A ocupação territorial responde a uma série de fatores e é a partir do desenvolvimento econômico e da distribuição de renda, trabalho e serviços no território que vemos cidades crescerem e se espalharem. Bairros e regiões vão sendo transformadas pouco a pouco, como resposta aos modelos econômicos atuais. Essa lógica cria vazios urbanos em forma de construções completas, dotadas de toda infraestrutura, e mesmo assim desocupadas ou subutilizadas. A trajetória dos centros antigos e dos cinemas de rua ilustra essa lógica e nos faz refletir sobre como lidar com esses desafios da cidade contemporânea.
O fotógrafo de arquitetura e cineasta Kevin Siyuan lançou seu mais recente curta-metragem, intitulado A Wes Anderson-ish Singapore. O documentário de 30 minutos foi produzido como parte da exposição virtual Singapore Through My Eyes, parte do Singapore Archifest, e enfoca o planejamento urbano, arquitetura, bairros, parques, espaços verdes e como a população de Singapura se adaptou à pandemia.
Casa Curutchet em La Plata, Argentina. Foto: Wikimedia.org, licença CC
Neste episódio do Arquicast, a conversa é sobre um filme que, apesar de ambientado no único projeto de Le Corbusier efetivamente construído em toda a América Latina, tem toda sua trama centrada em um elemento arquitetônico, digamos, quase secundário, do ponto de vista compositivo da obra: o muro da divisa dos fundos. Estamos falando do premiado filme argentino O Homem ao Lado. As relações de vizinhança e a própria arquitetura servem de ponto de partida para os diretores falarem de temas espinhosos como direito de propriedade, desigualdade social, cultura e intolerância.
Detroit, Berlim, Seul, Los Angeles, Sarajevo, Nova York e Brasília. Selecionamos documentários que apresentam parte da história e do desenvolvimento de cada uma dessas cidades para você explorar o mundo pelo cinema, sem sair de casa. Confira a nossa lista:
Os filmes de Hayao Miyazaki são amados há décadas por crianças e adultos. Sua animação e narrativa únicas revolucionaram os filmes de animação em todo o mundo.
Eles estão entre os filmes de animação de maior bilheteria no Japão e foram indicados diversas vezes ao Oscar. A Viagem de Chihiro ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2003 e, em 2014, o próprio Miyazaki recebeu um prêmio honorário por seu impacto no cinema.
Escadaria labiríntica. Screenshot da série. Cortesia de Netflix
Pessoas morrem em Squid Game. Muitas pessoas. Mas apesar de violência ser um dos ingredientes mais apelativos para o sucesso (ou fracasso) de uma produção para televisão, não é por isso apenas que a série se tornou tão popular no mundo todo. Cultura pop, cenários hipnotizantes e uma trama repleta de metáforas sociais contribuem para isso.
Lançada pela Netflix no dia 17 de setembro deste ano, Squid Game (conhecida também como Round 6) já é a maior série realizada em um idioma que não o inglês, disse Ted Sarandos, co-CEO e Chefe de Conteúdo da plataforma de streaming, e tem grandes chances de se tornar a maior série já produzida pela gigante do entretenimento. Escrito e dirigido por Hwang Dong-hyuk, o survival thriller narra a jornada de 456 pessoas mergulhadas em dívidas que competem por um generoso prêmio em dinheiro de 45.6 bilhões de wons – aproximadamente R$210 milhões.
O episódio do Arquicast desta semana fala sobre competências e habilidades na formação do arquiteto e urbanista que podem ser aproveitadas em atividades profissionais que ultrapassam o campo da arquitetura. Divididas em 3 categorias, as 21 carreiras trazidas no artigo de Ariana Zilliacus para o ArchDaily demostram a amplitude de opções disponíveis para a atuação de arquitetos e arquitetas, e uma alternativa real de driblar a concorrência no mercado.
O filme vencedor dos principais prêmios do Oscar de 2021 é o tema do mais recente episódio sobre arquitetura e cinema do Arquicast. Nomadland, dirigido pela chinesa radicada nos EUA Chloé Zhao, retrata a vida de uma mulher que, com a perda do marido e da estabilidade financeira, passa a viver em uma van, cruzando o oeste americano adotando um estilo de vida denominado como nômade. O filme mostra a realidade das pessoas que, por diferentes motivos, encontram-se nesta condição e nos faz refletir sobre o sentimento de pertencimento a um lugar, sobre o significado do habitar hoje e sobre as relações de afeto que estabelecemos com cidades e paisagens às quais vivenciamos. Quem conversa com a gente sobre estas questões é Romullo Baratto, mestre em arquitetura e cinema pela FAU-USP e Gerente Editorial do ArchDaily.
Filmes vêm sendo estudados por arquitetos e outros profissionais interessados no campo da arquitetura e urbanismo por oferecerem uma perspectiva mais sutil e responsiva de nossa disciplina, nos informa o arquiteto e professor finlandês Juhani Pallasmaa. A partir de suas particularidades técnicas e estéticas, o cinema pode ir além da simples representação e ser um poderoso meio de transmissão de ideias e conceitos ligados à arquitetura e o espaço urbano.
