Centro de São Paulo. Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil
Cinco brasileiros morrem em acidentes de trânsito a cada hora. Estatísticas de extrema relevância como essa podem despertar muitas reações positivas, mas nem sempre são o suficiente para mudar a realidade. Porém, saber que na cidade de São Paulo os cruzamentos concentram mais acidentes por quilômetro e que esses aumentaram 5% de 2017 para 2018, já é uma informação capaz de dar insumos aos tomadores de decisão sobre medidas que possam reduzir tais números. Agir nos cruzamentos mais perigosos salvará vidas.
https://www.archdaily.com.br/pt/928474/como-o-desenho-das-ruas-de-sao-paulo-influencia-nos-acidentes-de-transitoWRI Brasil
Há cerca de quatro anos a Avenida Paulista ganha cores, dança, música e circulação intensa de pedestres e ciclistas aos domingos e feriados. Este é o fruto da mobilização de organizações da sociedade civil e da população, que em 2015 levou à criação do Programa Paulista Aberta pela Prefeitura de São Paulo, no contexto do programa Ruas Abertas. Desde então, uma das avenidas mais movimentadas da capital paulista é palco de atividades econômicas, culturais e de lazer, além de proporcionar um espaço gratuito e amplo para a prática de exercícios físicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/928149/paulista-aberta-os-impactos-para-visitantes-e-moradores-apos-quatro-anos-do-programaITDP Brasil
A Rua Miguel Calmon foi cenário de transformações importantes em Salvador. Até o início do século 20, antes da construção do aterro em que foi erguido o lado esquerdo da via e um novo porto para a cidade, ela se chamava Rua do Cais e era banhada pelo mar. Cem anos depois, a rua no bairro Comércio tornou-se a primeira Rua Completa da capital baiana e um dos símbolos das intervenções que têm revitalizado seu centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/927819/de-rua-do-cais-a-rua-completa-intervencao-em-salvador-devolve-vitalidade-a-rua-miguel-calmonFernando Corrêa e Bruno Batista
Foto ilustrativa. Créditos: Agência Brasília on Visual hunt / CC BY
A partir de 5 de novembro, usuários de ônibus de Vargem Grande Paulista passarão a ter isenção do valor da passagem. A cidade é a primeira da região metropolitana de São Paulo a oferecer gratuidade no bilhete de transporte público.
Estação de metro em Berlin. Foto: Tuomo Lindfors on Visual Hunt / CC BY-NC-SA
Berlim é líder mundial em mobilidade urbana, de acordo com o estudo Mobility Futures, da empresa de dados e consultoria Kantar, que avaliou grandes cidades do mundo. A capital da Alemanha ficou no topo da mobilidade, e isso devido a diversos fatores, principalmente maior economia nas viagens, facilidade de acesso a uma ampla rede de infraestrutura de transporte público e de serviços de compartilhamento.
Ao longo das últimas décadas, postos de gasolina passaram de uma novidade à objetos onipresentes em paisagens urbanas e rurais do mundo todo. Com a popularização dos automóveis durante a segunda metade do século XX, postos de gasolina transformaram-se em uma das tipologias arquitetônicas universais mais vulgares. Hoje, somente nos Estados Unidos, existem cerca de 130.000 estruturas deste tipo espalhadas pelos quatro cantos do país, uma para cada 2.000 mil veículos da frota americana que beira atualmente os 270 milhões. No entanto, à medida que a população mundial continua migrando das áreas rurais para às cidades, áreas urbanas cada vez mais densas e com sistemas de transporte público cada dia mais eficientes e sustentáveis, é hora de reinventar esta tradicional tipologia para que ela não se torne obsoleta da noite para o dia.
Área exclusiva para pedestres em Copenhague. Foto: City Clock Magazine/Flickr
Caminhar é mais do que um movimento mecânico: é apropriar-se cotidianamente do espaço da cidade. Estar no ambiente urbano de forma ativa, percebendo a cidade e os detalhes que dela fazem parte. Essa escolha, no entanto, nem sempre depende apenas da vontade das pessoas; está atrelada também a fatores externos, como as condições físicas e sociais dos indivíduos e a existência ou não de infraestruturas que permitam essa opção.
https://www.archdaily.com.br/pt/926247/5-cidades-que-sao-exemplos-de-caminhabilidadeLara Caccia e Priscila Pacheco
O ambiente afeta o comportamento, assim como o comportamento afeta o ambiente. Essa é uma das principais proposições da psicologia ambiental, área que estuda a inter-relação entre o comportamento humano e o ambiente que o circunda, seja ele construído ou natural. Se o ambiente tem o poder de influenciar nossas escolhas e hábitos, então é possível planejá-lo para que incentive escolhas mais sustentáveis. E as ruas completas oferecem uma forma de fazer isso.
