Sol e vento vêm à nossa cabeça rapidamente quando pensamos em energias provindas de fontes renováveis. Descentralizar a produção de energia elétrica de grandes usinas é algo que tem movido engenheiros e inventores por todo o mundo. Mas pensar em transformar a energia mecânica do caminhar das pessoas em energia elétrica é algo que sai um pouco do senso comum. A tecnologia foi desenvolvida pelo fundador da Pavegen, Laurence Kemball-Cook, através de uma plataforma que se mescla ao passeio, desenvolvendo um produto que converte os passos em energia elétrica, mas que também pode gerar dados e até recompensas. Mas antes de sair por aí se sentindo o Michael Jackson em Billie Jean, entenda melhor como esse sistema funciona.
A gigante da tecnologia Siemens acaba de firmar uma parceria com a Expo 2020 de Dubai para a implementação de um sistema de controle inteligente, o qual deverá monitorar mais de 130 estruturas e disponibilizar em tempo real informações relacionadas à eficiência energética, conforto e segurança dos pavilhões da maior feira mundial de arquitetura.
Conforme informação veiculada pela Arabian Business, a Siemens “implementará um sistema de monitoramento digital, disponibilizando e gerenciando as funções essenciais de 137 edifícios em toda a Expo, a qual cobrirá uma área de mais de quatro quilômetros quadrados, através de sua plataforma de análise de dados chamada Siemens Navigator.”
https://www.archdaily.com.br/pt/908237/siemens-utilizara-a-expo-2020-de-dubai-como-um-modelo-de-teste-para-a-cidade-do-futuroNiall Patrick Walsh
A fabricante de carros Jaguar se uniu ao arquiteto Tom Barton, do escritório Barr Gazetas, para imaginar as conseqüências de um futuro com automóveis elétricos nas cidades. Tomando quatro estudos de caso no Reino Unido, a equipe especulou sobre questões de infraestrutura existentes e as oportunidades de melhoria possibilitadas pelos veículos elétricos.
Com 180.000 veículos elétricos nas estradas do Reino Unido em 2018 e 1 milhão estimado em 2020, os estudos de caso imaginam um futuro em que as alternativas verdes aos combustíveis fósseis impulsionam o transporte e as construções em cidades de emissão zero. Abaixo, apresentamos os quatro cenários estudados: com uma rodovia, um estacionamento interno, um terreno industrial e uma paisagem urbana mais ampla.
https://www.archdaily.com.br/pt/908234/carros-eletricos-e-cidades-do-futuro-uma-proposta-da-jaguar-e-barr-gazetasNiall Patrick Walsh
Imagem aérea de Smart City Laguna. Image via TecMundo
Smart City Laguna, este é o nome da primeira "cidade inteligente" do Brasil segundo publicaram alguns meios de comunicação, inclusive o ArchDaily Brasil, em 2017. Com inauguração prevista para aquele mesmo ano, o empreendimento contaria em sua primeira fase com 1.800 unidades e, no total, 7.065, divididas entre residenciais, comerciais e de uso tecnológico.
Localizada no distrito de Croatá, que faz parte da cidade de São Gonçalo do Amarante, a primeira smart city brasileira ocupa uma porção de terra de 330 hectares conectada diretamente à rodovia federal BR-22, que cruza os estados do Ceará, Piaí e Maranhão partindo de Fortaleza em direção à Marabá, no Pará. A escolha do local tem razões econômicas: a proximidade com o Porto do Pecém, em Fortaleza, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a Ferrovia Transnordestina fazem de Croatá um ponto estratégico no nordeste que vem sendo ocupado nos últimos anos por empresas de tecnologia, conformando um chamado "Cinturão Digital" a pouco mais de 50 quilômetros da capital cearense.
O escritório de arquitetura e urbanismo com sede em Londres, ecoLogicStudio, acaba de inaugurar uma instalação em forma de “cortina urbana”, uma estrutura para filtrar o ar e atenuar os impactos do efeito estufa. Chamada de “Photo.Synth.Etica”, a estrutura foi desenvolvida em colaboração com a Climate-KIC, uma das principais iniciativas lançadas pela União Europeia para melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades e minimizar os efeitos do aquecimento global.
A primeira versão da Photo.Synth.Etica, atualmente em operação no Castelo de Dublin, na Irlanda, é capaz de fixar e armazenar até um quilo de CO2 por dia, algo equivalente à capacidade de fixação de CO2 de pelo menos vinte árvores de grande porte.
