A Graham Foundation divulgou sua lista de organizações contempladas com suporte financeiro. Este ano, 38 projetos de diferentes partes do mundo receberão apoio da fundação. Os projetos incluem exposições, publicações e outras atividades do universo das artes e da cultura que exploram temas e questões diversas no discurso contemporâneo da arquitetura. A seleção busca destacar o trabalho de arquitetos, artistas, curadores, designers, educadores e outros profissionais que trabalham com organizações ao redor do mundo em lugares tão distantes como Chicago, Tijuana e Beirute.
Ainda que o livro A Arquitetura da Felicidade não tenha causado muito alvoroço logo após a sua publicação no início dos anos 2000, o conceito defendido pelo seu escritor, Alan de Botton, de que a arquitetura é um elemento fundamental para a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, parece estar ganhando cada vez mais força e seguidores ao longo dos últimos anos. Pensando nisso, o Canadian Centre for Architecture de Arquitetura (CCA), em parceria com o curador Francesco Garutti, está apresentando uma exposição questionando as maneiras pelas quais a "indústria da felicidade" tem passado a explorar e controlar a vida das pessoas depois da crise financeira de 2008.
Our Happy Life, Architecture and Well-being in the Age of Emotional Capitalism (Nossa Vida Feliz, Arquitetura e Bem-estar na Era do Capitalismo Emocional) é uma exposição de projetos de arquitetura, obras de arte e fotografias. Samuel Medina, editor da Metropolis Magazine, conversou com Garutti para esclarecer os conceitos por trás da exposição do CCA, o impacto das mídias sociais em nossas vidas e o significado da arquitetura nos dias de hoje.
Esta exposição no Museu de Serralves irá debruçar-se sobre os aspetos gestuais, formais e sociais da conceção de arquitetura de Matta-Clark, ou nas suas palavras, de "fazer espaço sem o construir.” Esta apresentação, composta sobretudo por obras do Gordon Matta-Clark Archive no CCA, irá apresentar fotografias, desenhos e documentos relacionados com os projetos mais importantes do artista, e também os seus filmes comerciais, assim como empréstimos importantes relacionados com a obra pioneira do artista.
Semana passada, Phyllis Lambert, amplamente considerada uma das figuras mais influentes da arquitetura mundial, completou 90 anos de idade. Conhecida principalmente por fundar o Canadian Centre for Architecture (CCA) em sua cidade natal, Montreal, em 1979, ela também atuou como Diretora de Planejamento na construção do famoso Edifício Seagram em Manhattan, projeto frequentemente citado como uma das mais importantes obras construídas de Mies van der Rohe. Como arquiteta, projetou o Saidye Bronfman Centre (1967), um centro de artes performáticas nomeado em homenagem à sua mãe.
Phyllis Lambert, 1959, durante seus estudos no Illinois Institute of Technology. Cortesia de Ed Duckett
O Centro Canadense de Arquitetura (CCA) anunciou Phyllis Lambert, arquiteta e Diretora Fundadora Emérita do CCA, como vencedora Arnold W. Brunner Memorial Prize 2016 Architecture Awards da Academia de Artes e Literatura de Nova Iorque. O prêmio de US$20,000 é concedido a arquitetos, de qualquer nacionalidade, que tenham contribuído significativamente com a arquitetura como forma de arte.
Lambert "é a consciência da arquitetura moderna e contemporânea, protegendo seu passado e advogando por seu futuro como uma forma vital de arte", disse Elizabeth Diller, jurada presidente.