Shigeru Ban Architects, em colaboração com a ONG Voluntary Architects’ Network, desenvolveu uma versão aprimorada da habitação temporária projetada para ajudar as pessoas afetadas pelo recente terremoto na Turquia e Síria. O novo protótipo representa uma atualização do sistema de tubos de papelão implantado no noroeste da Turquia após o terremoto de 1999. Esta nova versão leva em consideração questões de eficiência e a necessidade de minimizar o tempo de construção no local.
A luz natural é um dos elementos mais críticos na arquitetura. Embora imaterial e difícil de controlar, desempenha um papel crucial na definição de como o espaço é percebido em termos de escala, texturas, materialidade e atmosfera geral. A luz natural também afeta as emoções que as pessoas sentem em um espaço, seja por sua ausência ou abundância. Mas, assim como a luz impacta a arquitetura, a arquitetura também impacta a luz. Através do enquadramento de vistas, criando massas tridimensionais que lançam sombras marcantes, ou esculpindo vazios que criam projeções de luz únicas, alguns arquitetos dominaram técnicas de projeto que integram perfeitamente luz e volumetria — e talvez um dos melhores nisso tenha sido o arquiteto veneziano Carlo Scarpa.
Pearl Gallery Renders. Image Courtesy of CHYBIK + KRISTOF
O escritório de arquitetura CHYBIK + KRISTOF venceu o concurso para a criação de um novo marco cultural que transformará e reativará o espaço público em Ústí nad Orlicí, na República Tcheca. Uma antiga fábrica têxtil será convertida em um centro cultural multifuncional aberto ao público. O edifício requalificado, localizada perto da praça principal da cidade, acrescentará à infraestrutura cultural existente.
Sir David Chipperfield recebeu o Prêmio Pritzker 2023, a mais alta distinção no campo da arquitetura. Conhecido por sua resposta bem trabalhada, precisa e sensível a ambientes complexos, o arquiteto tornou-se reconhecido pela habilidade na restauração e reforma de edifícios, sobretudo instituições culturais, antes de expandir o leque de projetos para incluir novas estruturas. Enquanto as obras já construídas demonstram muitos dos princípios fundamentais da boa arquitetura, os projetos em andamento revelam uma narrativa igualmente relevante: seguir em frente na evolução de sua abordagem a esses princípios.
Muitos dos projetos em andamento mantêm o interesse de Chipperfield em instituições museológicas e culturais, mas ele continua trabalhando com vários tipos de construção. Seu último grande projeto aborda uma das instituições mais notáveis da Grécia, o Museu Arqueológico Nacional. Isso representa mais uma oportunidade para o arquiteto apresentar os museus como instituições que proporcionam uma transformação na vida das cidades onde estão localizados, ao mesmo tempo em que evidenciam as camadas históricas que definem sua arquitetura. Outros projetos, como a Santa Giulia Arena em Milão ou a Elbtower em Hamburgo, ampliam o leque de programas e tipologias abordadas por Chipperfield.
Quando as ruas estão vazias, as calçadas intocadas e as cortinas fechadas, a cidade parece sem vida. Quando as empresas fecham, os escritórios se tornam remotos e a atividade econômica diminui, os mecanismos que operam uma cidade ficam ociosos. Espaços e terrenos vagos são muitas vezes percebidos como “fracassados”, refletindo o declínio urbano e a deterioração econômica. O vazio, no entanto, mantém a esperança de possibilidades e mudanças. Quando os vazios urbanos estão à beira da transformação, o que acontece nesse meio tempo?
Desde 1998, a Bienal de Arquitetura de Veneza tem se baseado em três pilares: os pavilhões nacionais (cada nação escolhe seus próprios curadores e projetos), a exposição internacional (organizada pelo curador da Bienal) e os eventos paralelos (aprovados pelo curador).
Na edição de 2023, a exposição internacional de arquitetura, que tem curadoria de Lesley Lokko, é estruturada em seis partes e conta com 89 participantes. Destes, mais da metade são da África ou da diáspora africana, com equilíbrio de gênero e uma média de idade de 43 anos para os participantes.
Se a economia circular está cada vez mais presente nos debates de arquitetura e planejamento urbano, é por uma razão: a população mundial que vive nas cidades crescerá para 68% até 2050. O desafio ambiental será significativo à medida que a demanda por recursos naturais, tais como materiais ou energia, aumentar, e parece que a circularidade oferece algumas oportunidades para reduzir este impacto.
