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Biomaterials: O mais recente de arquitetura e notícia

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

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O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

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Plástico que não é plástico: Redefinindo a circularidade no design de planta livre

 | Em colaboração
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Ao entrar em um grande espaço de convivência, no lobby de um hotel ou em um ambiente de trabalho em plano aberto, a primeira coisa que se nota não é o que divide o espaço, mas o que o mantém unido. Raramente existem limites claros, salas óbvias ou divisórias rígidas; ainda assim, o espaço parece organizado. Algumas áreas convidam à pausa; outras ditam o movimento; outras promovem a convivência. As transições são sutis, mas legíveis.

Ao mesmo tempo, espera-se mais desses interiores. Eles devem acomodar mudanças constantes, resistir ao uso intenso e responder às pressões ambientais reduzindo o desperdício, prolongando a vida útil e evitando substituições frequentes. A questão não é apenas a aparência de um espaço, mas sim o seu desempenho ao longo do tempo. O que realmente está sustentando essa carga?

Do resíduo à parede: bagaço de cana-de-açúcar como material de construção de baixo carbono

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De sistemas de revestimento acústico e térmico a blocos de alvenaria e tecidos produzidos a partir de resíduos agrícolas, a experimentação com materiais de base biológica continua a impulsionar soluções sustentáveis para a indústria da construção civil. Diante da necessidade urgente de repensar como concebemos e interagimos com os materiais que moldam o ambiente construído, profissionais, pesquisadores/as e educadores/as vêm abordando diferentes escalas de projeto e fases de planejamento, reconhecendo a importância de reduzir as emissões de carbono e o impacto ambiental do setor. Em parceria com o Projeto Bagaceira, o protótipo de painel acústico e térmico Sugarcrete®, desenvolvido pela University of East London (UEL), demonstra como o design de baixo carbono pode transformar resíduos agrícolas em materiais de construção de alto desempenho.

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

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A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.

O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?

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