Este artigo foi originalmente publicado em 04 de junho de 2018. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.
Com atividade iniciadas em 1974 e projeto desenvolvido pela arquiteta Ivone Macedo Arantes – na época funcionária do Departamento de Cemitérios da Prefeitura de São Paulo - o Crematório Jayme Augusto Lopes, popularmente conhecido como Crematório de Vila Alpina, localiza-se no Jardim Avelino, zona leste da cidade de São Paulo, e é tido como o primeiro crematório do Brasil e da América latina e considerado um dos maiores do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/895691/classicos-da-arquitetura-crematorio-vila-alpina-ivone-macedo-arantesEquipe ArchDaily Brasil
Este artigo foi originalmente publicado em 01 de setembro de 2017. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.
Durante décadas, a região da Avenida Paulista teve caráter estritamente residencial e com proibição previamente estabelecida ao processo de verticalização. Apenas a partir da década de 1950, após investimentos financeiro e imobiliário, incentivado pela Prefeitura, iniciou-se o processo de adensamento populacional da região e os grandes casarões existentes passaram a ser substituídos por edifícios verticais, dando lugar aos primeiros prédios de caráter residencial neste eixo.
Novembro de 1943, faltando ainda ano e meio para o encerramento da grande tragédia do século XX, a 2ª guerra mundial e aqui no Brasil o mesmo tempo para o fim da ditadura do Estado Novo, um grupo de notáveis arquitetos da cidade de São Paulo, liderados por Vilanova Artigas, criam o Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de São Paulo. Cotizados, compram o terreno de 300 m² localizado na esquina das ruas Bento Freitas com General Jardim, a duas quadras da estação de metrô da Praça da República, novo centro da cidade de São Paulo, sucedendo ao antigo centro colonial, do outro lado do Vale Anhangabaú. Em 1945, organizam o 1º Congresso Brasileiro de Arquitetos realizado nesta capital. A seguir, a ação extraordinária foi a construção de seu edifício sede, cuja primeira etapa foi a realização em outubro de 1946 de um concurso, para o qual foram recebidos treze projetos. O júri, constituído de arquitetos cariocas Oscar Niemeyer, Firmino Saldanha e Hélio Uchoa também teve a colaboração de Gregori Warchavchik e Fernando Saturnino de Brito, decidiu pela reunião das equipes que apresentaram as três melhores propostas – equipes chefiadas por Rino Levi, Miguel Forte e Abelardo de Souza. Projetos de arquitetura moderna nesta cidade que antecederam o projeto da sede para o IAB-SP, foram para os edifícios Esther (1935), Prudência (1944), Louveira (1946) e a sede do jornal O Estado de SP (1946).
https://www.archdaily.com.br/pt/906850/classicos-da-arquitetura-iab-sp-edificio-sede-rino-levi-miguel-forte-abelardo-de-souza-e-equipeMaria Helena Flynn
O projeto do Centro Cultural é do arquiteto Oscar Niemeyer e foi batizado com seu nome. Localizado na cidade de Goiânia, no estado de Goiás, foi construído sobre uma esplanada de 26 mil metros quadrados, a Esplanada da Cultura, praça que era destinada à realização de shows e eventos, que homenageia o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek. O complexo é composto por quatro edifícios geometricamente puros: um retângulo que abriga uma biblioteca pública, um cilindro onde fica o Museu de Arte Contemporânea (MAC), um cambota que abriga o Palácio da Música e uma pirâmide de 36 metros de altura que abriga o Monumento aos Direitos Humanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/906657/classicos-da-arquitetura-centro-cultural-oscar-niemeyer-oscar-niemeyerHenrique Bezerra de Araújo, Thiago Pitaluga Rezende e Guaraciaba Rosa de Oliveira
Localizado no coração de Providencia, em Santiago do Chile, este conjunto habitacional é um dos muitos projetos produzidos a partir da política estadual de construção de moradias e desenvolvimento de melhoramentos urbanos, impulsionados através do CORVI, após sua criação em 1953 durante o governo de Carlos Ibáñez del Campo.
Encomendado pela Caja de Empleados Particulares nos terrenos da antiga Casa Nacional da Criança, o projeto é concebido sob a ideia de construir um conjunto capaz de consolidar-se como uma peça urbana dentro da cidade, sendo facilmente identificável, e fomentando a integração espacial e coesão social. São princípios que o enquadram e refletem a notável influência arquitetônica do movimento moderno, nas bases projetuais que definiram o futuro do projeto.
