Sabemos que as cores podem influenciar nossas sensações e provocar diferentes percepções do espaço, o que reitera a importância do seu estudo nos projetos arquitetônicos e a relevância da concepção de uma paleta de cores coerente. O impacto que a cor pode provocar no espaço e nas pessoas que o habitam torna-se ainda mais perceptível quando todo o ambiente é envolvido com apenas uma cor. Nesses casos não há limites para a quantidade de elementos arquitetônicos em que a tonalidade escolhida pode ser aplicada. Pisos, forros, paredes, mobiliário e até mesmo as tubulações e eletrocalhas podem ter uma coloração específica atribuída para estar em concordância com o ambiente monocromático.
Para que serve a cor na arquitetura? A escolha da cor de uma fachada ou espaço pode afetar diretamente em nosso humor e produtividade: ela influência diretamente na maneira como percebemos e nos relacionamos com o espaço. As possibilidades são infinitas, desde cores que contrastam entre si até ambientes monocromáticos.
Apresentaremos a seguir um índice de artigos relacionados à cor na arquitetura publicados recentemente aqui no ArchDaily. Nesta lista você irá encontrar tudo aquilo precisa saber sobre o uso da cor na arquitetura, desde as principais estratégias de projeto até às últimas novidades e tendências além de um amplo catálogo de obras que exploram a cor em todas os seus tons e nuances.
Naturalmente associadas a características como simplicidade e clareza, mas também expressividade, vivacidade e energia, as três cores primárias, responsáveis por dar origem a outras cores, oferecem uma série de possibilidades de aplicação na arquitetura. Elementos cruciais das composições dos principais expoentes do movimento De Stijl, como Piet Mondrian, Theo van Doesburg e Gerrit Rietveld, o amarelo, azul e vermelho, quando usados em conjunto, tornaram-se uma espécie de ícone no design e na arquitetura, e para muitos profissionais da área, uma obsessão.
2020 foi sem dúvidas um ano marcado por transformações e novos paradigmas. Pela primeira vez na história após mais de 100 anos desde a Gripe Espanhola, enfrentamos uma pandemia que nos levou ao completo isolamento dentro de nossas casas. No que se refere ao campo do Design de Interiores, a quarentena fez com que milhares de pessoas em todo o mundo repensassem sua relação pessoal com o lar e diferentes espaços. No Brasil, apesar da alta em reformas e a aquisição de produtos da indústria moveleira, o segmento enfretou uma baixa, mas o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção deve crescer 3,8% em 2021, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP) em parceira com a Fundação Getulio Vargas (FGV) publicados no site da Revista Época Negócios.
Debruçados sobre os projetos de interiores brasileiros publicados nos últimos meses, somado a nossa experiência diária em curadoria, mapeamos 22 tendências que apontam o caminho para o futuro do Design de Interiores no terrítório brasileiro em 2021 e nos próximos anos. Baseado na integridade da seleção realizada, dividimos em cinco grandes grupos conceituais: Cores; Acabamentos e Superfícies; Integração Espacial; Economia e Ganho de Espaço; e Materiais Construtivos ressignificados nos Interiores. Confira a seguir:
Alguns arquitetos são apaixonados por cores, alguns são impassíveis a ela, outros a odeiam e tem aqueles que preferem descartá-la como algo desnecessário na arquitetura. Em um ensaio sobre o assunto, Timothy Brittain-Catlin menciona o "puritanismo inato entre os clientes de arquitetura", os arquitetos e seu "constrangimento em relação ao uso da cor", e como "o modernismo buscou contornar o uso das cores vibrantes na arquitetura". O debate sobre a cor na arquitetura está longe de ser algo novo, no entanto não há uma conclusão unânime, e provavelmente, nunca a teremos.
Atualmente, onde o estereótipo do arquiteto sobriamente vestido de preto ainda persiste, e enquanto meditamos silenciosamente sobre a estranha definição da Cosmic Latte, existem arquitetos que não têm medo de usar amplamente a cor em tudo o que fazem. Por isso, editamos uma lista com 7 importantes arquitetos que seguiram este caminho, tanto no passado como no presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/881425/7-arquitetos-que-nao-tem-medo-de-usar-as-cores-em-seus-projetosZoya Gul Hasan
Estou cansado de revistas de decoração e marcas de tintas tentando me vender suas monótonas paletas de cores “neutras”. Muitos afirmam que o “Bege Está de Volta,” que desde sempre os tons neutros têm sido considerados elegantes e capazes até de nos trazer paz e tranquilidade. Eu, pessoalmente, não acredito em nada disso. As paletas de cores minimalistas que encontro com frequência em muitos dos edifícios de arquitetura contemporânea não me relaxam, elas me aborrecem tanto que eu até fico com raiva. A idealização da alvura do mármore das ruínas greco-romanos é um mito. Hoje em dia todos nós sabemos que estas estruturas nunca foram brancas tal e qual nos foi ensinado na escola. Nossos antepassados nunca foram capazes de criar estruturas e espaços incolores. A sua arquitetura, por excelência, era nitidamente policromática.
