Através de uma carreira de somente 13 anos, o arquiteto italiano Giuseppe Terragni (1904-1943) deixou um importante legado de obras construídas que hoje são referências obrigatórias da arquitetura moderna e racionalista.
Viajamos às cidades de Como e Milão para visitar quatro obras emblemáticas que refletiam claramente sua forma de projetar; baseado na configuração organizada dos elementos arquitetônicos, que aparecem limpos, puros e expressivos... individuais, mas conformando parte essencial de um conjunto harmônico.
Novocomum, Casa Rustici, Asilo Sant'Elia, Casa Giuliani Frigerio e um bônus, a seguir.
Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, vista através do escaneamento a laser
A técnica de escaneamento a laser vem sendo empregada há alguns anos no restauro de edificações. O edifício da FAU USP, por exemplo, teve suas fachadas escaneadas por uma equipe de especialistas da Universidade de Ferrara, Itália, com o intuito de identificar e mapear possíveis fissuras em suas empenas de concreto.
Mais recentemente outra obra icônica do modernismo brasileiro está passando pelo mesmo processo: A Casa de Vidro de Lina Bo Bardi no Morumbi, São Paulo. Também executada por especialistas de Ferrara, a tarefa de escanear a estrutura faz parte de um plano de restauro financiado pelo programa Keep it Modern da Getty Foundation que tem como objetivo mapear algumas patologias estruturais já conhecidas e identificar possíveis novas.
Pinacoteca do Estado de São Paulo. Fotografia de Marilane Borges, via Flickr. Licença: CC BY 2.0
O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) é o órgão responsável por proteger, valorizar e divulgar o patrimônio cultural no Estado de São Paulo. O tombamento de patrimônios vai além da proteção de imóveis: diversos locais podem ser tombados de modo a preservar parte da memória e história de municípios, além da trajetória da população do estado.
Belém do Pará. Image via http://turismo.ig.com.br/
Uma das cidades do mundo com maior riqueza de azulejaria, Belém (PA) deslumbra o visitante com a variedade de cores, desenhos, texturas e tamanhos dos seculares azulejos que constroem a narrativa histórica e cultural da cidade. No intuito de promover a beleza e a diversidade dessas peças que decoram as fachadas das edificações belenenses, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) lança na capital paraense o livro Azulejaria em Belém do Pará – Inventário – Arquitetura civil e religiosa – Século XVII ao XX.
O evento ocorrerá amanhã, 1º de setembro, com a palestra Azulejos de Belém às 16h00 seguida com o lançamento às 18h30, no anexo da Superintendência do IPHAN-PA, e terá participação da presidente do IPHAN, Kátia Bogéa.
Fábricas desativadas, casarões e prédios históricos abandonados têm sido ocupados, nesta última década, por coletivos de cultura ou por movimentos populares de moradia. Quais os sentidos e significados desse patrimônio ocupado? O que tais ocupações sinalizam para as políticas públicas de patrimônio?
Com base nestas questões, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza, no dia 30 de agosto, o encontro "O patrimônio ocupado: habitação, cultura e direito à memória", que tem por objetivo trazer à discussão diferentes experiências de ocupação, ligadas à luta por moradia, direito à cidade e à memória.
A Sapienza Università di Roma, a mais antiga instituição educacional de Roma, Itália, oferece um curso totalmente gratuito na área de arqueologia. O conteúdo está disponível na plataforma de ensino on-line Coursera e qualquer interessado em descobrir os fundamentos históricos e culturais da humanidade pode participar.
O curso Recuperando o Passado da Humanidade e Salvando o Patrimônio Universal (Recovering the Humankind’s Past and Saving the Universal Heritage) aborda elementos básicos da arqueologia, além de técnicas de investigação, preservação e difusão do patrimônio histórico mundial.
A publicação Educação Patrimonial: Inventários Participativosconsiste em um desdobramento do Programa Mais Educação, realizado através de uma parceria entre o MEC e o Iphan, nas escolas públicas do Brasil, com o objetivo de fazer com que os alunos identificassem suas referências culturais. O uso nesses espaços fez com que a sociedade se apropriasse deste instrumento para além dos muros das escolas e fosse usado por grupos e comunidades a partir de uma linguagem que se comunica com os indivíduos, contudo sem formalizar o reconhecimento por parte das instituições oficiais de preservação.
O Box arquitetura e patrimônio discorre de modo simples e objetivo as questões que envolvem a profissão de arquiteto e urbanista. Também propõe uma reflexão sobre o patrimônio cultural de nossas cidades.
Fundação Calouste Gulbenkian, projeto de Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa. Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
A nova lista indicativa de Portugal ao Patrimônio Mundial que foi recentemente concluída integra a obra construída de Álvaro Siza e a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – mais concretamente o conjunto constituído pelo edifício-sede (projeto dos arquitetos Ruy Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa) e pelo parque (projeto de António Viana Barreto e de Gonçalo Ribeiro Telles). Também a rota de Fernão de Magalhães, que em 1522 concluiu a primeira viagem de circum-navegação, e os caminhos portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela passam a integrar a lista.