Sobre o topo da colina, no local escolhido para fundação da cidade, de onde se avista toda o sítio urbano e o mar, num espaço vacante entre a Sé e a Casa de Câmara, foi plantada uma semente da arquitetura moderna no Brasil.
Conjunto Residencial Torres de Tajamar. Image Cortesía de EAD / PUCV
Muitas e variadas são as lições que podem ser coletadas ao visitar ou estudar uma obra de arquitetura: se prestarmos atenção à distribuição dos programas, uniões construtivas, soluções materiais, relações com o contexto, implantação ou qualquer outro assunto, estes virão a materializarem-se como claras ideias que posteriormente podemos adotar em nossos projetos.
Diante disso e entendendo que existem maneiras variadas de abordar um problema arquitetônico, listamos a seguir uma lista de diversas estratégias projetuais que definem certas espacialidades em clássicos da arquitetura residencial chilena, realizando um agrupamento de algumas das operações mais significativas em cada caso.
A ampliação da Ala Sainsbury da Galeria Nacional, desenvolvida pelo escritório Venturi Scott-Brown (1991) nasceu de um embate entre os neo-modernistas e os tradicionalistas que passaram grande parte da década anterior discutindo sobre a direção das cidades britânicas. O local da extensão tornou-se um dos campos de batalha mais simbólicos da arquitetura britânica, uma vez que uma campanha para interromper seu redesenvolvimento com um esquema Hi-Tech de Ahrends Burton Koralek levou à recusa desse projeto em 1984.
Poucos bairros possuem um conjunto de arquiteturas residenciais modernas de tanta qualidade como Higienópolis. Obras de Vilanova Artigas, Artacho Jurado, Rino Levi, entre muitos outros arquitetos de destaque, convivem com palacetes históricos entre suas ruas arborizadas. O loteamento planejado foi o primeiro a receber iluminação a gás, arborização, linhas de bondes, redes de água e esgoto na cidade paulistana. E, por situar-se majoritariamente em cotas mais altas, não apresentava enchentes e era menos propenso a contaminação de doenças como febre amarela, tifo e malária. Ocupado originalmente pela aristocracia paulistana, até hoje é um bairro extremamente valorizado e procurado. Sobretudo entre as décadas de 40 e 50 diversos lotes foram ocupados por edifícios modernos de alta qualidade projetual, construtiva e espaços generosos.
As ilustrações foram desenvolvidas por Fabrizio Lenci, arquiteto, ilustrador e sócio do escritório Vapor 324, para o Jornal A quadra, a partir da seleção desenvolvida por André Scarpa. Confira abaixo um pouco da história de cada um dos edifícios desenhados:
Le Corbusier foi contratado pelo presidente da Associação de Proprietários de Moinhos para projetar a sede da organização em Ahmedabad, uma cidade historicamente ativa no comércio têxtil da Índia. O edifício é um manifesto físico que representa a proposta de Le Corbusier para uma arquitetura indiana moderna. Construído em 1954, é a primeira das quatro comissões concluídas em Ahmedabad.
https://www.archdaily.com.br/pt/895441/classicos-da-arquitetura-edificio-da-associacao-de-proprietarios-de-moinhos-le-corbusierRennie Jones
Como uma das obras mais recentes do aclamado arquiteto, ganhador do Pritzker, I.M. Pei, o Museu Suzhou foi construído no coração de sua cidade natal, Suzhou, na China. Como um dos últimos modernistas sobreviventes, o arquiteto se esforçou para reunir tanto suas sensibilidades modernistas quanto o vernacular local. Situado na parte nordeste do bairro histórico de Suzhou, o museu fica ao lado do famoso Zhong Wang Fu, um complexo de residências históricas do século XIX e do Jardim do Administrador Humilde, um jardim do século XVI listado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. [1]
As imagens deste artigo foram capturadas em 2016 pelo fotógrafo Chenxing Mi, baseado em Roma. Leia o artigo completo abaixo.
Pavilhão de São Cristóvão. Image Cortesia de Bernardes Arquitetura
Com uma vida profissional marcada pela densa produção e pesquisa, não apenas arquitetônica, mas em uma série de outros campos inter-relacionados, Sérgio Bernardes começou a trabalhar muito jovem e aos treze anos fundou sua primeira oficina de maquetes. Aos quinze anos – antes mesmo de ingressar na faculdade de Arquitetura – concebeu seu primeiro projeto, a residência Eduardo Baouth, em Itaipava, no Rio de Janeiro, para amigos de seus pais. Além da arquitetura, também percorreu por outros campos, como o da marcenaria, por exemplo.