A 8ª edição do Arquiteturas Film Festival explorou o tema Bodies Out of Space através de uma excursão sobre a construção social do espaço conectado a um fio que circula dentro das suas próprias narrativas de dominação. Narrativas também sobre identidade que muitas vezes é retirada ou forçada a representar o nosso corpo.
https://www.archdaily.com.br/pt/964782/cinema-e-arquitetura-assista-aos-filmes-premiados-no-arquiteturas-film-festivalEquipe ArchDaily Brasil
Henry Fonda em “12 Angry Men”. Screenshot do filme
As relações entre arquitetura e o cinema é tema recorrente nos episódios do Arquicast. São dois tipos de arte, com propósitos diferentes, mas que se complementam e influenciam mutuamente, através de atributos comuns como a ativação da memória coletiva, a valorização da imagem como uma forma de linguagem e o poder de provocar sentimentos e sensações nos usuários/expectadores. A equipe responsável pelo podcast gosta tanto de falar sobre cinema que criou uma série específica sobre isso e já realizou uma dezena de episódios sobre o assunto.
Poucos campos da cultura e das artes apresentam tantos pontos de contato com a arquitetura como o cinema. A constatação não é nova e vem sendo debatida no plano teórico por autores de ambas as áreas desde o início do século XX. Em relação à prática, a arquitetura vem buscando incorporar aspectos imateriais do cinema na mesma medida em que este tem servido como meio de discussão, representação e denúncia de temas pertinentes àquela e ao espaço urbano.
Exemplo disso é a produção da dupla ítalo-francesa Bêka & Lemoine, cujos filmes mostram um olhar sensível aos pormenores e singelezas da arquitetura e do espaço urbano. Seu portfólio – composto atualmente por 30 títulos, entre longas e médias-metragens – lança luz sobre o cotidiano urbano de diferentes cidades do mundo e revela uma mirada atenta aos aspectos mais banais da vida humana no espaço.
Seguindo os temas das edições anteriores do festival que abordaram questões contemporâneas relativas ao ambiente construído, o Arquiteturas Film Festival, que acontecerá entre os dias 1 e 6 de junho em Lisboa, continua a oferecer um fórum aberto para discussão, por meio de histórias audiovisuais pessoais, coletivas e globais vindas de todos os cantos do mundo.
A 8ª edição do Arquiteturas explora o tema Bodies Out of Space através de uma excursão sobre a construção social do espaço conectado a um fio que circula dentro das suas próprias narrativas de dominação. Narrativas também sobre identidade que muitas vezes é retirada ou forçada a representar o nosso corpo. Contra algumas suposições atuais, vemos este paradigma perceptivo — um epítome da visão de nossos tempos — como fundamentalmente social, espacial e corporal.
O Cinema espelha a arquitetura. Enquanto a pandemia de Covid-19 fecha os cinemas em todo o mundo por meses, a indústria olha para o futuro com o objetivo de repensar a experiência de ir ao cinema. Décadas atrás, em 1920, à medida que as multidões se aglomeravam no cinema após a pandemia de 1918, a indústria se transformava ao responder a novos modos de assistir a filmes juntos.
A 8ª edição do festival Arquiteturas Film Festival, que acontecerá entre os dias 1 e 6 de junho em Lisboa, explora o tema “Bodies Out of Space” através de uma excursão sobre a construção social do espaço conectado a um fio que circula dentro das suas próprias narrativas de dominação. Narrativas também sobre identidade que, muitas vezes, é retirada ou forçada a representar o nosso corpo.
O festival se dedica a representar, a cada edição, documentários, ficções, animações e filmes experimentais com relevância para a divulgação da arquitetura portuguesa contemporânea, ao nível nacional e internacional. A edição de 2021 não é diferente, tendo sido dividida em três pilares distintos: na seleção oficial, na programação de competição e na programação do país convidado.
https://www.archdaily.com.br/pt/958652/arquiteturas-film-festival-explora-tema-bodies-out-of-space-com-selecao-de-filmes-de-angolaEquipe ArchDaily Brasil
Representar o mundo real está, sem nenhuma dúvida, na gênese do cinema, uma arte que nasce da fotografia, posta em sequência para oferecer ao espectador a impressão de movimento. Tão verdade, que o primeiro registro fílmico de que se tem notícia, de 1895, mostrava a chegada de um trem à estação de Ciolat, na França – um acontecimento banal no cotidiano das cidades europeias do século XIX.
Entretanto, por mais que a realidade concreta faça parte do cinema, não se pode negar que o fascínio exercido por esta arte venha, em grande medida, de sua capacidade de criar mundos imaginários, ativar espaços mentais e desencadear emoções. Nesse sentido, o mundo real pode muitas vezes não bastar como combustível, inspiração ou pano de fundo das histórias elaboradas por diretoras e roteiristas, exigindo das equipes de direção de arte e cenografia a criação de realidades outras, imateriais, que sirvam de base para a narrativa.
O episódio mais recente do Arquicast trata do premiado e surpreendente filme sul-coreano Parasita (2019). O diretor Bong Joon-Ho nos convida a refletir sobre fatos e estigmas de uma realidade social que, apesar de focada numa determinada cultura, é representativa de contextos urbanos diversos, como o sul-americano. A luta de classes, afinal, é característica das sociedades modernas e se vê refletida nos espaços que abrigam essas sociedades. Neste sentido, Parasita é uma aula sobre como as desigualdades estruturais desenham a qualidade do ambiente onde vivemos.
Promovido pelo Centro Acadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFJF (CACAU UFJF), o programa de audiovisual doCACAU visa a democratização do ensino da Arquitetura para a comunidade, em conjunto com o saber cultural e social, como forma de transmitir o conhecimento obtido para fora dos muros da Universidade. Ele conta com vertentes internas voltadas para a produção audiovisual e atualmente de podcasts, também para serem publicados nas mídias do Centro Acadêmico.