Um dos filmes mais comentados do ano faz parte de uma consagrada franquia que tem a cidade como um de seus principais personagens. O grande protagonista é um super-heróis muito conhecido, mas não é possível falar em Batman sem falar de Gotham City. Neste episódio, o Arquicast conversa sobre a versão mais recente da saga do homem-morcego em sua jornada para salvar Gotham das mãos do crime organizado e restabelecer algum sentido de cidadania que traga união e esperança para a desigual e maltratada população da cidade.
Imagem de Maillarts Brücken (2001), de Heinz Emigholz.
A fotografia é historicamente utilizada para documentar a arquitetura. Já no primeiro registro fotográfico, o objeto capturado foi a propriedade do seu inventor, Joseph Nicéphore Niépce. Apesar de comumente vista sob a ótica de registro da verdadeira obra de arte (o edifício capturado), a fotografia arquitetônica, mais do que um instrumento a serviço dessas estruturas, é uma arte por si só e, dessa forma, possui linguagem e questões estéticas próprias.
Em termos gerais, as artes cênicas são todas aquelas disciplinas que ocorrem em um palco, embora a dança, o teatro e a música sejam os três eixos principais. No entanto, desfiles, procissões religiosas, festas populares e carnavais também têm uma clara dimensão de palco. É por isso que o espaço de palco é tão importante não só para as apresentações destas disciplinas, mas também para a realização de todo um processo corporal e espacial que se apoia na arquitetura.
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Cortesia A Broken House, Documentário da The New Yorker dirigido por Jimmy Goldblum
“A Broken House” é um documentário dirigido por Jimmy Goldblum que retrata a história de Mohamad Hafez, um cidadão sírio que se mudou para os Estados Unidos em um visto de entrada única para estudar arquitetura e não pôde mais voltar para seu país natal. Enfrentando seu destino, canalizou a saudade de casa em seu trabalho artístico e começou a produzir esculturas em miniatuira de sua terra, construindo a "Damasco de suas memórias".
“Se você não pode voltar para casa, porque você não cria sua casa". Ao contar a história das pessoas que lá habitam, o projeto arquitetônico ganha uma dimensão política após o início da guerra civil síria, retratando a extensão da destruição sofrida pela cidade, humanizando os refugiados e compartilhando suas histórias.
Wade caminha pelas ruas de Ohio, cidade onde se passa o filme. Fonte: DubaiWeek (2018), sob termos de "fair use"
O cinema é uma ótima ferramenta para estimular discussões e reflexões sobre o espaço que vivemos, dialogando profundamente com a arquitetura e o urbanismo através de cenários e locações. Os filmes podem abordar questões atuais sobre esses campos de estudo e introduzi-los nas suas narrativas, abrindo caminhos para novos debates.
O longa de 2018, Jogador Nº 1, dirigido por Steven Spielberg, nos traz uma série de questões sobre urbanismo, relações sociais, cidades contemporâneas, conflitos ambientais e também como as novas tecnologias podem interferir na relação do indivíduo com os espaços públicos. Ao longo do texto, serão apresentadas discussões sobre como esses fatores se fazem presentes no nosso convívio e nos novos conceitos de cidade.
O ano de 2021 foi turbulento – a pandemia causada pelo novo coronavírus persiste, obrigando as indústrias de design e construção a continuar se adaptando por dois anos seguidos. À medida que os métodos de trabalho remoto e comunicação continuam a ser ajustados e aprimorados, uma infinidade de eventos virtuais fez com que o discurso arquitetônico fora dos paradigmas ocidentais e eurocêntricos pudesse ocupar um espaço central na discussão da arquitetura global.
O ano de 2021 não foi extremamente um ano perdido para muitas empresas do ramo da construção civil, muito pelo contrário. Apenas no último quadrimestre, a Herzog & de Meuron concluiu a construção de três importantes instituições museais ao redor do mundo: o M+ em Hong Kong, o projeto de Ampliação do Museu Küppersmühle em Duisburg e a Sede ST International e SONGEUN Art Space em Seul. Para celebrar estas novas adições ao já vasto repertório de obras da dupla de arquitetos suíços, e procurando destacar algumas de suas abordagens mais inovadores, a Herzog & de Meuron lançou recentemente uma série de três pequenos vídeos-documentários sobre cada uma destas obras—focando nas diferentes abordagens utilizadas e na forma como cada projeto se apropria de seus contextos e localizações geográficas específicas.
Metropolis. Direção: Fritz Lang. Distribuidora: Kino Video, 1927. 1 DVD (153 min) e a possibilidade de um futuro distópico. Fonte: Screenshot do filme
O Belas Artes À La Carte é um streaming de filmes pensado para quem ama cinema. Seu catálogo, que conta com cerca de 400 títulos, inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e, principalmente, aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos.
Outro diferencial são as mostras de cinema. Recentemente o À La Carte trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana, espanhola e suiça. Sabendo da estreita e prolífica relação entre arquitetura e cinema, o ArchDaily e o Belas Artes À La Carte se uniram em uma parceria que oferece aos leitores um mês gratuito de acesso ao catálogo de filmes da plataforma!
