Neighbours, Karin Sander, Philip Ursprung, Swiss Pavilion, 18th International Architecture Exhibition - La Biennale di Venezia, 2023. Image via KS 2023
O projeto da Suíça para seu pavilhão nacional na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura-La Biennale di Venezia terá curadoria de Karin Sander e Philip Ursprung para explorar as relações territoriais dentro do Giardini de La Biennale. Com o título Vizinhos, o projeto se concentra na proximidade espacial e estrutural entre o Pavilhão Suíço e seu vizinho venezuelano. Ao transformar a própria arquitetura na exposição, o projeto também destaca a ligação entre os arquitetos das duas estruturas: o suíço Bruno Giacometti (1907 - 2012) e o italiano Carlo Scarpa (1906 - 1978). A exposição ficará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
"Fábrica de afetos" é uma obra em exposição de Antonio Yemail que ficou à mostra na Galeria Policroma, em Medellín, até meados de fevereiro. Ela foi criada a partir de um longo processo envolvendo diferentes estudos de caso sobre a relação entre gatos e pessoas. Há mais de uma década Antonio pesquisa uma arquitetura específica para seres esquivos a partir de vários campos, incluindo pesquisa, academia, prática arquitetônica e artística.
A Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 anunciou nesta terça-feira, 21 de fevereiro, que a edição deste ano incluirá 63 pavilhões nacionais. A exposição internacional, com curadoria de Lesley Lokko, contará com 89 participantes, mais da metade dos quais são da África ou da diáspora africana.
Entre os escritórios convidados estão Adjaye Associates, atelier masōmī, Kéré Architecture, MASS Design Group, Sumayya Vally e Moad Musbahi, Theaster Gates Studio, Andrés Jaque / Office for Political Innovation, Liam Young e Neri&Hu Design and Research Office, para citar apenas alguns.
O comitê da UNESCO decidiu inscrever o Centro Histórico da Cidade Portuária de Odesa, na Ucrânia, na Lista do Patrimônio Mundial da Humanidade. A decisão simboliza o reconhecimento do valor excepcional do sítio e o compromisso dos 194 Estados da Convenção de não realizar nenhuma ação deliberada que possa prejudicá-lo, mas sim, auxiliar na sua proteção. O local também foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial em perigo, o que lhe dá acesso a assistência financeira ou técnica internacional para garantir sua proteção e, se necessário, contribuir para sua reabilitação.
Por duzentos anos, a cidade de Nova York tem sido a maior metrópole dos Estados Unidos e continua a superar suas concorrentes. A cidade é uma das mais antigas e prósperas do país. Sua região metropolitana produz bens e serviços que equivalem em termos monetários à metade do que o Brasil produz. A sua estrutura urbana, capacidade produtiva e elevada renda per capita evidenciam sua posição privilegiada no mundo, e uma das chaves para entender a sua ascensão está no início da sua história e ao longo do seu processo de desenvolvimento. Em 1624, as terras da ilha de Manhattan foram compradas do povo indígena Lenape pelo holandês Peter Minuit, da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que fundou a chamada Nova Amsterdã. A ilha é uma extensa área plana de 59 km² situada em meio à foz do Rio Hudson e do Rio do Leste. A baía permitia atracar grandes navios e era também um local mais fácil de se defender.
"Nosso planeta está sufocando com plástico", afirma as Nações Unidas. Embora o material feito pelo homem tenha muitos usos valiosos, nosso vício em produtos plásticos de uso único levou a severas questões econômicas, de saúde e ambientais. Aproximadamente um milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto e cinco trilhões de sacos plásticos são usados todos os anos em todo o mundo - usados apenas uma vez e depois jogados fora. Plásticos e microplásticos chegaram a todos os cantos de nosso ambiente natural, desde os picos das montanhas mais altas até as profundezas dos oceanos. Tanto que eles se tornaram parte do registro fóssil da Terra e criaram um habitat microbiano marinho totalmente novo conhecido como "Plastisfera".