Os seres humanos passam a maior parte de suas vidas no interior de uma edificação, seja para morar, trabalhar ou lazer. A COVID-19 evidenciou ainda mais esta questão durante o período de isolamento mostrando a necessidade de pensarmos projetos de edificações mais saudáveis e confortáveis.
Neste artigo são apresentadas algumas dicas para pensar projetos mais saudáveis, ressaltando a importância de ter um pensamento sistêmico que considere diferentes disciplinas, como a própria arquitetura, engenharia, ciência dos materiais, mecânica, fisiologia, psicologia, entre outros.
O escritório 100architects desenvolveu uma proposta para recuperar a ponte peatonal Puji Road em Xangai, China. Intitulado High Loop, o projeto procura transformar a plataforma de 1km de extensão em um equipamento lúdico e colorido, sem alterar profundamente sua estrutura.
A concepção de projetos residenciais lida a todo momento com pensar as formas de qualificar o cotidiano daqueles que ocuparão os espaços projetados diariamente. A ideia de subverter radicalmente o programa habitacional tem como limite justamente o contato com a vida do dia a dia, com as atividades e dinâmicas práticas domésticas e com um caráter de grande permanência dos usuários, o que faz com que a inovação e criatividade nesses casos estejam, em geral, materializadas em detalhes, articulações entre cômodos, pontos de interesse, mobiliários e formas de pensar o desenho dos interiores de forma agradável e adequada aos moradores.
Uma das formas de criar pontos de supresa e de quebra da monotonia de um conjunto padrão do programa residencial é o uso de cores de forma estratégica e pontual em ambientes internos. Associar elementos arquitetônicos como vigas, pilares, pisos, lareiras, painéis, armários a tons contrastantes entre si estabelece uma nova leitura para antigos componentes e pode mudar a percepção dos ambientes internos de forma inovadora. Reunimos a seguir uma seleção de projetos brasileiros que exploram o uso desse recurso em suas propostas para interiores.
Um ambiente monocromático é um espaço em que a maioria de seus elementos é de uma única cor. E, embora seja muito comum as cores escolhidas serem em preto e branco, devido à sua neutralidade, é possível usar qualquer paleta de cores, aproveitando seus infinitos tons, subtons ou matrizes.
Assim como as cores de uma pintura ou de uma fotografia abstrata podem despertar um certo humor, as cores de um edifício ou sala podem influenciar profundamente a sensação das pessoas que o usam. Fisiologicamente, diversos estudos mostraram que a luz azul retarda a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais alertas ou acordadas mesmo à noite. Psicologicamente, as pessoas associam determinadas cores a sentimentos por conta de símbolos culturais e experiências vividas - por exemplo, elas podem perceber a cor vermelha como ameaçadora ou assustadora por causa de sua conexão com o sangue.
No geral, a maneira como uma sala é pintada pode ter efeitos complexos sobre como seus usuários se sentem, ao mesmo tempo que uma fachada pode ser percebida de maneiras dramaticamente diferentes, dependendo de como são suas cores. Abaixo, resumimos as associações emocionais de todas as cores, avaliando seus efeitos diferentes à medida que cada uma é usada no espaço arquitetônico.
https://www.archdaily.com.br/pt/930326/como-as-cores-influenciam-a-arquiteturaLilly Cao
A cor pode ser um elemento que contribui muito para a qualidade de projetos de arquitetura. Seu uso eficiente pode transformar completamente a atmosfera de ambientes internos e externos, sinalizar usos específicos em espaços com características diferentes, ressignificar cômodos e destacar elementos arquitetônicos. Este se provou um recurso de grande sucesso, que inclusive se tornou marca registrada de alguns arquitetos importantes, como o caso dos mexicanos Luis Barragan e Ricardo Legorreta.
Existem muitas pesquisas sobre como as cores podem afetar o nosso humor, mas ainda é difícil estabelecer padrões para determinados comportamentos frente a diferentes tonalidades. O que podemos afirmar é que a escolha de uma cor para uma casa, de fato, reflete a personalidade do seu proprietário, o que atribui ao ambiente uma certa identidade e particularidade.
Embora as cores estejam presentes desde a arquitetura colonial na paisagem de nossas cidades, quando pensamos na arquitetura brasileira, em geral, nos vem a imagem de uma arquitetura brutalista, cobogós ou as formas de Niemeyer - sempre com materiais aparentes ou cores neutras.
No entanto, a produção contemporânea traz cada vez mais elementos coloridos que quebram essa corrente. Selecionamos quinze projetos nacionais que através das cores destacam elementos de sua arquitetura e geram uma diferente percepção do espaço.
Já é um clichê falar que hoje em dia qualquer um pode ser um fotógrafo, basta ter um smartphone. Isso não quer dizer que não seja verdade; as possibilidades de investigação fotográfica com esses aparelhos são praticamente infinitas e vêm sendo cada vez mais exploradas pelos usuários de redes sociais e pelo mercado.