1. ArchDaily
  2. Copehague

Copehague: O mais recente de arquitetura e notícia

Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos

Áudio disponível

Em 1948, Robert Moses estabeleceu o Aterro de Fresh Kills na costa oeste de Staten Island. O local, escolhido por sua área pantanosa remota e pelo baixo valor da terra, deveria ser temporário; no entanto, em 1955, já era o maior aterro do mundo, chegando a receber até 29 mil toneladas de resíduos por dia em seu pico, em 1991. Em 2001, após mais de cinquenta anos de operação contínua, Fresh Kills cobria 2.200 acres (cerca de três vezes a área do Central Park) e era, de modo nada espetacular, visível do espaço. No início, Moses não pretendia projetar um lixão, mas sim — sem usar essa palavra — uma nova topografia com quatro colinas artificiais que se elevavam a até sessenta metros acima do nível do mar, construídas inteiramente a partir dos resíduos acumulados do cotidiano de oito milhões de pessoas.

Essa topografia está agora, lentamente, se transformando em um parque. O escritório James Corner Field Operations venceu o concurso internacional de projetos lançado pela prefeitura em 2001, desenvolvendo um plano diretor chamado Lifescape, que levará trinta anos para ser concluído. As quatro colinas do aterro estão sendo seladas, cobertas de vegetação e gradualmente abertas ao público. O metano proveniente da decomposição dos resíduos é capturado e direcionado para uma rede de energia, ao mesmo tempo em que as áreas úmidas são restauradas ao redor das colinas artificiais. Um vestígio do consumo de Nova York transformado em uma façanha da engenharia ecológica e em um ato de gestão da memória institucional — uma maneira de fazer com que a paisagem mais constrangedora da cidade pareça, aos poucos, com algo que ela sempre deveria ter sido.

Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos - Image 1 of 4Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos - Image 2 of 4Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos - Image 3 of 4Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos - Image 4 of 4Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos - Mais Imagens+ 10

Como a gastronomia ativa espaços comunitários em Copenhague

 | Artigo patrocinado

Através de sua nova culinária nórdica, a cena gastronômica em Copenhague vem crescendo em popularidade e se tornando um grande atrativo para habitantes e visitantes. A sua gastronomia enraizada e sazonal, bem como os seus conceitos tradicionais de convívio, tornam qualquer experiência gastronômica na cidade uma experiência holística, uma vez que está ligada aos produtos e, claro, ao ambiente. Uma refeição agradável, naquela que é uma das cidades mais alegres do mundo, requer um lugar, um projeto e planejamento específicos que alimentem atividades comunitárias e de lazer. Esses espaços deverão se tornar ainda mais cobiçados, já que Copenhague sediará o Congresso Mundial de Arquitetos UIA.

Acesso exclusivo

Hiroshi Sambuichi: Arquitetura começa com "água, ar e sol"

Em meu trabalho como arquiteto, minha ideia é ressaltar a beleza de um lugar específico. O sol, a água e o ar nesse local específico. Assim, minha arquitetura tornará o lugar o mais bonito possível. O que mais me interessa é ressaltar a beleza de um lugar. É por isso que passo muito tempo a explorar os materiais em movimento nesses locais. 

Neste vídeo produzido pelo Louisiana Channel, o arquiteto japonês Hiroshi Sambuichi explica sua abordagem de projeto através da observação e reverência das condições naturais de um local específico, como se vê em sua instalação recentemente concluída, "The Water", atualmente em exposição no Museu Cisterns em Copenhague.