Como podemos avançar em direção a um modelo mais sustentável em nossas cidades? Colocamos esta pergunta a nossos leitores e depois de analisar uma enorme quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção, estudantes e interessados em arquitetura, foi uma surpresa encontrar coincidências e visões sobre políticas e programas que incentivam o consumo responsável e a colaboração entre diferentes setores.
A seguir, conheça os pontos de vista mais recorrentes.
Você pode imaginar poder prototipar uma peça de mobiliário com o toque de um botão e testá-la em apenas algumas horas? Isso pode se tornar uma prática comum mais cedo do que podemos pensar. Alimentado pela inovação material, automação e tecnologia de ponta, uma nova era está surgindo; onde a impressão 3D abre um mundo de possibilidades criativas que transcendem os limites do design tradicional. Sim, móveis ainda são produzidos em massa usando os métodos convencionais - moldagem, corte, dobras -, mas a impressão 3D continua a romper com os aspectos tradicionais da indústria. À medida que a tecnologia revolucionária evolui e se torna mais acessível, isso desencadeou um nível incomparável de expressão e eficiência criativas. O conceito é simples: um design digital é criado usando o software de modelagem 3D e, em seguida, impresso, camada por camada, na forma de um objeto físico, dando vida a geometrias complexas. É um tipo totalmente novo de artesania digital.
Programa de ação Metropolis Ruhr. Imagem Cortesia de berchtoldkrass
A República do Kosovo apresentará Transcendent Locality na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, explorando o papel significativo que a migração desempenha no desenvolvimento social do país. O pavilhão também mergulha no processo migratório e suas diferentes fases, incluindo o retorno para casa após a migração: temporária, sazonal ou permanente. No entanto, em sua essência, celebra as conexões com a pátria e sua relação com a terra de acolhimento. O pavilhão propõe que a localidade trans, conectada a mais de um lugar simultaneamente, tornou-se o modelo de vida predominante. Com efeito, manter as conexões entre a terra de acolhimento e a pátria supõe uma forma de comunicação, de transferência de conhecimento, informação, de bens materiais e imateriais.
Pavilhão do Ramadã. Cortesia da imagem do Victoria & Albert Museum
O Ramadan Tent Projecte o Museu V&A apresentam o Pavilhão do Ramadã 2023, uma instalação arquitetônica inspirada no mês sagrado do Ramadã, que vai de 22 de março a 21 de abril deste ano. O pavilhão foi concebido pelo arquiteto Shahed Saleem e estará aberto ao público no Exhibition Road Courtyard do V&A South Kensington até 1 de maio de 2023. Como parte do festival anual, o pavilhão é acompanhado por uma série de eventos, performances e workshops com curadoria do Ramadan Tent Project.
Na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, o Pavilhão Húngaro se concentra em um novo museu em Budapeste, o Museu de Etnografia. Ele foi projetado por Marcel Ferencz (Napur Architect) e concluído em 2022 como um dos programas de desenvolvimento cultural e urbano mais notáveis da Europa, o Liget Budapest Project. A exposição em Veneza, intitulada “Reziduum – The Frequency of Architecture” e com curadoria de Mária Kondor-Szilágyi, apresentará o acervo do museu através do meio digital. Um curta-metragem de animação intitulado Ethnozoom e um programa de computador interativo, o MotifCreator, permitirão que os visitantes se familiarizem com as tradições húngaras e criem suas próprias composições de motivos. O Pavilhão Húngaro exibirá obras do arquiteto Marcel Ferencz, do arquiteto e compositor Péter Mátrai, da arquiteta Judit Z. Halmágyi e do designer de iluminação Ferenc Haász.
A Guatemala é um país localizado na América Central que está organizado em 22 departamentos. Sua capital e cidade mais populosa é a Cidade da Guatemala. As fronteiras geográficas que contêm este território são formadas pelo México ao norte e oeste, Belize e Honduras ao leste, e El Salvador ao sul. Além disso, abre-se para o Oceano Pacífico e o Golfo de Honduras.