O Nieuwe Instituut nomeou Jan Jongert, do Superuse Studios de Roterdã, como curador do Pavilhão dos Países Baixos na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. Em resposta ao tema abrangente de Lesley Lokko para esta edição da Bienal, Laboratório do Futuro, a equipe curatorial holandesa pretende explorar os complexos sistemas que sustentam as estruturas de nossa sociedade. A exposição estará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Domesticidade, palavra-chave curatorial do Pavilhão de Taiwan na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. Imagem Cortesia do Museu Nacional de Belas Artes de Taiwan
A 18ª Exposição Anual de ArquiteturaLa Biennale Di Venezia acontece de maio a novembro sob o temaO Laboratório do Futuro. Este ano, o Pavilhão de Taiwan, organizado pelo Museu de Belas Artes de Taiwan, analisará a inteligência imbuída nas paisagens. Aparelhos diacrônicos de Taiwan mostra como os habitantes locais ao longo da história de Taiwan usaram sua intuição para moldar o ambiente. Além disso, o projeto também abre um diálogo sobre terreno artificial e natural para redescobrir o que podemos aprender com a natureza.
Abrahamic Family House, vista geral. Imagem cortesia de Adjaye Associates
Projetada pela Adjaye Associates, a Abrahamic Family House é um projeto histórico localizado no Saadiyat Cultural District, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. O centro abrange três casas de culto separadas: uma mesquita, uma igreja e uma sinagoga, juntamente com espaços de encontro e diálogo. Anunciado pela primeira vez em 2019 após um concurso internacional, o complexo inter-religioso foi oficialmente inaugurado e aberto aos fiéis em 16 de fevereiro de 2023. O acesso ao fórum e as visitas guiadas estão disponíveis para visitantes desde 1 de março de 2023.
Com escritórios em Londres, Berlim, Milão, Xangai e Santiago de Compostela, o vencedor de 2023 é um arquiteto com preocupações cívicas, um planejador urbano e ativista, com um extenso portfólio de projetos construídos que inclui mais de cem obras, abrangendo quatro décadas, em três continentes e diversas tipologias diferentes. Reconhecido por sua abordagem "sutil, porém poderosa, discreta e elegante", bem como por seu "compromisso com uma arquitetura de presença cívica discreta, mas transformadora, sempre feita com austeridade, evitando movimentos desnecessários e mantendo-se longe de tendências e modismos", Chipperfield foi nomeado Cavaleiro por seus serviços ao mundo da arquitetura em 2010, recebeu a Medalha de Ouro Real da RIBA em 2011 e foi curador da 13ª Bienal de Arquitetura de Veneza em 2012.
O escritório de arquitetura e paisagismo norueguês Snøhetta foi escolhido para projetar o novo Tribunal Nacional de Asilo para Refugiados e o novo Tribunal Administrativo de Montreuil, na França. A proposta reúne as duas instituições em um único local cercado por áreas verdes. O projeto inclui o desenho dos edifícios, paisagismo, sinalização, interiores e mobiliário. As obras devem iniciar em 2024, com conclusão prevista para 2026.
Em 31 de janeiro, andaimes e barreiras de construção foram desmontados na 56 Leonard Street, revelando a primeira obra de arte permanente de Anish Kapoor na cidade de Nova York. A escultura de 15 metros de comprimento, 6 metros de altura e 40 toneladas é parcialmente coberta por um edifício residencial projetado por Herzog & de Meuron. A escultura espelhada lembra outra obra de Kapoor, a Cloud Gate, também conhecida como The Bean, localizada em Chicago.
Apesar de não serem encontrados na natureza, os ângulos retos são os mais utilizados pelos arquitetos. Na busca por mais funcionalidade e praticidade na construção, quadrados e retângulos surgem como a opção principal no momento de projetar. Por outro lado, diversas arquiteturas vernaculares e ancestrais adotavam arcos e plantas circulares como solução. O jogo de formas geométricas na composição arquitetônica é vasto, mas não podemos esquecer de um polígono que também se destaca nele: o hexágono.