Em 1948 graduou-se na Faculdade de Arquitetura pela Universidade do Rio de Janeiro, período em que a arquitetura moderna encontrava-se em destaque no cenário internacional, pois o país já havia participado da Exposição Mundial de 1939 em Nova Iorque e trabalhos modernos brasileiros já haviam sido expostos no MoMA em 1943. Antes mesmo de completar a graduação, Sérgio obteve sua primeira publicação em arquitetura, com o projeto do Country Club em Petrópolis, pela revista L’Architecture d’Aujourd’hui.
Apesar de nascida na capital italiana, Lina Bo Bardi tornou-se uma das figuras mais importantes a sintetizar a cultura brasileira ao mundo e ao próprio país, unindo arquitetura, política e cultura popular. Seu perfil inquieto e sua ânsia à quebra de tradicionalismos fez do Brasil o território ideal à aplicação de seus ideais.
Entre os elementos arquitetônicos que Lina trabalhou ao longo de sua obra, a qualidade material e cultural é fundida na busca pela integral poesia dos espaços. Para além dos elementos concretos e solidificados, a arquiteta buscou o desenvolvimento de um trabalho pautado pela presença dos elementos culturais e uma intensa discussão política, idealizando uma arquitetura pautada pelo rompimento de barreiras entre o erudito e o popular.
A arquitetura parece inerentemente incompatível com o nosso mundo móvel - enquanto uma é estática, o outro está em constante movimento. Dito isto, a arquitetura teve e continua tendo um papel significativo na facilitação do rápido crescimento e evolução do transporte: os carros precisam de pontes, os navios precisam de docas e os aviões requerem aeroportos.
Ao criar elementos para apoiar nossa infraestrutura de transporte, arquitetos e engenheiros buscaram mais do que a funcionalidade. A arquitetura do movimento cria monumentos - ao poder governamental, à conquista humana ou ao próprio espírito de movimento em si. AD Clássicos é uma coleção continuamente atualizada do ArchDaily dos projetos arquitetônicos mais importantes do mundo. Aqui reunimos sete projetos que representam símbolos permanentes de uma civilização perpetuamente em movimento.
Com uma pequena homenagem a edifícios emblemáticos do nosso país, o concurso tem como objetivo estimular o olhar para as arquiteturas icônicas de nossas cidades.
Sábado (19/08/2017), conjuntamente com os eventos da III Jornada do Patrimônio, foi dia de passeios arquitetônicos guiados pelas ruas da cidade de São Paulo. Os circuitos percorridos foram os sugeridos pela plataforma Passeios de Arquitetura <www.passeiosiabsp.com.br> (desenvolvida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil Departamento São Paulo), que tem como objetivo divulgar a Arquitetura do centro de São Paulo entre arquitetos profissionais, estudantes, turista e público interessado em geral. Na plataforma online, além das rotas sugeridas, é possível encontrar textos e imagens acerca das obras indicadas no mapa. Assim como nas edições anteriores da Jornada do Patrimônio, o ponto de encontro e partida foi o Edifício do IAB/SP (projeto de Rino Levi, Roberto Cerqueira César, Jakob Ruchti, Miguel Forte, Galiano Chiampaglia, Aberlardo de Souza, Hélio Duarte e Zenon Lotufo).
https://www.archdaily.com.br/pt/880569/passeios-iab-sp-e-as-jornadas-do-patrimonio-em-sao-pauloRafael Schimidt e Karina Tengan
O Edifício Nações Unidas, projetado por Abelardo Riedy de Souza, em 1953, localiza-se na esquina da Avenida Paulista com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Juntamente com o importante e icônico Edifício Três Marias, também projetado pelo arquiteto, apresenta características de costura com o tecido urbano e constitui-se de um ícone atemporal para a região.
No ano de 1969, William Ramos Abdalla foi convidado a projetar uma residência para sua irmã e família, em um terreno instigante: localizado aos pés da Serra do Curral e às margens da Praça do Papa.
A leveza do bloco de concreto e sua relação intima com a Serra direcionaram o partido arquitetônico do edifício, que inicialmente era composto por dois grandes balanços estruturados por quatro esbeltos pilares, coroados por uma cobertura em paraboloides hiperbólicos, marco da obra de Abdalla. Porém, a complexidade estrutural trouxe a necessidade da alteração da volumetria, que ganhou sua forma final após as palavras da cliente, poeta, expressou com o movimento em arcos de seus braços o desejo em trazer a montanha para a casa – surgem daí os grandes arcos em concreto aparente que trazem a leveza à implantação da residência.