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Cinema e arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Cinema-Estúdio Namibe: A Reabilitação de um Ícone do Modernismo Tropical Angolano

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O que sustenta o propósito de uma arquitetura que nunca foi ocupada? Durante décadas, essa foi a pergunta que rondou o Cinema-Estúdio de Namibe, construído na costa da Angola, em 1973. Concebido para ser um espaço de exibição cinematográfica, o edifício permaneceu fechado e abandonado sem nunca exercer o papel para o qual foi criado. Ainda assim, sobreviveu ao tempo, tornando-se um ícone da paisagem e da arquitetura angolana, até finalmente exibir seu primeiro filme quase cinquenta anos depois.

Mas o que manteve esse edifício vivo no imaginário coletivo durante tanto tempo? Teria sido justamente sua arquitetura ousada e singular capaz de atribuir significado a uma obra que nunca teve um uso?

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Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio

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“Um banheiro é um lugar onde todos são iguais, não tem rico e pobre, idoso e jovem, todos são parte da humanidade”. Essa reflexão foi compartilhada por Wim Wenders, expoente do Cinema Novo Alemão e diretor do filme Dias Perfeitos (2023), ao ser questionado sobre os marcantes cenários de sua mais recente obra. Os banheiros públicos de Tóquio foram escolhidos por Wenders para construir uma narrativa que oferece profundas reflexões sobre a solidão, a simplicidade e a beleza da vida cotidiana.

A história gira em torno de Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha como faxineiro de banheiros públicos em Tóquio. Sua vida é simples e rotineira, mas preenchida por pequenos prazeres e momentos de contemplação. Um cotidiano humilde que contrasta com as arquiteturas tecnológicas, coloridas e inovadoras dos banheiros públicos nos quais o protagonista passa o dia limpando.

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O poder das emoções: como o espaço nos comove?

“O sabor da maçã está no contato da fruta com o paladar, não na fruta em si”, disse uma vez Jorge Luis Borges. O gosto não é algo em si, sua experiência é o resultado de um encontro. Da mesma forma, as emoções não estão contidas na arquitetura, mas são sentidas apenas a partir do encontro do corpo com o espaço, quando este se torna um lugar. Como o ambiente afeta o modo como nos sentimos? Essa é a pergunta que move a dupla de artistas e cineastas Ila Bêka e Louise Lemoine em seu mais recente empreendimento, o livro The Emotional Power of Space, que será lançado no dia 17 de maio em evento que antecede a abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023.

Arquitetura e paisagem no universo cinematográfico da Marvel

A narrativa é, sem dúvida, uma das ferramentas informativas mais antigas; uma linguagem universal que transcendeu gerações e culturas e foi adaptada para diferentes mídias, como videogames, teatro e cinema. Independentemente da idade das narrativas, o sucesso dessas adaptações depende muito da produção - os elementos visuais e sonoros - e sua capacidade de permitir que os espectadores mergulhem totalmente no enredo. Neste artigo, exploramos o mundo mágico e cativante do Universo Cinematográfico Marvel e como a arquitetura desempenhou um papel importante na contribuição para as histórias notórias dos filmes.

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Filme "Kochuu" contempla a Capsule Tower de Kisho Kurokawa

"No fundo ainda há uma tradição japonesa invisível", diz Kisho Kurokawa em um trecho do filme Kochuu. Ele coloca ênfase na tradição japonesa, uma tradição arquitetônica que rejeita a simetria apesar do uso de alta tecnologia. Ele contempla a Nakagin Capsule Tower (1972) uma torre residencial e de escritórios de uso misto localizada em Tóquio, Japão. O primeiro projeto da arquitetura de cápsulas metabolista construído para uso permanente.

O filme 'Kochuu' de Jesper Wachtmeister se baseia na influência e nas origens da arquitetura japonesa modernista. Através de visões de futuro, tradição e natureza, amplifica elementos da tradição japonesa e seu impacto no design nórdico. A narrativa nos conta como os arquitetos japoneses contemporâneos se esforçam para unir os caminhos do homem moderno com as velhas filosofias para cria algo novo.

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Vídeo mostra a reforma do Museu Kunsthaus Zürich de David Chipperfield

Os cineastas de arquitetura 9sekunden colaboraram com os arquitetos do escritório de David Chipperfield para criar um curta-metragem sobre a extensão do Museu Kunsthaus em Zurique, Suíça. O recurso mostra a jornada dos visitantes pelo novo edifício, encontrando a instalação interativa "The Sense of Things" do renomado coreógrafo William Forsythe. Percorrendo a arquitetura, combinado com a curiosidade das pessoas entrando no espaço, o filme destaca a interação entre cultura, urbanidade e o ambiente construído da cidade de Zurique.