A década de 1960 assistiu a vários movimentos das minorias, dentre eles o dos ambientalistas. Eles tinham como principal alvo de suas críticas o lançamento de grandes quantidades de produtos químicos no meio ambiente, sem o entendimento dos seus impactos sobre a biosfera.[1] Nesta década destacamos o início da mudança no olhar sobre a preservação do patrimônio que passou de uma visão tradicional que valorizava apenas os monumentos “excepcionais” à proteção a grupos de edificações históricas, à paisagem urbana e aos espaços públicos. “Quando se pensa em termos de patrimônio ambiental urbano, não se pensa apenas na edificação, no monumento isolado, testemunho de um momento singular do passado, mas torna-se necessário, antes de mais nada, perceber as relações que os bens naturais e culturais apresentam entre si, e como o meio ambiente urbano é fruto dessas relações”.[2]
O edifício do Cassino foi um marco na arquitetura modernista mundial, sendo inaugurado em 1942. Construído para compor o conjunto arquitetônico da Pampulha, o prédio foi projetado por Oscar Niemeyer a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek.
O uso do edifício como Cassino foi interrompido em 1946, quando foram proibidos os jogos de azar no Brasil. Ficou sem uso até 1957, quando foi criado o Museu de Arte de Belo Horizonte, atual Museu de Arte da Pampulha. Embora a edificação tenha passado por uma série de reformas para adaptação como Museu (1957-1959, 1984, 1995-1996, e 2005), ainda são necessárias adaptações de uso e restauro dos elementos arquitetônicos.
Muitas vezes o conceito de patrimônio é associado a algo que teve valor no passado e que merece ser conservado. No caso de uma obra de arquitetura, queríamos que alguns edifícios que conta nossa história se mantivessem intocados no tempo, sem considerar, em ocasiões, o uso e significado real do edifício nos nossos tempos. Nos fazemos a pergunta: segue tendo valor um edifício se seu uso está obsoleto?
Apesar da fascinação que temos por ruínas, em algumas ocasiões a conversão ou reabilitação podem ser a melhor alternativa - e seguramente a mais contemporânea - à conservação. Através delas é possível inovar em materiais, que podem agregar ainda mais valor ao passado da obra arquitetônica. Como também, converter espaços que inicialmente foram pensados para abrigar determinadas funções e que hoje admitem novos usos de acordo com a atualidade.
Conservar um edifício sem atualizar ou repensar suas funções pode o levar ao desgaste, o congelando no tempo e impedindo sua adaptação às próprias mudanças da sociedade. Qual é a sua opinião sobre o assunto?
Vasculhamos nosso arquivo e selecionamos algumas intervenções em edifícios históricos para ilustrar o tema. Veja todas, a seguir.
Segundo o Diário, "em virtude do tombamento efetuado por esta Lei ,fica proibida a demolição ou descaracterização arquitetônica das edificações, sendo obrigatória a aprovação do órgão competente do Município em caso de necessidade de quaisquer intervenções físicas no imóvel tombado."
Atingido por um incêndio em 1988, o bairro do Chiado, em Lisboa, teve boa parte de seus edifício danificada ou parcialmente destruída pelas chamas e passa, há mais de uma década, por um intenso projeto de restauração e recuperação liderada por ninguém menos que Álvaro Siza.
Dentre as estratégias empregadas pelo Pritzker português, apresentadas originalmente em 1989, está a reorganização dos percursos peatonais e a criação de passarelas elevadas que visam facilitar o acesso e o fluxo dos moradores e visitantes. Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, Siza concluiu recentemente a ligação entre um dos pátios do Convento do Carmo (Pátio B) ao Largo do Carmo e aos Terraços do Carmo através de um percurso para pedestres.
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou recentemente o Plano de Acessibilidade Pedonal, uma iniciativa que prevê a aplicação de 100 medidas até 2017 que facilitarão a mobilidade na capital do país. Algumas destas medidas consistem na criação de mais calçadas, ciclovias e o rebaixamento de alguns passeios, no entanto, uma das estratégias tem gerado polêmica: a retirada da calçada portuguesa.
O Plano de acessibilidade agora aprovado prevê que seja retirada a calçada portuguesa da cidade de Lisboa nos “locais onde represente um perigo”, já que esta dificulta o deslocamento das pessoas mais idosas e ou com problemas de locomoção em geral.
Videos
Pedra de Santana, Bahia. Image via Ensinar História
Segundo levantamento de 2008 feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Brasil possui 14.000 sítios arqueológicos. Hoje, acredita-se que esse número já tenha saltado para 20 mil. Porém, desse total, somente 17 bens arqueológicos (11 sítios e 6 coleções) foram tombados pelo IPHAN, conforme esse instituto informa em seu site.
É possível visitar muitos deles com boa estrutura para receber o visitante. Há, porém, aqueles que se encontram em locais de difícil acesso e outros que precisam de autorização para serem visitados. A lista abaixo, em ordem alfabética por estado, limita-se aos sítios arqueológicos pré-coloniais, isto é, sítios com vestígios de ocupação anterior à chegada dos portugueses.
https://www.archdaily.com.br/pt/781740/sitios-arqueologicos-pre-coloniais-no-brasilJoelza Domingues / Ensinar História
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu inscrições para 20 bolsas de Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural. Os interessados em participar do processo seletivo podem se inscrever até o dia 1 de março de 2016.
Com duração 24 meses, m Mestrado Profissional destina-se a formar profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. O curso associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa.