Vista aérea de Veneza, Itália. Imagem de Lukas Kastner. Imagem via Shutterstock
A proposta “EM OPERA. Cenários futuros de uma jovem Lei Florestal” desenvolvida por INST/MAPA + Carlos Casacuberta foi selecionada para representar o Uruguai na 18ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que acontecerá de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Baia di Ieranto. Imagem Cortesia de Fosbury Architecture
O projeto para o Pavilhão da Itália na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia terá curadoria de Fosbury Architecture, um coletivo composto por Giacomo Ardesio, Alessandro Bonizzoni, Nicola Campri, Veronica Caprino e Claudia Mainardi. A proposta da equipe para a exposição é baseada em uma prática de pesquisa que vê a arquitetura como resultado de um trabalho coletivo e colaborativo. De janeiro a abril, período que antecede a abertura da Bienal, nove intervenções site-specific intituladas Spaziale presenta ativarão diferentes lugares em toda a Itália.
O Pavilhão da Dinamarca anunciou Josephine Michau como curadora da exposição Imaginários da Costapara representar a Dinamarca na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. A exposição destaca soluções de design baseadas na natureza para aliviar os desafios globais como a elevação do nível do mar e as enchentes. A equipe por trás da exposição representa uma colaboração entre o escritório de arquitetura paisagística Schønherr e pesquisadores, artistas, organizações comerciais dinamarquesas e instituições científicas. O assunto selecionado se alinha com o tema abrangente da bienal, Laboratório do Futuro, que vai de 20 de maio a 26 de novembro de 2023, no Giardini, Arsenale e outros locais de Veneza.
Courtesy of Media by Matteo de Mayda/ Courtesy of 18th International Architecture Exhibition – La Biennale di Venezia, The laboratory of the Future
Para a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, o Pavilhão Nórdico, representando Finlândia, Noruega e Suécia, apresentará Girjegumpi, um projeto itinerante de biblioteca coletiva iniciado pelo arquiteto e artista Joar Nango. Por mais de quinze anos, Nango vem reunindo um arquivo de livros e materiais que exploram a arquitetura e o design indígena Sámi, o conhecimento tradicional em construção, o ativismo e a decolonialidade. O Girjegumpi foi inaugurado em 2018, tornando-se um espaço acolhedor de encontro e promoção da cultura indígena. Em 2023, a biblioteca viajará para Veneza, onde será apresentada no Pavilhão Nórdico, projetado pelo arquiteto norueguês Sverre Fehn.
Intitulado "janeiro, fevereiro, março", o pavilhão da Geórgia na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023 tem a curadoria da Bienal de Arquitetura de Tbilisi. Explorando a relação entre o fluxo de tempo e energia, a intervenção georgiana "representará a natureza morta e viva através da história de um assentamento artificialmente alterado na região de Dusheti". A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura será realizada entre 20 de maio e 26 de novembro de 2023, no Giardini, no Arsenale, e em vários locais nos arredores de Veneza, e terá como tema "Laboratório do Futuro".
Como disse a arquiteta e curadora da Bienal de Veneza de 2023, Leslie Lokko, "após dois dos anos mais difíceis de que se tem memória, nós arquitetos temos uma oportunidade única de mostrar ao mundo o que fazemos de melhor: propor ideias ambiciosas e criativas que nos ajudam a imaginar juntos um futuro mais igualitário e otimista".
2023 terá uma série de eventos de arquitetura que tentarão incorporar essas ideias ambiciosas e criativas. Desde a abordagem de Veneza sobre a África como laboratório do futuro até a revisão de 100 anos de Seul, passando por Chicago e sua arte que encontra arquitetura e civismo. A seguir, veja 12 eventos de arquitetura que merecem sua atenção no próximo ano.
A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a curadoria do Pavilhão do Brasil na 18ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Com abertura em 20 de maio de 2023, a exposição é organizada por Gabriela de Matos e Paulo Tavares, ambos arquitetos e pesquisadores com uma abordagem transversal, que dialoga com estudos de raça, gênero, pedagogia e culturas visuais.
https://www.archdaily.com.br/pt/993573/gabriela-de-matos-e-paulo-tavares-serao-os-curadores-do-pavilhao-do-brasil-na-bienal-de-arquitetura-de-veneza-2023ArchDaily Team
Sevince Bayrak e Oral Göktaş, fundadores do estúdio SO? Architecture and Ideas, foram selecionados como curadores do Pavilhão da Turquia na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, a Bienal de Veneza 2023. Chamada de Ghost Stories: Carrier Bag Theory of Architecture, a instalação questiona como os arquitetos podem transformar edifícios em vez de demolí-los ou deixá-los entregues à própria sorte, revelando propostas que trazem esperança para o futuro. A exposição será realizada de 20 de maio a 26 de novembro de 2023, sob a coordenação da Fundação de Cultura e Artes de Istambul (İKSV).