Em um mundo cada vez mais obcecado com o potencial da Blockchain (tecnologia descentralizada por trás da Bitcoin), Jeffrey Berns, advogado e milionário da criptomoeda, comprou uma enorme área de 67.000 acres no deserto de Nevada perto de Reno, idealizada como uma "comunidade experimental" em torno da tecnologia.
A WZMH Architects, de Toronto, foi recrutada para o Insiders Labs de Internet das Coisas (IoT), um programa que visa "transformar a interação entre pessoas, dispositivos e dados em todas as esferas da vida". O Intelligent Structural Panel (ISP) da empresa oferece uma “infraestrutura plug and play” que permite que uma ampla variedade de espaços e dispositivos sejam adaptados, controlados remotamente e otimizados.
A WZMH é a primeira empresa de arquitetura a ser aceita no programa, que recebe candidaturas de organizações que desenvolvem soluções ligadas à Internet das Coisas e/ou Inteligência Artificial.
https://www.archdaily.com.br/pt/904476/microsoft-busca-arquitetos-para-pensar-cidades-inteligentesNiall Patrick Walsh
Em outubro do ano passado a Arábia Saudita apresentou o projeto da NEOM, uma megacidade tecnológica do “tamanho de um país”, onde serão investidos pelo menos US$ 500 bilhões. Situada próxima da fronteira com a Jordânia, este novo centro de inovação abrangerá uma área de 26.500 quilômetros quadrados no noroeste do país, ao longo do Mar Vermelho e do Golfo de Aqaba. Desde então, poucos detalhes foram revelados e, do que se sabe, a empresa japonesa Softbank está investindo no projeto da megacidade saudita.
No entanto, segundo notícias recentemente veiculadas pela Reuters, é possível que o projeto esteja muito mais avançado do que se imagina. De acordo com a agência de notícias britânica, o Rei Salman esteve recentemente no canteiro de obras da cidade de NEOM, durante um feriado. A agência afirma que há algo de inesperado nisso, uma vez que o rei costuma passar seus dias livres ou em uma vila no Marrocos ou no sul da França. A Reuters também aproveitou a oportunidade para divulgar informações sobre um documento de projeto ao qual teve acesso, onde aparecem as primeiras descrições de como seria a arquitetura desta megacidade do futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/899496/neom-a-megacidade-tecnologica-que-sera-ou-ja-esta-sendo-construida-na-arabia-sauditaNiall Patrick Walsh
Todo o marketing em torno das smart cities, as tais cidades inteligentes (e há muito marketing, porque por trás delas estão grandes corporações vendendo tecnologia para os governos municipais) fala em cidades humanas e democráticas, a partir da possibilidade de interação do cidadão com o governo e de como essa interação pode promover melhoria da qualidade de resposta das políticas públicas às pessoas.
Entretanto, o que estamos vendo é diferente. A chamada mineração de dados garante o marketing segmentado, ou seja, a partir do percurso do usuário da internet pela rede, é possível descobrir suas preferências e assim, se apropriando (sem pagar para nós!) dos dados que produzimos, as empresas nos bombardeiam com propagandas específicas. Todos já devem ter vivido isto ao, depois de procurar alguma coisa na internet, passa depois semanas recebendo propaganda daquela coisa. Se já se trata de uma apropriação de dados privados de muitos para os negócios de poucos, é ainda mais problemático se entram também nestes sistemas a disponibilização e articulação com os sistemas públicos de informação, como os dados policiais, judiciais e outros. E isto já começou a acontecer na China.
O Centro de Globalização e Estratégia da Escola de Negócios IESE de Barcelona divulgou sua lista anual das cidades mais inteligentes do mundo. Em seu quinto ano, o Índice IESE Cidades em Movimento calculou as pontuações de desempenho de 165 cidades em 80 países com base em uma análise exaustiva de indicadores econômicos e sociais. Centros de energia globais familiares mantiveram sua posição no topo da lista, enquanto categorias ampliadas de avaliação ajudaram algumas pequenas cidades a avançar sua colocação drasticamente.
O escritório Snøhetta divulgou imagens conceito de seu data center sustentável, The Spark. O projeto busca abordar a tipologia tradicional de edifícios de data center, alto consumidor de energia, e transformar em um edifício "produtor de recursos para as comunidades poderem gerar seu próprio poder".
