Não por acaso, as formas curvas na arquitetura fazem parte do imaginário da arquitetura brasileira ao redor do mundo. As curvas, formas que invariavelmente evocam a obra de Oscar Niemeyer, são marcas emblemáticas dos conjuntos arquitetônicos da Pampulha e de Brasília, mas também de exemplos no âmbito da arquitetura residencial, como a Casa das Canoas, no Rio de Janeiro.
Apesar da atual tendência à verticalização das grandes cidades, as casas ainda são elementos tradicionais em diversos contextos urbanos e continuam se atualizando com o passar dos anos. Projetar uma casa na cidade envolve uma série de condicionantes específicas aos edifícios, e o virtuosismo da arquitetura nesses casos é buscar as oportunidades possíveis que lotes urbanos, em geral mais restritos em área, podem representar aos habitantes. Algumas propostas contrapõem o movimento cada vez mais visível de murar e isolar os ambientes residenciais, em condomínios ou grandes complexos habitacionais, e se lançam a estabelecer uma relação direta e amigável com o ambiente público, pela capacidade de compreensão de que a cidade tem uma série de interesses a oferecer ao desenho da arquitetura, mesmo quando privada.
Selecionamos um conjunto de projetos brasileiros de casas que lidam com a condicionante urbana a partir de respostas diversas e eficientes.
Assim como o cobogó e o brise-soleil, o muxarabi é um elemento arquitetônico com a função de diminuir a incidência solar no interior das edificações, atuando como um “filtro” que deixa livre a circulação do ar. Por serem constituídos tipicamente por treliçados de madeira, os painéis de muxarabis possuem a vantagem de serem mais leves e possuírem uma aplicação mais limpa quando comparados aos cobogós, por exemplo, já que não é necessário o uso de argamassa para fixar os elementos.
A Madeira é material nobre, usado na construção desde tempos remotos e em todas as regiões do mundo. Embora essa materialidade possa ser empregada em quase todos os tipos de arquitetura, reunimos aqui exemplos de casas rurais localizadas na Colômbia.
O House Challenge divulgou os resultados do concurso de 2019, que reuniu inscrições de todo o mundo. Com um tema focado na Casa do Deserto, os candidatos projetaram propostas novas e originais para abrigos temporários neste ambiente hostil.
Com quase quatro mil projetos publicados somente no ArchDaily Brasil no ano de 2019 e há menos de um mês para o fim do ano, nossos curadores fecham este ano estimulante para a arquitetura com uma seleção dos projetos residenciais publicados mais visitados no site brasileiro.
Implantadas em paisagens urbanas, rurais, ou na praia; com projetos construídos em estruturas variadas, da tradicional alvenaria aos sistemas pré fabricados mais tecnológicos; de pequenas habitações a casas com grandes dimensões; esta seleção de 50 casas destaca os exemplos mais acessados durante estes doze meses e que de acordo com nossos leitores, foram os mais instigantes em inovação, técnicas construtivas e desafios projetuais. Confira a seguir:
Projetar em um país onde o clima é predominantemente equatorial ou tropical implica em tomar decisões que diminuam a sensação de calor nos espaços internos da edificação. A versatilidade, a funcionalidade e a estética do brise-soleilsão características que encorajam arquitetos, sobretudo no contexto brasileiro, a utilizá-lo em edifícios residenciais. O brise-soleil, quebra-sol, ou apenas brise, funciona como uma espécie de “meio termo” entre abertura e fechamento, controlando a entrada de iluminação no edifício sem impedir a ventilação. Além disso, o sistema também permite uma maior conciliação entre a privacidade dos espaços internos e a vista para o externo.
As empenas cegas, ou fachadas sem aberturas, geralmente não são partidos projetuais em residências, mas sim frutos da necessidade de privacidade em certos ambientes, principalmente quando o recuo em relação ao edifício vizinho é pouco ou inexistente. No entanto, as empenas cegas podem vir a tomar lugar de destaque no conjunto de um edifício, seja pelo contraste entre cheios e vazios, seja pela valorização da empena de outras formas - como aplicação de pintura, textura, jardim vertical etc. -, seja, por fim, pela localização da empena cega na parte frontal do edifício - ou seja, uma “inversão de papéis” entre as fachadas laterais, geralmente resignadas à privação de aberturas, e a(s) fachada(s) frontal e/ou posterior, normalmente com aberturas.
