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Comunidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade

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Há algumas semanas, o Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA) anunciou a estudante ganhadora do subsídio de viagem RIBA Norman Foster 2023. Trata-se da peruana Martha Pomasonco que obteve a bolsa em reconhecimento ao seu projeto intitulado “Barrios Mejorados”.

A pesquisa que conquistou o júri investigará o impacto dos mais bem-sucedidos programas de melhoria nos assentamentos informais aplicados em alguns países latino-americanos a fim de encontrar lições de projeto relacionadas à sustentabilidade social e ambiental. Sua investigação parte da ideia de que 80% da população da América Latina vive em cidades, o que a torna a região mais urbanizada do planeta. Dessa porcentagem, entretanto, estima-se que 15% viva em assentamentos informais caracterizados principalmente pela infraestrutura inadequada e baixa qualidade de vida. Por este motivo, nos últimos 30 anos, diferentes programas de melhoria foram aplicados tendo como fator chave para seu sucesso a participação dos cidadãos em todas a etapas de projeto.

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Explorando a sabedoria vernacular: uma jornada pela arquitetura enraizada na tradição e na comunidade

Em um momento marcado por desafios ambientais e uma crescente demanda por autenticidade e diversidade cultural, os arquitetos estão recorrendo cada vez mais aos sistemas de conhecimento indígena não apenas como fontes de inspiração, mas como soluções viáveis para se adaptar e responder aos desafios locais e globais. Como guardiãs tradicionais da terra, as comunidades indígenas possuem uma compreensão profunda de seus ecossistemas, materiais disponíveis localmente, normas culturais e restrições sociais. Esse conhecimento é valioso para a arquitetura contemporânea, podendo ajudá-la a se adaptar tanto às pessoas quanto aos seus ambientes.

As práticas vernaculares e indígenas estão surgindo como base para a reimaginação arquitetônica, dando informações sobre disposições espaciais, escolha de materiais e técnicas de construção, ao mesmo tempo em que permite a integração da inovação e da expressão contemporânea. Essa cuidadosa combinação de tradição e modernidade pode ter um impacto significativo em termos de sustentabilidade, pois arquitetos que adotam a abordagem indígena para aproveitar os recursos disponíveis podem não apenas criar estruturas enraizadas em seu contexto, mas também minimizar o impacto ecológico da construção. Além disso, colaborar diretamente com as comunidades indígenas leva a projetos que priorizam a participação comunitária, a sensibilidade cultural e ao desenvolvimento sustentável.

Arquitetura emocional: como soluções contextuais podem combater a "epidemia do tédio"

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Em seu mais recente TED Talk, Thomas Heatherwick lamenta uma condição que afeta áreas da cidade definidas por edifícios monótonos, ou o que ele chama de "epidemia de tédio". Reconhecendo a funcionalidade que impulsionou esses projetos, ele afirma que essa característica por si só não pode garantir que as estruturas se tornem partes ativas da vida urbana, pois muitas vezes não conseguem provocar uma resposta emocional nas pessoas. Heatherwick explica que, em sua opinião, essa função emocional, ou a capacidade dos edifícios de significar algo para seus usuários e visitantes, é essencial. Quando bem-sucedida, a arquitetura pode contribuir positivamente para a qualidade de vida e bem-estar de seus moradores, promover a coesão social e contribuir para um senso de identidade. Então, como a arquitetura pode provocar uma conexão emocional positiva e fornecer um pano de fundo agradável para as comunidades que atende?

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Henning Larsen divulga projeto para terminal de balsas nas Ilhas Faroe

O escritório Henning Larsen acaba de divulgar o projeto da nova sede e terminal de balsas da Smyril Line em Torshavn, a capital das Ilhas Faroe. O edifício rende homenagem aos tradicionais barcos de pesca locais e ao histórico porto oriental, ao mesmo tempo em que envolve o pitoresco cenário natural. A nova sede terá três funções principais, sendo ao mesmo tempo um terminal de balsas, um edifício de escritórios e um centro logístico.

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Snøhetta e MADWORKSHOP criam instalações para a mostra "Time Space Existence" na Bienal de Veneza 2023

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Na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o Centro Cultural Europeu (ECC) apresentou a sexta edição de sua extensa exposição de arquitetura intitulada Time Space Existence. A edição de 2023 da mostra coletiva chama a atenção para as expressões de sustentabilidade em suas várias formas, abrangendo desde o foco no meio ambiente e paisagem urbana até debates sobre inovação, reuso, comunidade e inclusão. 217 projetos de participantes renomados como Snøhetta ou MADWORKSHOP e profissionais emergentes como Urban Radicals ou ACTA estão atualmente em exibição até 26 de novembro de 2023, nos Palazzos Bembo e Mora, e nos Jardins de Marinaressa em Veneza.

