O principal tipo de espaço público nos Estados Unidos é a rua. Por muito tempo ela se demonstra como o suporte para a economia, servindo de cenário para o intercâmbio e interação entre clientes, comerciantes e empresários. Sob o ponto de vista de que as ruas e as cidades não são estáticas, tampouco completas, e com base de que é na calçada que surge a ideia da criação de valores, estas continuam crescendo como facilitadoras da vida urbana. Como nos rios, estes pontos de contato com a “margem” criam diversas atividades. Portanto, na medida em que nossas ruas recebem carros mais rápidos e maiores, o rio torna-se o caminho para separar a atividade que dá origem às calçadas.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia sob a coordenação de Andre Carrel, Halvorsen Ana e Joan L. Walker, realizaram um levantamento com os passageiros do transporte público que circula pela área da baía na cidade de São Francisco para descobrir quais são os aspectos que mais os incomodava em suas viagens. Embora os resultados gerais do estudo fossem previsíveis – como os atrasos, a superlotação dos ônibus e a falta de confiança no sistema – foram obtidas constatações muito interessantes ao se aprofundar nos detalhes.
A New Cities Foundation anunciou no dia 30 de abril a lista dos dez semifinalistas do Prêmio AppMyCity!, para o melhor aplicativo urbano do mundo, dentre os quais há quatro brasileiros. O objetivo é proporcionar, através de ferramentas rápidas e fáceis de usar, maneiras de tornar as cidades ainda melhores. Dentre os dez selecionados, três finalistas se reunirão no New Cities Summit.
Texto Original por Martín M. Muñoz, autor da tese de licenciatura em Urbanismo da Universidad Nacional de General Sarmiento (Bs. As., ARG.), via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil
O patrimônio arquitetônico hierarquiza o espaço público que emoldura, e com ele contribui enormemente à tão almejada sustentabilidade de nossas cidades. Este artigo busca colocar os leitores em relação a destacar a pertinência de repensar a paisagem urbana em seu conjunto a partir da escala humana.
Nos últimos anos, vem ganhando grande destaque o termo “sustentável”. Concebido como um novo ideal a ser alcançado, o termo está ligado fortemente à consolidação dos avanços da ecologia como um campo de estudo e de ação desde os anos setenta. E neste sentido, o termo “sustentável” também é utilizado como sinônimo, e enquanto cada palavra reconhece uma origem diferente, atualmente ambas se encontram interligadas pelo mesmo paradigma em voga que as relaciona há mais de 40 anos: o desenvolvimento sustentável. Assim que hoje, frente ao futuro, é necessário voltar a nos perguntarmos o que é ser sustentável. Porque o cenário que foi testemunha da criação deste conceito sofreu uma mudança drástica quando o crescimento da população mundial foi observado que, desde 2007, mais de metade vive em cidades. O que muitos apontaram como o triunfo definitivo das cidades e início da era urbana, cabe a nós convocar a repensar como a humanidade pensa sustentar este processo e sustentar-se futuramente.
Texto por Guillermo Tella via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil
A cidade de São Paulo incorporou ferramentas e critérios urbanísticos da legislação nacional,o Estatuto da Cidade. O seu uso consiste em considerar que a propriedade deve cumprir uma função social e considerar separadamente o direito de propriedade do direito de construir. Além disso, a cidade estabelece em seu Plano Diretor as diretrizes de desenvolvimento e de gestão, e define uma capacidade construtiva mínima. Esta metrópole com 20 milhões de habitantespossui um déficit habitacional de mais de 400 mil unidades, exigindo a produção de moradias em grande escala a preços de custo.
Assim como quando caminhamos, ao pedalar estamos em contato direto com a cidade, somos parte dela, nos relacionamos com seus outros habitantes, seja através de olhares, linguagem corporal ou mesmo conversas que acontecem no espaço público. Não há interfaces nem elementos que nos limitem; estar livre, sem barreiras metálicas, é enriquecedor.
Por Dr. Arq. Guillermo Tella, Doutor em Urbanismo e Martín M. Muñoz, Doutorando de Urbanismo. Tradução ArchDaily Brasil.
Hong Kong é uma das regiões mais densas do planeta e a cidade mais influente do sudeste asiático. É um território de longas tradições e contrastes extremos. Foi colônia até 1997, quando o território foi transferido da soberania britânica para a China ao fim do tratado de arrendamento firmado por 99 anos com a Grã Bretanha em 1898.
Vislumbrar um futuro onde ondulantes "usinas de energia solar" transformam as massas retangulares de nossas cidades em uma metrópole vibrante onde a tecnologia ajuda na convivência entre os seres humanos e a natureza. Foi apresentada na instalação conceitual "Energetic Energies", na Semana de Design de Milão 2013, essa noção de redefinir a nossa relação com o céu através de energia fotovoltaica é baseada em anos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico pela Panasonic Corporation, que pediu ao arquiteto japonês Akihisa Hirata para imaginar novas possibilidades.
A exposição apresenta uma cidade improvisada de 30 metros de comprimento, cujos "montes" de energia fotovoltaica ultrapassam os aglomerados de edifícios brancos, translúcidos, enquanto sombras de nuvens se movem dentro e fora do espaço.
A video interview with Akihisa Hirata and more images after the break...