A ocupação territorial responde a uma série de fatores e é a partir do desenvolvimento econômico e da distribuição de renda, trabalho e serviços no território que vemos cidades crescerem e se espalharem. Bairros e regiões vão sendo transformadas pouco a pouco, como resposta aos modelos econômicos atuais. Essa lógica cria vazios urbanos em forma de construções completas, dotadas de toda infraestrutura, e mesmo assim desocupadas ou subutilizadas. A trajetória dos centros antigos e dos cinemas de rua ilustra essa lógica e nos faz refletir sobre como lidar com esses desafios da cidade contemporânea.
O fotógrafo de arquitetura e cineasta Kevin Siyuan lançou seu mais recente curta-metragem, intitulado A Wes Anderson-ish Singapore. O documentário de 30 minutos foi produzido como parte da exposição virtual Singapore Through My Eyes, parte do Singapore Archifest, e enfoca o planejamento urbano, arquitetura, bairros, parques, espaços verdes e como a população de Singapura se adaptou à pandemia.
Casa Curutchet em La Plata, Argentina. Foto: Wikimedia.org, licença CC
Neste episódio do Arquicast, a conversa é sobre um filme que, apesar de ambientado no único projeto de Le Corbusier efetivamente construído em toda a América Latina, tem toda sua trama centrada em um elemento arquitetônico, digamos, quase secundário, do ponto de vista compositivo da obra: o muro da divisa dos fundos. Estamos falando do premiado filme argentino O Homem ao Lado. As relações de vizinhança e a própria arquitetura servem de ponto de partida para os diretores falarem de temas espinhosos como direito de propriedade, desigualdade social, cultura e intolerância.
Detroit, Berlim, Seul, Los Angeles, Sarajevo, Nova York e Brasília. Selecionamos documentários que apresentam parte da história e do desenvolvimento de cada uma dessas cidades para você explorar o mundo pelo cinema, sem sair de casa. Confira a nossa lista:
Os filmes de Hayao Miyazaki são amados há décadas por crianças e adultos. Sua animação e narrativa únicas revolucionaram os filmes de animação em todo o mundo.
Eles estão entre os filmes de animação de maior bilheteria no Japão e foram indicados diversas vezes ao Oscar. A Viagem de Chihiro ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2003 e, em 2014, o próprio Miyazaki recebeu um prêmio honorário por seu impacto no cinema.
Escadaria labiríntica. Screenshot da série. Cortesia de Netflix
Pessoas morrem em Squid Game. Muitas pessoas. Mas apesar de violência ser um dos ingredientes mais apelativos para o sucesso (ou fracasso) de uma produção para televisão, não é por isso apenas que a série se tornou tão popular no mundo todo. Cultura pop, cenários hipnotizantes e uma trama repleta de metáforas sociais contribuem para isso.
Lançada pela Netflix no dia 17 de setembro deste ano, Squid Game (conhecida também como Round 6) já é a maior série realizada em um idioma que não o inglês, disse Ted Sarandos, co-CEO e Chefe de Conteúdo da plataforma de streaming, e tem grandes chances de se tornar a maior série já produzida pela gigante do entretenimento. Escrito e dirigido por Hwang Dong-hyuk, o survival thriller narra a jornada de 456 pessoas mergulhadas em dívidas que competem por um generoso prêmio em dinheiro de 45.6 bilhões de wons – aproximadamente R$210 milhões.
O episódio do Arquicast desta semana fala sobre competências e habilidades na formação do arquiteto e urbanista que podem ser aproveitadas em atividades profissionais que ultrapassam o campo da arquitetura. Divididas em 3 categorias, as 21 carreiras trazidas no artigo de Ariana Zilliacus para o ArchDaily demostram a amplitude de opções disponíveis para a atuação de arquitetos e arquitetas, e uma alternativa real de driblar a concorrência no mercado.
O filme vencedor dos principais prêmios do Oscar de 2021 é o tema do mais recente episódio sobre arquitetura e cinema do Arquicast. Nomadland, dirigido pela chinesa radicada nos EUA Chloé Zhao, retrata a vida de uma mulher que, com a perda do marido e da estabilidade financeira, passa a viver em uma van, cruzando o oeste americano adotando um estilo de vida denominado como nômade. O filme mostra a realidade das pessoas que, por diferentes motivos, encontram-se nesta condição e nos faz refletir sobre o sentimento de pertencimento a um lugar, sobre o significado do habitar hoje e sobre as relações de afeto que estabelecemos com cidades e paisagens às quais vivenciamos. Quem conversa com a gente sobre estas questões é Romullo Baratto, mestre em arquitetura e cinema pela FAU-USP e Gerente Editorial do ArchDaily.
Filmes vêm sendo estudados por arquitetos e outros profissionais interessados no campo da arquitetura e urbanismo por oferecerem uma perspectiva mais sutil e responsiva de nossa disciplina, nos informa o arquiteto e professor finlandês Juhani Pallasmaa. A partir de suas particularidades técnicas e estéticas, o cinema pode ir além da simples representação e ser um poderoso meio de transmissão de ideias e conceitos ligados à arquitetura e o espaço urbano.
A 8ª edição do Arquiteturas Film Festival explorou o tema Bodies Out of Space através de uma excursão sobre a construção social do espaço conectado a um fio que circula dentro das suas próprias narrativas de dominação. Narrativas também sobre identidade que muitas vezes é retirada ou forçada a representar o nosso corpo.
https://www.archdaily.com.br/pt/964782/cinema-e-arquitetura-assista-aos-filmes-premiados-no-arquiteturas-film-festivalEquipe ArchDaily Brasil