Placas por toda a cidade, nos trens e metrôs. As palavras "Souto Moura" dispensam maiores explicações em uma cidade com dois arquitetos reconhecidos mundialmente. É a noite de abertura de sua Exposição “Souto de Moura: Memória, Projectos, Obras”, na Casa da Arquitectura, dia 18 de outubro de 2019, e ali estão os dois maiores expoentes da chamada Escola do Porto, lado a lado. Álvaro Siza, junto a outros convidados de honra, percorre todos os quarenta projetos da exposição ouvindo as explicações sintéticas, humildes e quase simplórias de Eduardo Souto de Moura sobre cada um deles. São os dois prêmios Pritzker portugueses, que por acaso também moram e trabalham nos mesmos edifícios, além de já terem trabalhado juntos em alguns projetos. Eduardo não esconde o orgulho da presença de Siza em sua exposição individual. Assim como não se omite ao reconhecer a influência do mestre na a sua carreira. Mas a arquitetura de Souto de Moura é única, tem vida própria. E todos ali sabem disso.
Existem muitas pesquisas sobre como as cores podem afetar o nosso humor, mas ainda é difícil estabelecer padrões para determinados comportamentos frente a diferentes tonalidades. O que podemos afirmar é que a escolha de uma cor para uma casa, de fato, reflete a personalidade do seu proprietário, o que atribui ao ambiente uma certa identidade e particularidade.
A Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura inaugura hoje, dia 18 de outubro, a Exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras”, que ficará em exibição até 6 de setembro de 2020. Com curadoria de Francesco Dal Co e Nuno Graça Moura, a exposição oferece uma singular leitura monográfica da obra de Eduardo Souto de Moura, prêmio Pritzker 2011 e dos mais prestigiados arquitetos portugueses.
Ao longo da história de um edifício, é possível que este assuma funções diferentes daquela para a qual foi originalmente pensado. É o caso, por exemplo, das casas que viraram museus, seja por terem se tornado ícones da arquitetura, seja porque em algum momento perderam sua função original e passaram por uma renovação para abrigar um espaço expositivo.
Desde que Le Corbusier formulou, na década de 1920, os cinco pontos para uma nova arquitetura, a planta livre tem sido adotada como solução para projetos de arquitetura residencial. A princípio, seu surgimento esteve ligado à libertação das paredes de sua função estrutural, possibilitada pelos pilotis - outro dos cinco pontos elaborados pelo arquiteto franco-suíço. A planta livre, então, possibilitou não só uma conexão mais direta entre os espaços, sem barreiras físicas, mas também a diversidade de possibilidades na distribuição e divisão de espaços.
Centro Paula Rego. Image Cortesia de Casa da Arquitectura
A Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura inaugurará, em outubro, a exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras”, que ficará em cartaz até setembro de 2020. Com curadoria de Francesco Dal Co e Nuno Graça Moura, a exposição oferece uma singular e rara leitura monográfica do trabalho daquele que é considerado um dos mais prestigiados arquitetos portugueses.
A produção arquitetônica atual em São Paulo é tão diversa quanto se poderia esperar de uma das cidades mais populosas do mundo. Posto que a arquitetura envolve também o resultado do desordenamento urbano e crescimento populacional — edificações advindas da necessidade das pessoas que, com escassos recursos, constroem elas mesmas suas casas — a discussão com frequência se concentra naquela produção cuja gênese se encontra no esforço projetual.
O livro “Infinito Vão” chega finalmente às livrarias do Brasil numa coedição Casa da Arquitectura e Monolito. Nos dias 8 e 10 de agosto, haverá lançamentos da publicação no Rio de Janeiro e São Paulo, respetivamente, com a presença dos curadores Fernando Serapião e Guilherme Wisnik e do diretor executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio.