (e comissionada) por Phyllis Lambert. A arquiteta, ativista e crítica rejeitou seu destino como herdeira do império da destilaria Seagram e dedicou-se a arquitetura por paixão.

Depois de rejeitar categoricamente um projeto de arranha-céu, seu interesse a levou a ser diretora de planejamento do icônico Seagram Building aos 27 anos. Depois de elaborar uma lista de potenciais arquitetos, incluindo nomes do calibre de Frank Lloyd Wright e Le Corbusier. Lambert escolheu Mies van der Rohe como arquiteto principal e Philip Johnson para o projeto de interiores.

Sobre sua própria retrospectiva e celebração de seus 90 anos, o jornal espanhol El Pais dedicou um artigo recordando as desavenças de sua infância e adolescência com seu pai, sua paixão pela arquitetura e sua vida marcada pelo ativismo urbano e conservacionista. A arquiteta recebeu o Leão de Ouro por sua trajetória, atribuído pela Bienal de Veneza em 2014.

José Manuel Abad Liñán, autor do artigo " La heredera de la ginebra Seagram que marcó la historia de la arquitectura", explica o ponto de inflexão na vida de Lambert.

Sem ter formação de arquiteta, Phyllis assumiu o cargo de diretora de planejamento da torre [Seagram], um enorme volume de aço, bronze e vidro erguido na frente de um espaço limpo, uma praça, o que alivia a densa Park Avenue e o pescoço de quem queira contemplar o edifício. "Meu trabalho era ter certeza de que Mies construíra o edifício que queria e evitar que qualquer coisa, ou pessoa, o impedisse", disse. O orçamento inicial "que foi ridiculamente baixo", duplicou, superando os 30 milhões de dólares.

Leia o artigo completo neste link (em espanhol).

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6 Cidades antigas em perigo vistas do espaço

Nascida entre o Tigre e o Eufrates, a antiga Mesopotâmia, "a terra entre dois rios", é considerada o berço da civilização humana ou, pelo menos, um dos seus principais locais de nascimento. As descobertas arqueológicas apontam para este local as origens da agricultura, o nascimento da escrita e as primeiras religiões, governos e ordens sociais.

Esta terra histórica corresponde à maioria do atual Iraque e Kuwait, bem como a partes mais pequenas da Síria, Turquia e Irã. Não só esses países, mas todo o Oriente Médio em geral, é lar de tesouros antigos inestimáveis. No entanto, um grande número de sítios culturais estão em constante ameaça, já que muitas regiões do Oriente Médio vivem conflitos alimentados por causas econômicas, sociais e religiosas. Como conseqüência, a UNESCO incluiu vários destes sítios na Lista de Patrimônio Mundial em Perigo, com a esperança de que a comunidade internacional possa participar de um esforço para salvar esses tesouros ameaçados de extinção.

Para reforçar essa mensagem, a companhia Deimos Imaging divulgou imagens de satélite de seis sítios da lista de Patrimônio Mundial ameaçados, localizados na Síria, Iraque e Iêmen. As imagens foram registradas pelo satélite Deimos-2, colocado em órbita em 2014 e projetado para capturar imagens em alta resolução.

27 Obras de Oscar Niemeyer são declaradas patrimônio histórico nacional

No ultimo dia 7 de junho, o Ministério da Cultura determinou o tombamento de 27 obras públicas projetadas por Oscar Niemeyer. Entraram para a lista de patrimônio histórico brasileiro o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal, o Itamaraty, o Congresso Nacional, o Museu de Arte Contemporânea em Niterói, o Conjunto do Parque Ibirapuera em São Paulo, a Casa de Chá em Belo Horizonte e o Sambódromo do Rio de Janeiro. A partir de agora a preservação de todos estes edifícios passa a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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É possível construir para o futuro sem esquecer o passado? O caso da arquitetura iraniana

Tomando um táxi do Aeroporto Internacional Imam Khomeini em Teerã para a cidade, é impossível não notar a distribuição aparentemente aleatória de edifícios ao longo da rodovia; uma matriz de blocos de concreto díspares a mundos de distância das imagens da Mesquita Sheik Lotfollah que tipicamente aparecem nas capas de guias de viagem iranianos. "Minhas observações sobre arquitetura no Irã são semelhantes a muitos outros países que mudaram em termos de características arquitetônicas. O Irã também mudou," afirma arquiteto M. Reza Karfar. "Estamos agora na época onde tudo é produzido em massa e estamos apenas usando e usando, mas não criando memória de nada. Esse sentimento de pertencimento - é evidente - vai desaparecer. Você frequentemente vê uma casa de 50 ou 60 ou 200 anos ser simplesmente demolida para dar lugar a um edifício de quatro ou cinco pavimentos, e em cinco anos, este também será demolido."

Sem falar que o Irã deveria ser uma exposição para turistas, apenas com seus edifícios cobertos de mosaicos de azulejos, mas este medo da memória que desaparece nos espaços públicos é notável nas grandes cidades iranianas. E embora o assunto seja particularmente pertinente no Irã, como Karfar destaca, este fenômeno não é exclusivo deste país. Como resultado, o Irã pode oferecer algo como um estudo de caso para países em todo o mundo.

I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT-Cuiabá) e o CICOP-Brasil convidam profissionais e alunos de graduação para o “I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural: Fronteiras do Patrimônio”.
Pela primeira vez a UFMT vai sediar um congresso de nível nacional relativo ao assunto da preservação do patrimônio cultural. Trata-se de uma oportunidade de reunir especialistas sobre o assunto nesta universidade, de fomentar o debate regional - além do nacional - e de dar visibilidade ao patrimônio cultural desta vasta região que, embora já reconhecido pelo Iphan, ainda é pouco difundido em nível nacional.

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Projeto de Rino Levi recebe o prêmio Preservação de Patrimônio Moderno da APCA

O projeto de transformação da residência Castor Delgado Perez, criada por Rino Levi em 1958, na nova sede da Luciana Brito Galeria recebeu o prêmio Preservação de Patrimônio Moderno na categoria Arquitetura da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em 2016. No vídeo, a galerista Luciana Brito, o arquiteto José Armênio de Brito Cruz e a paisagista Klara Kaiser - todos premiados - revelam detalhes do processo. O vídeo, realizado pela APCA e pela Editora Monolito, foi dirigido por Fernando Serapião e contou com a parceria de fomento do CAU/SP.

O visível e o invisível na arquitetura brasileira

O livro “O visível e o invisível na arquitetura brasileira” constitui uma abordagem nova na análise da Arquitetura Moderna Brasileira por meio de 16 obras projetadas por diferentes arquitetos em distintas regiões do Brasil, entre as décadas de 1930 e 1960, que são tombadas ou estão em processo de tombamento.