Caminhar e andar de bicicleta são as maneiras mais eficazes, econômicas e ambientalmente sustentáveis para realizar pequenos deslocamentos urbanos, especialmente aqueles com distâncias reduzidas: em 10 minutos, uma pessoa saudável percorre 3 km de bicicleta e aproximadamente 0.8 km a pé.
Nas últimas décadas, no entanto, o planejamento e o desenho das nossas cidades priorizaram a circulação de automóveis, tornando pedestres e ciclistas os usuários mais frágeis da rua. Essa inversão de prioridades tem levado a números alarmantes de mortos e feridos em colisões e atropelamentos, além de reduzir cada vez mais a utilização do espaço da rua para convívio e estar.
https://www.archdaily.com.br/pt/803578/moderacao-de-trafego-e-sua-importancia-na-construcao-de-cidades-mais-humanas-e-inclusivasITDP Brasil
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) acaba de lançar uma publicação sobre a mobilidade urbana das mulheres em São Paulo.
O estudo, feito a partir de uma pesquisa realizada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, mostra que as mulheres utilizam o transporte público coletivo com mais intensidade e andam mais a pé do que os homens. A utilização desses dois tipos de modais representa 74,6% dos deslocamentos feitos pelas mulheres, contra 62,5% dos homens.
O estudo aponta ainda que as mulheres mais pobres são as que mais utilizam esses transportes. Em uma família com ganhos mensais menores que R$ 1.244, 50% das viagens são feitas caminhando e 28% de ônibus.
Neste sentido, será lançada, no dia 14 de dezembro, a coleção de Cadernos Técnicos para Projetos de Mobilidade Urbana. No total são três cadernos que abordam os temas: Transporte Ativo, Sistemas de Prioridade ao Ônibus e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
https://www.archdaily.com.br/pt/800701/sao-miguel-mais-humana-rua-para-todos-intervencao-urbana-temporaria-na-area-40-de-sao-miguel-paulistaITDP Brasil
Uma das medidas adotadas para reduzir o número de mortes no trânsito é a redução dos limites de velocidade. Ao redor do mundo, mais de uma centena de países já estabeleceram o limite de 50 km/h recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para vias urbanas. Em áreas com grande circulação de pedestres e ciclistas, praticam-se velocidades ainda menores, como 30 km/h ou menos.
Reduzir os limites de velocidade é uma tendência contemporânea em cidades que priorizam o direito à vida. Todos o dias as ocorrências de trânsito, como colisões e atropelamentos, fazem novas vítimas e essa questão deve ser tratada com urgência e prioridade. O trânsito mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo, o equivalente à queda, sem sobreviventes, de 2,6 mil aviões Boeing. No Brasil, é mais provável morrer em um acidente de trânsito do que em decorrência de um câncer ou mesmo por homicídio.
https://www.archdaily.com.br/pt/799171/reduzir-a-velocidade-para-preservar-vidasITDP Brasil
O acesso a um sistema de transporte público coletivo de qualidade pode transformar vidas. Sistemas de transporte de média e alta capacidade têm sido a forma mais utilizada para comportar os deslocamentos de grandes distâncias nas cidades, seja para trabalho ou lazer. No entanto, esses sistemas não são apropriados para deslocamentos mais curtos, além de não fornecerem serviços de porta-a-porta. Os deslocamentos em cidades grandes precisam ser vistos em cadeia, com integração intermodal, nos quais o transporte de público cumpre parte dos trechos. Assegurar que todos tenham acesso a sistemas completos de transporte, com integração efetiva, é uma tarefa fundamental para tornar as cidades mais conectadas, justas e sustentáveis.
https://www.archdaily.com.br/pt/798778/a-bicicleta-como-uma-aliada-no-acesso-ao-transporte-coletivoITDP Brasil
A crença de que o mundo está se tornando um lugar cada vez melhor é consequência dos constantes avanços tecnológicos e científicos que o homem está alcançando. No entanto, ao analisarmos o contexto por uma ótica em que se percebe um cenário de mudanças climáticas, instabilidade econômica e iniquidade social, essa ideia pode variar radicalmente. Entre tantas crises que precisam ser administradas pelas cidades, elas podem estar esquecendo um fator fundamental para o crescimento de pessoas e comunidades: a felicidade.
via Manual "Passo a passo para a construção de um Plano de Mobilidade Corporativa"
As políticas de incentivos adotadas por empresas desempenham um importante papel na forma como o funcionário se desloca ao trabalho, tanto em relação ao meio de transporte quanto ao horário escolhido. Um Plano de Mobilidade Corporativa é composto por medidas integradas para promover deslocamentos mais sustentáveis e trazer benefícios para a organização, seus funcionários e a região.
Ao trazer orientações e diretrizes para a produção de um plano de mobilidade corporativa, a publicação desenvolvida pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis tem o objetivo de estimular uma ação coordenada e conjunta entre funcionários e gestores, a fim de melhorar a mobilidade nas cidades. A responsabilidade pela busca e implantação de soluções para melhorar a qualidade de vida nas cidades é de todos.