Osaka é a segunda cidade mais importante do Japão. Faz parte da região de Kansai e constitui o núcleo de uma área metropolitana que concentra 18 milhões de habitantes. Localiza-se na ilha de Honshu - a principal do arquipélago japonês – e conta com um dos portos e centros industriais mais importantes do país. Ao mesmo tempo, conforma a área urbana denominada Keihanshin, que engloba esta cidade às vizinhas Kobe e Kyoto.
Há duas décadas o mesmo muro de Berlim que separava os alemães, há algumas semanas, parte deste, conhecida como a East Side Gallery, os manteve mais próximos do que nunca. Com seus 1316 metros e mais de 100 murais pintados por artistas de diferentes países, a East Side Gallery, localizada no distrito de Friedrichshain-Kreuzberg, em Berlim, é reconhecida como a galeria de arte ao ar livre mais extensa do mundo.
Há alguns meses, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou o concurso “Desafio para redesenhar os Telefones Públicos”, com a ideia de revitalizar os clássicos telefones das calçadas e convertê-los em equipamentos que possam ser mais úteis e funcionais às atuais necessidades dos cidadãos. Consideraram-se cinco categorias: criatividade, conectividade, funcionalidade, impacto na comunidade e projeto visual, sendo que em cada uma houve um vencedor. Logo, as cinco propostas foram submetidas a uma votação pública pelo Facebook, resultando no ganhador do projeto “NYFi”.
A artista neozelandesa, Tiffany Singht, criou o “Drums Between the Bells” com o propósito de que as pessoas caminhem pelo centro de Melbourne, toquem os materiais que compõem a intervenção e se tornem elas mesmas um elemento fundamental da intervenção. Feita com 12 mil pequenos sinos amarrados com fitas brancas em um olmo centenário localizado no centro da cidade, a intervenção também busca, através de sua presença visual e tátil, diminuir a interferência causada pelos ruídos dos automóveis.
Por Dr. Arq. Guillermo Tella, Doutor em Urbanismo, Martín Muñoz, Urbanista e Martín M. Muñoz, Urbanista. Via Palataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.
Por sua condição de capital, Tóquio é o centro da política, da economia, educação e cultura do Japão. É sede do governo nacional e da residência imperial. Atualmente é área da Tóquio-Yokohama, que conforma a maior aglomeração urbana do planeta, com uma população de 35 milhões de habitantes. O governo metropolitano foi constituído juridicamente em 1943 e administra 23 distritos especiais, mais 39 municipalidades na parte oeste da prefeitura e duas da série de ilhas externas.
Atualmente, no corredor de 600 quilômetros que vai de Oslo (Noruega), passando por Gotemburg e Malmö (Suécia) até Copenhague (Dinamarca), vivem 8 milhões de pessoas. Viajar desde a capital norueguesa até sua parceira dinamarquesa demora oito horas, entretanto, se está estudando a possibilidade de conectar em 2025 ambas cidades com um trem de alta velocidade que demore somente 140 minutos, dando origem a "Cidade Escandinava de 8 milhões".
Esta região, composta por quatro cidade metropolitanas - duas delas capitais - de três países, encontra-se em uma das regiões mais dinâmicas e inovadoras da Europa. Não obstante, apesar de que diversos indicadores a nível europeu e mundial refletem que nestas cidades serão desenvolvidas atividades econômicas positivas, sua baixa densidade populacional levou a situação de que as concentrações de massa deem lugar a um novo desafio: competir em escala global para atrair e reter talento.
Por isso, o corredor que dará origem a Cidade Escandinava de 8 milhões não somente busca melhorar a conectividade entre suas cidades e converter-se em um transporte atrativo a nível mundial, mas também paralelamente, dezenas de estratégias para converter-se em um dos corredores mais competitivos do mundo, mantendo as qualidade ambientais e sociais que já o fazem um lugar único do planeta.
Depois de vencer uma competição internacional, o OMA foi escalado para projetar o plano diretor do Airport City com 10 km² para uma população de 200.000 pessoas, ligando o novo Aeroporto Internacional Hamad com a cidade de Doha, Qatar. O projeto do OMA é composto por uma série de quatro distritos circulares ao longo de uma espinha paralela às pistas HIA, com a pretensão de criar uma forte identidade visual e distritos com características únicas A primeira fase do planejamento de 30 anos, que coordenará o desenvolvimento do espaço aéreo e do solo para negócios, logística, varejo, hotéis e residências, estará quase completo a tempo para a Copa do Mundo de 2022, que acontecerá no Qatar.
Rem Koolhaas comentou: "Estamos contentes e honrados por participar do excitante crescimento de Doha em um projeto que talvez seja o primeiro esforço real de qualquer cidade do mundo para integrar um aeroporto internacional e a cidade que este serve".
Algo está mudando no mundo e pode-se dizer que este vídeo é uma metáfora disto e, por sorte, também uma realidade.
Os carros geram bastantes problemas nas cidades, dos quais já conhecemos bem como as emissões de CO2, o trânsito, a necessidade de espaços destinados a estacionamentos, etc. Mas além disso, quando ficam em desuso geram um problema extra, já que muitas cidades devem destinar espaços a verdadeiros cemitérios de carros.
Como motivo da celebração da Fiesta Nacional de España no último 12 de dezembro, o coletivo local Luzinterruptus optou por festejar de um modo distinto durante a noite. Ao invés de limpar as ruas como manda a tradição como parte dos preparativos da festa, os integrantes decidiram lançar 20 baldes de água com detergente para criar um rio pelas ruas de Madrid.