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"Fazemos uma psicanálise do espaço": entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine

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Poucos campos da cultura e das artes apresentam tantos pontos de contato com a arquitetura como o cinema. A constatação não é nova e vem sendo debatida no plano teórico por autores de ambas as áreas desde o início do século XX. Em relação à prática, a arquitetura vem buscando incorporar aspectos imateriais do cinema na mesma medida em que este tem servido como meio de discussão, representação e denúncia de temas pertinentes àquela e ao espaço urbano.

Exemplo disso é a produção da dupla ítalo-francesa Bêka & Lemoine, cujos filmes mostram um olhar sensível aos pormenores e singelezas da arquitetura e do espaço urbano. Seu portfólio – composto atualmente por 30 títulos, entre longas e médias-metragens – lança luz sobre o cotidiano urbano de diferentes cidades do mundo e revela uma mirada atenta aos aspectos mais banais da vida humana no espaço.

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A atmosfera do espaço revelada em filmes de arquitetura

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Ao longo das últimas décadas, a arquitetura descobriu no cinema uma importante ferramenta para explorar novas formas de apresentar e representar o espaço. Construindo narrativas visuais capazes de emocionar os espectadores, os filmes de arquitetura adicionam mais profundidade à nossa forma de experimentar o espaço. Neste contexto, explorando uma série de filmes realizados pela 9sekunden, este artigo procura analisar de que forma o cinema está enriquecendo a experiência do espaço na arquitetura.

"Nomadland" questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade moderna

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“Não, não sou uma sem-teto. Sou apenas uma sem-casa. Não é a mesma coisa, né?" Questionando a noção de lar e casa, Nomadland conta a história de uma mulher de sessenta anos que perde tudo na grande recessão. Fern, interpretada pela atriz Frances McDormand, deixa para trás sua cidade após a morte de seu marido e a falência da única indústria que sustentava a região. A protagonista decide embarcar em uma jornada sem rumo certo, vivendo em sua van como uma nômade pelas vastas paisagens do oeste americano.

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6 Filmes que usam visualizações arquitetônicas para contar histórias e criar atmosferas

Representar o mundo real está, sem nenhuma dúvida, na gênese do cinema, uma arte que nasce da fotografia, posta em sequência para oferecer ao espectador a impressão de movimento. Tão verdade, que o primeiro registro fílmico de que se tem notícia, de 1895, mostrava a chegada de um trem à estação de Ciolat, na França – um acontecimento banal no cotidiano das cidades europeias do século XIX. 

Entretanto, por mais que a realidade concreta faça parte do cinema, não se pode negar que o fascínio exercido por esta arte venha, em grande medida, de sua capacidade de criar mundos imaginários, ativar espaços mentais e desencadear emoções. Nesse sentido, o mundo real pode muitas vezes não bastar como combustível, inspiração ou pano de fundo das histórias elaboradas por diretoras e roteiristas, exigindo das equipes de direção de arte e cenografia a criação de realidades outras, imateriais, que sirvam de base para a narrativa. 

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Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros

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Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 1 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 2 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 3 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 4 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de Parasita, Jojo Rabbit, entre outros - Mais Imagens+ 21

Floor Plan Croissant é um projeto dirigido por Boryana Ilieva, criado para examinar espaços cinematográficos e trazer a linguagem espacial do filme ao universo arquitetônico. No entanto, mais tarde, essas traduções tiveram uma virada social: arquiteta e apaixonada pelo cinema, Boryana percebe uma lacuna geral entre cinema e arquitetura, ou em outras palavras, um espaço que permite aos arquitetos explorar além da tela. Com isso em mente, seu trabalho baseia-se na análise das plantas dos principais lugares de filmes e séries, pois acredita que um plano de cinema forma uma matriz fantasma em torno da qual os diretores não apenas constroem argumentos, mas também inserem mensagens ocultas.

10 Filmes sobre cidades e espaços públicos

A cidade vem sendo explorada como tema desde os primórdios do cinema, aparecendo como cenário ou protagonista em produções de grandes diretores, como, por exemplo, Fritz Lang, Jean-Luc Godard, François Truffaut, Roberto Rossellini  e Quentin Tarantino, para citar apenas alguns. O primeiro filme produzido, Chegada do Trem à Estação de La Ciotat (1925), dos irmãos Lumière, já mostrava o ambiente urbano moderno como importante elemento fílmico e de contextualização.

