Com o lema “SmartCity, pensar a cidade como interface”, a quarta edição do Torneio Universitário de Aplicativos pretende criar um evento onde estudantes de todas as universidades latino-americanas possam desenvolver ferramentas úteis para a cidade.
Um aplicativo de leilão de táxis em Lima, outro para determinar a melhor rota de transporte público em Medellín e outro, ainda, para obter informações sobre os museus da Cidade do México, são algumas das ideias inscritas no concurso conhecido como CursorLab.
2007 foi o ano em que a população do planeta passou a ser mais urbana que rural. Em 2030, a porcentagem aumentará para 60%, sendo a América Latina a região mais urbanizada do mundo, com 75% de sua população vivendo em cidades. Os números são claros: estamos vivendo um momento histórico de urbanização em todo o mundo e, portanto, os desafios para melhorar nossas cidades devem abranger muitas faces, buscando melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de cada uma destas cidades.
Os problemas das grandes megalópoles contemporâneas serão apresentados numa grande conferência do arquiteto e urbanista francês David Mangin, nesta sexta-feira, 13 de dezembro, a partir das 18h, na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio de Janeiro (IAB-RJ). O evento faz parte da programação “Diálogos França-Brasil”, realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (Prourb), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/CNPq).
A importância que adquiriu a agricultura urbana nos últimos tempos demonstra o interesse das pessoas por opções de alimentação mais saudáveis através de mecanismos amigáveis ao meio ambiente.
Cortesia de Núcleo NEPHU Universidad Federal Fluminense
Muito se tem falado no âmbito de desenvolvimento urbano a nível internacional sobre a experiência do Rio de Janeiro, as intervenção em favelas e os projetos urbanos em andamento. Mas se observarmos com maior detalhe as transformações ocorrendo na cidade, podemos ver que sua dinâmica urbana não está livre de tensões e contradições. Não se engane, nem tudo é alegria e samba, o debate urbano no Rio está quente.
Os grandes protestos em Istambul, ocorridos em função da tentativa do governo turco de converter o Parque Gezi em um centro comercial, colocaram a cidade e seu desenvolvimento urbano sob os olhares da opinião pública. Este documentário chamado Ekumenopolis, gravado em 2011 por Imre Azem, contextualiza o cenário onde ocorrem os atuais protestos, apresentando um olhar sobre o desenvolvimento urbano de Istambul na última década e alguns dos efeitos causados pela rápida transformação da cidade até sua “modernização” e a renovação urbana.
Nossos projetos de cidade estão contribuindo para que sejamos mais obesos e tenhamos mais problemas de saúde?
Este infográfico feito por Chris Yoon (abaixo) coloca esta questão a partir de um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Pew em algumas cidades norte americanas, chamado "Medindo os efeitos da expansão urbana na saúde: uma análise nacional".
David Maddox é um cientista norte americano que dirige o Departamento de Ciências para a Conservação de Áreas Naturais de Nova York e dedica-se ao desenvolvimento de conhecimentos relacionados à concepção e gestão dos sistemas sócio-ecológicos em paisagens urbanas. A partir de sua perspectiva, a “resiliência” é o conceito da última década, uma vez que a sustentabilidade já o foi em anos anteriores. De qualquer forma, estima-se que a qualidade das cidades a que aspiram as sociedades continua a evoluir e inspirar novas metas.
Em resposta às perguntas: Qual é a cidade que queremos no futuro? Qual é a cidade em que queremos viver? Certamente a resposta é que a grande maioria quer cidades sustentáveis, visto que o objetivo é que elas equilibrem consumo e insumos deixando uma marca positiva no futuro. Da mesma forma, estas cidades também devem ser resistentes, pois elas perdurariam após os próximos fenômenos naturais, que ocorrem em diferentes cidades ao redor do mundo a cada ano.
No entanto, à medida que está visão é construída, também se percebe que as cidades deveriam ser habitáveis. Na verdade, temos que assimilar este conceito como um recurso indispensável e que sustenta as cidades que sonhamos: resistentes + sustentáveis + habitáveis.
A seguir poderemos conhecer os seis desafios que Maddox postula para conquistarmos cidades resistentes + sustentáveis + habitáveis.
