Arquitetura, cidade e ativismo são as palavras que definem o Taller ACÁ, uma prática emergente dirigida por Jorge Villatoro e Hans Schwarz na Cidade da Guatemala. Entre seus projetos estão a A Pequena Casa Quinn e o Centro Comunitário Plantando Sementes, que recentemente foram selecionados como os vencedores do Prêmio Danta na Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023. Na conversa que apresentamos a seguir, Villatoro e Schwarz nos contam em detalhes sobre suas inspirações, processos de trabalho e futuras projeções sobre a arquitetura, tanto no país como na América Central.
A Guatemala é um país localizado na América Central que está organizado em 22 departamentos. Sua capital e cidade mais populosa é a Cidade da Guatemala. As fronteiras geográficas que contêm este território são formadas pelo México ao norte e oeste, Belize e Honduras ao leste, e El Salvador ao sul. Além disso, abre-se para o Oceano Pacífico e o Golfo de Honduras.
Rectoría USAC, Andrés Asturias. Image Cortesía de Raúl Monterroso
Raúl Monterroso é uma das referências quando se trata de falar sobre o movimento moderno na Guatemala. Ele não só foi um promotor da preservação do legado arquitetônico do país com sua publicação "La Guía de Arquitectura Moderna de Ciudad de Guatemala"("Guia de Arquitetura Moderna da Cidade da Guatemala"), mas recentemente colaborou com o Museo Experimental el Eco para sua Re_vista 05 com uma análise crítica intitulada "Sueños modernos, realismos mágicos y otras fantasías de ayer y hoy" ("Sonhos modernos, realismos mágicos e outras fantasias de ontem e hoje"), que procura ser uma janela para qualquer um questionar e se envolver com os valores arquitetônicos guatemaltecos.
A natureza tem sido continuamente considerada uma musa inspiradora para os arquitetos. Cores e formas do mundo natural encontram-se embutidas em construções artificiais. Os edifícios também são moldados por padrões de vento e sol, topografia e vegetação. Enquanto a arquitetura é alimentada pelos efeitos da natureza, os edifícios têm sido propostos como objetos inertes que permanecem estáticos num mundo em evolução biológica. As “selvas” de concreto antropocêntricas são desprovidas de vida, separando os humanos dos ambientes naturais e causando desequilíbrios que se manifestaram em forma de pandemias. Mas, como seriam as cidades se não houvesse fronteiras entre humanos e ecossistemas?