Como parte de nossa tradição anual, perguntamos aos nossos leitores quem deveria ganhar o Prêmio Pritzker 2023, a premiação mais importante no campo da arquitetura.
O Prêmio Pritzker — financiado por Jay Pritzker por meio da Hyatt Foundation nos Estados Unidos — tem sido concedido a arquitetos vivos, independentemente de sua nacionalidade, cuja obra construída "produziu contribuições consistentes e significativas para a humanidade por meio da arte da arquitetura”.
Projeto Cuevas Civilizadas do arquiteto mexicano Carlos Lazo na Cidade do México. Imagem cortesia de The Isamu Noguchi Foundation and Garden Museum
A abordagem do espaço na arquitetura contemporânea é bastante linear: diz respeito a um volume específico dentro de alguma forma de construção material. Mas, se dermos uma olhada nas primeiras moradias intencionais da humanidade, fica claro que elas foram muito menos premeditadas.
Em vez de espaços feitos pelo homem para serem mobiliados, nossos primeiros lares eram covis em cavernas naturais que ofereciam aos caçadores-coletores proteção temporária contra as intempéries e predadores em potencial. Apenas com o desenvolvimento da agricultura é que nossos ancestrais começaram a construir residências permanentes. Até hoje, o "trogloditismo" - ou vida em cavernas - continua conectado a ideias de dissociação social e a um desejo hermético de existir fora das normas arquitetônicas ortodoxas. No entanto, do norte da China ao oeste da França, à Turquia central, centenas de milhões de pessoas ainda optam por passar suas vidas, pelo menos parcialmente, no subsolo.
Perto do centro de Helsinque, na Finlândia, no bairro de Töölö, encontra-se a Igreja Temppeliaukio, um templo luterano de aparência incomum, aninhado entre rochas de granito. Aproximando-se da praça pela rua Fredrikinkatu, a igreja surge sutilmente: uma cúpula plana que se eleva pouco acima da paisagem circundante. Uma entrada despretensiosa, flanqueada por paredes de concreto, conduz os visitantes por um corredor escuro até o santuário iluminado esculpido na rocha. As paredes de pedra exposta renderam-lhe o nome alternativo de “A Igreja da Rocha”. Para contrastar com o peso dos materiais, claraboias ao redor da cúpula criam um jogo de luz e sombras e uma sensação de leveza.
A igreja é resultado de um concurso de arquitetura vencido pelos irmãos arquitetos Timo e Tuomo Suomalainen em 1961. Foram reconhecidos não apenas pela criatividade, mas também pelo respeito que demonstraram ao objetivo do concurso: “incluir o plano de organização para toda a Praça Temppeliaukio, tendo em mente que a maior parte possível do afloramento rochoso da praça deve ser preservada.” A proposta vencedora consegue isso incorporando a igreja dentro da rocha e colocando as instalações paroquiais nas bordas da colina. Este artigo explora a história por trás da Igreja Temppeliaukio, narrativamente e visualmente, através das lentes de Aleksandra Kostadinovska, uma fotógrafa profissional de Skopje.
No último novembro, a conferência anual do clima em Sharm el-Sheikh, a COP 27, terminou com um acordo provisório firmado para estabelecer um fundo climático de “perdas e danos” para a África e outros países em desenvolvimento. Para os africanos, isso foi motivo de uma comemoração contida, já que por gerações o continente construiu sua agenda de mudança climática quase exclusivamente em torno da busca pela justiça climática, visando responsabilizar as nações industrializadas pela maior parte das emissões globais de carbono.
Tudo isso se desenrolou ao mesmo tempo em que a maioria dos países africanos lida com os desafios mais básicos: saneamento urbano ineficiente; má gestão de águas pluviais; escassez de água, saneamento e instalações de higiene; desmatamento e degradação ambiental.
https://www.archdaily.com.br/pt/996449/e-hora-da-africa-criar-sua-propria-agenda-para-as-mudancas-climaticasMathias Agbo, Jr.