Um dos focos de manifestações nas duas últimas semanas, a insatisfação com o transporte público também é combustível para o uso cada vez mais intensivo de veículos motorizados individuais nas grandes cidades, alimentando sucessivos recordes registrados pela indústria automobilística.
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, palcos dos maiores e mais tensos protestos contra o aumento das tarifas de ônibus, não à toa, são também as cidades com as frotas de carros mais numerosas do país, que não param de crescer com os estímulos do governo ao consumo.
O Centro de Análise Espacial Avançada (CASA), da Escola Universitária de Londres (UCL), se dedica a georreferenciar elementos que são parte do planejamento urbano de diversas cidades do mundo. Um de seus últimos trabalhos, realizado pelo pesquisador Oliver O’Brien, consistiu em identificar 89 sistemas de empréstimo de bicicletas existentes em distintas cidades ao redor do mundo.
Com os dados públicos dos mesmos sistemas de cada cidade foi criado o “Mapa de Empréstimo de Bicicletas”, que revela a localização exata de cada estação de bicicletas, a quantidade delas disponível e o número total existente em cada ponto, acompanhado de um gráfico mostrando o uso que se deu em cada estação nas últimas 24 horas.
Nos próximos 12 anos, a China pretende transferir 250 milhões de moradores de áreas rurais para cidades recém-construídas. É um acontecimento transformador que poderá detonar uma nova onda de crescimento econômico ou sobrecarregar o país durante várias gerações.
O governo, muitas vezes por decreto, está trocando as pequenas moradias rurais por arranha-céus, pavimentando grandes extensões de terras agrícolas e modificando drasticamente a vida dos moradores do campo. A escala é tão grande que o número de novos habitantes nas cidades chinesas será quase igual ao da população urbana dos EUA.
A Organização Project for PublicSpaces (PPS) define o “Placemaking” como um processo acessível a qualquer pessoa que permite explorar a criatividade das cidades. Quando aberto e inclusivo, pode fazer com que as pessoas se sintam atraídas pelos lugares nos quais vivem e sintam-se mais propensas a envolver-se em suas comunidades.
Há pouco tempo a PPS publicou uma série de três artigos sobre esse processo. Este é o primeiro deles e apresenta distintas opiniões sobre a forma de fazer cidade, o papel das comunidades para que a criação de lugares funcione, a função da arte nos espaços urbanos e como estes podem se converter em lugares atrativos para as pessoas.
Nós que trabalhamos com as cidades, urbanistas, sabemos que apenas as leis de uso de solo, ordenamento territorial, seus códigos e regulamentações correspondentes e uma participação ativa dos cidadãos é que nos garante não ficar à mercê das conveniências politicas e interesses arbitrários e insaciáveis das incorporadoras.
Vemos, com tristeza, que neste mundo globalizado o destino de nossas cidades está nas mãos do mercado e não dos direitos do homem a ter acesso a uma melhor qualidade de vida.
A reivindicação do Movimento Passe Livre contra o aumento das passagens e pela implantação da tarifa zero na capital paulistana pode parecer uma utopia, mas em pelo menos quatro cidades do interior do Brasil ela já é realidade. E, em alguns casos, há mais de uma década. Em Agudos e Potirendaba, no interior de São Paulo, em Porto Real, no Rio de Janeiro, e em Ivaporã, no Paraná, ninguém paga para andar de ônibus.
A cada vinte anos, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, mais conhecido como Onu-Habitat, realiza as conferências “Habitat”, onde se reúnem arquitetos, políticos, e representantes de diferentes organizações para analisar como se estão desenvolvendo nossas cidades e as repercussões que isso tem nos seres vivos.
No último New Cities Summit 2013, que aconteceu entre 4 e 6 de maio em São Paulo, foi anunciado o vencedor do prêmio AppMyCity! Criado pela fundação New Cities, a mesma que organizou o evento, que busca reconhecer os aplicativos para celulares que ajudam a melhorar a experiência nas cidades, que conectam as pessoas e tornam as cidades lugares mais divertidos, justos e sustentáveis.
Passaram-se 20 anos desde a demolição da cidade de Kowloon Por esse motivo, o jornal South China Morning Post produziu um infográfico que detalha os feitos e as cifras de como era a vida no interior daquele que foi o lugar mais densamente povoado do planeta.