As cores e suas percepções são responsáveis por uma série de estímulos conscientes e inconscientes em nossa relação psíquico-espacial. Apesar de sua presença e variações presentes em todos os lugares, você já se questionou qual o papel delas na arquitetura?
Assim como os próprios elementos construtivos que compõe o objeto arquitetônico, a aplicação das cores nas superfícies também influencia a experiência do usuário no espaço. Segundo Israel Pedrosa, “A sensação colorida é produzida pelos matizes da luz refratada ou refletida pela substância. Comumente, emprega-se a palavra cor para designar esses matizes que funcionam como estímulos na sensação cromática. [...].” [1]
O estúdio de design britânico NEWSUBSTANCE estreou no Coachella Valley Music & Art Festival com um pavilhão de sete andares que leva os visitantes a uma “jornada de luz, cor e perspectiva em constante mudança.” O pavilhão de 23 metros de altura se chama "Spectra", apresenta uma forma espiral com mirante no topo e projeta uma faixa luminosa com as cores do arco-íris.
O espectro e cores é produzido pela separação das ondas de luz por seus diferentes graus de refração - e, subjetivamente, incorpora o espírito do festival Coachella. Através da manipulação das propriedades físicas da luz, Spectra é capaz de produzir mais de 16 milhões de cores.
https://www.archdaily.com.br/pt/892828/pavilhao-spectra-no-festival-coachella-leva-os-visitantes-a-uma-viagem-de-luz-e-coresNiall Patrick Walsh
A mais recente obra da artista e arquiteta Emmanuelle Moureaux, intitulada Color of Time, permite que os observadores percebam a passagem do tempo através das cores. A instalação faz parte de uma série chamada Art and Design, dialogue with materials, encomendada pelo Museu de Arte e Design da cidade de Toyama, que conta também com obras de outros artistas que utilizam diferentes materiais, explorando seu potencial e características.
Moureaux escolheu o papel, organizando mais de 100.000 recortes em uma grade tridimensional. Do nascer do sol, às 6:30, até às19:49, os recortes adquirem mais de 100 tonalidades diferentes, terminando em preto. Trata-se de uma experiência em que o observador pode acompanhar a lenta mudança de cor em 799 minutos.
Com um sistema inovador de fachada feito de vidro fotovoltaico colorido, o edifício com alta eficiência energética abrigará espaços flexíveis e áreas de convívio para mais de 250 funcionários.
Esta semana, os projetos coloridos roubam a cena. São poucos os arquitetos que se atrevem a usar a cor em suas obras, no entanto, o resultado pode ser incrível. Veja, a seguir, uma seleção de 15 fotografias de renomados fotógrafos, como Gregori Civera, Julien Lanoo e Imagen Subliminal, que mostram o potencial das cores na arquitetura.
Se você for daquelas pessoas que em alguns momentos sente que sua vida se tornou a cena de um filme, provavelmente vai gostar da página /r/AccidentalWesAnderson, do Reddit. Diretor, produtor, roteirista e ator, Wes Anderson é bem conhecido por criar cenas em seus filmes que diluem os limites entre o real e o onírico. A extrema simetria e as paletas de cores restritas muitas vezes passam a impressão de um mundo surreal. O propósito da página Accidental Wes Anderson é que os usuários postem fotos de ambientes e lugares reais que, de tão impressionantes, pareçam cenas tiradas de filmes de Wes Anderson. Veja, a seguir, uma seleção de algumas das fotografias publicadas na página.
O Millennial Pink, umtom de "algodão doce", já era utilizado nos cabelos, videoclipes, comida, maquiagem, roupa e outros tipos de acessórios desta geração. Agora esta cor também invadiu o mundo do design e arquitetura.
Mas atenção millenials, que muito antes de vocês nascerem, arquitetos como Ricardo Bofill e Luis Barragán já utilizavam esta cor como ferramentas identitárias de suas obras. Com isso em mente, apresentamos 13 projetos que demonstram que no mundo da arquitetura, o Millennial Pink também chegou para deixar sua marca.
Em qualquer cidade do mundo, há inúmeros exemplos de arquitetura desconhecida - bem projetados, inofensivos edifícios que se esforçam para agradar, não se destacando da multidão. Para o fotógrafo alemão Paul Eis, estes edifícios fornecem a tela perfeita para seu trabalho. Em sua conta no Instagram, the_architecture_photographer, Eis captura esses edifícios em sua melhor luz e, em seguida, adiciona digitalmente em cores brilhantes, transformando completamente essas estruturas opacas.