Deslocar-se pelas cidades é requisito básico para o acesso e o desenvolvimento da maioria das atividades humanas. São viagens diárias entre residência e trabalho, estudo, lazer, ou outros compromissos cotidianos. E nem sempre são feitas com as melhores condições de conforto, seja em transportes lotados ou congestionamentos. Mobilidade urbana é um tema muito atual e bastante debatido, desde rodas de conversas informais até seminários técnicos e científicos. É difícil encontrar alguém que não tenha uma opinião formada sobre o assunto ou alguma solução milagrosa para os problemas de sua cidade ou região. Já postamos no site diversos artigos sobre o assunto, sejam de propostas utópicas até questões relacionadas ao cotidiano da maior parte da população.
Ao passar de carro ao lado de uma ciclovia, é difícil não ouvir um comentário como “ela está sempre vazia”, “isso tira espaço dos carros” ou “as lojas perdem clientes”. Mas será que essas afirmações têm algum fundo de razão? Veja alguns mitos muito populares sobre as ciclovias – e qual é a verdade sobre elas.
Há um certo tempo o planejamento cicloviário se tornou um tópico prioritário para diversos países no mundo que buscam seriamente mitigar os problemas causados pela extrema urbanização. Nesse sentido, vale conferir quais países estão aumentando suas malhas cicloviárias e entender quais os padrões de desenvolvimento estabelecidos para cada uma delas. O OpenCycleMap é um projeto que permite ver claramente quais são esses países e analisar suas redes com um enorme nível de detalhe.
https://www.archdaily.com.br/pt/916333/ciclovias-do-mundo-conheca-o-opencyclemapPedro Vada
Intervenção e urbanismo tático em cruzamento da rua João Alfredo, em Porto Alegre. Foto: Daniel Kener Neto/WRI Brasil
A medição de impacto é uma etapa indispensável para que uma Rua Completa seja implementada com sucesso e de fato atenda às necessidades da população. Como não existe um modelo único de Rua Completa, o processo se torna ainda mais necessário: para garantir que as diferentes intervenções sejam eficazes e positivas, é fundamental conhecer os cenários de antes e depois das mudanças e avaliar os impactos do projeto na prática.
As famosas estações-tubo de Curitiba, ícones do desenvolvimento urbano da capital paranaense nos anos 1990, serão substituídas por um modelo mais novo. A meta da Prefeitura e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba é substituir doze destas estruturas ao longo da linha Inter 2 de ônibus.
California Air Resources Board, ou simplesmente CARB, é um grupo composto por 16 membros (sendo a maioria nomeados pelo governador), que supervisiona os esforços para controlar a poluição do ar na Califórnia, nos Estados Unidos. Tal grupo aprovou, em dezembro, uma regulamentação inédita nos EUA que estabelece uma meta estadual para que as agências de transporte público façam a transição gradual para frotas de ônibus 100% emissão zero até 2040.
Rua Joel Carlos Borges, em São Paulo. Foto: Pedro Mascaro/WRI Brasil
A implementação de uma Rua Completa é uma conquista a ser celebrada em uma cidade. Um projeto que chega a se tornar realidade é uma indicação de que a mobilidade urbana da região está sendo pensada em prol do uso mais democrático do espaço e da segurança de todos os seus usuários. Mesmo assim, medir o impacto dessas intervenções é de vital importância para orientar futuras ações no local.
A primeira Rua Completa de São Paulo, a Rua Joel Carlos Borges, no Brooklin, passou por uma avaliação dois meses após sua implantação, a qual concluiu que 92% dos usuários da via aprovam o projeto e acreditam que as mudanças são benéficas.
https://www.archdaily.com.br/pt/908598/primeira-rua-completa-de-sao-paulo-tem-92-percent-de-aprovacaoWRI Brasil
Mercado de Durban, África do Sul. Fotografia de: mattk1979 on Foter.com / CC BY-SA
A urbanização está mudando a cara do planeta – para o bem e para o mal.
Populações urbanas, produtos internos brutos e investimentos estão crescendo exponencialmente. Ao mesmo tempo, emissões de carbono estão aumentando, mais e mais pessoas estão vivendo em favelas e a poluição do ar é uma ameaça que cresce. Especialistas apontam para a necessidade de transformações urbanas, ainda que poucas pessoas tenham uma ideia concreta de como desencadear e manter tal mudança.
https://www.archdaily.com.br/pt/907739/5-cidades-mostram-o-que-sao-transformacoes-urbanasAnne Maassen e Madeleine Galvin
Abertura da exposição (I)Mobilidades: Trajetórias e Narrativas (Coletivo Sabinada - Salvador/BA)
O Coletivo Sabinada convida para a abertura da exposição (I)Mobilidades: Trajetórias e Narrativas, realizada pelo Coletivo Sabinada, que integra o projeto de experimentação artística "(I)Mobilidade Urbana: Percursos e recortes de uma problemática social construída e invisibilizada" (edital PIBExA 2018/PROEXT-UFBA). Cinco artistas do novo cenário cultural baiano - Ana Elisa Improta, Tita Anjos, Oliver Dorea, Diego J. Cardoso, Milena Ferreira e Janusberg Barbosa - foram convidados a criara obras a partir da pesquisa elaborada pelo Coletivo Sabinada sobre a mobilidade dos estudantes da FAUFBA. Os resultados, sistematizados em um banco de dados, foram disponibilizados aos artistas que os utilizaram como disparadores para suas produções.