Pavilhão Studio NYALI / ArchiAfrika na Bienal de Veneza 2021. Imagem cortesia de Studio NYALI
Da Bienal de Arquitetura de Tbilisi à Trienal de Arquitetura de Sharjah, as exposições de arquitetura estão cada vez mais presentes nos calendários culturais do mundo contemporâneo. As novas edições aproveitam o caminho trilhado por mostras do passado — e essas exposições históricas moldaram o discurso arquitetônico que temos hoje. Porém, como nasceram de uma estrutura ocidental, há pouca representatividade africana na história dos palcos arquitetônicos das bienais e trienais, reduzindo uma variedade de culturas a apenas uma, com estilos arquitetônicos distintos reunidos de maneira incoerente.
A galeria SPACES, com sede em Cleveland, foi selecionada para organizar a exposição dos EUA na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, em colaboração com o Bureau of Educational and Cultural Affairs do Departamento de Estado dos EUA. Como curadoras, Tizziana Baldenebro, diretora executiva da galeria, colaborou com Lauren Leving, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Cleveland, na proposta. Juntas, elas planejam preencher o espaço do pavilhão com obras em plástico de professores de arquitetura, designers e artistas. A exposição, intitulada Everlasting Plastics, pretende examinar o papel deste material “literalmente e como metáfora cultural”.
O coletivo de arquitetura AKT e Hermann Czech estão colaborando no conceito e design do Pavilhão Austríaco na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. Intitulado "Beteiligung / Participation", o pavilhão será temporariamente convertido em um experimento social que explora temas como público x privado, acessível x inacessível e comunitário x individual por meio de intervenções arquitetônicas. A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura será realizada de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
A Conferência “Reconstructing the Future for People and Planet”, organizada pela Bauhaus Earth e pela Pontifícia Academia de Ciências (PAS), começou na Casina Pio IV nos jardins do Vaticano. A conferência foi aberta com um discurso de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. O extenso programa reúne renomados cientistas, arquitetos, pessoas que planejam espaços e que formulam políticas, para discutir a transformação do ambiente construído de um impulsionador de crises climáticas e sociais em uma força de regeneração.
O presidente da La Biennale di Venezia, Roberto Cicutto, e o curador da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, Lesley Lokko de Jacopo Salvi. Imagem cortesia de La Biennale di Venezia
De 20 de maio a 26 de novembro de 2023, a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura ocupará os espaços do Giardini, Arsenale e outros locais de Veneza. Intitulada O Laboratório do Futuro, a mostra foi anunciada hoje pelo presidente da Biennale di Venezia, Roberto Cicutto, e pela curadora da exposição, Lesley Lokko.
O tema e título desta edição considerará o continente africano como protagonista do futuro. “Há um lugar neste planeta onde todas essas questões de equidade, raça, esperança e medo convergem e se unem. África. A nível antropológico, somos todos africanos. E o que acontece na África acontece com todos nós”, explica Lokko.
Kiev, Ukraine / Statue of Berehynia on the top of Independence Monument on the Maidan Nezalezhnosti. Image via Shutterstock
Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma invasão em larga escala no território ucraniano. Sendo a maior crise de refugiados e o maior conflito armado no território europeu neste século até o momento, esta guerra está mobilizando pessoas em todo o mundo para pressionar as autoridades a encerrar o conflito armado. Personalidades e instituições do campo da arquitetura participaram desses atos de solidariedade, emitindo declarações, condenando ações e até encerrando atividades na Rússia. Da UIA ao MVRDV, e até organizações russas como o Instituto Strelka, o mundo da arquitetura está denunciando esses atos de violência e apoiando um cessar-fogo imediato.
A Direção da Biennale di Venezia nomeou a arquiteta, acadêmica e romancista ganense-escocesa Lesley Lokko como curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. O evento será realizado de sábado 20 de maio a domingo 26 de novembro de 2023.
Para a edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão do Japão nos convida a refletir sobre o movimento de bens e mercadorias, sobre o consumo de massa, a sustentabilidade e o reaproveitamento de materiais na arquitetura. Intitulado Co-propriedade de Ação: Trajetórias de Elementos e com curadoria de Kadowaki Kozo, o Pavilhão Japonês para a Biennale deste ano será construído a partir da estrutura de uma tradicional casa japonesa de madeira, a qual será desmontada, enviada para Veneza e então reconstruída e ressignificada através do uso de novos materiais e soluções construtivas. Desta forma, o Pavilhão do Japão procura demonstrar que materiais e estruturas existentes podem ter uma segunda vida, colocando em cheque a crescente demanda por novos insumos e matérias primas, abraçado a reutilização em detrimento do consumo.
“Quando usamos um banheiro, embora fechemos a porta ao entrar, nunca estaremos sozinhos. Muito pelo contrário. Ao adentrar nesse espaço, nos embrenhamos em uma rede de diferentes corpos, infraestruturas, ecossistemas, normas culturais e códigos sociais”. Embora banheiros sejam muitas vezes negligenciados, tratados apenas como uma infra-estrutura banal e necessária, eles são, na verdade, um território onde questões de gênero, religião, etnia, higiene, saúde e também economia são claramente definidas e expressas. Pensando nisso, Matilde Cassani, Ignacio G. Galán, Iván L. Munuera e Joel Sanders desenvolveram o projeto de dois pavilhões para a 7ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, nos quais eles exploram o banheiros como um território de disputas políticas e sociais.