Procurando um novo passatempo para aguçar sua visão arquitetônica? Um novo jogo desenvolvido pela Dusty Road, intitulado Empty, pode ser exatamente o que você procura.
A Gensler's Shanghai Tower venceu o Prêmio Emporis Skyscraper de 2015. Selecionada entre mais de 300 edifícios de mais de 100 metros de altura concluídos em 2015, o júri da Emporis ficou impressionado com a "elegante forma cilíndrica em espiral" da Torre de Xangai e a "extraordinária eficiência energética", provida em parte por sua fachada dupla.
Desenvolvido por FilzFelt e pelo escritório Gensler de Los Angeles, os painéis modulares "Link" podem ser utilizados em uma variedade de aplicações: para divisórias de ambientes, para sombreamento, ou mesmo para amortecimento acústico. Acrescentando à essas funções, os painéis agregam alto valor estético aos ambientes internos graças às suas cores, formas e texturas interessantes. Os painéis foram projetados para resolver um problema específico no escritório da Gensler, onde painéis envidraçados vermelhos agem como uma declaração arquitetônica para ser visto desde a rua, distribuindo grosseiramente a luz dentro do espaço interior por trás da sala de conferência. Buscando uma solução de forma livre e flexível, e materiais macios para contrastar com a rigidez do vidro, os designers Gensler descobriram o feltro de lã e deram início ao desenvolvimento de "Link".
A Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo promove, em setembro, o curso livre "A Cor na Arquitetura e nos Espaços Interiores", organizado pela arquiteta Fernanda Moceri.
O curso tem como objetivo apresentar e investigar a importância e a influência das cores, tanto nos seres humanos como nos espaços arquitetônicos. Propõe estudar como a cor interage e muda o estado de ânimo das pessoas e as qualidades perceptivas de certos espaços. A proposta é abordar o fenômeno ‘cor’ desde o seu surgimento, como parte integrante da luz, até metodologias de aplicação de cores na arquitetura.
A "Gateway Tower" da Gensler é uma proposta conceitual de 610 metros de altura para o terreno de Chicago Spire. O projeto é o vencedor de um concurso internacional para uma nova mega estrutura para o terreno de 2,2 acres na 400 N. Lake Shore Drive. A proposta de uso misto refuta o modelo residencial de luxo que norteava o projeto de Santiago Calatrava, substituindo-o por uma proposta inspirada no turismo e no engajamento público. O volume da Gateway Tower é ainda ocupado em grande medida por programas residenciais, mas agora os apartamentos fazem par com espaços de hotel e atrações públicas que se conectam à orla e à cidade.
Na manhã de ontem foi aprovada no Conselho de Obras Especiais do Governo a reestruturação estética do emblemático projeto de recuperação e anexos para uma antiga fábrica de tambores na cidade de São Paulo, realizado por Lina Bo Bardi em 1977.
https://www.archdaily.com.br/pt/784784/sesc-pompeia-sera-alvo-de-reestruturacao-esteticaPedro Vada
A cidade vertical projetada pelos escritórios OMA e Buro Ole Scheeren em Singapura, conhecida como The Interlace, foi eleita o Edifício do Ano 2015 ao fim do World Architecture Festival (WAF). Elogiada por ser “um exemplo de pensamento arquitetônico ousado e contemporâneo”, segundo o diretor do WAF, Paul Finch, o projeto é o oitavo a receber a honraria e é considerado pelo júri uma “abordagem nova e radical em relação ao habitat contemporâneo em um ambiente tropical.”
Além do edifício do ano, também foram anunciados os vencedores das categorias Projeto Futuro, Paisagem, Projeto de Pequena Escala e o Color Prize. Conheça os vencedores, a seguir.
Nesta semana, selecionamos dez projetos que adotam o uso de diferentes cores no nosso Arquivo. O uso das cores traz uma arquitetura mais viva, lúdica, que pode favorecer, destacar e gerar diversas sensações no ambiente. Nesta seleção foram adotados os mais diferentes usos programáticos, projetos culturais, educacionais, comerciais e residencias estão presentes.
O Pantone Hotel, um hotel de sete pavimentos em Bruxelas cuja decoração é inspirada no famoso sistema de cores Pantone, foi projetado pelo designer de interiores Michel Penneman e pelo arquiteto Olivier Hannaert, e teve suas portas abertas em 2010. O hotel tem 59 quartos que obedecem a uma variedade de esquemas cromáticos que seguem o preciso sistema Pantone. O projeto é a apoteose da transição da companhia para o mercado de produtosde lifestyle, com o "Universo Pantone" abrangendo tudo, de canecas a abotoaduras, que seguem a especificação exata de seus códigos de identificação.