A proposta é adaptável para uma vasta possibilidades de contextos e pode ser locada em qualquer local pelo mundo, conectando cidades a partir de sua geração de energia devido ao excesso de calor.
https://www.archdaily.com.br/pt/897083/o-corpo-e-cerebro-das-cidades-do-futuro-snohetta-projeta-data-center-sustentavelNiall Patrick Walsh
um novo meio ambiente - imagem: Lucas Girard e Gustavo Wierman
Esse curso oferece um panorama histórico do desenvolvimento das tecnologias de comunicação digitais e sua relação com o espaço urbano. Também iremos entender por que hoje existe um movimento chamado "cidades inteligentes" e quais as implicações e limites da distribuição dessa "inteligência" nas cidades.
Um crescente número de novas tecnológicas nesse início de século abriu caminho à teorização e a implementação das chamadasSmart Cities, ambientes urbanos projetados com base em dados técnicos e concebidos para serem eficientes. Embora a maioria das inovações tecnologias estejam relacionadas à infraestrutura, uma nova startup chamada de UNSense acaba de ser lançada com uma abordagem voltada ao ser humano, com foco na saúde e no bem-estar das pessoas.
Fundada por Ben van Berkel, diretor do escritório holandêsUNStudio, e com sede em um centro de inovação de Amsterdã, a UNSense pretende usar dados técnicos para projetar intervenções em espaços urbanos de modo a qualificar a saúde física, mental e social das pessoas. Como empresa irmã independente do UNStudio, a UNSense se especializará em tecnologia orientada ao usuário para desenvolver uma arquitetura focada nas pessoas - uma abordagem de "software" que oferece um contraponto ao "hardware" do UNStudio.
https://www.archdaily.com.br/pt/892108/unstudio-lanca-startup-focada-no-bem-estar-das-pessoas-nas-cidades-do-futuroNiall Patrick Walsh
Uma cidade é inteligente quando toma melhores decisões, e há apenas dois tipos de decisão: a estratégica e a tática. As decisões estratégicas determinam a coisa certa a fazer. As decisões táticas escolhem a maneira certa de fazê-la. A tecnologia inteligente não é inteligente se nos faz confundir, enquanto cidadãos, as decisões estratégicas com as táticas. Em outras palavras, há muitas decisões sobre o funcionamento de uma cidade que felizmente podemos delegar à tecnologia. Mas há questões de governança, de determinação de nosso destino, de decidir o que é certo fazer enquanto sociedade que, se delegarmos, abdicaremos. "Governar é escolher", disse uma vez John F. Kennedy.
Os vários consultores e representantes de empresas de alta tecnologia que vieram conversar comigo quando eu era o Diretor de Urbanismo da cidade de Nova York me prometiam uma cidade inteligente como um lugar onde os semáforos ficaram sempre verdes e as portas dos elevadores estavam sempre abertas, prontas para a nossa chegada. Eles prometiam uma cidade que antecipa nossas necessidades a cada passo, dada a tentadora forma com que, hoje, nossos dispositivos pessoais estão conectados, com aplicativos que parecem nos conhecer melhor que nós mesmos. Agora, com o advento da internet das coisas no horizonte próximo, estamos preparados para tornar as cidades inteligentes uma realidade. Imagine o incrível poder de uma cidade inteira sincronizada com nossas preferências e nosso movimento!
O Rio de Janeiro será a primeira cidade do Brasil a sediar um laboratório focado no estudo de cidades inteligentes. A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação técnica entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Nacional de Metereologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), no valor de R$ 2,5 milhões. O espaço servirá para a realização de pesquisas, certificações e testes de tecnologias criadas para as smart cities.
Dentro do laboratório haverá também uma mini cidade para simulações em ambiente controlado, visando a observação e elaboração de critérios técnicos, padrões e procedimentos de conformidade que possam facilitar a aplicabilidade destas inovações nas cidades.
Atualmente existe um debate acalorado sobre o verdadeiro significado de uma cidade inteligente ou smart city. Enquanto municipalidades buscam melhorar seus serviços, a academia discute as consequências de uma cidade mais informatizada e empresas estabelecem centros de pesquisa para desenvolvimento de soluções para problemas urbanos. Estaria a cidade inteligente mais dependente de sistemas tecnológicos inovadores ou de processos participativos eficientes?
Na corrida por cidades mais inteligentes, a Casa Branca anunciou um investimento de US$ 160 milhões para a integração de sensores em cidades de todas as partes dos EUA. A iniciativa visa gerar dados em tempo real para organizações locais, companhias e governos, que os utilizarão para responder de forma mais rápida e efetiva aos problemas e questões urbanas. Uma abordagem complicada a problemas complicados, a iniciativa envolve diversas organizações e fundos federais para lidar com questões como criminalidade, trânsito e mudança climática. Saiba mais a seguir.
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