O que um prédio com 5 mil funcionários pode fazer pela mobilidade urbana de São Paulo? Saiba que ele ou qualquer outro de menor ou maior tamanho pode dar início a uma transformação no trânsito do principal centro financeiro da América do Sul. Pensando nisso, o WRI Brasil Cidades Sustentáveis organizou a ação No Pedal para o Trabalho, em parceria com a CBRE e o Eldorado Business Tower, local onde ocorreu o evento.
Transformar a rotina e os hábitos de uma população pode começar com ações simples. Incentivar as pessoas a escolhas mais sustentáveis no dia a dia ajuda a tornar qualquer cidade mais sustentável. A mobilidade urbana pode ser um dos principais vetores de mudanças nos grandes centros urbanos. Pensar em alternativas mais eficientes para a maneira com que as pessoas se locomovem diariamente precisa ser uma preocupação dos próprios locais de trabalho, um conceito chamado de mobilidade corporativa.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade(ICS) e o Laboratório de Experimentação Digital (LED) lançou o aplicativo MoveCidade. O app tem o objetivo de gerar dados sobre qualidade e conforto dos serviços e infraestrutura dos transportes. Por enquanto, disponível apenas para Android, o aplicativo permite avaliar quesitos como pontualidade, segurança e acessibilidade dos sistemas de transporte coletivo e de bicicletas compartilhadas.
Caminhar pela cidade não é apenas uma forma de conhecer os espaços urbanos, mas um estímulo a uma vida mais ativa. Para isso, é preciso que a rua seja atrativa para os pedestres. E a obesidade, doença que já afeta grande parte dos países desenvolvidos, é uma das questões que podem ser em parte solucionadas pelo desenho urbano.
São Paulo é a maior metrópole brasileira e é necessário que avance no planejamento de sua rede de transporte integrado ao planejamento do território e de sua ocupação. A análise a seguir foi produzida em parceria do ITDP Brasil com o WRI Cidades para incentivar o debate sobre a agenda de mobilidade urbana e transporte público na cidade de São Paulo.
Para que as pessoas possam se deslocar com eficiência e conforto e estejam dispostas a reduzir o uso do automóvel, São Paulo precisa oferecer uma vasta rede integrada de transporte público de qualidade, composta por metrô, trem, monotrilho, BRT e corredores de ônibus, entre outros.
https://www.archdaily.com.br/pt/796872/onde-estao-as-pessoas-e-o-transporte-na-cidade-de-sao-pauloITDP Brasil
Texto por Germano Johansson Neto e João Pedro Maciente Rocha
Pedalando pela cidade é possível perceber, cada vez mais, que embora nós tenhamos muito a evoluir como sociedade ainda, as pessoas se respeitam mais do que a gente pensa. Na maioria das vezes, nós, ciclistas, acabamos nos apegando a uma ou duas buzinadas que recebemos de motoristas impacientes. No entanto, muitas vezes não lembramos das centenas de veículos que cruzam nossos caminhos de forma respeitosa, ultrapassando a bicicleta com distância segura, reduzindo a velocidade, ou pacientemente seguindo-nos até o próximo semáforo.
https://www.archdaily.com.br/pt/796830/o-invisivel-respeito-a-bicicleta-nas-ruasCOURB Brasil
A Rede Nossa São Paulo apresentou recentemente sua pesquisa anual sobre Mobilidade Urbana. O estudo é divulgado desde 2008 durante a semana do Dia Mundial Sem Carro. Trata-se de uma pesquisa sobre a percepção dos moradores da capital paulista sobre vários aspectos e políticas urbanas, realizada através de entrevistas com uma amostra distribuída regionalmente, por idade, gênero e renda.
“…o carro tornou a cidade grande inabitável. Tornou-a fedorenta , barulhenta asfixiante, empoeirada, congestionada, tão congestionada que ninguém mais quer sair de tardinha.” André Gorz
Hoje é comemorado o Dia Mundial sem Carro. A data foi criada com o objetivo de incentivar as pessoas a refletirem sobre os enormes problemas que o uso excessivo dos veículos, nas grandes cidades, pode causar ao meio ambiente e ao bem-estar da sociedade.
Os promotores do evento aconselham a população a deixar os carros e motos em casa e utilizar, durante o dia 22 de setembro, meios de transportes alternativos: transporte coletivo, bicicleta, caminhadas etc.
Durante o século passado temos construído as ruas para os automóveis, para assegurar o seu deslocamento. No entanto, a partir de uma mudança de paradigma no uso e fruição da rua e em consonância com os recentes debates internacionais, nossas cidades têm começado a devolver os espaços públicos aos cidadãos. Trata-se, de fato, da aplicação do conceito das "Ruas compartilhadas" que apela ao projeto de espaços nos centros urbanos para melhorar sua qualidade de vida.
https://www.archdaily.com.br/pt/794322/o-papel-das-ruas-compartilhadas-como-recuperar-a-qualidade-de-vida-no-espaco-publico-guillermo-tella-e-jorge-amadoGuillermo Tella e Jorge Amado