Em resposta às mudanças climáticas, as instalações apresentadas investigam novas tecnologias e métodos de construção que reduzem o consumo de energia por meio de design circular e desenvolvem materiais de construção inovadores, orgânicos e reciclados. Os participantes também abordam a justiça social ao apresentar soluções habitacionais idealizadas para comunidades deslocadas e minorias, enquanto outros examinam as tensões entre o ambiente urbano construído e a natureza que o cerca para identificar oportunidades de coexistência.

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Arquitetura de pés descalços: 10 projetos de Yasmeen Lari, vencedora da RIBA Royal Gold Medal 2023

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Yasmeen Lari, reconhecida como a primeira arquiteta do Paquistão, teve um impacto significativo tanto em seu país de origem quanto internacionalmente devido à sua abordagem inovadora e socialmente consciente em relação à arquitetura. Através de uma visão sistemática, o trabalho de Lari leva em consideração a cultura local, as oportunidades específicas da região e os desafios. Nascida no Paquistão em 1941, Yasmeen Lari mudou-se para Londres com sua família aos 15 anos. Depois de se formar na Oxford Brooks School of Architecture, ela voltou ao Paquistão aos 23 anos para iniciar a Lari Associates com seu marido, Suhail Zaheer Lari. O casal se estabeleceu em Karachi. Ali, ela começou a estudar as cidades antigas do Paquistão e a arquitetura vernacular de terra, despertando seu interesse pelo patrimônio arquitetônico e pelas técnicas tradicionais de seu país. Em 1980, ela cofundou a Heritage Foundation of Pakistan com seu marido, uma fundação ativa na preservação do rico patrimônio cultural do Paquistão.

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Casas multifuncionais: que papel a residência está assumindo?

Moradias podem ser entendidas como a forma mais significativa e primária de arquitetura, já que a casa está intimamente relacionada à ideia de abrigo, uma das necessidades básicas da humanidade. Nas palavras do arquiteto Mario Botta, “Enquanto houver um homem que precisa de uma casa, a arquitetura ainda existirá.” No entanto, apesar de sua ubiquidade, ou talvez por causa dela, é difícil encontrar uma definição exata de uma casa. Ao longo da história, diferentes funções e espaços foram adicionados e subtraídos desta unidade, refletindo diretamente o caráter da sociedade que a produziu.

A lista de expectativas que uma casa deve cumprir é longa e está sempre em evolução: fornecer espaços íntimos e seguros onde se possa recarregar energia, mas, ao mesmo tempo, permitir interação, acolhendo amigos e familiares; é o local de lazer e relaxamento, mas também o local da maioria dos trabalhos de cuidado, além de fornecer um pequeno escritório para o início de empreendimentos. Essa tendência de exigir que uma unidade residencial cumpra múltiplos papéis foi aumentada a níveis sem precedentes durante a pandemia. Preocupações com a saúde levaram ao fechamento da maioria dos espaços de trabalho, o segundo lugar onde as pessoas passam a maior parte do tempo, e de cafés, restaurantes, cinemas e shopping centers, os “terceiros lugares”. De repente, a casa teve que se tornar um espaço multiuso.

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Co-living "de marca": um espaço para comunidade ou conformidade?

Transformações sociais dramáticas, como pandemias e avanços tecnológicos, exigem mudanças dramáticas nos estilos de vida. Os arquitetos continuam explorando e propondo novos modelos de habitação, sempre atendendo às necessidades mais recentes da sociedade. O modelo de co-living é um exemplo que se tornou um sucesso estrondoso nas últimas décadas. Redefinindo a maneira como as pessoas vivem, o co-living busca fornecer uma forma de habitação social econômica. Embora amplamente voltada para as gerações mais jovens, a indústria de co-living está evoluindo para atender a vários grupos e nichos.

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Heatherwick Studio projeta Campus e Parque Comunitário Harley-Davidson em Milwaukee, nos EUA

O escritório Heatherwick Studio foi contratado para transformar um elemento central da sede da Harley-Davidson em Milwaukee, EUA, o campus da Avenida Juneau. O local deve se tornar um parque público e um espaço verde de encontro para os funcionários da empresa de motocicletas, bem como para a comunidade local. Em seu centro, o parque contará com um anfiteatro de grande escala e um espaço de eventos acessível para motociclistas.

Perkins & Will inicia a construção de edifício de madeira maciça na Universidade da Colúmbia Britânica

A Perkins & Will acaba de iniciar a construção do Projeto Gateway para a Universidade da Colúmbia Britânica. O projeto será o principal ponto de entrada para o campus e também o novo centro para enfermagem, cinesiologia, ciências da linguagem e clínicas de saúde da universidade. Este projeto é inspirado na paisagem local e no povo Musqueam, que há séculos ocupa esse território.