O projeto "Salão de Festas" foi escolhido para representar o Pavilhão da França na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. Como resposta ao tema proposto por Lesley Lokko — O Laboratório do Futuro — a equipe francesa pretende criar um lugar de celebração e de experiência coletiva, transformando o pavilhão em uma sala de espetáculos. A equipe curatorial é composta por Muoto, um escritório liderado por Gilles Delalex e Yves Moreau, em parceria com Georgi Stanishev e o curador associado Jos Auzende. A expografia ficará a cargo de Clémence La Sagna e a programação é de Anna Tardivel. O pavilhão estará aberto de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
A Lei da Polaridade também é válida em relação à sociedade e às culturas humanas: na verdade, tudo tem um oposto. As contraculturas explodiram como forma de condenar os "caminhos do mundo". Um movimento de contracultura é capaz de expressar o ethos e as aspirações de uma população durante um tempo específico e, à medida que novos estilos de vida são explorados, a arquitetura evolui para satisfazer os ideais utópicos das novas sociedades. Desta forma, ela acaba por ser um produto da cultura para a qual é projetada.
Relançamento do Minha Casa Minha Vida será durante viagem de Lula à Bahia, com novas regras para a adesão de famílias de baixa renda.| Foto: Ubirajara Machado/MDS / Agência Senado
Entre as novidades do novo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), lançado recentemente pelo Governo Federal, está a inclusão da modalidade "melhoria habitacional". É uma introdução necessária, porque atende populações historicamente desassistidas – e as mais vulneráveis aos impactos cada vez mais frequentes e severos da mudança do clima. É preciso iniciar uma nova trajetória de desenvolvimento sustentável, justo, inclusivo e de baixo carbono. Essa transição depende do acesso a habitação de qualidade, mas também a outras infraestruturas e serviços.
https://www.archdaily.com.br/pt/998585/novo-minha-casa-minha-vida-abre-oportunidade-de-qualificacao-de-territorios-precarios-com-governanca-compartilhadaSimone Gatti e Henrique Evers
O Heatherwick Studio divulgou um novo projeto que pretende transformar uma antiga usina de dessalinização em um distrito cultural na orla de Jeddah, na Arábia Saudita. A estrutura industrial será reconfigurada para se tornar The Museum, um grande complexo que oferece espaços de produção, estúdios e ateliês para artistas, além de grandes áreas de exposição.
Meta City Hall / CAA LAB. Imagem Cortesia de CAA LAB
O metaverso está se mostrando um terreno fértil para pesquisa e experimentação, especialmente para os arquitetos. Este novo reino é atualmente indefinido e reúne muitas narrativas, explorações e oportunidades para arquitetos e designers moldarem um novo tipo de ambiente. Ferramentas como geradores de imagens por Inteligência Artificial estão contribuindo para a compreensão das suas inúmeras possibilidades. Embora eles ainda não façam parte da prática padrão, trazem a promessa de uma mudança na produção da arquitetura. Projetos conceituais como os apresentados a seguir não têm propósito externo mas, ainda assim, são importantes para a consciência das novas tecnologias que provavelmente terão um efeito significativo no futuro de nossa profissão.
A curadoria desta semana apresenta os melhores projetos de arquitetura não construída, destacando criações enviadas pela comunidade ArchDaily que experimentam um novo meio e integram novas tecnologias. De edifícios abstratos criados para serem experimentados por meio da realidade virtual no metaverso a investigações sobre a capacidade dos mecanismos geradores de imagens por IA de desenvolver expressões arquitetônicas inovadoras e até pesquisas em planimetria, os projetos a seguir estão ampliando os limites de como a arquitetura poderá ser na nova era dos desenvolvimentos tecnológicos.
'Ecologías en movimiento', tema del pabellón de Chile en la Bienal de Venecia 2023. Image Cortesía de Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio de Chile
Com a proposta "Ecologias em Movimento", o arquiteto Gonzalo Carrasco e o escritório Beals Lyon Arquitectos farão a curadoria do pavilhão chileno na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, segundo informou o Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile.
"Ecologias em movimento" abordará como no projeto original da Quinta Normal de Santiago, "arquitetura e ciência tornaram possível imaginar o futuro de um país que estava entrando na modernidade" no século XIX, segundo os organizadores. O pavilhão também traçará paralelos com os desafios atuais de reparação e restauração ecológica com o estudo dos processos de recuperação do solo com sementes endêmicas.