Nenhuma representação de arquitetura comunica atmosferas tão bem quanto o cinema

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Atualmente, a sobreposição das ferramentas utilizadas por cineastas e arquitetos reforça ainda mais a histórica conexão entre estas duas disciplinas. Em um de seus ateliês de projeto, estudantes de mestrado da Melbourne School of Design buscam dominar as técnicas e métodos de filmagem para, então, empregá-los em seus próprios vídeos e animações de arquitetura.

Filme sobre Andrea Palladio será exibido em 70 países

Dirigido por Giacomo Gatti, o documentário “Palladio” conta com a participação de acadêmicos e aficionados da arquitetura palladiana, incluindo Kenneth Frampton e Peter Eisenman, que discutem o legado do grande arquiteto italiano. Embora apenas as exibições na Itália tenham sido anunciadas oficialmente (entre 20 e 22 de maio), o filme será exibido em 70 países.

Destaques da semana: temporada de prêmios

As grandes novidades desta semana foram as publicações dos vencedores do Prêmio Stirling e do Mies Crown Hall Americas Prize pelo RIBA e pelo IIT respectivamente. Foster + Partners recebeu o Prêmio Stirling de melhor edifício do Reino Unido pela sede da Bloomberg em Londres. Como disse um dos membros do júri, Sir David Adjaye, "o Bloomberg é um projeto único, resultado das mais recentes pesquisas e inovações na disciplina da arquitetura." A escolha do projeto como o grande vencedor de um dos prêmios mais importantes do mundo da arquitetura não se deu sem certas controvérsias, quando ainda muito se discute à respeito do custo total da obra em meio a atual crise imobiliária do Reino Unido.

ArqFilmFest seleciona 34 filmes para seu concurso internacional de cinema e arquitetura de 2018

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Após receber mais de 1.500 filmes para a quarta competição “La Ciudad es…” do Arquitectura Film Festival Santiago (Arqfilmfest) a ser realizado entre os dias 25 e 28 de outubro, a equipe organizadora do evento selecionou 34 produções audiovisuais que competirão em diversas categorias: documentário, ficção, experimental e registro de arquitetura.

Conheça os longa e curta-metragem que participarão da etapa final, a seguir.

Guia para fotografar e filmar arquitetura com drones

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A fotografia com drones foi um dos maiores avanços na fotografia aérea e na cinematografia. Drones começaram a causar um enorme impacto no cinema no início dos anos 2000, mas os grandes avanços na tecnologia de câmeras aéreas aumentaram drasticamente o uso e a demanda por imagens aéreas em quase todos os setores focados em conteúdos digitais.

A indústria da construção civil começou a implementar drones em canteiros de obras como forma de obter uma visão panorâmica de um projeto, capturar o edifício finalizado a partir de uma perspectiva única e até mesmo ser usado na construção do próprio edifício. Mas quando se trata de fotografia e cinematografia arquitetônica, estamos apenas começando a engatinhar.

Leia o guia do ArchDaily para fotografia e cinematografia com drones.

O que Blade Runner 2049 pode nos dizer sobre o futuro das cidades?

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Deveríamos ter uma palavra específica para esse tipo de filme - um meio termo entre uma sequência e uma releitura - mas não existe, então teremos que chama-lo apenas de Blade Runner 2049. Talvez o filme seja mais sutil na forma como faz referência ao clássico precedente de 1982, o cult distópico dirigido por Ridley Scott, do que outras regravações recentes - Star Wars: The Force Awakens, por exemplo - mas ainda assim há uma série de insinuações bastante óbvias. Por exemplo, é fácil perceber reflexos dos personagens do Blade Runner original em 2049: o detetive particular Rick Deckard tranfigura-se aqui no estóico e desiludido "K"; a femme fatale Rachael se revela em Joi, uma personagem em forma de holograma que é algo entre um humano e uma máquina; o espírito do excêntrico Roy Batty, renasce em Luv, o fascínora; para não mencionar a horda de replicantes entre humanos e policiais suspeitos. Na verdade, o principal elemento que não foi substituído é o próprio cenário do filme, a cidade de Los Angeles. Entretanto, sua arquitetura é surpreendentemente abstrata em relação ao primeiro filme. Por isso, a nova versão de Blade Runner parece desprovida de uma atmosfera cívica, provavelmente concebida de forma intencional.