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Adjaye Associates e Holst Architecture divulgam biblioteca voltada para a comunidade de Portland

O escritório Adjaye Associates, em colaboração com o Holst Architecture, divulgou as primeiras renderizações para a nova East County Library em Portland, Oregon, uma nova instalação que oferecerá uma gama diversificada de serviços e programas. O projeto do edifício de mais de 8.800 metros quadrados foi concebido a partir de amplo envolvimento da comunidade. Várias organizações locais ajudaram nesses esforços organizando eventos comunitários, divulgação entre adolescentes e pesquisas. Como o projeto está atualmente na fase preliminar, as imagens apresentadas provavelmente serão alteradas com a resposta da sociedade.

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Fusão entre Habyt e Common: o setor de co-living em recuperação

O interesse em co-living está aumentando, e isso foi enfatizado pela fusão entre a maior operadora de co-living nos EUA, Common, e seu equivalente europeu, Habyt. As duas empresas administram mais de 4.000 apartamentos nos EUA e 7.000 apartamentos na Europa e na Ásia, conforme relatado pelo The Wall Street Journal. O termo co-living refere-se a uma forma moderna de habitação em grupo, onde os residentes compartilham espaços comuns para socializar, cozinhar e se reunir, e têm acesso a comodidades compartilhadas, como serviços de limpeza ou dog walking.

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As melhores entrevistas de arquitetura de 2022

Oferecer espaço e amplificar a voz de arquitetas, arquitetos e outros profissionais do ambiente construído é um grande privilégio. É, também, um enorme desafio, pois exige de nossa equipe de conteúdo muita investigação e tempo. O esforço é, no entanto, gratificante, pois nos coloca em contato direto com alguns dos talentos mais proeminentes de nosso campo disciplinar que vêm discutindo assuntos como cidades, metaverso, comunidade, meio ambiente, democracia, sustentabilidade, tecnologia da construção e interiores, para mencionar apenas alguns.

O que é cocriação no contexto da arquitetura e do urbanismo?

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Nos últimos anos, o termo “cocriação”, uma palavra da moda no setor de negócios e gestão, entrou no discurso da arquitetura e do planejamento urbano. O termo é usado para definir um conceito amplo que descreve o trabalho intencional para a criação de algo em conjunto. Mas a arquitetura já é o resultado de uma colaboração entre vários atores como arquitetos, clientes, investidores e governo local, para citar alguns. Dessa forma, poderia o termo ainda ser aplicado a este campo, trazendo novas formas de conhecimento que diferem do design participativo?

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5 Cidades mostram como é possível prosperar em tempos turbulentos

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A história mostra que, quando atingidas por crises e desastres, as cidades em geral se recuperam e saem mais fortes e resilientes do que antes. O grande incêndio de Chicago ficou famoso por dar origem aos arranha-céus. Surtos de doenças contagiosas contribuíram para políticas de saúde pública e para as práticas modernas de saneamento. A devastação causada pela Segunda Guerra Mundial catalisou investimentos sem precedentes em habitação e infraestrutura.

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Inscrições Abertas para o 3º Encontro de Urbanismo Colaborativo

Depois do sucesso da primeira edição em 2016, em Curitiba, e da segunda edição ano passado, em Brasília, o Instituto COURB leva o 3º Encontro de Urbanismo Colaborativo para Fortaleza, no Ceará, nos dias 12, 13 e 14 de Novembro.

Centro multicultural da AIX Arkitekter levanta a questão: O que faz um bom projeto comunitário?

Recentemente, muito foco tem sido dado na participação da comunidade na arquitetura. Mas o que é preciso para que isso aconteça de fato?

A fim de promover um ambiente comunitário, um projeto deve engajar um público grande e variável, além de oferecer algo único. Este novo desenho da AIX Arkitekter pretende criar um novo centro multicultural chamado "The" Meeting Point" em Täby, na Suécia. O centro combina atividades esportivas e culturais únicas, no coração de uma infraestrutura ecológica existente, para promover oportunidades e envolvimento da comunidade.

O centro "Meeting Point" utiliza tanto atividades internas quanto externas. Essa dinâmica também se traduz em toda a linguagem do edifício através de elementos de transparência e paisagismo. Os volumes em interseção fazem com que vários espaços de atividade se sobreponham, promovendo interações entre as pessoas e o programa.

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7 arquitetos criam 7 novos espaços comunitários sob um viaduto japonês em desuso

Um trecho de mais de 100 metros sob um viaduto de trem em Koganecho, distrito de Yokohama, Japão, sofreu uma reforma progressiva em que sete tipos diferentes de espaços comunitários, cada um projetado por um arquiteto diferente, foram construídos dentro de uma grade espacial pré-definida. Historicamente, havia muitas questões sociais na área, em grande parte em relação ao seu lucrativo mas perigoso mercado negro e como área de prostituição. Uma vez que a atividade ilegal foi erradicada em 2005, a passagem subterrânea apresentou uma grande oportunidade de redesenvolvimento social, e o projeto resultante - o Centro Koganecho - enfatizou um antigo compromisso cultural japonês, onde o que uma vez foi quebrado é usado para fazer algo novo .

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